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História Anteros - Capítulo 22


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 22 - Na Fogueira



– Não se preocupe… a bala passou direto e não atingiu nenhuma veia ou o osso. – uma das enfermeiras do hospital da cidade terminava de fazer o curativo na perna de Didra. – Vai ficar como nova em pouco tempo e…

BLÁM

Na sala ao lado, alguma coisa caiu (ou foi jogada) violentamente no chão. Dee esforçou-se para levantar da cama e descobrir o que era, mas a enfermeira a segurou na cama. Não precisou nenhuma das duas ir até a sala ao lado, pois a porta abriu bruscamente dando passagem pra Dean e mais dois policiais.

– Senhor, você não pode…

– EU POSSO! – Dean berrou com a enfermeira. – EU POSSO PORQUE ESSA… – ele berrou um palavrão. – …É MINHA IRMÃ!!

– Vou contar pra mamãe que você xingou ela! – Dee falou baixinho, o que foi suficiente para atrair a atenção do rapaz da enfermeira para ela.

– O QUE VOCÊ TAVA FAZENDO LÁ?? POR QUÊ??

– E POR QUE VOCÊS ENVOLVERAM A IRIS NISSO?? – Didra respondeu também aos berros. – VOCÊS ARRISCARAM A VIDA DELA!

– Estava tudo certo!! Iriamos pegar eles e prendê-los! A Iris estaria segura!! VOC~E COLOCOU ELA EM RISCO!

– NÃO ENQUANTO ELA ESTAVA SE ENVOLVENDO COM ISSO! EU TAVA TENTANDO TIRAR ELA DESSE NEGÓCIO!! A CULPA É SUA!!

– A culpa é minha!!

Didra não acreditou em quem estava parado na porta. Os cabelos pretos penteados para trás e a barba bem aparada davam um aspecto de quem tentava ser um sósia do “Tony Stark”. Ele usava um blazer sobre uma camisa preta com um pacman amarelo no meio.

– Armin? – Didra pegou seus óculos que estava sobre uma mesinha ao lado da cama e olhou para o rapaz sem acreditar. – Is that you?

– Ei… achei que não ia te ver mais. Dee. – Armin foi aproximando-se da cama, sem saber como seria recebido. – Eu achei não ia te ver falando em inglês. Tava todo mundo falando que seu inglês tá ótimo.

– What you doing here?

– Ele estava fazendo a parte técnica da escuta. Ele veio para garantir que a Iris estaria segura! – Dean estava com a mão na testa, tentando manter a calma. – Ele cuidou para que ela estivesse com a escuta mais discreta possível, trouxe a tecnologia da própria DPSD*… ele até mandou ela deixar o celular em casa pra não correr o risco dele tocar no meio da operação… E você estragou…

– Já disse! A culpa foi minha!! – Armin interrompeu a fala. – Eu espirrei! Eles ouviram o meu espirro e a culpa foi minha! A Dee não tem culpa.

– A Dee tem culpa de se intrometer onde ela não foi chamada!! – Dean respondeu apontando a irmã. – Mas como é que diabos você acabou indo parar naquele hospital?

– Maybe eu ser um investigador melhor do que você.

– É mesmo? – Dean abriu um sorriso cínico. – Então acha a Iris! Descobre onde vão largar o corpo dela e depois descobre como explicar o que aconteceu para…

– F*CK YOU!! – Dee pegou o vaso de flores que havia sobre a mesinha e atirou contra o irmão.

Dean conseguiu desviar do objeto que acabou espatifado na parede. Ele saiu do quarto furioso e deixa um dos policiais na frente do quarto. A enfermeira saiu do quarto e foi chamar uma faxineira pra limpar os cacos e recolher as flores espalhadas. Quando ela ficou sozinha, Dee começou a chorar. Armin aproximou-se e a abraçou. Eles ficaram ali alguns minutos abraçados.

– Não é verdade, né? Você ter como rastrear ela, no? – Dee perguntou para Armin entre um soluço e outro. – Você ter uma jeito de saber onde ela está?

– Eu não posso garantir… Se pegaram o grampo, eles podem não ficar felizes! – Armin respondeu. – Nós vamos achá-la e… onde você vai?

– Fazer o que Dean falar! Eu vai achar Iris!! – Dee levantou-se e pegou uma muleta que estava encostada na parede. – Eu não vou deixar machucarem ela!

– E como você vai fazer isso? – Armin respondeu. – Precisamos bolar um plano e…

– Enquanto vocês bolar planos eu vai achar ela! – Didra disse irritada. – Se você estiver certo, vão machucar ela! E eu não vou deixar!

– Você tomou um tiro…

– Is not the first time! – com dificuldade, ela calçou as botas e foi em direção a porta. – Eu vou encontrar a Iris and save her… Não fique no meu caminho!

– Eu? Até parece! Como se eu não te conhecesse… – Armin tirou do bolso um aparelho de celular bem fino, muito diferente de qualquer outro que Dee já tinha visto. – Se tiver alguma pista, me avisa por aqui! Não dá pra baixar joguinho e…

– …e por isso você tá me dando esse?

– Hã… também… mas não é só isso! – Armin ficou um pouco envergonhado. – Eu posso rastrear você com isso! Se algo acontecer, em dois minutos vai ter agentes do governo saindo até do esgoto.

– Thanks! Eu prometo que não quebro!

Dee saiu mancando do quarto e Armin mandou que o guarda deixa-se ela sair. A enfermeira, que voltou com uma das faxineiras do hospital ainda tentou impedir Dee de sair, mas não houve o que parasse ela. Didra conseguiu pegar um táxi e chegou bem rápido na Anteros, onde poderia pensar em alguma estratégia, porém quando chegou, até o andar do seu quarto, viu algo que não esperava.

– Didra!! – Chani estava mais pálida do que o de costume. – Eu falei pra ele esperar! Ele não quis me ouvir!!

– O que estar acontecendo?

Patrick Connard, o Assistente Administrativo, estava na frente do quarto de Dee e Yellen, colocando várias coisas de Dee para fora, como livros, notebook, roupas eram jogadas em malas abertas sem nenhum cuidado. Melody estava ao lado dele, certificando-se que nada seria roubado ou quebrado, enquanto Chani tentava arrumar algumas coisas, embalá-las em sacos plásticos e levava direto para seu próprio quarto.

– Didra, eu sinto muito, eu tentei conversar com o professor Rayan, mas…

– What’s happening? – Didra olhava a situação e chegou perto da porta, ele tomou das mãos de Patrick as roupas que ele carregava (ela sentiu um pouco de asco ao pensar que ele possa ter tocado em sua roupa íntima, mas aquilo era secundário). – O que você estar fazer aqui?

– Você está expulsa da Anteros! – Patrick respondeu jogando as roupas de Dee no chão. – Por estar associada ao tráfico de drogas que acaba com a nossa instituição!

– Mas, isso é um absurdo! Eu não fazer esse!! – Didra falou chocada. – Isso ser mentira!!

– Você não é amiga de um tá de Nathaniel? Temos provas de que ele é um dos traficantes e sabemos que você está envolvida com ele! – Patrick continuava pegando as coisas de Dee e colocando para fora. – Portanto, acabou seu negócio aqui, senhorita!

– Isso ser absurdo! Eu vai ir falar com mister reitor e…

– Não adianta, Dee! A ordem veio dele! – Melody interferiu. – Agora você tem que sair e depois pode recorrer a isso. Didra, eu sinto muito.

– That’s ok… – Didra não podia nem ajoelhar para recolher as coisas dela, por causa da perna. – Melody, por favor, cuide dos meus coisas. Chani… i need your help!

Melody acenou positivamente e passou a juntar as coisas que Patrick continuava tirando do quarto, enquanto Dee e Chani afastavam-se do quarto dela e indo em direção ao elevador. Didra apertou o botão e acionou o equipamento que poucos segundos depois apitou e para permitir que elas entrassem. Para surpresa delas, Rosalya estava dentro do elevador.

– Didra, eu estava mesmo indo te ver!! – Rosa pulou no pescoço de Dee. – Eu soube do que aconteceu!!

– Don’t worry, Rosa… eu ter coisas mais urgentes pra pensar! – Dee colocou Rosa e Chani no elevador e apertou o térreo. – Rosalya, eu precisar de um carona… ter que ir no casa de Dean!

– Claro! Estou com o meu carro aí, mas… oque aconteceu com a sua perna?

– Eu contar no caminho! – ela virou-se para Chani. – E você, eu precisar saber onde e com quem Yeleen comprar toxics!

– A Yeleen? Ela tá usando essas coisas?

– I’m pretty sure she is. – Didra respondeu. – Preciso descobrir onde e de quem… e daí, seguir até achar a Iris.

– O que aconteceu com ela?

– Ela ser sequestrada!

– Minha nossa! – Chani disse e Rosa ficou pálida ao ouvir aquilo. – Mas, Dee… O que eu vou fazer? A Yeleen me detesta! Ela não vai me falar isso! Ela não vai me ajudar!

– Talvez seja aí mesmo que você tenha que pegá-la… Espere… – Rosa tirou a chave do carro e entregou para Chani. – Leva a Dee aonde ela precisa ir! É um Pegout prata. Eu falo com a Yeleen, pode ser?

– Eehh… tudo bem. – Chani pegou a chave. – Sem problemas!

– Iremos até a casa do Dean e voltamos para te pegar com a informação, Rosa!

Didra foi mancando para fora do elevador com Chani a seu lado. Rosalya foi em direção ao prédio do curso de História da Arte, onde esperava encontrar Yeleen. Não a encontrou no campus e nem no refeitório. Sua melhor chance era olhar nos auditórios, mas nem mesmo haviam aulas no momento. Rosalya foi olhar até no banheiro e nada de encontrar Yeleen.

– ME DEIXA EM PAZ!!

O barulho veio da biblioteca e chamou a atenção de vários alunos. Rosalya foi até a porta da sala de estudos e lá estava Yeleen. Cercada de livros e papéis de anotação, bagunçados demais para serem efetivos em algum estudo, além de um notebook e vários copos de café.

– Estou estudando, tá legal? Me deixa em paz!! – Yeleen continuava passando os olhos pelos livros, anotando qualquer coisa e olhando para o notebook. – Me dá licença sim! Não vou devolver o livro. Ainda estou usando!

Alguns alunos do curso de História da Arte ficaram irritados com a reação da garota, mas deixaram ela lá. Yeleen continuou em seu modo frenético de estudar. Rosalya foi até ela e sentou-se na mesma mesa. Yeleen a encarou com raiva, mas não falou nada.

– Aí… onde você compra isso? – Rosalya foi direto ao assunto. – Estou precisando também, para ficar assim… ligada e poder estudar!

– Compro no Cozy Bear. Chama-se “café”! – Yeleen nem tirou os olhos do livro. – Agora me deixa em paz!

– Fala sério… você sabe do que eu tô falando! – Rosalya estendeu a mão para ela. – Mé dá só um! Eu tô sem faz uns dias… Tô precisando!

Yeleen não respondeu.

– Se você não me arrumar um, eu conto quem é que tá levando essas merda pro quarto 719! – Rosalya apertou a mão em forma de um punho e deixou ela tremer um pouco. Nas aulas de psicologia, ela teve alguns exemplos de pessoas em abstinência então tinha uma ideia de como agir. Só precisava ser convincente o bastante. – Você tá ferrando com a minha amiga! Não me custa nada te ferrar também!

– E por quê eu faria isso? Por que eu iria te ajudar? – Yeleen respondeu com raiva, mas baixo o bastante pra ninguém, além de Rosa, ouvir. – Detesto você e sua amiguinha! Quero mais é que vocês passem mal e morram!

– Então me dá essa merda e quem sabe eu morra!

– O quê?

– É isso aí que você ouviu! Me dá. Me deixa morrer, me deixa se ferrar na mão dos traficantes!

– Você tá maluca, é?

– O que? Tá preocupada comigo agora? – Rosa abriu um sorriso nervoso e estendeu a mão pra ela. – Me manda no seu contato e vai saber o que pode acontecer comigo lá… – Rosa trincou os dentes e olhou pra ela com raiva. – Só me dá um agora!!

Yeleen ficou em silêncio por alguns minutos. Os olhos dela tremiam, os músculos estavam tensos, como se ela estivesse segurando um cão bravo, pronto pra avançar sobre Rosa. Então ela pegou uma das suas folhas de anotação rabiscadas, anotou alguma coisa e entregou pra Rosalya.

– Se vira! Compra!! Procura o Malak! Ele arruma pra você! – Yeleen disse. – Talvez ele se interesse por essa sua bunda branca e você consiga um ou dois a mais!

Rosalya pegou o papel e não respondeu nada. Os alunos da biblioteca ficaram olhando para Rosa, estranhando o jeito que ela agiu ao conversar com Yeleen. “Será que ela também tá nessa”? Bom, isso não era problema para ela. Resolveria a questão de sua imagem depois Agora, havia alguém em perigo e ela precisava resolver isso.

Ela sacou o celular e preparou-se para ligar para Dee. Não sabia qual a distância entre a casa do Dean e a Anteros, mas achava que ainda demoraria um pouco e…

VVRRRUUUMMM… iééé! screeech! BLÁM!

– Meu Deus!! Meu carro!! – Rosa correu em direção ao Pegout que acabara de bater em uma pilha de latas de lixo do outro lado da rua. Ela viu o carro arranhado e coberto de manchas de alguma coisa que ela rezou que fosse tinta. – O que vocês fizeram??

– Fomos até a casa do Dean!! – Didra, que estava no banco do motorista respondeu um pouco nervosa. – E voltamos, ué… Ele amassou um pouquinho!

– Mas, por que você está dirigindo?? – ela abriu a porta do carro. – Chani?? Eu dei a chave pra você!!

– Mas, você não perguntou se eu sabia dirigir… – Chani, um pouco nervosa e envergonhada, estava sentada no banco do passageiro e com um dos pés nos pedais. – Então, a Dee dirigia e eu acelerava…

– Meu Deus do céu… – Rosalya respondeu enquanto ajudava Dee a sair do carro. – … eu vou levar vocês e… Didra?? Por que tem um cachorro enorme no banco de trás do meu carro??

– É o Cookie! O cachorro do Kentin!! – Didra mancou até a porta de trás. – Ele é um cão policial agora e tá morando com o Dean! Ele vai nos ajudar!

– Ele fez xixi no banco!!

– Considera isso uma punição por não ter ajudado a Iris lá atrás!! – Didra sentou-se no banco de trás, junto com Cookie, tentando ficar fora do banco molhado. – Você conseguiu o endereço?

Rosalya, extremamente irritada, assumiu o volante (Chani timidamente tirou seu pé dos pedais. Certeza que Rosa não queria e nem precisaria da ajuda dela) e foi em direção ao endereço que Yeleen deu. Era um bar na periferia da cidade bem mal frequentado. Em cerca de 20 minutos, elas chegaram. Didra foi mancado com Rosa e Chani, uma de cada lado.

Elas olharam em volta e encontraram o rapaz que Yeleen mencionou, Malak e outros dois colegas, um mais alto e magro, com a pele branca e cabelos raspados usando uma camiseta sem mangas e calça jeans e o outro um pouco mais baixo e bem mais forte, com uma jaqueta estilo motoqueiro e calças largas de material sintético. Eles viram as garotas entrando e começaram com as risadas cínicas, assobiando, apontando para elas e fazendo comentários.

– Olha só… a colega da Yeleen. – Malak disse apontando para Dee. – Ela fica uma delícia de só de calcinha, vocês não imagem.

– Cadê o seu chefe?

– Quem? – Malak respondeu cínico. – Eu sou o chefe, minha linda…

– Alright… – Didra tirou um palito prateado do bolso. – Eu estar sem paciência pra esse

E sobrou o palito. Malak e os colegas ficaram olhando para ela sem entender o que estava acontecendo. Estavam pensando no que iam fazer para “castigar” a ousadia delas de invadir seu bar e querer ver o chefe.

Então algo entrou pela janela do bar, latindo e rosnando. Cookie derrubou cadeiras e mesas, avançando furiosamente em direção aos caras que entraram em desespero ao ver o cachorro. Ccada um correu para um lado, largando bebidas, cigarros e qualquer coisa que estivessem segurando. Cookie perseguiu um pouco cada um deles até que os rapazes subiram em qualquer coisa alta o bastante.

O rapaz mais gordo ficou encolhido em cima de uma mesa do bar, enquanto o mais magro subiu no balcão e depois foi para cima do refrigerador do bar. Malak, por último, subiu em um sofá que ficava no canto do bar. Com ose soubesse quem era o alvo, Cookie avançou contra ele e pulou para morder o rapaz e acabou pegando apenas a parte mais larga da calça dele, nem próximo do “malakinho”.

Rosalya viu a situação e foi em direção a porta, trancando ela para ninguém interferir. Os outros dois rapazes se encolheram de medo e ficaram bem quietos, rezando para que o cachorro não olhasse para eles e nem chegasse perto “daquela área” com aqueles dentes afiados. Chani levantou uma das cadeiras e levou ela para perto de Dee.

– Quietinho agora, Cookie. – Dee sorriu para Malak e sentou-se na cadeira que Chani lhe ofereceu. – Tá legal, agora a gente vai conversar, né?

– M-moça… por favor… chama o s-seu cachorro… Por favor…

– Assim que você me disser onde eu encontro o cara que te dá essas porcarias aqui para vender. – Didra apontou com a muleta para o pote de remédios que caiu no chão. – Onde está o seu chefe?

– M-moça… por favor… eu não p-posso…

– Cookieee…. – De cantarolou. – Morde a salsicha do moço…

– GRRRR… – o cão rosnou e mordiscou e puxou a calça do rapaz com força. – RRROOAARR…

– AAAAHHHH… TÁ LEGAL TÁ LEGAL!!

Cookie se acalmou. Ele deu uma olhada para os outros dois caras que estavam acuados em seus cantos e rosnou de leve. Eles reconsideraram a ideia de descer e tentar sair correndo antes do cão pegar eles.

– E aí? Cadê o seu chefe?

– Moça… você não vai querer ir lá… Esquece isso vai…

– Cookieeee… almoço…

– GRRRR…. – e deu umas mordiscadas mais fortes, agora pegando alguma parte do “material orgânico” do rapaz e sacudiu. – RRRRRR….

– AAAAAHHHH… NÃONÃONÃONÃO… Tá bom… Ele lá no centro industrial!! Ele tá lá!! Eu dou o endereço!! Eu juro!! AAAAHHHH…

– Que tipo de maluco ensina isso pra um cachorro? – um dos caras que estava escondido falou.

– Ele aprendeu sozinho… – Rosalya tirou do bolso um bloquinho e uma caneta, então entregou para o rapaz. Ele anotou alguma coisa rapidamente e entregou para Rosalya. – É… acho que conheço o lugar.

Didra levantou-se da cadeira e foi mancando em direção a saída com Chani e Rosalya. Dee pegou o telefone e ligou para a polícia, mantendo os caras rendidos. Um carro da polícia chegou e ficou confusa ao ver três garotas, três caras pendurados como papagaios no poleiro, pedindo para serem presos. Não demorou muito para que os três caras estarem algemados e presos. O bar foi fechado e elas acompanharam os policiais até a delegacia, segundo a viatura com o carro da Rosalya.

Quando chegaram, Dee foi mancando em direção ao escritório de Dean, com as amigas ajudando-a. Ao entrar lá, haviam vários técnicos e equipamentos diferentes montados em cima de mesas, mapas em paredes com anotações e lousas com anotações e fotos. Fotos do Tipo Suspeito e do Cara Não-Net, fotos do Nathaniel e, para o desespero de Dee, uma foto de Iris em um cartaz de desaparecida.

– Isso é só um protótipo… talvez não vamos usar. – Armin chegou por trás de Dee e colocou a mão no ombro dela. – Não vamos precisar! Eu te garanto…

– Armin? – Rosalya foi até ele. – É você?

– Rosalya? – ele abraçou a garota. – Há quanto tempo! O Alexy me contou a novidade… meu parabéns!

– O que é que você está fazendo aqui?? – Dean passou pelos policiais e foi até Dee. – O que você quer?

– Dean, eu consegui…

– Eu sei oque você conseguiu!! E já conseguiu o bastante! – Dean acenou para que alguns policias viessem até eles. – Agora chega! Acabou a brincadeira de investigação. E ainda envolveu a Rosalya nessa história? Não sabe que ela não pode ficar se estressando? Quer botar em risco até o filho dela?

– Mas, Dean, eu…

– Não! Eu não quero saber! – Dean olhou para Chani e estranhou a presença dela. – E você? Quem é?

– Chani! – ela estendeu a mão para ele. – Amiga e hétero!

– Dean, você ter que me…

– Não! Acabou! Me deixa trabalhar! E eu vou tentar resolver a merda que você fez! – ele apontou pros policiais. – Acompanha elas até a saída. E se resistirem, pode prender!

– But, Dean!! You need…

Dean virou as costas e foi falar novamente com os policiais. Dee até tentou chamá-lo, mas o guarda deu um passo e bloqueou o caminho dela. Rosalya colocou a mão no ombro dela e as três saíram da delegacia. Foram até o carro de Rosa, onde Cookie as esperava. O cão colocou a cabeça para fora da janela e Chani foi até ele para acariciá-lo.

– DAMN YOU!! – Dee berrou em direção a delegacia. – That idiot can’t be my brother!! You mother…

– Dee! Calma! Volta pra cá e volta a falar a nossa língua!! – Rosalya disse tentando acalmá-la. – Calma e vamos pensar. Talvez o Armin possa nos ajudar…

– Eu não querer saber! Se ele não ajudar, então eu vai fazer sozinha! – Didra respondeu. – Eu vou lá resgatá-la! Já sai de um sequestro antes…

– Tudo bem! Então, vamos! – Rosalya falou. – Errei com ela antes e não vou fazer isso outra vez… E se falar algo sobre o meu estado, eu arrebento os seus dentes!

– Eu também! Vou ajudar! – Chani respondeu e olhou para o cão. – E você também né, Cookie?

– Grr… AU!

Didra olhou para o Cookie, olhou pra Rosalya, olhou para o carro.

– Quantos mais cabem em seu carro, Rose?

Zona Industrial da Cidade…

– PERAÍ CARA!! ESPERA UM POUCO!! ME DESCULPA!! – o Cara Não-Net se debatia no chão, com a cara arrebentada e machucados por todo o corpo. – ME PERDOAAAAAA…

– EU NÃO FIZ NADA!! ME SOLTA!! – o Tipo Suspeito vinha logo atrás, também machucado, algemado e sendo arrastado pelos braços. – ME SOOLLLTTAAA… SOCORROOO!!

Rayan vinha caminhando ao lado deles, com Nathaniel e Iris, também algemados, sendo escoltados por dois outros caras armados. Os funcionários da “fábrica de drogas” pararam para olhar o que aconteceria, por ordens do chefe. Era um tipo de punição exemplar, para que todos soubessem bem o que esperava quem desobedecesse. Rayan terminou de limpar as mãos com um lenço e entregou a um dos capangas.

– Qual foi… a parte que vocês dois não entenderam de “ninguém encosta em nossos convidados”? – Rayan falou bem alto para chamar a atenção de todos. – O que vocês pensaram em fazer com essa moça é… qual seria a palavra mais adequada… é… irremissível!

– Eu nem sei o que isso quer dizer… – choramingou o Cara Não-Net. – Foi ideia dele! Me perdoaaaa…

– A ideia foi dele, mas você quis ir junto, não? – Rayan então virou-se para Iris. – Sabe que a sua amiga é minha aluna no curso de História da Arte, não é?

– Sei sim… – Iris estava assustada. Ela escapou de um destino terrível, mas, imaginar o que estava para acontecer ali era muito assustador também. – Mas, ela não…

– Não! Vamos focar aqui… não acho que vocês conversem muito sobre minhas aulas, mas vou te perguntar, você conhece Jules Eugène Lenepveu? – Iris fez que não com a cabeça. – É… imaginei! Ele foi um dos pintores admitido no atellier de François-Édouard Picot e era famoso por retratar fatos históricos entre os anos de 1840 a 1890… E inclusive pintou o teto da Ópera de Paris.

– Não me ligo muito em ópera… – Iris disse com um pouco de medo. – …talvez um Winged Skull?

– Mas, mesmo assim, aposto que você já deve ter visto um dos quadros mais famoso dele em algum lugar… Jeanne d'Arc sur le bûcher à Rouen!

Rayan respondeu apontando para os dois capangas que arrastaram o Tipo Suspeito e o Cara Não-Net para tipo de sala sem janelas com as paredes pretas de sujeira antiga. Eles foram jogados lá e logo em seguida um dos caras bateu com a coronha da arma no joelho deles. Iris se encolheu ao ouvir os gritos e o som dos ossos quebrados, embora ela já tenha visto coisas bem piores no hospital.

O que ela não tinha ouvido antes era barulho da gasolina sendo espalhada pelo chão e sobre os dois caras que berravam de dor e desespero.

– Você sabe o que vai acontecer no quadro, não é? – Rayan colocou na mão de Iris um esqueiro. – Foi você que eles atacaram e é de você que esses outros caras todos aqui têm que ficar longe… então… é você quem decide!

Iris olhou para os dois agressores que se debatiam, berravam e pedindo perdão. Olhou para Nathaniel, que apenas encarava os dois caras dentro daquele “forno” com raiva e desprezo, desejando que o isqueiro estivesse na mão dele. Olhou para Rayan que também a encarava esperando a decisão. E, por último, para o isqueiro que emitia uma chama tremulante.

Continua…


Notas Finais


*DPSD — A Direction du renseignement et de la sécurité de la Défense (em português, Diretoria de Informação e Segurança da Defesa) é uma agência ligada ao Ministério da Defesa francês. O órgão sucedeu à agência de segurança militar, em 1981. Sua missão constitui-se de contrainteligência, inteligência geral, contraterrorismo e contrassubversão. Os militares, as instituições e a indústria de defesa estão incluídas na sua área de responsabilidade. A DPSD também é responsável por garantir a segurança do pessoal, informação, material e instalações sensíveis dentro do complexo nacional francês de defesa.

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Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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