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História Anteros - Capítulo 26


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Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 26 - Love Life



– Como assim não podem fazer nada?? – Donatello Le Sante berrou ao telefone. – Eu contratei diretamente com a prefeitura o espaço essa noite! Não deveria haver interrupções!! Como assim “não foi programado”? Quero falar com o agente dele! O quê? O agente não é mais agente?

Transtornado, Le Sante jogou o telefone no chão e deu um murro na parede. Ele havia planejado tudo com tanto cuidado. Alugou o espaço no hotel Pavilion du Roi para a recepção pós cerimônia. Convidou todos seus sócios e a mais alta sociedade pra o evento (e, relutantemente, permitiu que a noiva trouxesse seus familiares mais próximos e já havia instruído os garçons a não direcionar os melhores champagne para eles). Fechou todo o espaço de 140 metros quadrados da Place des Vosges para realizar o casamento do filho e, com um vídeo de dois minutos, um cantorzinho sem talento estragou tudo.

Agora ele precisava que a sua segurança privada impedisse um batalhão de adolescentes malucas gritando invadir e destruir tudo o que ele tinha planejado. Mas aquilo não o atrapalharia. Raphael se casaria e lhe daria os netos homens que ele queria para manter seu império e seu nome de qualquer forma. Aquilo não poderia terminar assim.

– Hehehe…

Ele se virou para ver de onde veio aquela risadinha. Era sua filha, April, olhando para aquele maldito celular. Ela estava empolgada com a possibilidade da visita daquele tal de Castiel. O delinquente que ela fez questão de chamar para sua festa de aniversário. Donatello tinha planos de apresentá-la aos jovens solteiros mais influentes da alta sociedade, filhos de seus sócios e os brilhantes rapazes que conquistaram seu primeiro milhão com menos de 25 anos.

Mas, não… Aquela garota era uma grande decepção e ficou a festa toda ao lado do delinquente cheio de tatuagens com sua banda de “rock’n’roll”. Aquela barulheira do inferno. Era prioritário afastá-la dessa má influência desses tais músicos e fazê-la apreciar os verdadeiros clássicos como Richard Vagner. O que também significa afastá-la dessa moça com quem ele forçou o casamento de Raphael.

“Só um ano ou dois. Ela me dá meus netos e depois a separamos de Raphael. Criamos uma boa história para as crianças, um berço nobre. Eles não precisarão ter contato com a tal mãe. Serão enviados a um internato e serão preparados para o futuro e então assumir as responsabilidades da família. O nome Le Sante continuará como um dos maiores expoentes da mais alta sociedade francesa. Superaremos até os Chav….”

– ”Atenção todas as fãs do Crownstorm em Paris… “ – o celular de April  repetia o vídeo em loop e a garota ficava cada vez mais empolgada. – ”Em 30 minutos estarei ao vivo na Place des Vosges e quero ver todo mundo lá!!”

– Desligue esse maldito vídeo!! – Donatello berrou para a filha. – Esse delinquente está arruinando o casamento do seu irmão! A culpa disso é sua e dessas outras moças sem nada na cabeça!

– Não percebeu que nem ele e nem ela querem se casar hoje? – April respondeu enquanto guardava o aparelho na bolsa. – Talvez seja um sinal para que você desista disso.

– Desistir? Não existe essa palavra entre os Le Sante! – o homem gritou mais alto a ponto de ser ouvido do lado de fora no corredor do hotel. Sua esposa entrou no quarto e foi até a filha. – Você é uma decepção! Um erro! Graças a Deus eu tenho um filho varão! Deus me livre de você assumir minha clínica! É por isso que preciso que Raphael se case e assuma o império que ergui com meu trabalho! Meu suor…

– E um ou outro “favor” político que você fez ou recebeu de alguns congressistas, não é?

– NÃO OUSE ME QUESTIONAR!! Dei tudo a vocês! – ele levantou a mão para ameaçar April, mas a sra. Le Sante segurou a garota pelos ombros e a afastou do pai. – Eu construí isso com minhas mãos e nada irá me impedir de ter o meu sucessor!! E ele não será uma menininha deslumbrada por um vândalo tatuado.

– Querido, por favor… os convidados!

– Isso é culpa sua… – ele falou para a esposa. – Deveríamos tê-la colocado em um internato religioso, mas você não permitiu. Agora temos que lidar com isso.

April abriu a boca para responder, mas a Sra. Le Sante a impediu. “Por favor, querida, não piore as coisas”. Donatello Le Sante apenas passou a mão pelos cabelos grisalhos perfeitos e ajeitou seu terno italiano caríssimo, deixando as duas no quarto sozinhas. A moça, indignada com a forma que o pai as tratava, afastou-se da mãe e a encarou com raiva.

– Por quê você deixa ele te tratar assim? – April virou-se para a mãe. – Só por causa do dinheiro e do conforto? Não cansa de ser humilhada?

– Filha… você não entende? Temos que estar juntos e mostrar a todos que somos uma família… Precisamos manter as aparências. Resolvemos esses problemas em particular e…

– Não somos família nenhuma! – April rebateu. – Você é só um enfeite que ele mostra por aí e não duvide que ele vai te trocar por uma mulher mais nova quando você estiver velha!

– Seu pai não faria isso…

– E o Rapha é só mais uma das decepções que ele teve na vida. Não se interessar por sexo… ser assexual como ele é… pro papai é um sinal de fraqueza!

– April, fale baixo… podem escutar e…

– Pro inferno quem escutar! Ele sempre desprezou o Raphael por não ser aquele garanhão e machão que ele falava pros amigos dele naquela… – ela fez aspas com os dedos. – …“sala de beber uísque e fumar charutos” pra onde ele leva as prostitutas com quem ele te trai!

– April? Que coisa terrível para se dizer sobre o seu pai!

– Você sabe que é verdade! E você fica calada! – April disse para a mãe. – Graças a Deus que o Raphael é diferente do meu pai, porque ele é um rapaz gentil e um ótimo médico. É por isso que ele não quer saber daquela empresa… Papai teve que comprar uma noiva pra ele!

– April, não diga essas coisas, alguém pode ouvir…

– Eu não me importo que ouçam! Não mais! – April irritada terminou a discussão. Pegou sua bolsa e foi em direção a saída do quarto. – Quer saber… eu cansei de ser a princesinha! Cansei de ser a ”Le Santinha”. Eu não serei como você!

Ela saiu do quarto do hotel, quando viu um rapaz de cabelos ruivos e encaracolados saindo do quarto da noiva. Ela estranhou um pouco, mas olhando com atenção, percebeu a semelhança entre ele e Iris e então, ela teve uma ideia.

– E a Iris também não… – disse para si mesma. – Ei… rapaz… vem aqui!

***
Aquela ida ao aeroporto parecia mais uma carreata oficial de algum tipo de autoridade ou uma perseguição policial. Uma viatura em alta velocidade na frente, com seu giroflex ligado no volume máximo, abrindo caminho pelas ruas da cidade com alguns outros carros atrás. Os motoristas tiveram que se esforçar para abrir passagem para o carro policial e os curiosos paravam, apontavam seus celulares para o comboio e se perguntavam sobre o que estava acontecendo ali.

Chegando ao aeroporto, os carros foram levados para uma entrada lateral, onde poderiam estacionar perto do helicóptero que os esperava com os motores ligados. O piloto correu até eles e perguntou quem era Didra O’Connel. Dee apressou-se em ir cumprimentar o rapaz e ele a encaminhou para o acento do passageiro. Ele olhou para o resto da tropa que chegou com ela e informou que não seria possível que todos embarcassem junto.

– Eu não vou deixar minha amiga ir sem mim!! – Rosalya grudou no braço de Dee. – Vou pendurada do lado de fora, se precisar!!

– É isso mesmo!! – Chani agarrou o outro braço. – Trate de dar um jeito aí de caber todo mundo!

– Bom, se eu não aparecer lá, vai ficar ruim pra mim e pra banda! – Castiel respondeu. – Tenho que chegar lá e aparecer para o público!!

– Tá legal… – Didra separou-se de Rosa e Chani. – Castiel, Rosalya, Chani e Hyun… Vocês vem comigo!!

– Eu? Mas… eu? – Hyun, que estava um pouco mais afastado com Melody, foi até a frente do grupo. – Eu tenho medo de voar…

– Se eu precisar de alguém pra dar uns chutes, vai ser bom você estar lá!! – Didra segurou o rapaz pela camisa e o puxou para mais perto do helicóptero. – O pessoal me contou o que você fez lá na faculdade com os caras que estavam atrás de mim, então você vem!!

– E Dean, você leva o resto do pessoal… – Didra falou enquanto subia no helicóptero e vestia seu headset. – …a gente se encontra lá! E me desejem sorte…

– Para onde vamos? – o piloto questionou Dee. – Me disseram que eu seria instruído aqui!

– Place dos Vosges! Preciso chegar lá rápido!!

– Ok. Entendido! – o piloto respondeu e trancou as portas do aparelho. – Estamos decolando. Apertem os cintos.

Dean fez um sinal de positivo para a irmã e correu para seu carro, junto com o resto do grupo que se despediam de Didra. O helicóptero levantou voo enquanto Melody e Ambre ficaram para trás um pouco para gritar um “boa sorte” a todos e depois correr para o carro. Liderados pela viatura de Dean, o comboio de veículos dirigiu-se para a Estrada A11.

Já no ar, Hyun segurou-se em qualquer coisa que encontrou dentro da cabine e espremeu os olhos e pediu para avisarem quando ele poderia abrir de novo. Chani maravilhada com a vista, tirou várias fotos com o celular, dizendo que pintaria tudo aquilo mais tarde. Rosalya tentava ligar para Iris, mas ela não atendia. Agora, Dee só poderia esperar e torcer para que chegasse a tempo.

***
Ela olhou para o celular mais uma vez e o nome “Rosalya” brilhava no ecrã. Era a terceira chamada da garota e ela sabia o que estava por vir. Rosalya ligando, Castiel dizendo que estaria naquele lugar em alguns minutos e milhares de fãs do Crowstorm berrando em volta da festa não podia ser coincidência. Iris sentia-se culpada por fazer aquilo, mas, ela precisava. Era a única saída que tinha.

– Não vai atender a Rosalya e… uau…

Iris virou-se para a porta e viu seu irmão ali parado olhando para ela. O garoto cresceu bastante. Estava no alto dos seus dezoito anos e acabara de terminar o ensino médio e agora preparava-se para encarar as provas de admissão na Anteros, onde pretendia cursar música, seguindo os passos do irmão mais velho. Ele mantinha cabelos ruivos em cachos volumosos, parecidos com os de quando era pequeno e usava uma camisa branca, sem gravata, por dentro de um terno preto bem cortado.

– Você deveria estar lá cuidando da mamãe! – Iris voltou a encarar o espelho. – E se ela passar mal? E com quem você deixou o Julian?

– Papai tá com eles… Acho que ela mal se lembra dele, então, está conversando como se estivesse falando com um outro convidado qualquer. – Thomas entrou no quarto e fechou a porta ao passar. – Iris… você tá linda!

De fato, Iris estava linda naquele dia. O tradicional vestido de noiva era muito bonito. Do branco mais puro que Donatello conseguiu encontrar, ele tinha detalhes em pequenas pérolas costuradas por todo o busto, sem decote e com longas mangas de renda, além da saia bufante com várias camadas, tornavam a garota na encarnação da noiva perfeita. Além disso, ela usava um aplique no cabelo que alongava as mechas que caiam em cascata pelos ombros. A maquiagem em tons de cor-de-rosa davam a ela um ar ainda mais virginal. Era a perfeita imagem de uma noiva no sentido mais tradicional da palavra.

– Obrigada… – Iris deu um sorriso sem alegria para o irmão. – É o sonho de toda garota, não é? Casar de branco e tudo mais…

– Mas não é o seu! Por que você tá fazendo isso?

– Não vamos fazer isso outra vez, Thomas. – Iris voltou a olhar o espelho para checar se sua maquiagem estava boa. – Não tem outro jeito. Não temos como custear a operação e precisamos salvar a mamãe.

– Mas, você já contou pra ela? Já perguntou pra ela?

– O que você quer que eu pergunte pra ela? “Oi, mamãe, o que você acha de morrer com um tumor no cérebro hoje?” Além disso, tenho outras contas para acertar com o Sr. Le Sante. Não posso desistir agora…

– Ela é minha mãe também! Você acha que tem o direito de decidir sozinha o que é melhor? – Thomas rebateu com a sua calma e racionalidade habitual. – Acha que ela quer te ver infeliz e casada com alguém que você não ama?

– Não sou infeliz com o Raphael… – ela disse essa frase olhando para o espelho, mais como se estivesse falando com ela mesma do que com Thomas. – Ele é uma boa pessoa. Eu posso aprender a amar ele…

– O Raphael é um cara muito legal, mas todo mundo sabe que não é ele quem você ama mesmo. – Thomas respondeu aproximando-se da irmã. – Além disso, o pai dele só tá te usando! Você sabe de tudo isso, né?

– O que você acha que sabe sobre quem eu amo ou não? – ela ficou brava com o rapaz bateu na penteadeira, fazendo com que algumas das maquiagens caíssem no chão. – Só faltava essa agora… – Iris checou se ela havia sujado o vestido. – …você tá morando com o nosso pai e a gente não se vê a quase um ano! O que você acha que sabe sobre o que eu tenho passado? Você não tem ideia do que está falando e o que eu fiz pra mandar dinheiro pra você! Papai teria te jogado na rua se não fosse o dinheiro que eu mando mensalmente pra ele!

– Eu sei. Mas isso não muda o fato de que o que você está fazendo com a sua vida é errado! – Thomas disse para ela e encarou a irmã de frente. – Se você me falar olhando nos meus olhos que gosta mesmo do Raphael e que quer casar com ele, então eu volto pro meu lugar e não falo mais nada.

Iris virou-se para encarar o irmão e abriu a boca para responder, mas voltou a encarar o espelho e retocar a maquiagem.

– Vai cuidar da mamãe, Thomas, por favor… – Iris respondeu por fim. – Tô muito ocupada agora…

Thomas acenou negativamente com a cabeça, mas resolveu obedecer. Virou-se para a porta e saiu do quarto. Se ela queria fazer aquilo com ela mesma, então, cabia a ele impedir. Esperava que o telefone de Iris que ele roubou do quarto não estivesse bloqueado.

– Ei… rapaz… vem aqui! – alguém no corredor chamou Thomas. Ele virou-se e viu a bonita moça loira acenando para ele. – Irmão da Iris… vem aqui!

– Você é… a irmã do Raphael?

– April! – ela pegou Thomas pela gola do terno e o puxou para dentro de um dos quartos. – Escuta… eu preciso da sua ajuda! Nossos irmãos… eles não podem se casar! Eu sei que pode parecer estranho, mas… eu preciso de ajuda pra…

– Eu concordo! – Thomas mostrou o telefone de Iris. – E tem mais gente que pode ajudar a gente…

***
O piloto mexeu em uns botões e fez algumas leituras. – Acho que posso pousar no aeroporto mais próximo em uns 35 minutos. Espero que não seja inconveniente.

– É!! É muito inconveniente!! Eu preciso chegar na praça em 20 minutos, se não está tudo acabado!

– Senhorita, eu não posso pousar na praça! Tem alguma coisa acontecendo lá… parece que tem um evento fechado! – o piloto respondeu. – Tem uma ordem de restrição da prefeitura lá e a praça tá fora dos limites!

– É exatamente esse evento que estamos indo interromper!! – Didra começou a olhar os botões e ficou pensando em quais ela tinha que apertar para o helicóptero ir mais rápido, mas, percebendo isso, Rosalya segurou a mão dela. – Moço… é sério precisamos nos apressar pra chegar lá!

– Eu posso perder a minha licença de pilotagem se eu fizer uma coisa dessas!! Não posso simplesmente pousar em cima de um monte de gente em uma praça!! Nem tem espaço lá!

– Você não tem um paraquedas por aqui? Ou aquele rapel de bombeiros? – Chani perguntou empolgada. – Talvez aquela metralhadora que gira e…

– Chani, não se empolga! – Rosalya falou pra ela. – Queremos só chegar lá e não matar todo mundo!

– Rapel? Paraquedas? – Hyun estava pálido e se segurava no banco com tanta força que as pontas dos dedos estavam brancas. – Eu não consigo nem pensar em voar, quanto mais em pular!!

– Moça, não posso pousar na praça… Vai me dar um monte de problemas! – o piloto respondeu. – Eu vou perder o meu emprego! Eu vou ficar sem nada…

– Moço… qual é o seu nome? – Rosalya falou. – O meu é Rosalya, mas o pessoal me chama de Rosa!

– É… meu nome? É Jean Paul… – ele respondeu sem saber muito bem o que dizer. – Olá, Rosalya!

– Jean, vou te chamar de Jean, ok? Me chama de Rosa, tá ok?

– Tá…

– Jean, você já quis muito algo na vida? – Rosalya disse para o piloto. – Já teve um sonho que não se realizou? Alguma coisa que não conseguiu? Bom… essa moça aqui… – ela segurou o ombro de Dee. – Tá prestes a perder o amor da vida dela! Se ela não chegar até a Place dos Vosges em 20 minutos, ela vai se casar com outro cara e nunca mais elas poderão ficar juntas…

– I-isso é terrível… – Jean respondeu. – Isso é algo muito ruim, não é…

– Você vai deixar isso acontecer, Jean? – Rosa falou para ele. – Você pode fazer a diferença entre um sonho que se realiza ou não. Você acha que aquele Jean Paul que deixou o sonho para trás ia permitir isso? É daquele Jean Paul que precisamos agora. Será que ele pode nos ajudar?

– Ô, piloto!! Pode correr… que a Anteros não tem medo de morrer!! – Chani começou a batucar na cadeira e cantar. – Ô, piloto!! Pode correr… que a Anteros não tem medo de morrer!!

– Fale por você!! – Hyun berrou. – Eu tenho!!

– Sério que vamos fazer sessão de terapia justo agora? – Castiel falou impaciente. – Que tal irmos direto pra parte em que agente chega rápido lá no meio do casamento e detonamos com a festa?

– Você sabe que isso se resolve com divórcio, né? – Hyun disse para Dee. – Quer dizer… não precisamos de tudo isso, não é?

– E qual seria a graça? – Chani respondeu para ele. – Jean, você consegue fazer um loop com esse helicóptero? Seria muito legal!!

– Jean… por favor… só você pode ajudar a gente agora! – Rosalya ignorou Castiel e continuou focada no piloto. – Por favor…

Jean olhou para Rosalya. Dela para Dee. E de Dee para os controles. Respirou fundo e apertou alguns botões no painel e uma batida de sintetizador e um piano começou a tocar nos headsets deles. Alguma coisa sobre ele desligar as comunicações com a base soou rapidamente e aquilo deixou a todos um pouco preocupados. Exceto Jean Paul que parecia outra pessoa naquele manche.

– Sabe, Rosa… – Jean segurou o manche com vontade e olhou para ela. – …eu sempre quis ser um piloto dublê de filmes de ação!

– Oh f*ck… – Dee olhou assustada para Rosalya. – O que você fazer com ele?

– Vamos ter que voar rápido e abaixo dos radares. – Jean mexeu em mais alguns controles e botões e depois segurou o manche. – HORA DE VOAR!! Esse ia ser o meu bordão se eu fosse um piloto… HORA DE VOAR!!

Então o helicóptero embicou em direção ao chão com tanta velocidade que parecia que eles estavam em um montanha-russa. Tanto que Chani jogou os braços para o ar e deu um berro superempolgado, enquanto Hyun virou-se para o lado e agarrou a cadeira dele como se não houvesse amanhã. Jean ria como um maníaco e passou por entre os prédios mais altos, deixando as pessoas dentro dos apartamentos e pedestres sem saber o que estava acontecendo ali.

– Eu sei de um atalho para chegarmos a praça!! – Jean berrou no seu microfone. – Mas é um pouco arriscado, mas chegaríamos a tempo. O que acham??

– Não, por favor… – Didra berrou enquanto segurava o cinto. – …pode só pilotar normal mesmo!!

– Tá legal, então vamos pelo atalho!!

Então ele voou em direção a dois prédios, que tinha um espaço estreito entre eles. Claramente o helicóptero não passaria por ali. Mesmo que a máquina passasse, as hélices certamente não. Então, ele jogou o manche para o lado e iniciou uma manobra de parafuso, passando com o aparelho por entre os prédios com a nave girando e saindo do outro lado.

Eles conseguiram sentir as pranchas de aterrizagem rasparam na lateral do prédio e viram as faíscas voando pela janela. Hyun berrou tão alto quanto Chani, porém, por motivos diferentes. E Castiel, no meio deles, considerou seriamente se pular não era melhor do que aquilo. Quando todos voltaram a abrir os olhos, Jean apontou para frente e disse:

– Place dos Vosges bem ali!! Vamos precisar de algum lugar para pousar agora!!

Então o telefone de Rosalya tocou e, para sua surpresa, era uma ligação de Iris. Ela pediu para que todos parassem de fazer barulho e atendeu a ligação no viva voz.

– Alô, Iris? Por favor, me escuta… eu…

– Rosalya! Não. Sou eu, o Thomas!! Irmão dela!!

– Thomas? Me deixa falar com a Iris! Eu preciso muito falar com ela… é Importante!

– Rosa… vocês tem que vir pra cá! Estamos no Pavilion du Roi, mas o pai do Raphael já levou a Iris para o casamento! Vocês precisam chegar aqui rápido ou ela estará casada em minutos!! Ela está fazendo isso por causa da nossa mãe… mas ela não…

– Nós sabemos, Thomas!! – Dee berrou. – Mas, eu não sei o que fazer em relação a isso! Não é como desbancar um cartel de tráfico de drogas! Eu não sei oque eu faço…

– Didra? A moça da festa? – April falou ao telefone. – Eu acho que sei como resolver isso pra você! Me escuta.

Quando April terminou de explicar a ideia dela, Donatello Le Sante bateu a porta de Iris e a levou para o elevador. Thomas e April ainda chamaram por ela, mas a moça não lhes deu ouvidos. Ela precisava fazer aquilo. Era a única forma de salvar sua mãe. Rosalya já tinha desligado a ligação, quando eles ouviram o barulho do helicóptero aproximando-se do hotel. As fãs do Crowstorm foram a loucura ao ver Castiel acenar para elas lá do alto.

– Acho que aqui é o ponto de vocês… – Jean Paul disse para eles enquanto desafivelava o cinto de segurança. – Será que o Vin Diesel vai ler sobre isso? Adoraria participar do próximo Fast and Furious!

– Pra quê? O que você vai fazer? – Didra perguntou para ele. – O que você tá pensando em fazer?

– Ela tá saindo do hotel não é? E o casamento acontecerá ali na praça, ali no centro! – Jean respondeu. – É só vocês pularem na grama e correr até lá!

– Eu não posso pousar na praça e nem no hotel! – Jean disse para eles. – Vamos ter que fazer uma entrada explosiva!

– Pular?? Mas, não dá pra aterrizar?? – Hyun, que parecia tão imerso em seu pânico que não estava ouvindo nada, finalmente voltou a realidade. – Você tá maluco? Como vamos pular??

– Só espero que com “explosiva” você não esteja se referindo ao… ele está. – Rosalya falou ficando cada vez mais nervosa. – Jean, calma você ainda não é dublê de filmes de ação! Tem que viver pra isso!!

– Eu vou dar um rasante aí no parque e a gente pula!! – Jean começou a embicar a aeronave. – O helicóptero vai arrematar e bater lá na fonte! Alguém consegue filmar isso?

– Eu! – Chani, mais empolgada do que Jean, respondeu com o celular na mão. – Posso tirar algumas fotos também!!

– Eu sei que já aconteceu algumas coisas bem estranhas na sua vida, mas, de vez em quando, parece há um exagero! – Castiel também já estava livre do cinto de segurança. – E eu deveria ter pensado nisso antes de ter embarcado nesse helicóptero!

Donatello não estava acreditando naquilo e os convidados não sabiam mais o que esperar daquele casamento. O seu plano de fazer uma cerimonia tradicional e refinada havia ido por água abaixo, mas ainda não estava perdido. Ele pegou Iris pelo braço e a levou até Raphael, que esperava por ela na frente do juiz de paz. Aquilo chocou os convidados e fez Thomas levantar-se da cadeira, mas o pai dele o segurou no lugar, dizendo ao rapaz que finalmente a vida da irmã dele entraria nos eixos e que ele não deveria atrapalhar.

– Case-os de uma vez!! – Donatello disse para o juiz. – Vamos acabar logo com isso!

– Pai? O que você está fazendo? – Raphael tirou Iris de perto do pai. – Não pode forçar a gente a fazer isso…

– Posso sim! Investi muito dinheiro nesse casamento! – Donatello falou para o filho. – E você… – ele apontou para Iris. – …é melhor fazer o que eu digo, se não quiser ir parar na cadeia!

– Cadeia? – Raphael perguntou. – Do que está falando?

– Não interessa! Apenas casa-se e suma daqui com ela! E só voltem quando estiverem com o meu neto nos braços!! – Donatello berrou. – Case-os de uma vez!!

– Rapha… por favor… apenas vamos casar… – Iris o puxou para o altar e o fez olhar para ela. – Apenas vamos acabar logo com isso, ok?

O juiz começou a ler os ritos de casamento, enquanto o barulho do helicóptero ficava cada vez mais alto e as fãs do Crowstorm gritavam freneticamente com a certeza de que o seu ídolo havia chegado. O aparelho passou em um rasante pelas árvores da praça, fazendo voar a comida das mesas, os chapéus das madames convidadas e os guardanapos.

As fãs de Castiel berraram em êxtase ao ver o helicóptero caindo sobre a fonte e pegando fogo logo após Castiel pular dele e cair na grama como se nada tivesse acontecido. Quem não gostou daquilo foram os seguranças do senhor Le Sante que avançaram contra eles. Aquilo deu brecha para que algumas das meninas corressem também.

– Corre, Dee!! – Chani berrou. – A gente segura eles!! – ela tirou um saco de alguma coisa da mochila e ficou esperando os seguranças aproximarem-se. – eu trouxe um monte de pedras da sorte!! Tem topázio, ametista e tijolo!!

– Tentem não matar eles!! – Didra gritou e deixou Chani e Hyun para trás. – Nos encontrem lá na frente!!

Didra, Rosa e Castiel continuaram correndo enquanto Hyun distribuía pontapés e Chani “doava pedras da sorte aos seguranças de acordo com a cor de suas auras”. Mais guardas aproximaram-se e dessa vez, foi a vez do músico e da amiga pararem para impedir que eles chegassem até o altar.

– EI, MENINAS!! – Rosalya segurou Castiel pela manga da jaqueta. – O CASTIEL VAI TIRAR FOTOS E DAR AUTÓGRAFOS PRA VOCÊS!!

– O quê?? – Castiel virou=se para Rosalya. – E-eu não… Se segura! – ele protegeu a cabeça com as mãos e preparou-se para o pior.

Dito isso não houve barreira de contenção que segurasse as garotas que correram em direção ao astro. Os seguranças não tiveram chance e foram engolidos pela onda de fãs que rodeavam o ruivo e Rosalya. Castiel não tinha papel e nem caneta, mas isso não era problema, já que as moças colocaram tudo o que tinham na frente dele para ser assinado. CD’s, camisetas, fotos, pôsteres e até mesmo parte do corpo. Rosa terminou aquele dia e disse que nunca tinha visto tantos peitos femininos na vida dela antes.

Com o caminho livre, só restava agora Didra chegar até o centro da praça onde estavam armadas as tendas com os convidados e o altar. Jean Paul ainda conseguiu conter mais um ou dois seguranças que tentaram entrar no caminho de Dee.

– ESPERA!! PARE O CASAMENTO!! – Didra entrou na tenda e o juiz parou de recitar os ritos do casamento. – PARE o… arf… arf… deixa eu respirar um pouco…

– Didra? O que você está fazendo aqui? – Iris virou-se para ela brava. – Eu não posso mais adiar isso. Não era pra você ter vindo!

Todos os convidados olharam para trás e Donatello foi até ela. Ninguém estava entendendo nada e a festa foi definitivamente arruinada. Raphael olhou de Dee para Iris. Ele sabia que elas tiveram uma história e toda a questão com os criminosos, mas não imaginava que chegaria aquele ponto.

– Iris… por favor… não faça isso! – Didra ignorou os convidados e foi em direção ao altar. – A gente dá o nosso jeito! A gente sempre deu. Tudo o que fizemos até agora… Por favor…

– Didra… eu preciso fazer isso! Não posso simplesmente abandonar a minha mãe assim! – Iris respondeu para ela. – Porque você tá aqui? Eu menti pra você, mesmo depois de tudo o que você fez! Por quê?

– Porque você é o meu amor doce… Sempre será… – Didra respondeu enquanto pegava um copo de água da bandeja do garçom que passou próximo a ela. – Valeu… – ela bebeu e colocou o copo de volta na bandeja. – Obrigada… tava precisando.

– Você invade a minha festa e ainda toma das minhas bebidas? Que absurdo!!

– Foi só um copo de água, seu mão de vaca!! – Didra falou para Donatello. – Mas, eu aceito uma champagne daquela ali…

– Dee… eu preciso… tenho que ajudar a minha mãe. Não posso deixar ela assim…

– Lembra do que dissemos uma a outra? Que quando nos reencontrássemos avaliaríamos o que sentimos uma pela outra e decidiríamos se ficaríamos juntas? Bom, eu avaliei o que eu sinto e… a vontade de te beijar é maior do que a de te dar um soco por você ter mentido e vindo aqui se casar!

– Dee… por favor…

– Talvez… eu não tenha como salvar a sua mãe ou uma casona enorme… Talvez eu não possa te dar tudo o que você tem aqui, mas… eu posso te oferecer isso… – Didra deu um passo em direção a ela. – …a melhor versão de mim que eu posso ser.

Os olhos de Iris brilharam em lágrimas. Raphael olhava para ela e para Dee. Foi então que o sr. Le Sante empurrou Dee para longe do altar e acenou para que os seguranças viessem até ela. Mas, antes que eles pudessem agir, Raphael ordenou que parassem. A sra. Le Sante fazia o possível para manter os convidados tranquilos, dizendo que aquilo se resolveria em breve.

– Esperem, por favor… – ele falou para os seguranças. – Eu quero entender o que estava acontecendo aqui.

– Saia daqui, garota! Está invadindo uma festa privada. – Donatello tentava conter a raiva. – Eu vou chamar a polícia!

– Não pai… – Raphael pegou o telefone celular da mão dele. – A polícia já está lá fora e não conseguiu deter ela. Além disso, eu quero ouvir o que ela tem a dizer. O que está acontecendo?

– Raphael, me desculpa… Mas… esse casamento é uma mentira! – Didra falou para ele. – Seu pai tá subornando a Iris! Afundou ela em dívidas com as mensalidades da Anteros e ameaçou cobrar tudo se ela não se casasse com você!

Os convidados fizeram um “Ooohh” em coro e encararam o sr. Donatello. Raphael virou-se para Iris que não conseguiu encará-lo. A ameaça de cadeia fez todo o sentido agora.

– É verdade isso? Pai? Você está chantageando ela?

– Você é fraco! Não tem força nem para levantar o que tem no meio das pernas! Precisei agir antes que tudo o que eu construí fosse parar nas mãos de uma menininha… – ele olhou com desprezo para April. – …e agora, ou você se casa ou eu deserdo vocês todos!

– Me deserde… não me importo! Não casarei forçado!

– Então, aquela velha ali pode sair do meu hospital hoje mesmo! – agora Donatello falou apontando para a senhora Isabella que, por sorte, parecia alheia a tudo e cuidava do neto. – Ela não é tão boazinha quanto você pensa. Ela só aceitou isso porque precisava de dinheiro! Ela acha que eu não sei que ela roubava remédios do meu estoque? Não sou tão inocente assim, Iris!

– Iris, sinceramente, eu não sabia de nada disso. – Raphael falou para ela. – Se eu soubesse eu nunca concordaria com uma coisa dessas. Mas, a verdade é que eu gosto muito de você. E a gente pode viver longe deles e sermos felizes.

– De forma alguma. Vão viver onde eu escolher! – Donatello falou para o filho. – Ela tem um acordo comigo e se tentar descumpri-lo eu a mando para a cadeia no outro dia! Juiz, por favor, prossiga! E alguém tire essa maluca daqui!!

– Olha isso, Iris… é o que você quer? – Didra falou para ela. – É nessa família que você quer entrar?

– Dee… o que eu posso fazer? – Iris olhava para a mãe. – Eu não posso deixar ela simplesmente ir assim…

– Iris… eu sei disso, mas a gente consegue juntas. Sempre conseguiu! – Didra respondeu para ela. – Tenho certeza que a gente acha alguém por aí que pode fazer…

– Hahahaha… não acham não! Minha técnica é patenteada! – Donatello respondeu. – Eu garanto pessoalmente que não falho em meus métodos! E nunca perdi um paciente!

– Não pode garantir nada disso! – Didra respondeu para ele. – Não sabe nem o estado que a sra. Isabella está. Não é tão bom assim…

– Ah… Não sou? É o que acha? – Donatello riu sadicamente para ela. – Muito bem, então… Não é a primeira velha que opero e eu dou a minha palavra e meu nome em todos as cirurgias que faço! – ele sacou o celular do bolso. – De fato… tenho o contrato de prestação de serviço das Clínicas Le Sante dela aqui comigo… – ele mostrou o celular para todos. – …e vou incluir uma nova cláusula aqui. – ele começou a digitar e usou uma caneta touch do celular para assinar na tela do aparelho. – … vocês todos aqui são minhas testemunhas!!

Ele foi até Iris e entregou o celular na mão dela e a caneta, então virou-se para os seus convidados.

– Ouçam bem: Se essa paciente morrer nas minhas mãos durante a cirurgia, eu, Donatello Le Sante, responderei criminalmente pela morte dela! Se ela morrer na cirurgia, eu vou para a cadeia!

Novamente, os convidados fizeram um “ooohhh” espantados com a situação. Não era incomum ele fazer promessas desse tipo, mas foi a primeira vez que ele se colocou na “linha de frente” dessa forma. Ninguém estava acreditando no que estava acontecendo. A sra. Le Sante continuava pedindo a todos que mantivessem a calma e, do lado da família de Iris, os poucos convidados dela também não entendia, mas o sr. Sterling apenas dizia a todos que aguardassem calmos, pois tudo se resolveria e a filha sairia dali casada com um ótimo rapaz.

Todos ali pareciam chocados com a situação que acontecia naquele casamento. Castiel, Hyun, Rosalya e Chani (além de Jean Paul) chegaram ao lado de Dee que, por algum motivo estranho, tinha um largo e vitorioso sorriso no rosto.

– Que bom que você é tão comprometido assim… Eu gosto disso em um funcionário.

– O quê? – Donatello virou-se para ela com raiva. – Do que você está falando? Eu já deixei claro para você que não vendia a minha patente! Minha técnica de cirurgia é exclusiva da minha clínica e não está a venda!

– A sua técnica pode até não estar, mas as ações da Clínica Le Sante estavam! – Didra mostrou a tela do celular para o homem. – E por isso, eu acabei de comprar 52% delas. O que me torna a sócia majoritária da Clínica Le Sante e, portanto, dona da técnica de cirurgia, razão social, patentes e, principalmente, CONTRATOS! E também faz de você o meu funcionário!

– O QUÊ? – ele pegou o celular dela e começou a olhar as informações. Era tudo verdade. – Mas, você…

Le Sante olhou para seus convidados e sócios. Alguns tinham no rosto o mesmo olhar de arrogância dele. “Negócios. São apenas negócios.” Outros, um pouco mais constrangidos de encarar o homem, desviavam o olhar e passavam a encarar a mesa do buffet. Ele não acreditava no que estava acontecendo.

– Como? Como conseguiu acesso aos meus sócios?

– Tive uma ajuda de uma amiga… – Dee de uma piscadinha para April. – …e a nova SEO da Clínica Le Sante. Parece que agora tem duas mulheres no comando da sua empresa, não é?

– Isso é absurdo!! Eu não aceito isso!! Chamarei meus advogados para reverter isso! – Donatello berrou e jogou o telefone de Dee no chão (por sorte ele caiu na grama). – Vocês me traíram!! Eu não vou aceitar isso!!

– Você pode não aceitar o que você quiser… – Dee pegou o telefone e limpou a sujeira. – …você pode tentar recorrer da compra das ações e vai demorar algum tempo até o juiz decidir algo sobre isso. Você pode fazer o que você quiser… mas, amanhã, bem cedo você tem uma cirurgia para fazer. E não se esqueça… – ela foi até Iris, pegou o telefone e entregou para Donatello. – …se algo acontecer com a MINHA cliente, VOCÊ vai para a cadeia!

Le Sante viu o contrato assinado, com a cláusula que ele incluiu e rosnou para Dee, mas guardou o aparelho no bolso e virou-se para ir embora. A senhora Le Sante correu atrás do marido, tentando acalmá-lo, mas ele a desprezou. O resto da família Le Sante também levantou-se e deu a noite por encerrada, enquanto outros ainda ficaram para ver o que acontecia, afinal, Raphael ainda era o noivo.

– Caraca… me lembra de não pisar no seu calo. – Raphael virou-se para Dee. – Mas, e agora… Eu… realmente gosto de você Iris. Independente de qualquer coisa que o meu pai fez, eu realmente quero me casar com você.

– Não tem mais nada te prendendo agora, Iris… – Didra falou para ela. – …o que você me diz?

Iris olhou para Dee e dela para Raphael. Desceu do altar e foi até eles, mas, antes que pudesse dizer algo, uma mão tocou o ombro dela.

– Filha… – a senhora Isabella disse para ela. – …você sabe o que quer, não é? Então vai atrás… Eu vivi bem e fui muito amada. O que acontecer daqui pra frente, eu só quero que você seja feliz.

– Mãe…?

– Eu sei o que você fez… todo esse tempo, cuidando de mim e aceitou um acordo com aquele homem horrível, só por minha causa… – Isabella a abraçou. – Saiba que, o que você escolher, eu te apoio. Sempre te apoiarei… Mas, só se você o fizer por si mesma e não pelos outros. Vá ser feliz, filha.

Então, Iris virou-se para o rapaz, segurou o rosto do rapaz e lhe deu um beijo nos lábios.

– Sinto muito, Raphael… eu também gosto muito de você, mas não posso me casar…

Então ela virou-se para Dee.

– …mas, com você, eu ainda aceito namorar e noivar e tudo mais… – ela envolveu Dee com os braços. – …se você ainda me quiser, azedinho.

– É tudo o que eu mais quero, doce.

Didra abraçou e elas finalmente se beijaram. Alguns dos convidados levantaram-se indignados e outros aplaudiram, bem como os familiares de Iris. As fãs do Crowstorm, que não estavam entendendo muito bem o que acontecia, mas viram que nenhuma das duas moças agarrou Castiel, também aplaudiram. “Não era ele que ia casar, então, tá tudo bem!”, elas pensavam. Raphael reconheceu sua derrota e também aplaudiu a cena.

– Tem um monte de finger food ali, um juiz e os seus parentes. – Dee falou baixinho para Iris. – Além disso, você tá com um vestido lindo. Não quer mesmo aproveitar e casar comigo?

– Hum… – Iris virou os olhos para cima, pensou um pouco. – …pode ser! Odiaria desperdiçar o bufê!

Os carros da caravana de Dean com o resto dos alunos da Anteros e os amigos da Sweety Amoris chegaram e correram para a tenda, apenas para ver que tudo tinha se resolvido. Eles chegaram bem a tempo da festa enquanto as duas garotas foram até o altar.

– O senhor casa a gente? – Didra disse para o juiz. – Você já tá pago, não é? Então, não perde a noite e já casa nós duas…

– Mas, e os padrinhos?

– Estamos aqui… – Nathaniel, Castiel, Lysandre, Kentin, Armin, Hyun, Alexy e Thomas deram um passo a frente. – …e tem as madrinhas também… – Ambre, Melody, Rosa, Chani, April e Lety, com Victória nos braços também se aproximaram. – … estamos todos prontos…

– Se todo mundo for padrinho e madrinha a gente fica sem convidados! – Didra berrou. – Vão se sentar!

– E a sua roupa, senhorita? – o juiz disse olhando para ela. – Precisa de um traje adequado.

De fato, Dee estava vestida com roupas simples e toda suja de grama da queda do helicóptero. Mas, para resolver aquilo foi fácil, já que Leigh trouxe com ele um belo vestido branco curto tipo tubinho para Dee (que custou apenas $170). Dee correu até o quarto alugado no Pavilion du Roi e voltou em pouco tempo, vestida e arrumada.

Castiel, Lysandre e Nathaniel assumiram seus lugares nos instrumentos da banda contratada e finalmente as fãs de Castiel que foram até a praça pôde ver o show exclusivo do Crowstorm e com uma formação bem diferente da que esperavam. Thomas assumiu a guitarra e dedilhou algumas cordas, para testar a afinação. Aquilo fez April repensar em quem ela achava o integrante mais bonita da banda.

– Ainda lembra como toca isso? – Castiel virou-se para Nathaniel que estava na bateria. – Vamos tentar não pegar pesado com você.

– Será como no show de arrecadação! – Nathaniel pegou as baquetas e girou no teto. – Talvez uma até escape da minha mão outra vez.

Até Armin sacou do celular e abriu um aplicativo de um simulador de teclado e começou a dedilhar alguma coisa. Não era o ideal, mas era o que eles tinha no momento. Então, Lysandre pensou em uma música que talvez refletisse bem o que se passou naquele ano entre elas e deu as instruções para Armin começar a tocar.

– Eu decido essa canção a esse novo casal que se forma hoje… – Lysandre disse no microfone. – …e torço que a vida de vocês seja calma e cheia de felicidade, mas, se não for, que uma apoie a outra… como uma ponte segura sobre águas turbulentas.


Quando a banda começou a tocar, Iris entrou na tenda e caminhou ao lado da mãe até o altar, onde a senhora Isabella entregou a filha para Dee.

– Bom… você, Didra Angela Elizabeth Wayland O’Connel, aceita Iris Sterling como sua esposa… Pra honrar e amar, na saúde e na doença, pobreza e riqueza, até que a morte as separe?

– Prefiro que seja só na riqueza, mas… sim!

– E você, Iris Sterling, aceita Didra O’Connel como sua esposa para…

– Claro que sim! Nem precisa falar o resto…

– Então… as alianças…

Foi aí que Dee percebeu que não estava preparada para aquilo, mas alguém bateu no seu ombro. Era Dean, com as alianças que a tia Agatha mandou para ela. E depois de finalmente dizerem “sim” uma para a outra, com mais um longo e apaixonado beijo. Quando elas se separaram, Iris jogou para trás o buquê e o caos, liderado por Melody, tomou conta do lugar.

BBBBBBOOOOOOOOUUUUUUWWWWWWMMMMMMMMM……

As tendas armadas para o buffet voaram com a pressão da explosão, jogando comida para todo o lado. Desesperados, os convidados se jogaram no chão e tentaram se proteger da explosão (Thomas abraçando April e a protegendo foi a cena mais fofinha da noite). As fãs do Crowstorm britaram e saíram correndo da praça, enquanto o grupo da Anteros, os policias e os seguranças da família Le Sante tentavam entender o que acontecia.

– E… corta!! – Chani berrou e apertou a tela do celular. – MANDOU BEM, JEAN!!

Jean Paul saia do meio das chamas do helicóptero que acabara de explodir e fez um sinal de positivo para Chani com um enorme sorriso no rosto. Aquela noite, definitivamente, terminou de forma explosiva.

***
Cozy Bear, uma semana depois…

– Dee, e eu consegui pegar o buquê! – Melody, que na estrada com Hyun, falava com Didra ao telefone. – Quer dizer, outra garota pegou, mas ela não era muito forte…

– Melody, obrigada por me ajudar com os últimos detalhes do encerramento da matrícula da Anteros. – Dee respondeu. – Fala pro Hyun que converso com ele sobre a questão do trabalho depois e você, nos falamos na segunda. Um beijo.

Iris estava encostada no batente da entrada do restaurante quando Dee desligou o telefone. O lugar estava vazio e o expediente estava para começar. Porém, elas ainda tinham um tempo para ficar a sós e aproveitaram para trocar tantos beijos e carícias quanto fosse possível naqueles minutos antes de iniciar o dia no café.

– Melody e Hyun estão bem, não é? – Iris disse. – Ainda bem que ela encontrou alguém legal… Sempre achei que ela era meio injustiçada, por causa da paixão pelo Nathaniel na escola.

– Hyun vai trabalhar agora como Gerente de Social Media… não sabia que ele gostava disso… – Didra respondeu enquanto checava a arrumação da cafeteria. – E acho que o Nath não terá mais tempo pra se envolver com problemas já que ele começou um curso de detetive com o Dean. Eles vão trabalhar juntos na polícia.

– A Rosalya e o Leigh agora vivem na casa de praia e em breve ela vai ser mãe. O Alexy e Morgan foram para os EUA… A Ambre está de volta as passarelas. Saudades deles!

– Kentin finalmente terminou de treinar os cães policiais da delegacia e voltou para casa com o Cookie. – Dee arrumava as cadeiras e colocou os cardápios nas mesas. – Castiel e Lysandre continuam trabalhando com a música deles…

– E o Lysandre está prestes a lançar o livro de poesia! Aliás, a Chani adorou conhecê-lo, né? – Iris sorriu. – Ela adorou passar uns dias na fazenda falando sobre a vida da ancestral dela, a Rainha Elizabeth!

– Todos estão bem no fim, não é?

– Ainda falta acertar uma coisa entre nós! – Iris apontava dela para Dee alternadamente. – Tem uma coisa que eu ainda não entendo…

– Falta é? O quê?

– Tem uma semana que estamos casadas e até agora eu ainda não entendo… – Iris falou para Dee. – …como você comprou ações da Le Sante, pagou a investigação da Peggy e queria pagar tudo aquele dinheiro pros traficantes pela minha vida?

– Isso é só um detalhe… – Didra deu de ombros. – É um dinheirinho que juntei. Não fiquei parada só estudando lá nos Estados Unidos.

– Não me diga que é o Viktor que está financiando tudo isso?

– Sim e não. – Didra suspirou e sentou-se em uma das mesinhas do café. – O Viktor morreu faz uns dois anos…

– Ah… sinto muito.

– Quase um ano e meio depois que eu fui embora pros Estados Unidos, eu recebi a notícia. – Dee respondeu. – Ele morreu daquela doença no coração que tinha. Sabia que não viveria muito, por isso casou-se cedo e assumiu os negócios da família dele, mas, no testamento dele…

***
Dois anos atrás… Escritório da Empresa VKT

– É isso, Didra… – Severine, a bela moça de cabelos negros ondulados e grandes olhos negros, falava com Dee através do computador por videoconferência. – …parece mesmo que ele não parou de pensar em você.

– Severine, eu sinto muito… Você sabe que eu não falava com ele depois do casamento de vocês.

– Eu sei disso, não se culpe. Além disso, ele também deixou o mesmo valor para o seu irmão. – Severine estava sentada na cadeira presidencial com uma foto de Viktor logo atrás dela. – Sabe, você era especial para ele e… se possível, gostaria de dar o seu nome para a nossa filha que está aqui. – ela mostrou a barriga saliente. – …seria uma honra se você viesse ao batizado.

– Vai chamar a menina de Didra?

– Claro que não! – Severine parecia até um pouco ofendida. – Será Angela Elizabeth! Seu primeiro nome é terrível, mas os outros são muito bons… Agora, qual a conta eu devo depositar a sua herança?

– Severine… eu não acho que o Viktor gostaria de ver todo esse dinheiro saindo da empresa desse jeito. – Didra respondeu para ela. – As notícias dizem que a VKT não está tão…

– A VKT já passou por situações piores antes! A partida de Viktor abalou a confiança dos nossos investidores, é verdade… principalmente porque alguns tem receio de alguém como eu no comando dos negócios… – ela bateu na mesa. Estava cansada de ser subestimada e não seria uma garotinha que lhe diria que a empresa ia mal. – …mas, a VKT está mais forte do que nunca e eu cuidarei pessoalmente disso! Não duvide de mim!

– Mas, e se o dinheiro ficasse na VKT? E se eu reverter o dinheiro que ele deixou em investimento? – Didra deu de ombros. – Claro, eu não entendo dessa coisa de ações e tudo mais… mas, se você me ensinasse e…

– Você quer ser acionista na VKT? Quer dizer, com o valor que o Viktor lhe deixou, é possível investir e ser uma acionista minoritária… Você teria… – ela puxou uma calculadora para mais perto e fez algumas contas. – …0,001% das ações da empresa. Isso é praticamente nada.

– Mas, seria alguma coisa. – Dee respondeu. – E tenho certeza que você precisaria de todo o apoio possível dos acionistas para as suas decisões, não é?

– É verdade que mesmo o menor acionista tem direito a voto na VKT e que para manter a minha gestão, quaisquer votos favoráveis seriam de valor, mas… – Severine encarava a tela com um pouco de receio, mas, ao mesmo tempo, com bastante determinação. – …você teria que confiar em mim e movimentar o dinheiro exatamente como eu disser e, pelo menos, pelo próximo ano, não mexer nele. Topa?

– E eu ganharia algum dinheiro com isso?

– Se você fizer como eu digo… – Severine bateu mais alguns cálculos e mostrou a calculadora para Dee. – …em dois anos, você teria 25% das ações totais da VKT! Praticamente o mesmo total que eu tenho e até poderia ser votada para fazer parte do conselho presidencial!

– E você me ensinaria essas coisas de investimentos, ações e etc?

– Bom… – Severine encostou na cadeira, apoiou os cotovelos na mesa e apoiou o queixo nas mãos. – …parece que temos bastante para conversar… sócia.

***

– Quer dizer… que você tem 25% das ações da empresa VKT? – Iris estava chocada com a situação. – Você é rica?

– Bom, atualmente, depois de tudo o que aconteceu aqui eu tenho… – Didra checou algumas telas no celular. – Só me sobrou 1% da VKT e 2% da Clínica Le Sante… Gastei bastante de tudo o que acumulei, mas ainda tenho uma boa reserva. – então ela guardou o telefone e abriu um sorriso. – É. Eu sou rica!

– E o Dean? O que fez com a herança dele?

– Comprou o apartamento onde ele mora com a Lety! – Didra respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Da onde você acha que ele tiraria dinheiro pra comprar um lugar como aquele? Com o salário na polícia?

– E por que você veio trabalhar aqui no Cozy Bear? Você não podia ter pago suas mensalidades na Anteros e tudo mais? Pra que trabalhar aqui?

– Eu não podia mexer no dinheiro… A Severine ficou bravíssima comigo por causa de tudo o que eu movimentei no último ano! – Didra respondeu enquanto guardava o celular. – Por sorte, comprar as ações da Clínica Le Sante reverteu tudo e mais um pouco pra eles. Eles estavam há anos tentando entrar no ramo da medicina e agora, eles já tem um nome consagrado. Aliás, como está a sua mãe?

– Cada dia se recuperando mais. – Iris respondeu sorrindo. – Foi com o Julian e o Thomas para o litoral… – então ela deu uma risadinha empolgada. – …e a minha cunhadinha, a April, foi com eles… eu acho que vai rolar um namoro muito sério aí!

– É isso aí, bom, agora é hora de trabalhar… – Didra levantou-se e amarrou o avental. – …e você, não vai pra faculdade?

– Eu gostava bastante de enfermagem, sabe, mas… poder me dedicar a música, que é o que eu realmente gosto é outra coisa! – Iris levantou e se espreguiçou. – Ainda bem que deu para aproveitar as matérias que fiz antes, então, acho que termino rápido.

– É bom terminar e começar a ganhar algum dinheiro! – Didra falou. – Todo aquele dinheiro que você devia para o senhor Le Sante? Agora você deve pra mim!

– Posso pagar de outras formas, sabia? – Iris mordeu o lábio inferior e abraçou Dee. – Talvez com algum servicinho que a gente fica só nós duas juntas. Posso te levar lá na dispensa e mostrar como?

– Prefiro dinheiro mesmo! – Dee deu um beijinho no rosto dela e afastou-se rindo. – E em notas, tá? Nada de cheque!

– Tá legal… – Iris riu e foi em direção a porta do café. – …aliás, fiquei com uma dúvida… Você disse que só tem 2% da Clínica Le Sante? O que aconteceu com os outros 50%?

– Parte eu dei para a Severine, como compensação pelos problemas e pelo helicóptero que explodiu, mas pedi para ela manter a April como SEO e o Raphael como médico chefe… – Didra respondeu. – …e a outra parte eu troquei com ela.

– Pelo quê?

– Uma franquia de cafeterias que era uma das marcas das Empresas VKT. – Dee cruzou os braços e encostou no balcão. – São cerca de oito lojas por enquanto, mas estou pensando em transformá-las em uma rede café galerias e expandir. A Chani e a Melody já toparam cada uma cuidar de uma das franquiadas.

– Você… você é dona do Cozy Bear?

– Sim… E em breve, se você quiser, poderemos comprar o nosso apartamento e o Julian pode vir morar com a gente! – Didra falou. – Se você quiser, é claro…

– Hum… – Iris pensou um pouco. – …quem sabe mais pra frente. Ainda tem muito o que quero curtir sozinha com você. Mas não ficaria brava se a minha esposa rica arrumasse uma casa legal para a minha mãe pra ela ir morar lá com o Thomas e o Julian.

– Pode ser… – Didra aproximou-se de Iris. – Mas isso vai entrar naquela dívida e eu vou ter que te cobrar isso com juros…

– Hum… e eu acho que vou ter que pagar tudinho, não é? – Iris respondeu com um sorriso malicioso. – Sabe… Acho que é hora de dar adeus a “vida universitária” e começar uma nova fase nas nossas vidas.

– E como vai se chamar essa nova fase? – Dee fechou a porta do café e virou a chave, então, ela caminhou até Dee e a envolveu com um abraço. – Tem que ser algo que você terá bastante daqui pra frente…

– “Vida de pagar boletos”? “Vida de pagar as contas”? “Vida de dor nas costas”? “Vida de sexo selvagem com chicotinhos e algemas”?

– Que tal…  “vida de amor”? – Didra falou. – “Love Life”… em inglês fica melhor. Mais sonoro.

– “Love Life”? – Iris abraçou Dee pela cintura e a puxou para mais perto. – Parece promissor… Vou ter muito disso daqui pra frente?

– Começando agora!

As cortinas da frente do Cozy Bear abaixaram e a plaquinha de “Fechado” indicou aos fregueses que eles deveriam procurar o seu café em outro lugar. Naquele momento, o tempo parou para elas e a cafeteria se tornou o lugar onde toda a felicidade e paixão se encontravam. A prova de que você não precisa do dinheiro ou da fama. Que é forte, repentino e, às vezes, até cruel. Mas que certamente pode salvar vidas. Como salvou a delas.

Aquele era o poder do amor.

Fim


Notas Finais


Música do Jean Paul no helicóptero
https://www.youtube.com/watch?v=Ohv_vXdlH5M

Música do casamento:
https://www.youtube.com/watch?v=ZnWoFGksWtA

Música final
https://www.youtube.com/watch?v=KCkgYhtz64U


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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