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História Anteros - Capítulo 3


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 3 - Encontros e Reencontros


Fanfic / Fanfiction Anteros - Capítulo 3 - Encontros e Reencontros

– Aahhh… não, eu não sei quem será sua colega de quarto. – o rapaz de cabelos cacheados louros com cara de entediado começou a falar, praticamente em modo automático ao ver a sombra de alguém se aproximar. – Não. Eu não posso trocar o seu quarto. Não. Não ligo se o feng shui do seu colega ou o signo dele não é compatível com o seu…


– Excuse me?

– Ah… – O rapaz acordou de seu tédio e deu de cara com a loura de olhos dourados que o encarava. – Desculpa, eu só respondi tantas vezes essas perguntas que já estou cansado. Tudo o que eu queria era continuar curtindo minhas férias na Itália…

– E eu only want… eu só querer os meus chaves… – Didra olhou de canto de olho para a Rosa. – Algum de nós dois terá o que quer hoje?

– Você por acaso é italiana? – O rapaz deu um sorriso de canto de boca. – Esse cabelo dourado parece que conheceu um pouco do sol da Toscana.

– Do i look italian? – Dee olhou para ele por cima do óculos. – My accent look’s italian?

– Eeehhh… não. – O rapaz voltou a olhar sua lista. – Realmente está mais para alguma coisa tipo Canadá…

Didra olhou para Rosa que não aguentou e riu baixinho. Era tudo o que Dee precisava na vida, ser paquerada pelo representante administrativo da escola.

– Yeah… Canadian… that's what I thought – Dee ajeitou os óculos. – Podemos voltar aos chaves, please?

– Perdão, perdão… – O rapaz abriu o caderno com os nomes dos alunos. – Seu nome, por favor?

– Didra O’Connel… History of Art… História da arte, último ano.

– Di… di… Diana… Di… di… – O rapaz percorreu a folha com os olhos. – Didra! Aqui. Quarto 719, sétimo andar. – Ele pegou um par de chaves. – Aqui tem uma chave e a reserva. Se perder, terá que pagar uma multa e uma taxa para que a faculdade mande fazer outras.

– Thanks… – Dee balançou a chave. – Eu vou tomar cuidado com elas, don’t worry! Ciao from Canadá.

Dee virou e deixou o rapaz voltar a sua vida entediada para atender outros alunos com Rosalya. Elas saíram do auditório e voltaram a Entrada da Faculdade, onde, Dee novamente foi olhar o cartaz do show de Castiel e do Crowstorm.

– “Imagina um céu todo escuro… Você pensa que é uma tempestade, mas são milhares de corvos voando na noite…” – Dee encarou o pôster e passou os dedos no contorno das letras do nome da banda. – “O que as corvos estar fazendo a noite?… Eles não ter um ninho…”

– O que foi isso? – Rosalya perguntou, tirando Dee da névoa da lembrança. – O que você quis dizer aí?

– That name… Crowstorm… Kevin pensou nele… muito tempo atrás… – Dee respondeu. – Is nice Castiel manter o nome que ele pensou.

– Você está se referindo ao irmão mais velho dela?

– Yeah… – Ela voltou a olhar o nome. – Será que ele estaria no banda hoje?

Kevin Sterling era o irmão mais velho de Iris e um dos músicos que tocava com Castiel após o Show de Arrecadação. Em novembro de 2017, durante a cruzada de Debrah para se vingar de todos que a haviam a prejudicado, seu cúmplice, Antoinne Farwell, assassinou o jovem. Didra não conseguia imaginar o que a família Sterling sentiu com a morte do rapaz. Mas, ela conseguia saber o que ela mesma sentia: o alívio de ele não ter encontrado Iris naquele dia.

– Ei… sai dessa! – Rosa sacudiu Dee pelo ombro. – Você não voltou para ficar afogada nessas lembranças, não é?

– Eu ficar muito tempo no psicólogo de Yale and muito tempo arrastando um móvel pesado para minha porta, sem dormir direito, assustada… – Didra passou a mão sobre os olhos. – Eu não dormir a noite… Com medo de Antoinne surgir no meu room or… – Ela trincou os dentes. – …even in my dream’s… meus sonhos… eu ter medo de dormir e sonhar que ele estar lá… eu levar muito tempo para me recuperar do que acontecer naquele dia…

– Sei como é… – Rosalya respondeu. – Eu ainda durmo de janela aberta… Só para ter a certeza que não estou em uma cela outra vez.

– Bom… então, seria uma problema nós duas dividir uma quarto. – Dee sorriu. – Pois eu gostar dos meus janelas bem trancadas.

– E eu também prefiro dormir bem abraçada com o Leigh. – Rosalya respondeu rindo.

– Eu estava falando de dividir só o quarto! – Didra balançou a chave na frente do rosto de Rosa. – But… se você quer dividir uma cama, eu não me oponho…

Rosa riu e empurrou o ombro de Dee chamando ela de “assanhada”. Elas falaram mais alguns minutos sobre amenidades e Didra mostrou algumas fotos dos amigos e amigas que fez nos EUA. Elas combinaram de ir no show de Castiel e, depois de mais alguns minutos, Rosalya disse que precisava ir. Elas combinaram que se veriam ainda naquela tarde, e que Dee teria uma surpresa.

Dee e Rosalya tiraram uma foto juntas e ela postou na rede social de fotos Instagram, com uma legenda dizendo que Rosa já tinha um noivo. Em poucos minutos houve uma chuva de reações tristes por parte dos amigos de Dee e alguns comentários elogiosos as duas. Rosalya fuçou um pouco nas fotos de Didra e, quando ela menos percebeu, Rosalya já havia baixado um aplicativo de relacionamentos e estava criando um perfil para Dee.

Ambas se despediram aos risos e Dee colocou a alça da mala no ombro foi em direção aos dormitórios. Havia, no caminho, uma recepção que estava vazia (ela imaginava que deveria haver algum segurança ali, afinal, não era recomendável deixar garotos e garotas andando livremente por entre os quartos. Claro, não seria ela a pessoa a ir pedir que colocassem um guarda ali.) e uma máquina de compras automática também vazia e uma folha de sulfite colada escrito “Out of Order” (não conseguiu pensar no motivo da placa estar escrito em inglês, mas, para ela, não era problema ler).

Estava cansada demais para subir de escada, então, esperou o elevador. Ouviu risos e conversas animadas vindo de trás dela, mas não se preocupou em olhar a fonte. Estava cansada demais. Achou ter ouvido vocês familiares, mas não se incomodou em virar. O elevador chegou com um apito e as portas deslizaram para o lado. Ela encostou na parede de metal, olhou para o espelho e, com um pouco de esforço, tirou uma selfie, colocando a foto no grupo “Beverly Hills 90210” com a legenda “French girl at home again”.

Depois de alguns segundos, o elevador abriu a porta revelando um corredor com 8 portas, 4 para a esquerda e quatro para a direita, uma escada e uma porta que parecia ser a sala de material de limpeza, um quadro de avisos de cortiça (com um cartaz do Cozy Bear Café dividindo espaço com outro pôster do Crowstorm). Não havia nenhum local que parecesse ser um banheiro comunitário, então, ela deduziu que cada quarto devia ter um banheiro individual.

Olhou os números e encontrou o seu quarto. Como era de esperar, a porta estava trancada. Então, ela deu dois toquinhos na porta com a ponta da chave.

– Hi… i’m your… f*ck… Olá!! Eu sou sua roommate! – Dee falou alto o suficiente para que quem estivesse lá dentro pudesse ouvir e enfiou a chave na tranca e girou. – Estar entrando… Please, don’t be naked…

Didra entrou, com os olhos voltados para cima, para dar mais alguns segundos de privacidade ao colega de quarto, caso precisasse. Quando baixou os olhos, ela encontrou a colega, virada de costas e colocando algumas roupas na cômoda de madeira. Aparentemente, a colega já havia começado a demarcar seu território e tinha várias coisas espalhadas pelo quarto.

– Você não acredita… Não tem espaço para duas pessoas aqui!!

– Eu acredito que possamos dar um jeito… – Dee olhou para o quarto bagunçado. Era pequeno realmente, mas, talvez pudesse ser arrumado. – Tem vários modelos de casas very small, but… bem arrumadinhas…

A colega de quarto de Dee apenas ergueu o telefone celular, indicando que não era com ela que ela estava falando. Dee murmurou um “sorry” e foi sentar-se na cama que parecia menos bagunçada.

– É sim. Terrível! Espero que a pessoa que venha para cá seja alguém do primeiro ano que desista do curso no meio do semestre.

– You will be so disappointed… – Dee cantarolou baixinho para ninguém em especial.

– Mas… você disse que viria para cá! – A garota continuou falando no telefone. – É a terceira vez que você desmarca. Pensei que… Tá… tudo bem… no próximo mês? Ok. Eu espero.

Dee pegou o seu próprio telefone para ler as repostas a sua foto, enquanto a garota de cabelos cacheado colocou o seu telefone de lado. Ela fechou a gaveta com mais força do que o necessário e ficou de pé, para olhar para quem havia entrado no quarto.

– Eu já vou tirar tudo daí, só me dê uns… – A moça virou e deu de cara com Dee. – …ah, é você.

Era a menina com quem Chani discutia mais cedo. Aquela que Dee chamou de “figurante de O Hobbit”. A menina de cabelos cacheados agora usava só sua camiseta cortada amarela, que deixava de fora parte da barriga. Dee não havia reparado, mas a menina era “até” bem bonita. Pele morena, cabelos volumosos e longos, lábios carnudos com um batom escuro e olhos grandes castanhos com uma maquiagem que realçava a cor deles.

Claro, aquela personalidade irritante jogava no lixo toda a beleza que a menina tinha naturalmente. Dee pensou que aquilo deveria ser a sua nova “Ambre”. Alguém tão egocêntrica e mimada que pegaria em pé por motivo nenhum exceto sentir que nasceu, por algum motivo, superior aos demais. Embora, por algum motivo desconhecido, Ambre acabou tornando-se amiga de Dee no fim, ela não via como a história poderia se repetir aqui.

– Oh… f*ck… – Dee jogou a mala sobre a cama que parecia menos cheia de tranqueiras e julgou ser a sua. – Pode ter certeza que estou tão feliz quanto você…

– Somos mais de 3000 pessoas aqui no campus e tinha que ser justo você!! – A moça respondeu. – O que poderia ser pior?

– Outra de você?

– Há! Muito engraçado. – A morena baixinha riu. – Agora, faça um favor e não pegue todo o espaço do armário, eu ainda não trouxe todas as minhas coisas.

– Que coincidência… – Dee bateu uma palminha. – Eu também no! Please, let me some space, ok? Ahh… i mean… deixe algum espaço para mim, ok?

– Esse inglês falso é alguma forma de me impressionar? Pois se for, esta falhando miseravelmente.

– Acabo de voltar de Yale, in America. E se haver algum coisa no último lugar do meu priority list é im-preh-ssi-ou-nar você… – Dee abriu sua mala e começou a tirar as coisas de dentro, colocando do lado da cama. – Eu only ainda estar acostumando a voltar a usar o french… o francês… Então, let’s be clear here… Esta ser o meu cama? – Ela apontou para cama com menos coisas da outra garota.

– Podemos definir que sim… – A outra menina olhou para as coisas com desdém, como se elas estarem na cama da outra, invadindo o espaço dela, não fosse algo tão relevante. – Como disse, só me dê uns minutos e eu tiro tudo daí.

– Good. – Dee pegou sua roupa e guardou novamente na mala. – Eu vou deixar você terminar sua arrumação e depois arrumo meus coisas tranquilamente, ok?

– Tanto faz… – A menina deu de ombros. – Vou tentar deixar algum espaço, mas, não garanto nada.

– Tenho certeza que vai… I’m Didra, anyway… – Dee estendeu a mão para a garota. – O’Connel, Didra…

Ela olhou de canto de olho para a mão estendida e, como se houvesse algum tipo de voz na sua cabeça que lhe lembrasse de que ela tinha que ser educada, ela pegou a mão de Dee, apertou e deu duas sacudidas de má vontade.

– Yeleen Richelieu. – Respondeu a garota. – O’Connel? Tenho quase certeza que já ouvi esse nome antes, só não lembro onde. Enfim, estou encantadíssima… Tenha um bom dia.

Ela voltou-se para suas coisas e para o seu telefone, resmungando algo sobre o quarto ser muito pequeno e que, alguém não cumpriria um compromisso, mais uma vez. A mesma conversa de quando Dee entrou no quarto.

O nome “Richelieu” também acendeu um ponto de curiosidade em Dee, mas ela não sabia da onde ou o motivo. Enquanto Yeelen tinha o quarto para arrumar, Didra lembrou-se que ainda precisava fazer a matrícula nas aulas do curso de História da Arte. Pegou os documentos que faltavam (e um clipe extra, caso alguém precisasse), e foi para o prédio principal novamente.

Desceu com o elevador, checando tudo que precisava levar, transferência e histórico da faculdade anterior, além de, por precaução, fotos extras. Fazia milhares de anos desde que precisou ser transferida, levou os documentos até a diretora Shermansky (“como será que ela está? E o Totó?” pensou), entregar tudo para Nathaniel, tirar uma foto e precisou de um clipe que encontrou jogado sobre uma das carteiras da Sala A na Sweety Amoris. Na Sala A onde conheceu…

– Minha nossa!! Didra? É você mesma?

Dee acordou de seu sonho e olhou para frente, dando de cara com dois olhos azuis brilhantes e um sorriso amistoso. Os cabelos castanhos ainda eram o mesmo, presos por uma presilha rosa no lado esquerdo, quanto algumas franjas caíam sobre a testa, mas agora estavam curtos, na altura do ombro. As roupas continuavam predominantemente brancas e azul-celeste, mas agora deixavam os ombros a mostra. O cinto largo cor-de-rosa definia a cintura e a saia branca que desenhava os quadris da garota ganhara alguns poucos centímetros de comprimento desde o colégio, além de faixas pretas na lateral. Dee não demorou para reconhecer a amiga.

– Melody? – Dee ajeitou os óculos no rosto. – Is you? Is really you? Oh my god!! Melody!!

– Você voltou! Eu não acredito!!

Melody abriu os braços e Dee pulou para abraçá-la. Ela estava mais baixa do Dee (Ao contrário da época do colegial, em que Melody superava Dee por alguns centímetros.) mas ambas encaixaram-se em um abraço recheado de saudades e alguns beijos no rosto. Melody afastou-se, mas sem largar as mãos de Dee, olhando-a de cima a baixo.

– Minha nossa… Dee… o que você comeu por lá? – Melody sentiu uma ponta de inveja o quanto a amiga havia “se desenvolvido”. – Você está um incrível!!

– Eu comer lots of McDonald’s! – Dee respondeu. – E se você quer dizer por “incrível” que eu estou fat… gorda… i agreed! But, you… Girl… you are hot! You are astonish!

– Que isso… Eu ainda sou a mesma! – Melody afastou-se um pouco envergonhada. – Mas, desde quando você chegou? O que está fazendo aqui?

– Eu vou estudar aqui. History of Art… – Didra respondeu. – Eu transferi minha matrícula de Yale para cá and… Vamos finalmente reunir a turma aqui!! This is amazing!!

– Seria ótimo reunir todo mundo, mas muita gente deixou a cidade. – Melody respondeu. – Estaremos na mesma turma, pelo menos. Você vai ter aulas com o professor Zaedi, meu “chefe”.

– You work for him? – Didra ficou surpresa. – Você trabalhar para o professor? Oh… quanta responsabilidade. And eu já saber com quem eu falar para ter uns pontinhos extras…

– Até parece! É a primeira vez que uma aluna é escolhida como assistente e eu não vou facilitar… mesmo para minhas amigas! – Melody tinha um pouco de orgulho na voz, oque deixou Dee feliz. Ser a primeira aluna escolhida como assistente, não era para qualquer uma. – Mas, é claro, posso te ajudar a acompanhar a matéria, se estiver com dificuldades. Assim você me ajuda a treinar o meu inglês!

– Todo mundo aqui estar procurando uma teacher for free? – Dee levou as mãos a cintura indignada. – But, pra você eu fazer um exceção! And… the others? Ter notícias do pessoal? Where is Nathaniel?

O sorriso de Melody foi morrendo aos poucos. Didra percebeu que tinha batido em um assunto delicado demais. Depois do seu resgate, na noite do baile de Formatura, ela soube que Melody e Nathaniel haviam terminado o namoro e o motivo tinha sido ela. Melody não escondeu seu desconforto sobre o assunto, mas voltou a sorrir.

– Por aí. Não sei dele e, bom, tenho bem pouco interesse em saber na realidade.

– Melody i never… eu nunca tive a chance de falar com você sobre isso direito, eu não…

– Eu tinha raiva de você! – Melody foi direta no assunto. – Eu tinha raiva e, ao mesmo tempo, gostava de você! Quando você sumiu naquela noite, eu fiquei tão dividida entre querer ver você bem e… que não voltasse, mas… A culpa não foi sua. Você nunca deu esperanças para ele e ele não percebeu que estava me perdendo e não conseguindo você! Agora, ele tá sem nenhuma de nós duas e… quer saber… eu não me importo.

– I really sorry, Melody. – Didra respondeu, tentou esboçar um sorriso, mas não conseguiu.

– Bom, se você quer saber de qualquer forma… Ele tá por aí. – Melody olhou em volta, para indicar o campus. – Está estudando aqui na Anteros, mas está mais preocupado em frequentar festinhas e baladas do que as aulas.

– Nath? – Didra ficou surpresa. – Nath não está nas aulas? You sure? Is the same Nathaniel?

– Não. Não é o mesmo! Ele mudou muito. Enfim… – Melody falou com um tom de quem encerrava o assunto. – O que temos aqui? – Ela pegou os documentos da mão de Dee e deixou a garota com a boca aberta antes de poder protestar. – Sua matrícula? Bom, está com sorte. Eu estou indo para o Auditório, venha, vamos que eu tenho que resolver algumas coisas com o professor Zaidi e te ajudo com isso.

Melody saiu andando apresada em direção ao prédio principal, dando pouco espaço para Didra conversar. Dee ainda tinha muitas perguntas sobre Nathaniel e sobre outros do antigo grupo, mas Melody não parecia disposta a responder mais.

– Rose and i… Rosa e eu vamos ao pub hoje a noite. Reunir o pessoal. – Didra conseguiu emparelhar com Melody. – Você quer vir?

– Nossa, faz tanto tempo que não falo direito com a Rosalya. Só nos vemos no corredor e damos um “oi e tchau” uma para a outra. – Melody ficou surpresa. – Sempre achei que eu não fazia parte do “grupinho” de vocês duas, então… nunca me enturmei muito com a Rosalya. Muito obrigada pelo convite. Eu tenho algumas tarefas e depois, se eu terminar a tempo, eu vou lá, ok?

– Eu não saber a endereço do pub… Let me call, Rosa… – Dee pegou o telefone e procurou na agenda o número de Rosalya. Ela percebeu que só encontrava o número dos amigos americanos e da família. – Oh… f*ck eu esqueci de pegar… Please, me dê o seu number…. Eu te ligo na hora e…

– Não se preocupe! – Melody respondeu. – Eu imagino que vocês vão para o Snake Room! O pessoal se reúne lá e no Cozy Bear. Então, está tranquilo. Conheço o caminho.

– Bom… então, até mais tarde. – Dee ficou mais aliviada. – Here, come on… – Dee puxou Melody para mais perto e fez uma nova selfie com a amiga. – Vou mandar essa para os amigos na América.

– O que? Não! Eu tô horrível! – Melody passou a mão pelos cabelos, ajeitando um pouco a franja. – Não vai mandar isso para eles! Apague, por favor…

– Too late! – Dee já digitava uma legenda para a foto. – Now on Instagram… Te mostro hoje mais tarde os likes e os comments… Oh.. look… Um like… And… “All your french friends is gorgeous like this one?”

– Ai minha nossa! Que vergonha! – Melody ficou vermelha ao ver o comentário. – Eu vou te bater, Dee! Quem escreveu isso aí deve ser cego!

– He’s not blind… Ele não ser cego e ter um beautiful par de olhos azuis… Like yours! – Ela abriu o perfil do rapaz que havia comentado a foto e mostrou para Melody. – He’s avaliable… O que achar?

– Pare de tentar arrumar namorados para mim! – Melody riu e foi em direção a porta do Auditório. – Espera! Deixa eu ver outra vez… – Melody olhou mais um pouco o perfil do rapaz. – Não! Pare de tentar me arrumar namorados!

– Alguém acabou de escrever aqui… “comprando um passagem para o França agora mesmo” – Dee leu no telefone. – Quer ver quem?

Melody revirou os olhos e riu. Elas entraram no Auditório 1 e Melody foi direto até o homem que, pelo que Dee imaginou, seria o professor. Ele era um rapaz que estava na casa dos 30 anos, pele bronzeada e cabelos castanhos cuidadosamente bagunçados. O blazer azul com as mangas dobradas até o cotovelo cobriam a camisa social branca que, por algum motivo que fugiu a compreensão de Dee, ele usava com dois botões abertos o suficiente para que as moças pudessem ver seu peitoral.

Os olhos azuis deslizaram do papel que ele terminara de ler e entregava a uma aluna muito animada para Melody e de Melody para Dee. Um olhar que a mediu de cima a baixo, dando a ela a sensação de que ele podia ver através dela ou, no mínimo, através das roupas dela. Aquele olhar deixou Dee um pouco constrangida.

– Bom, você veio aqui para inscrever-se no curso? – O professor passou os olhos pelos documentos. – Yale? Tem certeza que não veio tomar o meu emprego?

– No. Eu só vim estudar mesmo. – Didra respondeu. – Só isso mesmo.

– Bom, é como dizem: “O charme está na incerteza, tudo se torna mais interessante nas sombras.”

– Eu estar em dúvidas between Batman and Oscar Wide. – Didra respondeu. – Vou de Oscar Wide. Right?

– Sim. Vejo que você conhece os clássicos, não? – Respondeu o homem. – Então, comigo, já somos dois. Bom, você então quer participar das minhas aulas?

– Yeah, Melody fez uma grande propaganda delas. – Didra disse, chamando a atenção para a amiga novamente. – E eu quero “cair nesse charme” que você falou aí.

– Dee… o que você está fazendo? – Melody cutucou a amiga com o cotovelo.

– Meu nome é Rayan. Rayan Zaidi. – Ele assinou alguns papéis e carimbou a folha de papel. – A partir de agora, sou seu professor de História da Arte. É bom ter você aqui.

– Thanks… – Didra respondeu. – Bom estar aqui. Tenho certeza que fiz a escolha certa em transferir minha matrícula de Yale para cá!

– Bom, você está com as expectativas bem altas, senhorita… – Ele leu os documentos. – … O’Connel. Você vai me dar uma hora da sua atenção por dia e, em troca, você não irá se decepcionar com as minhas aulas. Estamos combinados?

– Very fair… – Didra apertou a mão do professor. Era um aperto forte, mas, ao mesmo tempo, cuidadoso. – Obrigada…

– Também vou te dar uma dica… Coisa que passei para alguns dos alunos aqui, mas, você parece que está mais disposta… – Rayan rabiscou um pedaço de papel e entregou para Dee junto com sua documentação. – A lanchonete aqui próxima está procurando uma pessoa para o atendimento das mesas. Talvez seja uma boa oportunidade para tirar um dinheiro extra, não?

– Exatamente o que eu estar precisando. Money!! – Didra pegou o papel e guardou no bolso. – Eu vou lá logo mais tarde. Thanks.

– Bom, a primeira aula será às nove da manhã na segunda. Não se atrase. – Rayan respondeu. – Melody, e preciso passar mais algumas tarefas para você mais tarde. Por favor, me encontre aqui na sala às 21:00hrs, tudo bem?

– Claro, professor. – Melody anotou o recado. – Está combinado. – Melody pegou algumas pastas da mesa do professor e os abraçou.

Rayan acenou com a cabeça para as garotas e voltou a olhar os seus documentos. O olhar do professor deslizou discretamente para Dee mais uma vez. Aquilo deu a ela um misto de lisonjeio e medo. Lisonjeio pois, por mais que ela ainda não estivesse pronta para se envolver com alguém novamente, ela não podia negar que Rayan era muito bonito. E medo porque, da mesma forma que ele olhava para Dee, Melody olhava para ele. Estava mais do que claro que a garota estava muito interessada no professor.

Estava acontecendo tudo outra vez.

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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