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História Anteros - Capítulo 4


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 4 - Passeios Noturnos


Fanfic / Fanfiction Anteros - Capítulo 4 - Passeios Noturnos

Dee despediu-se Melody no Campus da Anteros e foi em direção ao endereço indicado por Rayan Zaedi (em algum lugar de sua mente ela tinha a impressão de já ter ouvido o nome “Zaedi” antes). O tão aguardado “Cozy Bear Café”. O local onde croissants viravam pedaços de um sonho distante o café devia ser alguma obra de arte feita por algum monge budista que dedicou anos de sua vida estudando como preparar um café perfeito.


No fundo ela que aquilo era apena um croissant feio por quem realmente entende do assunto e um café que era melhor do que a água suja que tomou por três anos, mas, naquele momento, após três longos anos longe de sua casa, o café do Cozy Bear parecia a melhor coisa do mundo.

Por sorte, ela só precisava atravessar uma rua e estava de frente com o Cozy Bear. Havia, naquela passagem, uma lavanderia e um ou outro comércio (parecia um Subway) com alguma circulação de pessoas. Era um lugar relativamente seguro, mas parecia mal iluminado, já que estava localizado entre dois prédios de apartamento. Esperava não ter que entrar ali durante a noite sozinha.

Ela parou em frente a lanchonete. Bem, antes era uma lanchonete. Hoje era o Cozy Bear. A Sweety Amoris estava a somente duas quadras de distância dali. Será que os alunos da Sweety Amoris frequentam esse lugar? Para conversar, tomar algum suco depois da aula? Logo próximo está o Parque. Ainda dá pra ver as árvores ao longe. Atravessando o parque ela chega até…

Será que ela ainda mora naquela cobertura? Com um jardim cuidado pelos moradores? Não. Não é possível. Ela foi para Paris. Foi viver lá. Foi viajar. Conhecer o mundo “até onde as pernas dela pudessem levar” e…

tling… tling…

O sino de bronze pendurado no alto da porta da loja soou e tirou Dee do mundo da fantasia. Uma pessoa saiu carregando um saquinho e papel estampado com o ursinho de gravata. Provavelmente contendo algum doce e um café. Dee respirou fundo e entrou O sino badalou mais uma vez e chamou a atenção do rapaz atrás do balcão.

Um jovem que provavelmente tinha a idade dela. Cabelos pretos brilhantes, muito lisos, típico dos asiáticos. Os olhos pretos levemente puxados denunciavam que ele deveria ser descendente de japoneses (ou chineses. Ou coreanos. Dee não sabia.). Usava uma camisa verde coberta pelo avental marrom do Cozy Bear e um boné igualmente estampado.

– Seja bem-vinda ao Cozy Bear. – O rapaz abriu um sorriso simpático e indicou as mesas com o olhar. – Deseja alguma coisa?

– Yeah… hã… maybe a coffe… digo… – Dee sacudiu a cabeça de leve, como se fosse fazer o cérebro pegar no tranco. – Eu digo… um café! Black, please. No… com leite!

– Um café com leite saindo. – O rapaz foi até a máquina, ligou o aparelho que começou a soar uma música suave do café sendo moído na hora. Era tudo o que Dee queria.

Dee ficou olhando em volta, como se procurasse ver os fantasmas de sua juventude. Procurasse ver onde estavam as mesas, o balcão, as cadeiras e tudo que havia ali. Queria ouvir as risadas que deu naquele lugar, as conversas, os encontros e a vida que tinha antes de ir embora.

– Aqui está. – O rapaz surgiu com uma bandeja prateada com uma xícara de café em cima. – Posso sugerir uma mesa?

– I’m sorry… – Dee riu e jogou uma mecha do cabelo louro para trás da orelha. – I just… digo, eu só estar perdida entre meus lembranças. This place… Esse lugar mudar muito.

– Conhecia a lanchonete que ficava aqui antes?

– Yeah! Eu estudar no Sweety Amoris right there… – Dee apontou em direção a escola, como se o rapaz pudesse vê-la a distância. – E eu morava a few blocks… algumas quadras daqui quando era mais nova.

– Sério? Eu jurava que você não era daqui… – O rapaz colocou a bandeja sobre a mesa que Dee sentou. – Quer dizer, pelo seu sotaque e… tudo mais…

Dee sorriu. O rapaz era um doce. Mas, ela realmente não estava a fim de ter seus níveis de glicose tão altos daquele jeito. Quando levou a xícara até os lábios, percebeu que ele tinha desenhado uma folha com a espuma do leite em seu café. Ela quase ficou com dó de beber aquela pequena obra de arte.

– Eu costumava vir aqui com some friends. – Dee deu um gole no café. Estava muito bom. – Antes de me mudar para os Estados Unidos, para estudar. Voltei para cá alguns dias atrás.

– Ah… ainda está se acostumando a voltar a usar o francês. – Ele sorriu e recolheu sua bandeja. – Bom, aproveite e se quiser algo mais…

– In fact… – Dee colocou a xícara na mesa, antes que o rapaz fosse embora. – Eu gostaria de me candidatar para o job here… Para o vaga de garçonete.

– Claro! Só um minuto, por favor. – Ele deixou a bandeja na mesa e correu até o balcão, onde pegou alguns papéis e então voltou para mesa. – Aqui, por favor, preencha essa ficha e depois eu farei umas perguntas, ok?

– Sure!

Dee pegou o papel da mão do rapaz e olhou em volta em busca de uma caneta. O jovem asiático bateu nos bolsos e não encontrou nenhuma também. Didra riu do jeito atrapalhado do moço e pediu uma licença para pegar a caneta que estava na orelha dele. Ambos riram e o rapaz levantou-se da mesa, indo para o balcão. Lavou algumas louças enquanto esperava que Dee preenchesse a ficha.

– Here! – Alguns minutos depois, Dee levou a ficha até o balcão e entregou ao rapaz. – Terminei!

– Ah… ótimo! Deixe-me ver. – Ele pegou a ficha e começou a ler. – Então, você é a Didra… Didra O’Connel, certo?

– Você pegar o meu ficha com os mãos molhadas!

– Ahh… – ele soltou a ficha no balcão como se estivesse pegando fogo. – Perdão! Desculpe!! – Pegou um pano e tocou ele levemente nas partes úmidas. – Desculpa! Eu… não se preocupa. Dá pra ler aqui ainda… E… bom, meu nome é Hyun! Muito prazer! – Ele estendeu a mão para Dee.

– Suas mãos ainda estar molhadas… – Dee inclinou levemente para trás, olhando para a mão que pingava em sua ficha. – Eu posso preencher outra ficha, please?

– AHH!! Desculpa!! – Hyun, o atendente da loja, pegou a ficha de Dee e tirou do balcão molhado, mas percebeu que ele estava destruindo a ficha dela mais do que o balcão. – É… perdão!! Eu vou te dar outra ficha!!

Mais uns minutos se passaram com Dee preenchendo a segunda ficha e entregando-a para Hyun, que fez questão de mostrar que estava com as mãos secas dessa vez. Ele pegou a ficha e leu ela com atenção.

– Bom, Didra… – Hyun colocou a ficha na mesa. – Eu vou fazer umas perguntas e depois encaminhar tudo para Clemence. Ela que é a chefe e dona desse estabelecimento. Eu só faço a pré-seleção e entrego as fichas para ela.

– Good… – Dee respondeu. – Espero me sair bem nessa seleção. Quem eu tenho que matar para passar?

Hyun riu da piada e foi preparar mais uma xícara de café que Dee pediu e depois passou a fazer algumas perguntas sobre as experiências dela e as qualidades para o trabalho. Dee contou sobre sua experiência como fritadora de hambúrgueres nos EUA e outros trabalhos que ela executava na lanchonete. Houve uma pergunta sobre algum tipo de café com leite para hipsters e depois Hyun agradeceu pelo interesse e cobrou os cafés.

Dee saiu do Cozy Bear e voltou para faculdade. Estava quase na hora de sair com Rosa e a sua “surpresa”. Voltou para o quarto no sétimo andar e viu que em cima de sua cama alguém havia deixado mais algumas caixas. Ela reconheceu que eram o resto de suas coisas, provavelmente Dean havia passado lá para entregar. Bom, cuidaria dessas caixas depois.

Yeleen não estava no quarto, mas deixou o notebook dela ligado e destravado sobre a mesa, com algumas pesquisas sobre o caso da prisão de Rosalya, três anos atrás. “Então ela lembrou de onde ouviu o nome Didra O’Connel”. Só esperava que ela fosse a única que lembrasse desse caso.

Correu para o banho, arrumou os cabelos que estavam começando a incomodar demais e perdendo a tinta loura. “Vou dar um jeito nisso logo logo”, pensou. Foi para o armário (ainda não entendia o porque ainda tinha que pagar para pegar as próprias roupas, mas não estava com tempo para pensar nisso), vestiu-se, pegou uma bolsa e foi em direção a saída da faculdade.

– Ei…  Didra. – A voz de alguém chamou sua atenção enquanto ela esperava o elevador. – Didra, não é?

Era Chani. A garota de visual gótico que conheceu durante a matrícula.

– Hi… é… – Dee colocou a mão na testa. – Charlene, right?

– Ah, pelo amor de Deus, só a minha mãe me chama de Charlene! Me chama de Chani! – Ela parou ao lado de Dee para esperar o elevador. – E aí? O que está achando da nova faculdade?

– Only one problem… My roommate! – Dee viu a expressão de dúvida na cara de Chani. – Meu colega de quarto.

– Sim. Entendi. Mas quem é?

– Aquela baixinha do boca gren-di que estava discutindo com você! – Didra respondeu. – Yeleen or something like this…

– Meus pêsames. – Chani virou o rosto e voltou a encarar a porta do elevador. – Bom, quando precisar fugir dela, só bater em minha porta, logo ali. Sinto que terei bastante tempo aqui.

– Really? Eu estar indo encontrar some friends… – Dee pegou o celular da bolsa e olhou para a tela. – Em um lugar called Snake Room. Vamos comigo?

– Hum… não sei. Seus amigos não vão se importar?

– No! Eles vão amar você!! – Didra respondeu animada. – Vamos comigo! Please?

– Eu ia dar uma volta na biblioteca, para ver o que eles tem de na sessão esotérica…

– Really? – Dee deixou os ombros caírem e encarou Chani, mas a garota apenas acenou com a cabeça positivamente, para confirmar que estava falando sério. – Você estar brincando, no? Esta foi a pior desculpa que já ouvi!

– É verdade! Quero mesmo ver! – O sino do elevador despertou a atenção das duas garotas. Elas entraram e Dee apertou o botão para o térreo. – É algo muito importante. Estou com algumas ideias para minhas monografias e esse livro vai me ajudar.

– Você já estar pensando no seu mo-nou-grá-phi-ah? – Dee parou para pensar um pouco e percebeu que não fazia a mais remota ideia de sobre o que escreveria. – Impressive.

– Sim! Tenho várias ideias! – Chani ficou animada ao lembrar de suas diversas ideias. Uma mais maluca que a outra. – Já ouviu falar de “urbex”?

– Nop.

– É sensacional! Invado casas abandonas e outras coisas assim. – Chani ficou mais animada. – Passamos a noite lá e descobrimos histórias destes lugares.

– Isso não ser perigoso?

– Eventualmente esbarramos com um serial killer ou cativeiro, mas, não é nada de mais. – Chani deu de ombros. – Só precisamos correr.

– Você está falando sério??

– Não! – Chani riu da cara de Dee. – Mas, obrigado por mostrar a cara que minha mãe faria se eu contasse isso apara ela! – Dee virou o rosto um pouco emburrada, apenas para que Chani risse mais. – O urbex é seguro. Vamos em grupos e ficamos uns dias observando o lugar, de dia e de noite, para ter certeza que não é perigoso.

– Hum… menos mal. – Dee segurou a porta do elevador para que Chani saísse. – So… você vem comigo ou não?

– Hum… – A gótica olhou no celular e viu a hora. – Realmente não poderíamos passar na biblioteca antes? Gostaria mesmo de olhar algo lá antes dela fechar.

– Sure! – Dee deu de ombros. – Vamos ver os livros e depois, para o Snake Room, right?

Chani acenou positivamente com a cabeça e guiou Dee até a biblioteca. Ela realmente não sabia onde era, já que tinha explorado pouco pela Anteros. No máximo viu os dormitórios. Ainda precisava conhecer a cantina e as outras salas de aula. Passaram pelo campus até a porta de madeira com vidro que dava acesso ao interior da biblioteca.

Era bem menor do que a de Yale, foi a primeira coisa que Dee pensou ao ver o lugar. Pouco mais do que algumas estantes e quatro mesas de estudos, além de uma escrivaninha com alguns computadores para uso dos alunos. Chani nem pensou muito para ir até alguma das prateleiras e passar o dedo pelos nomes dos tomos. Dee, sem muito o que fazer até ela terminar, foi para as prateleiras que pareciam conter os livros de história da arte.

Poucos minutos depois, Chani saiu da biblioteca com três livros grossos de capa preta e letras douradas. Ela disse bem, por cima, que aquilo era alguma coisa que Dee só entendeu como bruxaria. Depois de mais alguns minutos, elas saíram do campus e foram em direção a rua dos bares. Passaram pela passarela escura (a lavanderia já estava fechada e a lanchonete tipo “Subway” parecia bem-parado) e chegaram até uma casa noturna muito iluminada, com um neon branco escrito “Snake Room”. O lugar tinha uma fila considerável na frente.

Rosalya já estava na metade da fila com um rapaz de cabelos azuis e um paletó roxo. Dee abriu um largo sorriso ao ver de quem se tratava.

– Alexy? Alexy is that you? – Dee apressou o passo e o rapaz virou-se para ela. – Alexy??

– Dee!! – Alexy abriu os braços e preparou-se para receber Dee no abraço. – O que os americanos fizeram com você?? Olha esse cabelão!! Eu estava morrendo de saudades! Não acreditei quando a Rosa disse que você estava aqui!

– I’m sorry… Eu não liguei antes e eu… – Dee abraçou ele novamente. – Eu senti tanto sua falta!

– Também senti sua falta! – Alexy soltou Dee e a encarou. – Estamos aqui agora! Seremos aquela equipe de choque de antes!

– Você está no Anteros too?

– Yes! – Alexy foi bem irônico no tom de voz. – Eu fazer sociologia!!

– Stop it! – Dee empurrou o ombro dele e deu soquinhos no braço do rapaz. – Pare de sacanear my accent! And Armin? Ele está em Anteros também?

– Não. Ele mora longe daqui! Foi recrutado para trabalhar em uma empresa de segurança da informação. – Armin respondeu. – Ele ficava hackeando tudo o que via pela frente e aí acabou atraindo a atenção.

– Entendi. He’s a good friend.

Didra baixou os olhos um pouco decepcionado. Ver Alexy sem Armin era um pouco triste. Então o rapaz colocou a mão sobre a cabeça dela e bagunçou os cabelos dela.

– Não fique assim! Ele está seguindo o caminho que ele procurou! Às vezes ele lembra que tem família fora do computador e vem visitar a gente! Talvez a gente consiga reunir todo mundo.

A fila continuou andando até chegar a vez do grupo de Didra. Pegaram uma mesa para os quatro. Alexy se deu muito bem com Chani. Em algumas horas, Melody chegou e juntou-se ao grupo (Dee não conseguiu deixar de notar que a conversa, de alguma forma, ficou mais fria após a chegada da garota.). Eles tomaram algumas rodadas de cervejas e tequilas, até que Melody anunciou que precisava ir embora. Por volta das onze, Chani pediu sua conta e foi embora também.

– E aí? O que aconteceu aqui na minha ausência? – Dee olhou de Rosa para Alexy e de Alexy para Rosa. – Vão contando tudo!

– Nada acontece nessa cidade. – Alexy respondeu. – Foram três anos que nada mudou aqui. Só fomos vendo nossos amigos indo embora, um de cada vez. Sinto que tô algemado a esse lugar.

– Sei muito bem ao que você está querendo se algemar, Alexy. – Rosa pegou o canudinho de sua bebida e tomou um gole. – Tem um boy que anda pela faculdade que… Podemos falar sobre isso?

– Rosa! Para com isso! – Alexy olhou bravo para ela. – Pela milésima vez, não vamos falar sobre isso! Não tem nada para falar sobre isso!

– Agora eu ficar curiosa! – Dee ajeitou a coluna na cadeira e olhou assustada para o rapaz. – Who is?

– Ninguém! – Alexy respondeu colocando um ponto final no assunto. – Não tem rapaz nenhum por aí! E ponto final.

– Tá. Não tá mais aqui quem falou. Não vou falar mais nada sobre um garoto de olhos claros e cabelo castanho por aí. – Rosalya olhou de canto de olho para Alexy. – Falando em rapaz, Dee… Tem alguma notícia do Kentin?

– Rosa, você não vale o que o gato enterra! – Alexy respondeu bravo.

– Oh… no. Nothing. Eu esperar vocês me contar about everyone. – Dee colocou seu copo sobre a mesa. – Where is the people? Violette eu ouvir que foi para Paris. Nós encontrar Melody. But… And the others?

– De vez em quando eu troca algumas mensagens com o Kentin. – Alexy respondeu. – Ele resolveu continuar a carreira militar depois que terminou a escola e lá ele faz treinamento de cães lá. Ele mandou uma foto do Cookie faz um tempo atrás. Está enorme, mas o Kentin disse que se jogar uma bolinha para ele, ele vai brincar com você como se fosse um filhote.

– Você não se dava com a Bia e nem com a Li, não é? Então, provavelmente não quer saber delas, mas se quiser… tem alguém que pode te falar. – Rosalya abanou a mão no ar como se espantasse as lembranças. – Charlotte, então, nem pensar… Vamos ver… hum… ah… a Peggy! Sumiu da cidade também! Nunca mais ouvi falar. Parece que cortou as relações com todo mundo de vez.

– Eu sentir muito. I like her… – Dee tomou mais um gole de sua bebida. – And Kim?

– Ela? Tá aqui do lado, praticamente… – Rosa apontou para uma das paredes do ar. – Na academia!

– Eu really precisar de uma academia! – Dee tentou lembrar da fachada do estabelecimento e percebeu que não reparou no lugar. Olharia para a academia na hora que saísse. Na hora que saísse. Ela ficou assustada e olhou para o celular. – Oh my… Olha a hora! I need to go!

– O que? Está cedo! – Alexy levantou as sobrancelhas. – Vamos ficar mais um pouco!

– No! Tenho aula amanhã! E você também! – Dee apontou para ele. – I need to go! Vocês vão para o campus?

– Eu não. Eu moro com o Leigh, lembra? – Rosalya virou seu copo, terminando a bebida. – Eu vou para casa.

– E eu ainda tenho mais alguns lugares para visitar. – Alexy levantou a mão e pediu para que o barman colocasse as bebidas na sua conta. – Ainda tenho algumas horas para aproveitar.

– So… Então, até amanhã! – Dee virou o último gole de sua bebida e colocou o copo na mesa. – Te pago esse todo… – ela apontou para os copos que bebeu. – …amanhã. Pode deixar!

– Você é minha convidada, Dee. Fica tranquila.

Ela deu um abraço forte em Alexy e depois em Rosalya. Sabia que já estava alta por causa das bebidas. Então, pegou a bolsa e foi para a saída. Pela hora seria muito difícil encontrar um ônibus e pegar um táxi até o campus seria um gasto de dinheiro desnecessário, já que ela precisaria andar pouco mais de duas quadras até lá. Então, respirou fundo e foi em direção ao campus.

Não perdeu muito tempo olhando para a paisagem noturna de seu país que tanto sentia falta e nem ficou pensando muito sobre o fato das ruas estarem tão desertas. O que a deixou preocupada foi, realmente, o rapaz de cabelos raspados que surgiu após uma esquina e começou a segui-la. Aquilo fez um cala frio subir a espinha e, por instinto, segurou a alça da bolsa com força e passou a andar mais rápido.

Pensou se fingir falar no celular não seria uma boa forma de se defender, para dar a impressão de que estava avisando alguém onde estava, mas provavelmente só mostraria que ela realmente tinha algo para ser assaltada. Parar na frente de algum lugar e fingir que ia entrar também não funcionaria, já que não tinham casas por aí, só comércios.

– Ei… e ai? Não quer companhia?– Dee não percebeu quando havia entrado naquela mal-iluminada viela para o campus e deu de cara com o rapaz louro de nariz ancudo e blusa de gola alta azul. – Onde você está indo? Está cedo. Quer se divertir com a gente?

Dee instintivamente deu dois passos para trás, até esbarrar com algo sólido. Era o outro cara que a seguia. Ele riu ao ver o medo estampado nos olhos dela.

– Não é seguro andar por aqui a noite, sabia? – O rapaz careca pegou uma mecha do cabelo de Dee, mas ela se afastou. – Não quer vir conosco.

– No. Thanks… – Dee teve que se esforçar para esconder o nervosismo e usar a língua correta. – Eu morar aqui perto, não precisar…

– Como ela é educada. – O rapaz loiro riu. – Bom, então, vamos ser educados também e acompanhar você até a sua porta.

– My… meu irmão is a cop… é um policial. – Dee tentou dar a volta no rapaz da blusa azul, mas ele entrou na frente. – Eu… eu… sugerir vocês me deixar em paz…

– Um policial? Que bom… – O rapaz careca tirou do bolso um soco inglês e vestiu como uma luva. – Mas, pelo visto, não tem nenhum policial aqui, não é? Então, não tem ninguém para te proteger de pessoas ruins por aí, não é mesmo?

– I warning… estar avisando… – Didra segurou a bolsa com mais força. – Let me go… Me deixa em paz… or…

– Ou o quê? – O rapaz loiro segurou Dee pelo pulso e a puxou para mais próximo. – O que você vai fazer? Chorar em inglês?

Sem pensar exatamente no que estava fazendo, Dee deixou o puxar do rapaz servir como impulso para a cabeçada que atingiu o nariz do rapaz loiro, fazendo ele cambalear para trás com a mão no nariz. O careca riu da situação, o que deixou o louro mais bravo.

– A gatinha tem garras… – O loiro abriu um sorriso maldoso e esfregou o nariz. – Vamos ver o que mais ela sabe fazer…

– TIRA A MÃO DELA!!

A voz que vinha do fundo da rua chamou a atenção dos dois caras. Dee pensou em usar a distração para correr, mas as pernas não obedeceram.

– O que você quer? – O careca virou-se para o dono da voz, já com as mãos prontas para uma briga, mas, depois de uns instantes, abaixou a mão. – Hã… ah… desculpa… eu não tinha visto que era você.

– Ela me machucou… não vou deixar assim… – Agora o louro, vendo que sairia “no prejuízo” começou a alternar os olhares entre Dee e o recém-chegado. – …não vou sair assim.

– Vai embora daqui!! – Estava escuro e Dee só conseguiu ver uma mão coberta por uma blusa verde quadriculada que pegou o louro e o empurrou para longe. – Vai embora agora!!

Os dois, muito nervosos, apenas acenaram com a cabeça e foram em direção a esquina. O careca ainda teve que empurrar o louro para que ele não voltasse. Só quando os dois viraram a esquina, é que Dee conseguiu ficar um pouco mais calma.

– Didra? Você tá bem? – O “salvador misterioso” deu um passo a frente, o que fez Dee se encolher novamente. – Calma! Tá tudo bem! Você deve estar em choque não é?

– I… i’m fine… i… i… i need to go…

– Nossa… até aprendeu outra língua de tão nervosa. Tá tudo bem, sou só eu.

E luz de uma das lâmpadas da frente da lavanderia iluminou o rosto de Nathaniel. Mais alto, mais forte, com uma leve cicatriz sobre os lábios, usando uma jaqueta verde quadriculada com uma gola coberta de pelúcia cinzenta e os cabelos dourados bem bagunçados sobre a testa faziam ela se perguntar se realmente era o mesmo Nathaniel que conheceu na escola.

– Nath? Is.. .that you? – Dee sacudiu a cabeça para voltar a falar francês. – Ser você mesma?

– Sou eu sim! – Nathaniel fez menção de se aproximar e, vendo que Dee, não recuou, ele foi até ela e a abraçou. – Está tudo bem com você?

– I… i… i… Nathaniel… why you… você está aqui? Why… – Dee lutava para manter a respiração mais calma, enquanto envolvia os braços em Nathaniel. Ela queria estar mais feliz por rever o amigo, mas o nervosismo não permitia. – Who… quem ser aqueles cara… why…

– Tá tudo bem… – Nathaniel se afastou dela. – Tá tudo bem agora? Vamos embora daqui. Onde você está? Na Anteros? – Dee apenas sacudiu a cabeça confirmando. – Tá legal… eu vou com você…

– NÃO FAZ ISSO!! – A voz de alguém despertou a atenção dos dois. – NÃO!!

– AI SUA PIRANHA!! – O rapaz louro surgiu na esquina muito alterado e segurando um revólver. – MANDA UM RECADO PRO SEU IRMÃO…

PÁ…PÁ… PÁ…

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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