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História Anteros - Capítulo 5


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 5 - Lemon pie


Só havia duas coisas no mundo de Dee: dor e escuridão. Ela não conseguia enxergar nada. Seus olhos doíam, provavelmente pelo tanto que ela os apertou, tentando fazer aquela dor passar. Alguns pontos no corpo queimavam e, ao mesmo tempo, eram frios e úmidos. Ela sabia que aquilo era seu sangue indo embora do seu corpo. Luzes piscavam e invadiam as pálpebras ao mesmo tempo que barulhos confusos invadiam seus ouvidos.


Vozes, sirenes, gritos, gente que a puxava de um lado para o outro, mais gritos, mais sirenes e, de repente, uma picada forte em seu braço, a sensação dolorosa de algo entrando por suas veias e espalhando-se pelo seu corpo e, por fim, silêncio. O silêncio absoluto que acompanha a perda dos sentidos. Uma sensação que ela conhecia de suas várias aventuras no colegial.

– Ei… psiu… – Dee forçou os olhos a ficarem fechados após a forte luz invadir a escuridão. – …vamos acordar?

– I don’t want… – Dee tentou mexer a mão para cobrir os olhos, mas percebeu que (além da dor) havia algo perfurando sua veia. – …let me sleep…

– Hum… será que o celular traduzir o que ela disse? – Uma voz feminina, provavelmente uma enfermeira ou médica, – Islepí…… dormir! Não. Não posso deixar você dormir! Hora de acordar!

Só podia ser a Socorro. A enfermeira rabugenta do hospital da cidade. Se tinha algo, ou alguém, de quem ela realmente não sentia falta naquele lugar, era da enfermeira. Não acreditava que a mulher ainda trabalharia naquele lugar depois de todos aqueles anos. Ela não evoluía na vida não? Não procurava fazer um curso e virar médica?

– Vamos… preciso de você acordada! – A mulher no quarto de Dee disse. Dee sentiu que sua cama começou a levantar, colocando-a em uma posição que a deixaria mais para sentada do que deitada. – Ainda tem alguns exames e vamos trocar esse soro… Você está dormindo há cinco horas.

– Hum… let me go… – Dee tentou mexer a cabeça para, da única forma que podia, protestar. – Já estar aqui cinco horas… uma a mais não fará difference…

– Muito engraçada você… – Dee sentiu que seu olho foi aberto a força por dois dedos e a luz ofuscante a deixou tonta. – Seus olhos estão reagindo bem… Vamos. Nem te acertou.

– No? – Dee espremeu os olhos após a enfermeira (que ela já entendeu que não era Socorro. Estava sendo muito cuidadosa. Talvez fosse a outra enfermeira. A mais boazinha. Ou uma médica nova). – Really?

– Não. Foi de raspão, mas você perdeu muito sangue. – As luzes do quarto ficaram mais fortes e o som das cortinas abrindo indicavam que ela já havia perdido. – Então, é hora de você se alimentar. Trouxe sua comida. E nem adianta reclamar… está sem sal!

– I hate it… – Dee reclamou. – Odiar comida without salt…

– Eu sei. Mas, são as ordens do médico. – Dee sentiu a cama balançando e o peso extra, indicando que a enfermeira sentou-se na cama. – Abra a boca. Vamos acabar logo com isso.

– You know? How… – A enfermeira aproveitou que Dee estava falando e enfiou a colher na boca de Dee. – Hum… terrible… wait… how you know…

Dee finalmente abriu os olhos. A sala do hospital estava iluminada pelo sol e o que ela viu foi difícil de dizer se era real ou uma ilusão causada pelos remédios e o sono. Cabelos ruivos faiscavam com o sol e os olhos verde-água brilhando. Os lábios cor-de-rosa exibiam um sorriso tímido de quem segurava a vontade de chorar de alegria.

– Oi… – Foi só o que Iris disse. E foi só o que precisou.

Os cabelos ruivos agora eram curtos, com apenas uma trancinha que caia sobre ombro vindo do lado esquerdo da cabeça. Estava usando um jaleco branco, típico dos médicos, com um crachá escrito “Sterling. I – Enfermeira Residente”. Não estava com brincos ou acessórios, embora Dee pudesse ver que sua orelha tinha mais furos do que na época do colegial.

– Iris? Is that you? – Dee fez menção de mexer o braço, mas a dor a impediu de se mexer. Iris então usou a mão livre para segurar a mão dela. – Is really you?

– Você sabe que inglês nunca foi meu forte, não é? – Iris usava o polegar para fazer carinho na mão de Dee enquanto se segurava para não chorar. – Mas, quantas vezes a gente vai ter que se encontrar nessa porcaria de hospital? Dá pra você deixar a porcaria do seu sangue do lado de dentro, por favor?

– Sorry… – Dee já não conseguia mais não chorar. – I… eu… eu só estar indo pro campus… and… – Iris enfiou outra colher do ensopado de abobrinha com salmão. – …hum… stop it!! Eu… eu poder usar meu outro braço, ok?

– Está bem. – Iris secou uma lágrima com a blusa. – Desde quando você voltou? O que você estava fazendo na rua aquela hora? Mas, que droga! Eu quase morri quando vi você machucada… Foram três anos e aí… poxa… que droga de lugar pra gente se rever!

– Sorry. Really sorry. – Dee se esforçou para fazer uma leve pressão na mão dela. – Eu só queria… Eu queria te procurar… but… i’m so scared… eu ficar com muita medo.

– Medo? De mim. – Iris respondeu um pouco surpresa. – Tenho certeza que não sou tão ruim quanto três tiros de raspão.

– No. Você realmente não ser. – Dee respondeu. – But… I’m… se você estiver…

– Não vamos falar disso agora, ok? – Iris levantou o dedo. – Não é o melhor lugar e nem a melhor hora. Tenho outros pacientes também… – Ela levantou o crachá. – …viu? Esse ano me formo lá na Anteros.

– Enfermagem? I never expect…

– Quem diria, não é? – Iris deu de ombros e riu. – Eu fiquei algum tempo no curso de musicologia com o nosso amigo grande astro, mas, no fim… Música é pro Thomas. Depois, um pouco de fotografia, mas, também não rolou…

– E enfermagem?

– Por causa do Kevin… – Ela soltou a colher e partiu um pedaço de pão, molhou na sopa e comeu. – Hum… desculpa. Eu… eu dizia que foi por causa do Kevin. É meio que um jeito…
– De você se punir? – Dee respondeu. – Você ainda achar que o dead dele é [/i]seu culpa[/i]?

– Não é isso. – Dee ficou olhando para ela por alguns segundos. – Quer dizer, não é só isso…eu sei que nunca conseguiria salvar ele, mas… Eu sinto que posso ajudar as pessoas a não passarem o que eu passei.

– Entendi.

– Se eu puder salvar alguém nessa profissão, já será uma forma de “salvar ele” também. – Iris disse. – É muita bobagem da minha parte?

– No, Eu estar aqui por seu causa, no? You save me. – Dee abriu a boca e esperou. Iris ficou um pouco confusa ao ver aquilo. – What? Agora que eu estar esperando, você não vai me dar comida?

– Você disse que podia usar o outro braço!

– Você ser a enfermeira! – Dee olhou para o outro braço direito, com o soro espetado na veia, e o esquerdo, enfaixado por ter sido um dos lugares que recebeu o tiro. – Tinha que saber que eu estar mentindo!

– Trouxa! – Iris riu e pegou a colher novamente, mexeu a sopa e pegou mais um pouco do caldo, com atenção para pegar alguns pedaços maiores de carne. – Por que você voltou? Se estivesse em Yale, não teria acontecido nada disso.

– Yeah… Nothing this… – Dee recebeu a comida e mastigou um pouco (ainda estava horrível), mas ficou feliz. Iris passou um lenço sobre o queixo dela. – I… i’m thank’s. Is ok. Eu… não estar com fome.

– Sério? – Iris pousou a colher no prato de sopa e puxou mais para perto um pratinho descartável coberto por um guardanapo. – Não quer nem a sua sobremesa?

Dee ficou emocionada ao ver o doce.

– Lemon pie?

– Doce e azedinho…

tóc… tóc,,, tóc…

Iris virou-se para a porta do quarto e viu Nathaniel colocando a cabeça para dentro do quarto. Ela pegou a bandeja de comida e colocou sobre o carinho de transporte.

– Desculpa interromper… me falaram que ela havia acordado. – Nathaniel entrou e ficou parado na porta. – Ela já recebe visitas?

– Vou abrir uma exceção, mas só porque você a trouxe para cá. – Iris empurrou o carinho até a parede. – Tem cinco minutos. E você… – Ela virou-se para Dee. – …se prepara, porque eu vou voltar para te ajudar com o banho! Aliás, por que você tirou o piercing do seu umbigo? Achava tão legal!

– Eu já não aguentava… wait! – Dee parou e ergueu uma das sobrancelhas. – You undress me? Você tirar meu roupa?

– Tem alguma coisa aí que eu já não tenha vista ates? – Iris levantou uma das sobrancelhas e Nathaniel, um pouco corado, virou de lado para não encarar as garotas. – Então, sou enfermeira agora. Sou a sua enfermeira e a minha ordem é que você fiquei quieta e não discuta.

– Yes, sir…

– E você? Parou com aquelas brigas desnecessárias? – Iris pegou o rosto de Nathaniel e virou ele de lado, olhando para a cicatriz no lábio dele. – Hum… ficou charmoso em você. Ok. Cinco minutos.

Iris saiu e fechou a porta. Nathaniel esperou um tempo, até ter certeza que ela já estava longe, então foi até a cadeira no canto da sala.

– Acha que isso aqui foi alguma briga ou coisa assim? – Nath apontou a cicatriz no lábio. – Isso foi ela tentando me ajudar a fazer o bigode depois que eu machuquei os dedos e precisei enfaixá-los!

– Eu não duvidar! – Dee riu e depois desviou o olhar do rapaz. – What happening? O que acontecer naquele lugar?

– Dee, eu sinto muito! – Nathaniel levantou-se e foi ajoelhar ao lado da cama, segurando a mão dela. – Eu sinto muito mesmo! Eu juro que isso não ficará assim! Eu…

– Você… conhecer aqueles caras? – Ela se esforçou para puxar a mão dela da dele. – Eles parecer conhecer você e ficar assustados quando você aparecer!

– Dee, eu juro, não vou deixar isso barato! Eles vão se ver comigo, mas… por enquanto, eu preciso te pedir um favor. – Nathaniel apertou a mão dela com mais força. – Eu preciso que você não conte a ninguém que me viu naquele beco.

– And how did I get here? – Dee ficou assustada ao ouvir aquilo. – Why? I’m… sorry… desculpa… Por que eu não poder contar?

– Eu entendo que tudo é confuso, mas eu preciso que você confie em mim… – Nathaniel respondeu. – Preciso que não conte a ninguém. Principalmente ao Dean.

– And why… E por que não?

– Confie em mim, Dee. – Nathaniel a interrompeu antes que ela pudesse dizer mais. – Um ia vamos rir de tudo isso, mas hoje eu precisava que você não falasse nada!

Dee respirou fundo e olhou para os olhos dourados do rapaz. Procurando algo do velho amigo monitor de turma. Melody havia dito que ele mudou, mas, ela não imaginava o que estava acontecendo ali. Qual o motivo de tamanha mudança? O que havia acontecido com aquele garoto. Dee, por algum tempo, achou que tirar ele daquela casa violenta e abusiva havia salvado Nathaniel, mas, como ele caiu nesse outro mundo tão distante que, talvez, ela não pudesse ir atrás.

– Aqueles caras parecer prontos para me machucar… – Dee respirou fundo. – Thank’s. Você mudar bastante.

– Você também. – Nathaniel ficou mais calmo e voltou a sentar-se na cadeira. – O que aconteceu com o cabelo vermelho?

– O que você estava fazendo na rua that hour?

– O que você estava fazendo? – Nathaniel riu.

– Indo para o campus! Ser o último fim de semana antes das aulas voltarem!

– Pois é… Acho que preciso arrumar os meus caderninhos e os lápis de cor antes de voltar, não é?

O som da porta abrindo chamou a atenção dos dois. Agora era a vez de Dean entrar no quarto, acompanhado novamente de Iris. A preocupação foi rapidamente substituída pela raiva no rosto do rapaz e, entendendo bem o recado, Nathaniel ficou de pé, e também o encarou. Iris olhou de Dean para Nathaniel e dela para Dee. Ela sabia que tinha algo errado, só não sabia o que.

– Por que eu não estou surpreso? – Dean cruzou os braços. – Onde tem uma ocorrência policial, você está perto, não é, Nathaniel?

– E aí, Dean. Vim rever uma amiga que eu não ia muito tempo, só isso. – Nathaniel ergueu as mãos. – Estou cometendo algum crime aqui?

– Não fica de gracinha, porque eu sei que, de alguma forma, você está envolvido nisso. – Dean respondeu. – E aí, Dee? O que aconteceu dessa vez?

– Eu estar voltando para o Campus, and… two guy… me abordar… – Dee olhou para Nathaniel, estava em uma situação ruim, não sabia como explicar a presença de Nathaniel aqui. – ...and… um deles, take a gun… eme me acertar de raspão…

– Certo… Essa parte eu já sabia. Está no prontuário. – Dean respondeu. – E ele? O que ele está fazendo aqui?

– Só vim tirar um raio-x da minha mão. – Nathaniel mostrou as mãos enfaixadas. – Boxe, sabe? As vezes você tem que ver se alguma coisa está fora do lugar.

– E agora você está aqui? – Dean apontou para baixo, indicando o quarto de Dee. – Não vejo nenhuma máquina de Raio-X por aqui. Também não vejo nenhuma chapa na sua mão.

– Quando eu estava indo embora, nossa enfermeira residente aqui, a Iris me disse: “Você não imagina quem está aqui. A Dee”, então, eu vim visitá-la!

Dean virou os olhos para Iris.

– Verdade?

– Hã… é… – Iris novamente olhou para Nathaniel e para Dee, ela ainda não entendeu o que aconteceu e como ela estava naquela situação. – É! Sim. Eu disse! Desse jeito mesmo.

– Tá bom. Então, ok. – Dean respondeu para ele. – Você veio ver a minha irmã e viu. Então, se não há nada demais aqui, só agradeço a sua atenção, e peço licença para que eu possa falar com a minha irmã.

– Claro detetive. – Nathaniel levantou-se da cadeira e a colocou no canto. – A gente se vê na Anteros, Dee. Melhoras. Até mais, Iris.

Nathaniel foi em direção a porta, mas, antes de sair, Dean deu um passo para o lado e parou na frente dele. Nathaniel era mais alto e mais forte, então Dean teve de olhar um pouco para cima.

– Fica muito esperto, Nathaniel. – Dean falou em um tom ameaçador. – Não me deixa te pegar com um pé fora da linha. Porque se eu pegar, vai ficar muito ruim para você.

– Tá legal. – Nathaniel respondeu com calma. – Estou indo pra escola. Você não vai me fazendo nada de errado. Pode ficar tranquilo.

Nathaniel saiu, fazendo questão de ainda acertar o ombro de Dean. Dean teve de se controlar para não pular no pescoço do rapaz. Iris, ainda sem entender o que estava acontecendo, apenas segurando suas coisas. Ela tirou um envelope de papel pardo e entregou para Nathaniel.

– Opa! Meu Raio-X. Obrigado, Iris.

Nathaniel deu um peteleco no papel marrom e saiu do quarto. Dean bufou de leve, deixando a raiva sair, então foi sentar-se na cadeira antes ocupada pelo rapaz louro. Tinha um livro grosso nas mãos e abriu ele, entregando-o para Dee.

– Eu ia te mostrar uma série de fotos, para ver se você reconhecia os suspeitos, mas, vendo que o “garoto raio-x” acabou se sair daqui… – Dean olhou para Iris bem sério. – Então, vou te mostrar só esses dois… São eles, Dee?

– “Tipo Suspeito” and “Cara Não Net”? – Dee leu a descrição dois suspeitos. – “Um cara que parece suspeito”… Thanks, Capitain Obvius! And… “Um cara que não parece limpo”… Yeah… isso estar muito certo… Ele não parecer limpo mesmo!

– É o melhor que conseguimos deles por enquanto. – Dean pegou o livro e o manteve aberto na foto dos rapazes. – Talvez se o seu amigo aí pudesse ajudar, poderíamos ter algo mais preciso.

– You suspicious of the Nathaniel?

– Esses três batem ponto no Snake Room e não foram poucas as vezes que vejo um desses dois na porta da Sweety Amoris! – Dean respondeu. – Então, tenho motivos para desconfiar dele sim! Agora, foi um deles?

Dee acenou positivamente e apontou para o louro de blusa de gola alta. Dean fechou o livro e levantou-se.

– Tá certo. Eu vou achar esse cara. – Dean respondeu. – Só precisava de um motivo e agora a gente já tem esse motivo. Iris? – Dean virou para a ruiva. – Quando ela sai daqui?

– Hoje mesmo. Só precisa de mais um ou outro exame e está liberada. – Iris disse. – Vai poder começar as aulas normalmente.

– Diz pra Lety que eu estar bem.

– Não contei para ela! Não queria deixar ela preocupada. – Dean colocou o álbum debaixo do braço e foi em direção a porta. – Vamos mandar reforçar a ronda em frente a Anteros e ao Snake Room. Se essa cara aparecer, vamos pegá-lo.

Dean acenou para Iris e saiu do quarto. Após alguns minutos, a ruiva virou-se para Dee e foi ajudá-la a levantar-se.

– O que foi que aconteceu aqui?

– Eu esperar você responder-me. – Didra falou. – Por que Dean is so rude with Nathaniel?

– Eu também não entendi. – Iris afrouxou a bolsa de soro de um anzol e colocou em um suporte. – Ele veio aqui com você, achei que ele agradeceria. Eu sei que o Nathaniel não é mais o mesmo, mas não acredito que ele seja um bandido.

– Eu realmente precisar levantar now? – Dee agarrou-se ao cobertor da cama. – Let me sleep a little more, please??

– Eu posso encher isso e jogar em você? – Iris pegou um balde do chão e mostrou para Dee. – Quer?

– Nop! Thanks! – Dee fez força para levantar-se, colocando os pés no chinelo que estava a lado da cama. – I go. I go. Eu estar levantando. Look.

– Dee… eu queria te perguntar uma coisa, mas, não sei se é muito cedo para isso…

– What? – Dee respondeu. – We are… very close… i mean… Nós somos muito close… muito perto…

– Próximas?

– Yeah… this… – Dee sorriu. – Me pergunte o que quiser… I have… eu ter lots of questions. Eu ter vários perguntas too.

– Não é nada demais, é só que… – Iris estava sem graça e Dee achava lindo o jeito que ela ficava vermelha. – É só que… você está sabendo do show do Castiel?

– The Crowstorm? Yeah… eu acho que vou com Rosa and Alexy. – Dee ficou de pé com um pouco de dor nas pernas. – Why?

– Bom, o Castiel sempre me manda umas entradas vip’s e…

– I will love go with you. – Dee respondeu.

– Quem te disse que eu ia te chamar para ir junto comigo? – Iris riu. – Ia perguntar se você não quer comprar um!

– Oh… that’s… – Dee ficou vermelha ao ouvir aquilo. – I… eu não saber… qual o preço?

– Hahahaha…. Você ficou muito vermelha!! – Iris tirou o jaleco branco e colocou sobre a cama de Dee. – Eu tava brincando! Eu realmente quero ir com você.

Dee ficou brava e mais vermelha do que antes. Queria bater em Iris, mas um dos braços estava preso no apoio do soro e o outro com faixas e curativos, então, para não forçar os machucados, ela tentou chutar Iris, mas a ruiva se esquivou. Então, após uns segundos de constrangimento, Dee também começou a rir.

– I miss you so much, Iris.

A ruiva foi até a porta do quarto e a fechou com a chave e fechou uma cortina, depois virou para sua paciente e foi até ela, caminhando de forma tranquila, colocando um pé em frente ao outro. Jogou sua trança curta para trás e depois envolveu o pescoço de Dee com os braços.

– Também senti sua falta, Dee. – Ela desatou o nó da camisola hospitalar que Dee estava usando e deixou a peça escorregar para o chão, deixando Dee apenas de calcinha. – Eu quis tanto escrever pra você… te ligar… mas, também tive medo.

– Eu tentei não pensar em você… Se eu ficasse pensando, lembrando, não conseguiria suportar a distância. – Ignorando a dor, Dee levou a mão até o rosto de Iris e ajeitou uma mecha do cabelo dela. – Se eu não fizesse isso, não conseguiria estudar, nem seguir em frente…

– Seja bem-vinda de volta. – Iris desabotoou o botão da manga, depois os botões da camisa e por fim, o da calça. – Pronta para o seu banho?

– Você dá banho em todos os seus pacientes assim? – Dee deslizou um dedo sobre a pele do braço dela e Iris fechou os olhos, suspirando baixinho e curtindo o toque. – É o procedimento padrão do hospital?

– Não. Mas, as vezes os pacientes podem ficar um pouco agitados, começam a espalhar água pra todo o lado e… acabam me deixando toda molhada. – Ela mordeu ao lábio inferior ao dizer aquilo. – E, como o chuveiro é um pouco apertado, é melhor eu garantir, não é?

– É. Acho que é melhor sim. – Dee riu um pouco e ficou vermelha ao ver que Iris também tirou o sutiã e o jogou sobre a cama, observando o quão ela havia crescido e mudado. – Vou ganhar um daqueles banhos de esponja de hospital?

Iris pegou Dee pelos dedos com delicadeza e a conduziu para o banheiro. Antes de entrar, ela deslizou as mãos pela cintura de Dee e tirou a última peça de roupa que restava. Depois foi a sua vez de despir-se completamente. Didra teve de segurar a respiração ao ver a outra garota completamente nua e odiou o fato de estar com os braços tão machucados.

– Você e eu… O que isso significa? – Dee deu um passo hesitante para aquele banheiro. – O que isso significa para nós?

Iris aproximou-se e a abraçou. O contato da pele dela, o cheiro, a maciez, tudo era como ela lembrava. Tudo era como um sonho que a acordara no meio da noite, tantas e tantas vezes durante aqueles três anos. Cada ponto em que o corpo das duas se tocava parecia queimar. As mãos da antiga amante desenhavam círculos preguiçosos e exploravam cada centímetro de suas costas e ombros, descendo lentamente até a base da coluna e depois subindo novamente.

O hálito de Iris acariciou a pele do ombro de Dee e os lábios dela tocaram de leve seu ombro, o que fez Dee sentir um arrepio e suspirar de leve, subindo pelo pescoço até chegar ao lóbulo da orelha e, com uma mordida de leve, Iris sussurrou.

– Eu vou te mostrar…

Continua…
 

Longe dali…



O rapaz de cabelos platinados e penteados cuidadosamente para trás, usando roupas muito sofisticadas impecavelmente limpas terminou de reler suas anotações e as guardou na gaveta de sua mesa de madeira de mogno marrom. Era seu tão precioso livro de poesias que estava escrevendo.

Tóc… tóc… tóc…

– Pode entrar… – Os olhos heterocrômicos encararam a porta fechada do escritório e aguardaram.

A porta então revelou um outro rapaz, mais maduro, com um peculiar cabelo curto e pintado de verde. Ele chegou até a mesa do escritório e colocou uma série de documentos sobre ele.

– Senhor Lysandre. Aqui está o resultado do trimestre da produção da fazenda. – Disse o rapaz que sentou-se na cadeira reservada aos convidados. – Houve um aumento na produção de leguminosas e aquela primeira praga que atingiu a fazenda no começo do ano não foi tão prejudicial quanto eu previ.

– Não está mais cuidando do jardim da escola, Jade. – Lysandre riu ao ver o colega sem jeito ao explicar que fez um alarme por pouca coisa. – Não é qualquer joaninha azul que vai causar a falência da fazenda. Pode ficar calmo!

– Vou ficar de olho nisso, senhor. – Jade riu e levantou-se da cadeira. – Era só isso mesmo. Obrigado, vou voltar ao trabalho.

– Qualquer dúvida, só me informar. Obrigado.

Então, sozinho em seu escritório novamente, Lysandre voltou a se concentrar em seu livro. Tudo estava correndo muito bem para ele.

Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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