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História Anteros - Capítulo 7


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Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 7 - O Velho Grupo da Sweety Amoris


A noite de estudos com Chani foi intensa. Até demais para Dee.

Depois da repentina revelação que ela fez sobre Hyun (que Dee tentou desconversar ao máximo), elas passaram um tempo lendo as ideias da ruiva para sua monografia. Ideias essas que não passavam de um simples rascunho. Por outro lado, Chani já poderia entregar uma primeira versão de três diferentes temas para um professor, antes mesmo de começarem as aulas.

A sessão só acabou por volta das 2 da manhã, quando Yeleen chegou no quarto e as fez perceber que era hora de dormir.

– Diga “good night” para o responsável administrativo por mim quando passar por ele, Chani. – Dee recolhia os livros e os colocava na mala, enquanto Yeleen bufava.

– Você acha que eu vou encontrar com ele no caminho pro meu quarto?

– Yeah. He is right there… – Dee apontou para a porta e para o vão embaixo dela, por onde a luz do corredor entrava. – Parado na frente da nossa porta.

– Não estou não! – A voz abafada de alguém veio do lado de fora, fazendo Chani olhar assustada para a porta do quarto. – Digo… miaaaauuuu…

As garotas riram da situação e até Yeleen não conseguiu segurar um sorrisinho. Chani abriu a porta e, como esperado, lá estava o responsável administrativo, muito vermelho e nervoso. Ela passou por ele, desejando boa noite, e depois, ele virou-se para dentro do quarto, olhou feio para Yeleen e Dee, resmungou algo como “apaguem a luz” e depois foi embora.

Yeleen levantou a sobrancelha em dúvida com o que tinha acabado de acontecer, mas Dee só deu de ombros e foi até o armário pegar o pijama dela, enquanto Yeleen foi para o banheiro. Didra terminou de arrumar os últimos livros e sentiu um pouco de dor nos ferimentos pelo corpo, mas preferiu deixar os remédios para o outro dia. Poucos minutos depois, ambas desejaram boa noite uma para a outra e foram dormir.

***

Não demorou muito para que Dee descobrisse onde ficava o prédio do curso de enfermagem. Após uma aula bem longa com o professor Lambert, de história da arte medieval (uma que Chani particularmente adorou), tudo o que ela queria era andar um pouco e esticar as pernas. A segunda aula, com o professor Rayan, foi mais animada e a deixou mais desperta.

Passeando pela Anteros, ela começou a perceber que o campus de lá devia muito pouco para o campus de Yale. Claro, Yale ainda era enorme, mas Anteros não ficava tão atrás. Haviam algumas quadras e ela até descobriu que o time de rugby estava nas finais do campeonato estadual. Encontrando o prédio da turma de Enfermagem também não foi difícil ver Iris em meio a outras meninas do curso, algumas devidamente uniformizadas com o seu jaleco branco e outras, como Iris, estavam com ele pendurados nas bolsas.

Dee riu um pouco ao perceber que, apesar da faculdade, como Rosa, ela não mudou muito seu “esquema de cores” nas roupas. A camiseta roxa foi substituída por uma jaqueta de couro sintético sobre uma regata verde com listras pretas. Os shorts jeans com um detalhe felpudo foram substituídos por uma calça jeans rasgada e, apenas de não poder ver, apostava que ela usaria meias listradas (fazendo jus ao apelido de “Pipi Meia Longa” que Castiel deu). Completava o estilo “Iris 2.0” uma luva sem dedo verde e um bottom na jaqueta com aquele personagem que Dee nunca soube se era um “fantasminha” ou o que era que ela tinha estampado na camiseta durante a época do colégio.

“Algumas coisas não mudam”, ela pensou.

De longe, Iris viu Dee parada próximo a entrada do colégio e acenou para ela, ela virou-se para as amigas, disse algo e veio correndo em direção a Didra. Poucos segundos depois, Iris chegou e, antes que Dee pudesse fazer qualquer coisa, a abraçou e deu-lhe um beijo no rosto. Não era o que Didra esperava, mas, “talvez por causa das amigas”.

– Oi. – Iris sorriu ao ver a amiga. – Se perdeu por aqui? Ou veio ver se a cantina do lado de cá é melhor?

– Vocês ter um cafeteria só para vocês aqui do enfermagem?

– Tem sim. – ela apontou para um prédio afastado com uma parede de tijolos e uma cerquinha viva em volta. – Ia fica muita gente só na cantina da frente, então, resolveram que ter outra seria melhor. Também tem um dormitório ali. É lá que eu fico. Vem, vamos caminhar um pouco.

Elas passearam pelo campus “interno” da Anteros e curtiram juntos a paisagem. Um jardim bem cuidado, algumas quadras poliesportivas, com alunos jogando bolas de um lado para o outro. Iris ainda mostrou a área de atletismo onde ela treinava com a equipe de corrida e ainda falou sobre as atividades que desenvolvia, procurando ganhar alguns créditos extras.

– So… this is Jason... My friend in Canadá. – Didra passava as imagens dos amigos no álbum do celular. – Esta ser Trini… – ela passou uma foto. – and… Billy… and Zac… – Passou mais umas fotos.

– BRÚÚÚ… HAHAHAH… ai meu Deus… eu não aguento… ahahhahaha…

– O que foi? – Didra olhou para ela, enquanto Iris segurava a barriga de rir. – What is so funny?

– Nada! Hahaha… – Iris tapou a boca. – É que seus amigos têm nome de Power Ranger!

– They don’t… – Didra ficou indignada, mas, ao olhar para a foto dos amigos, percebeu que até as cores de roupas combinavam. – Oh my god… they totally has Power Ranger’s name’s… Oh my god... eles não deram um megazord para mim!

– Hahahaha… vai ver eles acharam que você era o monstro que eles tinham que combater na semana!!

Didra tentou acertar um tapa em Iris, mas ela desviou e continuou rindo. Uma correu atrás da outra por alguns minutos, então Dee xingou a amiga e desistiu de bater nela. Elas continuaram mostrando fotos uma para a outra e então passaram pela cantina, escolheram um lanche natural, mas na hora de passar pelo caixa, Iris percebeu que aquele lanche estava um pouco acima do valor que tinha disponível na carteira, então, rapidamente, Dee passou seu cartão para pagar os dois lanches.

– Você não tinha que ter feito isso! – Iris ficou um pouco aborrecida, mas agradeceu da mesma forma. – Eu poderia ter pego outra coisa.

– You can pay me other time… Você poder pagar outro dia… and de outras formas… – Didra sorriu. – So… o que você fazer nestes três anos? Where you go?

– Bom… hum… eu fiquei alguns meses em Paris… uns seis meses… – Elas sentaram na grama e abriram os lanches. Didra ainda sacou uma lata de refrigerante e deixou-a entre as duas, para sinalizar que Iris poderia pegá-la se quisesse. – Lá eu estudei algum tempo na faculdade de musicologia, mas… sai para poder viajar mais um pouco…

“Fui para a Inglaterra, passei um tempo em Portugal e na Espanha, onde eu entrei em uma faculdade de fotografia. Estudei um ano lá. Mas, não concluí. Acabei achando que isso era mais um hobby do que uma profissão. Então, vaguei mais um pouco por aqui na Europa. Passiei muito, mas nunca fiquei mais do que um ano em lugar nenhum.”

–  Você viajou muito mais do que eu! – Didra respondeu. – Só fui para a América e, no máximo, no Canadá… O que, aliás, foi ótimo, pois lá eles falam francês…

– Eu fui para Irlanda, para saber um pouco sobre meus antepassados, e você não acredita… – Iris endireitou a coluna e olhou de canto de olho para Didra, para garantir que ela estava lhe dando a máxima atenção. – …eu… muita atenção nessa hora… tenho descendência da família Teppes, da Romênia!

– You mean… Drácula?

– Exatamente! Eu sou parente do conde Drácula! – Iris respondeu com um tom de orgulho na voz. – Muito cuidado comigo, ein!

– You kidding? – Dee riu. – That explains your bites…

– Eu não mordo! – Iris cruzou os braços, muito irritada.

– Yes, you do!

– Trouxa! Olha só… – Ela tirou o celular do bolso e começou a mostrar alguns sites com informações e desenhos de árvores genealógicas. – …parece que eu tenho uma caçadora de vampiros na família! Olha aqui, ela viveu por volta de 1830 a 1860, quando desapareceu…

– Really? – agora Dee olhava para aquilo com desdém. – E o que mais?

– Em algum ponto entre esses anos… isso você não vai acreditar… ela cruzou com alguém cujo o segundo nome era “O’Konnel”.

– Sua ancestral um dia conheceu os meus ancestrais? That’s it? Meus ancestrais ser vampire hunters?

– Bom, talvez… – Iris deu de ombros. – Mas, é muito legal, não é?

– Iris! Esses sites só pegam suas informações de Facebook e inventam um monte de coisas! – Didra apontou para o ícone de “logar com Facebook” no site. – Só falta você me dizer que pagou por algum tipo de “plano premium” para descobrir essas informações.

Iris não respondeu. Apenas guardou o celular, com o rosto muito vermelho, e voltou a morder seu lanche.

– You paid? Você pagar? – Dee deitou no chão de rir. – Oh my… That’s is so funny! Hahahahaha…

Após alguns segundos de riso, Didra largou o sanduíche e começou a massagear os ombros. Aquilo chamou a atenção de Iris que afastou um pouco a jaqueta de Dee. Viu o curativo e encontrou um pouco de pus saindo pela lateral da bandagem.

– Ai que droga… – Iris ficou com um pouco de receio de mexer nos ferimentos. – …espera um pouco.

Rapidamente, a ruiva pegou sua mochila e começou a trabalhar naquele ferimento, tirando a bandagem com cuidado e aplicando um pouco de água oxigenada para limpar o pus e o sangue coagulado, passou algum remédio que fez Dee xingar e fazer caretas, depois colocou novas bandagens. Em alguns minutos, Didra já estava melhor.

– Como estão os braços?

– Better. – ela rodou os ombros. – Eu ser muito bem cuidada. So… you said you would graduate this year… but…

– Eu o quê?

– Ah… i mean… você me dizer, no hospital, que iria se formar este ano… but, this is… este não ser o prédio ser o dos alunos do Segundo Ano, no?

– Oh… nossa… – ela olhou para trás um pouco encabulada. – …você percebeu? Poxa. É… na verdade, eu ainda estou no segundo ano. Eu não estou me formando. É uma coisa que eu preciso manter lá no hospital para me manter como residente. Espero que você entenda.

– You liyng? Você estar mentindo no hospital?

– Não é como se eu estivesse operando alguém sem o diploma! – Iris ficou um pouco impaciente. – Eu só levo algodão ou ajudo as pessoas a se vestirem… – ela encarou Dee e deu um sorrisinho. – …ou, como no seu caso, se despirem. Não é nada arriscado.

– You playing a dangerous game, Iris. – Didra tocou os dedos dela com a ponta dos seus, acariciando de leve. – You can be arrested.

– Ninguém vai me arrastar para nada!

– I mean… Você poder ser presa! Se algum coisa acontecer com um paciente… Eles podem descobrir.

– Só vão descobrir se alguém contar! – Iris ficou um pouco mais arisca. – Ninguém sabe! Ninguém sabe disso, só você agora! Só uma pessoa pode contar e aí eles descobrem!

O sangue de Dee ferveu por um segundo. Como Iris podia pensar que ela faria aquilo. Por outro lado, seria o melhor a se fazer. Ela seria demitida e não correria mais riscos. Seria uma única vez que resolveria o problema e evitaria problemas maiores. Era uma forma de cuidar dela. Então, ela se acalmou. Não faria nada precipitado. Precisava pensar.

– Eu não vou contar pra ninguém. – Didra respondeu. Aquilo fez Iris perceber o que havia acabado de acontecer e então, ela passou a encarar a grama. – I just… eu só… me preocupar com você.

– Você está sempre preocupada com alguém, Dee. – Iris segurou a mão dela e apertou com delicadeza. – Mas, tem que parar um pouco e começar a cuidar de você mesma… não quero te ver naquele hospital nunca mais…

– Oi, Didra. – A voz de Rosalya despertou a atenção das garotas, o que fez com que Iris soltasse a mão de Dee rapidamente. – Oh… oi Iris… não esperava você aqui.

– Oi Rosalya. Há quanto tempo. – Iris levantou-se rapidamente, limpando a grama da calça e ficando de frente para a garota dos cabelos platinados. – Oi, Alexy. E o Armin? Como vai?

– Bem… muito bem. – Alexy disse um pouco mais ríspido do que o de costume. – Está trabalhando… Você sabe.

– Hey!! O velho group of Sweety Amoris está junto again! – Dee abriu os braços para agrupar os amigos, mas, sentiu a tensão entre eles e deu um passo para trás, abaixando os braços e alterando o olhar entre Iris e os recém-chegados. – But… seems I'm the only one happy about it?

– Não. Não é nada disso. – Rosalya deu um risinho nervoso. – A gente só não costuma vir aqui nos prédios dos fundos. É bom rever você, Iris.

– Tenho certeza que é…

– Oooohhhkkkaaayyy… Maybe o clima esteja um pouco estranho, but… eu ter certeza que isso vai mudar após o Show do Crowstorm, right? Everyone, juntos, curtindo o som do nosso velho amigo Castiel… velhos amigos, right?

– Você vai com ela? – Rosa disse, um pouco surpresa. – Digo… parece óbvio que agora que vocês se reencontraram, você queira ir com ela, mas… você vai com ela?

– Nooo… eu querer ir com vocês todos… – Didra respondeu enquanto fazia um gesto amplo com as mãos. – Tooddoosss vocês… Is that a problem?

– Claro que não, Dee. – Alexy disse um pouco constrangido também. – Não há problemas nisso não. Tenho certeza que também não é um problema para a Iris.

Didra ia responder aquilo, mas, antes que pudesse dizer algo, o seu celular tocou. Ela sacou o aparelho do bolso e viu o número que chamava, então, pediu licença aos amigos e foi atender, afastando-se do grupo. Iris e Rosalya esperaram Dee estivesse um pouco mais distante antes de virarem uma para a outra com um olhar bem pouco amigável.

– O que você pensa que está fazendo? – Rosalya disparou rapidamente, mesmo sob os protestos do Alexy. – O que está acontecendo aqui? Mãozinhas dadas e lanchinho na grama?

– Eu estava conversando com uma velha amiga. – Iris respondeu. – Gostaria de conversar com duas velhas amigas, mas, já vi que não é o caso, não é?

– Não vem com essa! – Rosa rebateu rispidamente. – Nem pense em iludir ela. Ela não merece! Ela não merece isso. E se você tem um pingo de consideração pelo que vocês viveram, pelo que ela sente, trate de não fazer isso com ela!

– Que direito você vem falar do que aconteceu entre mim e ela? – a ruiva devolveu a resposta aumentando o tom e colocando o dedo na cara de Rosa. Alexy aproximou-se, mas aquilo só fez Iris lembrar que ele estava lá. – Aliás, por que vocês acham que tem o direito de vir me exigir alguma coisa?

– Iris, não… – Alexy usou seu tom apaziguador para separar as duas. – …a gente apenas não quer ver a Didra sofrer… ela tem que ter uma nova vida agora e você tem a sua vida…

– Está preocupado com a minha vida agora, Alexy? – Iris cruzou os braços e deu um olhar cínico para o rapaz. – Onde vocês estavam os meus amigos quando eu precisei da ajuda e a minha vida, que é tão importante nesse momento, estava um inferno?

– Ah, por favor, não vamos começar com isso outra vez, não? – Rosalya jogou os braços para o ar, num gesto de impaciência, e terminou com as mãos na cintura. – Desculpe, mas todo mundo tem problemas na vida e ninguém ia parar de viver por causa de…

Didra já estava parada ao lado delas, olhando de Rosa para Iris e Iris para Rosa. As duas garotas pararam na hora a discussão e cada uma foi para um canto diferente. Alexy preferiu fingir que nada estava acontecendo e de repente a grama do pátio externo passou a parecer extremamente interessante para ele.

– So… estar tuda béin? – Didra olhava de Rosa para Iris, mas ambas não a encaravam. – Eu interromper something? Podemos continuar a planejar o dia do show?

– Claro. – Rosa deu um sorrisinho nervoso para ela. – Nenhum problema aqui. Quem era no telefone? Notícias do Dean e da Lety?

– Oh… quem me dera… – Didra olhou para o celular um pouco e depois o guardou. – Is just my bank manager… o gerente do banco… Dizendo que se eu não pagar os taxas do conta eles vão mandar uns caras para me quebrar os pernas… Just that…

– Não vai dar agora, Dee… – Iris tocou o ombro dela e aproximou-se para dar um beijo no rosto. – Preciso ir pra aula. Nos falamos depois para que eu te dê o ingresso. Até mais…

– Nós vamos indo também. – Alexy colocou a sua mão no ombro de Rosa e a puxou de leve para mais perto. – Continuamos a conversar depois, não é?

– Fine. We talk later… – Didra respondeu. – Eu preciso ir para a aula também. Miss Paltry… Anyone knows?

– Ela dá aula de inglês e Desenvolvimento Pessoal. – Iris disse. – Ela é bem legal. Enfim, até mais.

Iris foi em direção ao prédio dos alunos do segundo ano e Rosa e Alexy em direção ao prédio principal. Didra ficou um tempo parada, olhando para os amigos que se afastavam. O clima continuava tenso entre os grupos e Dee, ali naquele meio, sabia que tinha algo errado entre eles. Só precisava descobrir o que era.

***

No dia seguinte, Dee acordou com o corpo dolorido demais e teve dificuldades até mesmo para vestir suas roupas. Sem poder mexer os braços direito, ela optou por um vestido florido leve e uma jaqueta jeans, para cobrir os curativos. Por sorte, Yeleen já tinha saído e não viu o quão patético foi a tentativa de se vestir de Didra. Ela também colocou um chapéu fedora preto, para cobrir alguns arranhões na testa.

Por último, pegou o vidrinho de remédio e tomou três pílulas de uma vez, engolindo-as com um copo de água. Aquilo garantiu um alívio quase imediato na dor. Animada, Didra saiu em direção ao elevador, onde encontrou Chani já a sua espera.

– Demorou um pouco… – Chani sorriu ao ver Dee. – …sorte que nossa primeira aula é uma disciplina opcional, com a Miss Paltry.

– Inglês ser aula opcional? – ela consultou rapidamente sua agenda para ver a professora. – Oh... Desenvolvimento Pessoal é opcional! Com a mesma teacher… Ok. Will be nice… preciso descansar mais um pouco.

– Você não vai dormir na aula. Ficamos acordadas ontem até o que… Duas horas? – Chani entrou no elevador e apertou o térreo. – Além disso, você dormiu o bastante no hospital.

– Ok. You win. – Didra riu. – Serei a melhor aluna da escola! – ele passou o dedo indicador sobre o peito, desenhando uma cruz no ar. – Promisse!

A aula seria ministrada na biblioteca e contaria com alunos de várias turmas. Huyn e Morgan estavam em um canto e acenaram para as meninas quando elas entraram. Rosalya chegou pouco depois e sentou-se na mesma mesa de Chani e Dee. Melody chegou com uma porção de papéis e pastas, colocou na mesa e sentou-se um pouco aliviada por ter um lugar para deixar todo aquele peso.

– Boa tarde, meus queridos… – Uma senhora usando blusa rosa e um chamativo óculos de aro amarelo chegou na sala. O cabelo ondulado estava preso em um coque no topo da cabeça e a pele negra tinha um brilho jovial e alegre, contagiando os alunos com o bom humor da professora. – Hoje eu trouxe um convidado especial pra nossa aula que irá ajudar com o tema. Deem as boas-vindas ao professor Rayan Zaidi.

A presença do professor galã explicava o motivo Melody carregar tantos livros e explicou também o motivo de tantas aulas de outros cursos estarem presentes naquela aula. Claro, a Miss Paltry também percebeu isso e riu da reação das meninas ao ver o professor entrando. Elas arrumavam o cabelo, retocavam a maquiagem e ajustavam a roupa (para mais ou menos curta dependendo da garota). Rayan entrou e continuou com seu sorriso sedutor habitual.

– Muito bem, professor… Já que estávamos aqui, por que não começarmos com um tema que abranja nossas duas matérias?

– Claro. Vamos falar um pouco sobre…
Rayan começou a falar, mas a voz dele estava cada vez mais distante. Cada vez mais longe. Só o que Dee conseguia ouvir era o zumbido. Um zumbindo persistente e que ficava cada vez mais alto. Ela chacoalhava a mão em frente ao rosto, perto das orelhas.

– O que foi? – Chani tocou o ombro de Dee com delicadeza. – Tá tudo bem?

– A fly! – Dee respondeu. – Uma mosca chata… Você não estar ouvindo?

– Mosca? Não. – Chani parou para prestar a atenção em sons e não conseguiu ouvir nada. – Não estou ouvindo nada. Tem certeza.

– Yeah... – Dee continuava abanando o ar, tentando acertar alguma coisa. – Uma mosca chata. Oh my god… Só falta ela ter entrado na minha orelha.

– Chata? Isso é jeito de falar da titia, querida?

Dee parou com a mão no ar e viu algo que não acreditava. Mesmo em todos os seus momentos mais malucos da escola, quando sonhava com cupidos, vampiros e zumbis durante o dia das bruxas, nada se equiparava aquilo.

– Tia?

Ela tinha certeza, apesar de não estar acreditando, mas ela tinha certeza de que estava vendo sua tia Agatha, em tamanho miniatura, com sua roupa de fada e asas, voando na frente do nariz dela com um pequeno coração nas mãos.

– Minha querida, me perdoe, mas desse tamanhinho eu não consigo trazer nenhum presente para você! – A miniatura de Agatha pousou na mesa. – Mas, eu tenho coisa muito melhor! Venha comigo…

Ela levantou voo e indicou a direção de um caminho em meio a arvores. Didra não entendeu como a biblioteca na faculdade estava integrada a uma floresta florida e perfumada. Agatha pulava pelas flores e dançava no ar, enquanto Didra caminhava com cuidado pelo caminho de terra.

– Senhorita, você está bem? – Um enorme sapo marrom com os olhos amarelos pulou em frente a Dee. – Quer dizer algo?

– Não. Eu só estou seguindo minha tia… – Didra respondeu. – Está tudo bem?

– Dee? O que tá acontecendo? – Um pequeno ser de pele branquinha e chifres, como se fosse um demoniozinho, tocou o ombro dela. – O que foi?

– Nada. I’m fine!

– Venha querida, venha! – Agatha chamou a garota. – Entre no circulo de cogumelos logo ali. – e apontou para a floresta, onde um circulo de cogumelos brilhava em azul. – Tem uma ótima surpresa ali…

De dentro do círculo, surgiram belos rapazes usando roupas exóticas e coloridas. Um deles era alto e forte, com longos cabelos brancos e pele bronzeada. Outro parecia um vampiro de pele pálida e cabelos negros, usando um tapa olho que lhe dava um ar misterioso. E, por último, havia um elfo de cabelos azuis e com roupas brancas com detalhes em dourado.

– Gostou de algum, querida? Pode ficar com eles… – Agatha circulou entre os rapazes e sorriu convidando-a a se aproximar. – Venha, venha para o nosso mundo.

– But, Aunt... I can’t… – Didra estava cada vez mais nervosa. A respiração acelerada e o suor que corria pela testa cada vez mais rápido. – Eu estar estudando e eu…

– OQUE ESTÁ ACONTECENDO? – Uma criatura vestindo uma armadura negra e uma máscara com grandes olhos vermelhos e chifres agarrou Didra pelos ombros. – ESTÁ TUDO BEM? O QUE ACONTECEU?

– AHHHHHH...  HELP ME! – Didra começou a se debater e socar a criatura. – HELP! TIA, SOCORRO!! AAAHHHH...

– Didra!! Calma! – O sapo e o pequeno demônio aproximaram-se com longas garras e unhas afiadas, furando e rasgando a pele. – ACALME-SE! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

– NO! RELEASE ME! HELP! ALGUÉM ME AJUDA!!

Didra lutava contra as criaturas. Então, ao conseguir se livrar do mascarado, ela começou a correr. Mas, a cada passo, ela tropeçava em algo que antes não estava ali. Um tronco ou pedra que surgia no meio da floresta e a fazia tropeçar. Ela corria, lutava contra as mãos estranhas e esqueléticas que tentavam agarrá-la, chutava e brigava. Até que tropeçou em uma raiz de árvore e caiu no chão, mergulhando dentro de um poço de areia movediça.

– HELP ME! HELP ME!! – Didra berrava e tentava agarrar em algo. – HEELLPPPP!!

– Ela está convulsionando. Chamem alguém da enfermaria, rápido!! – Gritou uma das estranhas criaturas que estavam lá. – Rápido, alguém chama uma ambulância!!

–  Não dá tempo de chamar ambulância. – Um homem de pele branca cabelos louros e com uma mecha preta entre eles, usando roupas brancas e com detalhes em verde e preto, tirou Dee da areia movediça e a puxou para o colo. – Eu a levo pra enfermaria. Sai da frente!

– HELP ME! HELPME! HELP….

Então, tudo se tornou trevas e Dee sentiu o corpo cair em um poço sem fundo. Não havia mais nada. Só a escuridão e o esquecimento.

Continua...


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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