1. Spirit Fanfics >
  2. Anteros >
  3. É Complicado

História Anteros - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 8 - É Complicado



Dee colocou a mão na frente dos olhos. A luz incomodava. O barulho incomodava. Tudo fazia ela sentir como se tivesse uma britadeira na cabeça dela, martelando constantemente um mesmo ponto. Ela já tinha ouvido falar de crises de enxaqueca, mas, por sorte, ela nunca teve uma. Porém, as descrições que lia sobre o assunto batiam bem com o que ela estava sentido.


Ela estava deitada em uma cama com uma cortina branca em volta. Demorou alguns minutos para que ela se lembrasse do que aconteceu. Sentiu-se estranha, começou a ver coisas estranhas, pessoas estranhas e, de repente, não se lembrava de mais nada. Olhou em volta e havia, sobre uma mesinha de cabeceira um aparelho de telefone. Ela pegou o aparelho para ver quanto tempo ficou desacordada e, de repente, percebeu que não era o telefone dela.

Ela olhou para o aparelho, depois de um lado para o outro, não vi ninguém ali. O telefone estava desbloqueado e tinha uma conversa aberta na tela. O dono do celular conversava com alguém cujo o número não estava salvo na agenda do aparelho, então, não dava para saber quem era. Porém, o conteúdo da conversa lhe atraiu a atenção.

”É legítimo? Consegue identificar?”

Logo abaixo havia uma foto do frasco de comprimidos para dor que Dee conseguira no hospital. O rótulo ainda tinha o nome dela e as informações sobre a composição da medicação, e, abaixo da imagem, a resposta.

“Parece que sim. Tem até assinatura de um médico. Vou checar com ela.”

“Ainda bem! Em todo o caso, vou te mandar um para que você analise mais de perto, ok?”

“Deixe na gaveta a amostra. Te informo ainda hoje.”

Ouviu um barulho vindo do corredor e rapidamente colocou o aparelho de volta sobre a mesinha e voltou a fechar os olhos. Poucos segundos depois, ouviu barulhos de gavetas mexendo e cadeiras arrastando para próximo da cama. Ela decidiu que estava na hora de acordar.

– Ooohhh… my head… Alguém ter um aspirina?

– Acho que você já tomou remédios demais. – Uma voz veio do lado de fora de uma cortina que rodeava a cama onde estava deitada. – Talvez seja melhor você tomar só água mesmo.

– Who’s there? – Dee cobriu os olhos novamente e tentou identificar quem falava com ela. – Quem estar aí?

– Sou eu. – Rayan abriu a cortina da cama e abriu um sorriso amistoso para ela. – Tome. Um pouco de água ajudará você a sentir-se melhor.

– Thanks… Como eu chegar aqui? – Didra olhou para o copo e depois deu um gole. Sentiu a água fresca lavando o gosto ácido que queimava do estômago até a língua. – Please, não me dizer que você me pegar na colo?

– Seria tão ruim assim ser carregada pelo seu professor? – Rayan riu um pouco. – Não fui eu, mas acho melhor você se preparar para ser detestada por algumas garotas do campus, pois quem te trouxe foi um rapaz que tem uma banda bem famosa por aqui…

– Um ruivo? – Dee apontou para a própria cabeça e Zaedi acenou positivamente.. – Oh god… ok… this is worst… – ela voltou a deitar-se. – But, ok. Obrigada, professor. And… onde ele está? Eu quero agradecer and… ele é um velho amigo e eu queria falar com ele…

– Não será possível, afinal, ele já foi. Mas acho que ele fará um show, não é? – Rayan respondeu. – Acho que você poderá falar com ele lá. Eu presumo que você goste de música.

Dee, ainda cobrindo os olhos, só acenou com a cabeça, concordando. Zaedi tocou o braço dela de leve com a ponta dos dedos, apenas para atrair sua atenção.

– Agora, preciso falar algo sério com você. – Rayan inclinou-se para frente na cadeira. – Me diga, onde conseguiu isso? – Ele mostrou o frasco de comprimidos dela. – Caiu do seu bolso na sala e precisaremos tomar sérias providências, dependendo da sua resposta.

– Vocês ligar para os meus pais? Or my brother? Meu irmão… Vocês ligar para meu irmão?

– Ainda não. Novamente, isso depende da sua resposta.

Ela tirou os braços de debaixo da coberta e puxou as mangas da blusa para cima, exibindo os curativos dos braços. Com um pouco de esforço, sentou-se na cama e levantou a blusa o suficiente para mostrar que também tinha curativos na região da barriga.

– I… i had an accident… me machuquei e fui para o hospital… – Dee abaixou as mangas e a blusa novamente. – Me deram isso para tomar quando tivesse dor.

– Pode provar? – Rayan tentou ser o mais neutro possível. – Eu sei que você tem curativos, mas, pode provar que conseguiu isso em um hospital?

– My purse, please… – Didra voltou a fechar os olhos e apenas apontou para a bolsa dela no canto. – Can you…

– Claro!

Zaedi pegou a bolsa de Dee sobre uma cadeira no canto da enfermaria e entregou para ela. Dee, com movimentos lentos de quem se recuperava aos poucos, abriu e mexeu por alguns segundos, então, retirou um pedaço de papel dobrado e entregou a Zaedi. Ele leu e depois pegou o celular sobre a mesinha, apontou para o e bateu uma foto, digitou algo e depois voltou a olhar o papel.

– Você tem a receita médica, então? – ele sorriu e entregou de volta a Dee – Isso facilita muito as coisas.

– Você mandar uma foto? For who?

– Nosso enfermeiro da faculdade. – Rayan disse. – Ele vai dizer se a receita é verdadeira. E, se estiver tudo certo, encaminho uma cópia para o reitor e você poderá compensar a aula depois. Tudo ficará bem.

– Is real… A receita é real…

– Não duvido, mas temos que checar de qualquer forma. – o telefone apitou indicando o recebimento de uma mensagem. Rayan checou o aparelho e depois abriu um sorriso amigável para Dee. – Sim. Está tudo certo. A receita é verdadeira e agora podemos seguir em frente com sua compensação. Poderá voltar a frequentar as aulas normalmente.

– Depois da vergonha que devo ter passado? Do show que devo ter feito? – as lembranças da aula de Desenvolvimento Pessoal começaram a voltar e Didra cobriu a cabeça com o lençol. – Todo mundo deve achar eu ser maluca!

– Já pedi para darem um jeito nisso. A minha assistente está cuidando de algumas coisas. – Rayan levantou-se e colocou a cadeira encostada na parede. – Vamos resolver isso em pouco tempo.

– You put Melody on this? – Dee colocou a mão sobre o rosto. – Ohhh… lá se vai o pouco de sanidade que ela ainda achava que eu tinha…

– Não se preocupe. – Rayan riu. – Quando perguntei, Melody falou muito bem de você. Ela também me falou um pouco sobre vocês na época que estudavam no colégio aqui perto.

– Ela contou? – Dee descobriu um dos olhos para olhar para o professor e depois voltou a cobri-lo. – Now lá se vai o pouco de respeito que você poderia ter por mim…

– Não se preocupe com isso… – Rayan respondeu rindo. – Também já tive meus dezoito anos e também já fiz coisas que preferia nem lembrar. Mas, descanse mais um pouco e depois pode ir para o seu dormitório. Você está limpa e é isso que importa.

– What this mean? – Didra falou antes que ele pudesse sair. – “Eu estar limpa”? O que você quis dizer? Eu vomitar? Eu sangrar? Você não me deu um banho, né?

– Não. Não foi nada disso. Foi em sentido figurado. – Rayan olhou para a porta e depois para Dee, então, discretamente fechou a porta e aproximou-se da cama. – Estamos tendo problemas na Anteros… com distribuição de drogas. Alguns alunos estão usando alguma coisa que ainda não conseguimos conter. Temos conversado com aqueles que aparecem chapados pelo campus, tentamos campanhas de conscientização, alguns, mais alterados, até são expulsos da faculdade…

– Você pensar que eu ser uma junkie? – Didra ergueu uma das sobrancelhas e encarou o professor. – Que que eu ser uma viciada?

– Tentei não pensar! – Rayan respondeu sério. – Tentei me convencer de que, talvez, você apenas tivesse experimentado algo ruim e que serviria de lição para que não chegasse perto disso outra vez. Por um lado, estou muito aliviado que sejam apenas remédios normais para dor e que você teve algum tipo de reação a eles…

– E por outro?

– Achei que você poderia indicar quem é o responsável por distribuir isso aqui! – Rayan disse. – Mas, sinceramente… estou feliz que você não esteja envolvida com esse tipo de coisa, mesmo que isso signifique que você não tem nenhuma informação sobre o caso.

– Sorry… até agora eu não sabia dessa situação. – Didra puxou o cobertor mais para perto de si. – Não posso te ajudar.

– Ainda bem. – Rayan respondeu.

Didra deu uma risadinha fungada e fechou os olhos novamente. Rayan entendeu que aquilo era uma deixa para que ele finalmente pudesse sair. Ela dormiu por mais uma hora antes de levantar-se e ir para seu quarto. Não deu para evitar os olhares curiosos no corredor e alguns comentários sussurrados enquanto ela passava. Para que não tivesse que sair batendo em todo mundo, preferiu ignorar todo eles e chegar no quarto o mais rápido possível. Onde outro olhar ainda mais curioso e raivoso a encontrou.

– Podia ter me avisado, não? – Yeleen virou-se para Dee assim que ela entrou no quarto. – Me encheram de perguntas e eu não sabia o que quiser. Aliás, eu não sou nenhum tipo de secretária, então, quando for representar por aí, me avise, ok?

– Representar? – parecia que a dor de cabeça de Dee não terminaria tão cedo. – Do que você estar falando?

– Já pode terminar com o ato, ok? Sei que o seu show na aula de Desenvolvimento Pessoal foi uma tentativa da faculdade de mostrar o “quãoo terrível é usar drogas” – ela fez um tom de voz dramático. – Podia ter me consultado antes de aceitar fazer parte dessa bobagem, sabia?

– Sorry… – Dee deitou-se na cama e cobriu os olhos com as mãos, evitando a luz. – eles me oferecer alguns crédito extras…

– Nesse caso você poderia me avisar quando eles oferecerem outra vez… Também não tenho nada contra ganhar créditos extras.

Dee já não estava mais ouvindo nada. Preferia ficar deitada, para aliviar a dor de cabeça. Yellen, vendo que os resmungos não eram mais assimilados por Didra, virou-se para frente e colocou seus fones de ouvido, voltando a assistir alguma série que estava na tela do notebook. Em poucos minutos, Didra já estava dormindo novamente.

No dia seguinte, a dor havia sumido, mas as dores nos machucados voltaram a incomodar. Ela preferiu não tomar o remédio pois não queria fazer “outra performance” na aula de hoje. Levantou-se com dificuldade e observou que Yeleen já havia partido. A cama da colega estava arrumada e os livros e mochila dela não estava em lugar algum, o que significava que o quarto era só dela por enquanto. Aproveitou a solidão e foi ao banheiro aliviar a bexiga, lavar o rosto e escovar os dentes.

Tóc… tóc… tóc…

– Hell… – Didra resmungou e coçou o olho. – One minute…

Didra viu que havia dormido vestida, então não precisava se preocupar com as vestes. Olhou para a lâmpada e percebeu que estava desligada, então, se o representante administrativo estivesse na porta, ela o xingaria. A pessoa bateu outra vez na porta, mais apressada e mais forte. Dee passou a mão pelos cabelos e abriu a porta para uma Iris muito irritada.

– Você não consegue ficar um dia longe de uma ala médica, não? – a ruiva entrou e acertou Dee no braço com seus livros duas vezes. – Mas, que droga de ideia é essa de “performance dramática antidrogas”? O que aconteceu?

– Ai… ai… e ai… – Dee afastou-se um pouco dos livros da garota. – Good morning for you too!

– Cadê os comprimidos? Me dá! – Iris estendeu a mão. – Quantos você tomou, ein? Você já pensou no que poderia acontecer? E se você tivesse uma parada cardíaca?

– Would you come save me?

– O quê?

– I mean… você viria para me salvar?

– EU NÃO POSSO ME ENVOLVER COM ESSE TIPO DE COISA!! – Iris levantou a voz mais uma vez. – Tem meu nome aqui! Eu estaria ferrada!

– Why?

Iris respirou fundo, olhou para os lados e voltou a encarar Dee. Ela jogou o cabelo para trás e aproximou-se um pouco, fazendo menção de segurar a mão da ex, mas se deteve e começou a mexer na própria bolsa, procurando alguma coisa.

– É complicado… olha, eu trouxe outra coisa para você… Não é tão forte quanto esse aí, mas já resolve.

– E o que tinha nesse aqui?

– Morfina.

– Morphine? – Dee ficou chocada com a situação. – Did you give me morphine? O que você ter na cabeça quando me dar morphine?

– Usam bastante isso lá na América, não é? – Iris respondeu um pouco receosa. – Imaginei que você já deveria ter tomado isso em algum momento por lá… Me dá o frasco!

– Você não me falar que esse coisa deixar a gente high! – Dee foi até a bolsa e entregou o frasco para ela. – Isso é o tipo de coisa que dever estar escrito em algum lugar!

– Está escrito bem aqui! – ela apontou para o rótulo no frasco e começou a ler. – “Pode causar alucinações, euforia, dependência e convulsões. Tome uma antes de dormir. Não ingira de estômago vazio, antes de atividades do dia a dia ou de operar máquinas pesadas.” Viu?

– Acho que esquecer de ler esse parte de tomar just one… – Dee tentava se defender um pouco encabulada. – Pelo menos eu não mexer com nenhum máquina pesada…

– Graças a Deus, né!! – Iris guardou o frasco de Dee na bolsa e entregou outro frasco diferente, de plástico laranja e com uma tampa branca, ela abriu e tirou uma pílula, entregando para Dee, junto com uma garrafa de água. – Tome! Vai ajudar com a dor e não vai te deixar vendo o Papai Smurf!

Dee pegou o comprimido e a água, tomou e deixou escapar uma risada que a fez babar um pouco da água.

– O que foi?

– The things i saw… i mean… As coisas que eu vi… – ela limpou a baba com as costas da mão. – Muito melhor do que qualquer dad Smurf…

– Depois você me conta… – Iris entregou uma garrafa de água para Dee. – E de resto? Está tudo bem?

– Com licença… Didra? Tô entrando… – a voz de Chani veio do corredor e, poucos segundo depois, entrou no quarto com dois copos de café. – Ops… desculpa. Você tá com visita aí. Eu só ia te chamar para aula e…

– No. Is fine! – Didra deu um passo a frente e apontou para Chani. – That’s Chani. Minha vizinha de porta and classmate. – e depois para Iris. – And… this is Iris… my… my… – ela olhou para Iris. – My?

– É complicado! – Iris riu e apertou a mão de Chani. – Prazer.

– She is my “é complicado”.

– Eu sei como é. – Chani apertou a mão de Iris e sorrindo. – Eu tive um grande “é complicado” no festival Burning Man! Foi complicado, mas foi legal. Enfim, então, eu falo com você depois e…

– Não. Fique tranquila. Eu só vim ver se essa idiota está tomando os remédios corretamente. – Iris foi em direção a porta. – E eu também tenho que ir para minhas aulas. A gente se fala em uma outra oportunidade. – Iris saiu e acenou um tchau para as garotas. – Prazer em conhecer você, Chani.

Chani só acenou um tchauzinho para a porta. Didra deu uma respirada funda e voltou a sentar-se na cama e pegou uma toalha. Puxou os livros da aula do dia para mais perto e, com menos dor do que antes, mas ainda sentindo os ferimentos, foi em direção a porta do banheiro.

– Eu vou só tomar um banho rápido e já encontro você lá na cafeteria, ok?

– Te espero lá. – Chani saiu do quarto, mas deixou um copo de café sobre a mesa de cabeceira. – E tome seus remédios!

***

Do lado de fora do dormitório, Iris sentiu o celular vibrar, ela pegou o aparelho da bolsa e viu uma mensagem de texto que chegou para ela, vindo de um número não identificado. Ela sabia o que aquilo significava e detestava cada vez que recebia aquilo, por outro lado, cada mensagem daquela vinha acompanhada de um sentimento de alívio.

“Preciso de mais. Consegue? - N”

Ela suspirou fundo e estava pronta para responder que não. Mas, sabia que simplesmente não dava para negar. Preferia pensar naquilo depois, então colocou o celular na bolsa e algo chacoalhou nela. Ela pegou o frasco e comprimidos de Didra e ficou pensativa por alguns segundos. Quanto mais pensava, mais aquilo parecia uma péssima ideia. Algo dentro dela berrava para que ela não fizesse aquilo. Mas, ela sabia o que precisava fazer e sabia o que estava em jogo.

***

– Oi sumida!! E aí, quando vamos nos ver de novo, ein? – Rosalya falava com um tom de sarcasmo no WhatsApp com Dee, que estava lavando alguns pratos na pia de alumínio do Cozy Bear. – Estávamos pensando em ir lá no Snake Room hoje? O que acha?

– O Leigh não estranha você sair all night?

– Eu só saio com você e com o Alexy! Ele confia em mim! – Rosa respondeu rindo. – Mas, o negócio não sou eu e sim você! Estávamos discutindo se não era hora de apresentar algumas pessoas legais para você.

– And why? – Didra ficou um pouco desconfortável com a situação. – Quer dizer… i’m not looking for someone… eu não estou interessada em ninguém or… Isso tem algo a ver com aquela sua conversa estranha com a Iris?

– Didra, o mundo não gira em torno dela! Nem o meu e o seu também não deveria! – Rosalya disse. – Você conhece o Morgan?

– A guy who looks like a knockoff of Kentin? – Didra respondeu estranhando a pergunta. – Digo… um que se parece com o Kentin?

– Esse mesmo!

– He is gay! – Didra respondeu enquanto colocava outro prato na água morna. – Eu sei por uma fonte muito confiável.

– Eu sei também. Mas, ele tem um colega de quarto que parece ser um cara bem legal!

– I know! – Didra revirou os olhos. – He is my coworker! Ele trabalha aqui comigo no Cozy Bear. He’s name is Hyun!

– Não sabe como isso facilita as coisas. Que tal sairmos de pares? Eu e Leigh, Alexy e Morgan e você com o Hyan!

– Is Hyun! E eu realmente não entender por que você está tentando arrumar a boyfriend for me! – Didra falou um pouco impaciente. – Tem algo que vocês não querer me contar?

– Tudo bem… sem Hyan pra você! Esquece o que eu disse! – Rosalya se deu por vencida. – Mas, ainda precisamos pensar em alguém bacana para que você conheça essa noite e… Eu acho que já sei quem! Até mais tarde! Não esquece de aparecer no Snake Room hoje às oito! Até

– Rosalya? Rose? Answer me!! Rose!! – Didra olhou para o aparelho e a ligação já tinha sido desligada. – F*ck! – ela jogou a esponja na pia e espalhou a água com sabão.

– Eei! Se quebrar alguma coisa, você paga!

Ela olhou para trás de deu de cara com Clemence, sua patroa e administradora do Cozy Bear. Uma mulher de cerca de 40 anos, com cabelos loiros e bastante maquiagem, além de um sinal no rosto. Usava uma blusa justa demais para ela com estampa de onça e algumas pulseiras, além de unhas muito cumpridas e pintadas com cores chamativas.

Ela tinha cara de quem estava constantemente desgostosa de alguma coisa e, para o azar de Dee, essa coisa, quase sempre, era ela. A única coisa que alegrava o dia de Clemence era a presença de Hyun, mas, aquele era o dia da folga dele. O que significa que as duas estavam sozinhas na lanchonete, então, ela estava desgostosa de alguma coisa o dia todo. Para o azar de Dee.

– Vá servir as mesas e deixe essa louça aí! – Clemence falou. – Já era para ter terminado isso faz tempo, mas parece que mal começou! Deixe isso aí e cuide dos clientes! Não achava que diria isso, mas, por sorte, hoje o movimento está fraco!

– Yes, Clemence. – Didra pegou o bloquinho de anotações e colocou o boné. – Estou indo.

Didra mentalizou uma série de palavras feias e saiu da cozinha, passou pelo balcão e foi até o lado de fora da lanchonete, onde viu que tinha algumas pessoas sentadas nas mesas externas. Ela saiu e foi até os fregueses.

– Welcome… ah… Bem-vindos ao Cozy Bear. Posso anotar seus… oh… Are you? – Didra abriu um sorriso ao ver Dean e Lety sentados na mesinha. – Como vão?

– Atendimento bilíngue, que chique! – Lety riu e colocou o cardápio na mesa. – Como vai, Dee? Está melhor?

– Foi parar na enfermaria outra vez? – Dean cortou a conversa. – O que aconteceu? Eu já sei da história da performance, mas a sua faculdade tinha que avisar alguém para o caso de uma emergência.

– My medicine! Eu tive uma… reaction… – Didra respondeu e foi aproximando-se de Lety e sua enorme barriga. – And how is my dear niece in this…

AU AU AU AU GRRR… AU AU AU...

De trás do banco de Lety saiu o maior exemplar de um cão da raça pastor alemão que Dee já tinha visto na vida, latindo e exibindo dentes enormes e afiados. Ela deu um pulo para trás e derrubou algumas cadeiras. Dean correu para segurar a irmã e a cadeiras, mas o barulho atraiu a atenção de Clemence que foi ver o que tinha acontecido. O rapaz explicou rapidamente o susto e acalmou a mulher que já estava louca para poder demitir Dee. Com tudo mais calmo e Clemence deixando a garota com o emprego, Lety foi a primeira a quebrar o silêncio.

– Já posso rir?

– This… this… this… Monster almost kill me!! – Didra apontava para o cachorro. – Since when do you have a dog?

– Ele nem chegou perto de você, sua exagerada. – Dean riu da irmã.

– Ele quase me matar do coração!

– Ele não é nosso! Só estamos passeando com ele! – Lety passou a mão no dorso do cão que ficou ali, sentado e curtindo o carinho. – Você não lembra dele? Aliás, você conheceu ele primeiro do que eu!

– I know him? – Didra estranhou a situação e olhou para o cão. – From where?

– É o Cookie! – Dean pegou Dee pelo braço e colocou mais próximo do focinho do cão, para que ele pudesse cheirá-la. – O cachorro do Kentin! Não lembra dele?

– Oh my god!! Cookie!! – Didra aos poucos colocou a mão na cabeça do cachorro e fez algum carinho. Cookie retribuiu com lambidas na mão dela. – Do you remember me? Do you? Ooowww… good boy! Who is a good boy? You are a good boy! O que vocês fazer com Cookie? Where is Kentin?

– Ele virá em breve e o Cookie veio na frente… – Dean disse. – Dá pra trazer uns cafés pra gente antes?

Didra anotou rapidamente o pedido de todos e foi buscar os cafés, passando por uma Clemence mau-humorada, (ela lavou as mãos, pois sabia que a gerente estava de olho) e depois saiu, carregando alguns doces que ela colocou na bandeja para Lety. Também pegou um pote descartável e encheu com água. Saiu e colocou tudo na mesa e o pote na frente de Cookie que latiu feliz.

– Então… o Cookie é o alpha da unidade canina que chegou na delegacia! – Dean respondeu. – Kentin treina eles e depois os manda para as operações de combate as drogas. O Cookie está hospedado conosco enquanto o resto da tropa se adapta a delegacia e aos policiais. Após isso, o Kentin vem e leva o Cookie de volta, deixando o resto dos cães.

– You have a K9 unit? – Didra acariciou Cookie. – Someone here has a verrryyy important job… – ela cariciou o rosto de Cookie com as duas mãos, deixando que ele lambesse seu rosto. – Não esqueça de me avisar quando Kentin vir, ok?

– Dee, tem certeza que contou tudo o que aconteceu naquele dia? – Dylan inclinou-se na mesa e encarou a irmã. – Qualquer detalhe que você possa ter deixado passar? Principalmente em relação a presença do Nathaniel lá…

– I said before… Eu estar lá, estar dormir and Nath and Iris is there! – Didra ficou de pé ao lado da mesa. – Iris dizer que ele estar lá para pegar um X-Ray… Is just that…

Dean colocou a mão na testa e deu um gole no café, desapontado com a resposta. Lety colocou a mão sobre e deu um sorriso para Dee.

– Ele só está cansado. Trabalha até tarde às vezes e não está avançando muito.

– Você não pode deixar Lety alone, Dean! – Didra agora repreendeu ele. – My niece is here! She needs you!

– Por acaso eu sei disso e, só por acaso também, sua sobrinha é minha filha! – Dean respondeu rindo. Ele tirou uma nota do bolso e colocou dentro da caderneta com o total da conta. – A gente vai dar um passeio no parque com o Cookie. Vem conosco depois?

– I can’t. Rosalya insisti para irmos ao Snake Room! – Didra recolheu o dinheiro e separou o troco. – Mas prometo ir até a casa de vocês! And you? Quanto tempo falta agora, Lety?

– Os médicos dizem a qualquer momento! – Ela acariciou a barriga. – Acho que ela ainda não viu um médico bonitão o suficiente para querer sair do quentinho…

– Better thing to do… --Didra respondeu rindo. – Aqui fora só tem trabalho, contas para pagar e obrigações! Se eu souber o que ser um boleto antes, eu estaria na barriga da minha mãe até hoje!

– Não, porque eu te botaria para fora e ficaria lá dentro! – Dean respondeu.

– Vocês querem parar de falar isso! Vai que ela tem a mesma ideia! – Lety levantou-se e colocou a cadeira no lugar. – Eu quero ela fora daqui antes desse Natal! Vem Cookie… – o cão levantou e ficou ao lado dela, sem o uso de guias ou coleiras, acompanhando-a como um verdadeiro guarda-costas.

– Se lembrar de alguma…

– I know! I will! Promisse. – Didra colocou os pratos e copos em uma bandeja e entrou na lanchonete. – Obrigada e voltem sempre!

O resto do dia correu com tranquilidade e alguns poucos fregueses surgiram na lanchonete, deixando Dee com tempo o bastante para poder ler as anotações de Chani da aula de História da Arte Medieval do Professor Lambert (e como ela anotava coisas nessa aula) que ela perdeu por causa da “performance”. Depois do expediente, ela foi para o alojamento e vestiu-se para sua visita ao Snake Room.

“Is wednesday! Quem vai em um pub na quarta-feira! Eu trabalhar e estudar! Eu não poder beber this way!”, pensava enquanto a fila de entrada avançava lentamente. Havia escolhido para usar uma camisa de botões sem manga, uma jaqueta preta de couro falso e uma saia jeans que terminava um pouco acima da metade da coxa. Algo que não puxava nem tanto para o frio e nem tanto para o calor, adequado para aquela noite de verão que não se definia se ficaria quente ou fria.

Chegando dentro do pub, Didra conseguiu ver algumas mesas vagas, mas nem sinal de Rosalya ou Alexy. Quinze minutos de atraso pelas contas dela. Sentou-se e começou a noite com uma soda italiana. O lugar se preparava para receber o show do Crowstorm e, por esse motivo, não haviam bandas no palco. Só as caixas de som tocando uma seleção de rock clássico da década de 70 e alguns eletrônicos. Didra olhava para os lados, procurando algum sinal de Rosalya e Alexy, mas nada.

– Eehh… é… oi, Dee! – alguém cutucou o ombro dela de leve. – Posso sentar?

– Melody? – Didra viu a colega da Sweety Amoris, nervosa e vermelha como a soda italiana de morango que estava tomando. – Yeah! Set down! Rose invite you too? A Rosalya disse que viríamos aqui hoje?

– Ahhh… A Rosa me convidou, mas… ela não te falou? – Melody apertava as próprias mãos nervosa. – Ai.. Nossa… Isso foi uma péssima ideia! Péssima. Péssima. Péssima. Desculpa… eu vou indo…

– Wait… what? O que haver?

– Ei… e aí? – um rapaz desconhecido, usando uma camisa social aberta até metade do peito e com uma atitude de galanteador, óculos escuro (apesar de estar bem escuro dentro do salão) com uma bebida na mão. – Nossa… você é mais linda pessoalmente! Embora, eu prefira o seu cabelo longo e não esse corte de menininho.

Didra olhou para Melody depois olhou para o rapaz e depois para Melody outra vez.

– I know you?

– Claro! Sou eu! Sebastian… – ele baixou os óculos escuros e aproximou-se de Dee. – Do aplicativo, lembra? Marcamos aqui hoje! Você insistiu bastante para que eu viesse aqui e não deu para negar.

– Aplicativo? I really don't understand… – Didra olhava para a colega. – You know him?

– Eu sabia que isso seria uma ideia ruim… – Melody abaixou a cabeça e bateu na testa. – Burra. Burra. Eu… olha… eu vou indo e…

– No! You seat down right here! – Didra segurou o braço dela. – And you… E do que você estar falado? Que aplicativo??

Ele revirou os olhos e pensou que ela devia estar se fazendo de difícil, então colocou a mão no bolso e tirou um celular, desbloqueou e mexeu um pouco, então colocou ele em frente ao rosto de Dee.

– É você, não é? Didra O’Connel?

Dee pegou o telefone da mão dele e começou a deslizar. Aparentemente ela tinha um perfil completo em um site de encontros com fotos dela nos EUA, dizendo que ela adorava conhecer gente nova e procurava por um novo amor. A única coisa que não era dela era o número de telefone.

– I will kill Rosa and Alexy! – ela colocou o telefone na mesa e arrastou de volta para o rapaz. – Look… Isso é um… mistake… mistake… eehhh…

– Engano? – Melody falou e Dee apontou para ela, como se ela tivesse matado a charada.

– Is a engano! Este profile não é meu! I mean… is about me, but… eu não o fazer! – Didra tentava manter-se calma. – Eu achar que uma amiga minha fazer isso… like a prank!

– Tá me dizendo que não foi você quem marcou comigo aqui?

– Yes…

– Tá me dispensando?

– Eeehh… se considerar que eu never considerei você a nada… então, no. But, visto as circunstâncias… yes! – Didra respondeu. – I’m sorry…

– E tá dispensando ela também?

– She is my friend! From school… – Didra aproximou a cadeira da cadeira de Melody. – We here to talk about… Vamos falar sobre…

– Nosso trabalho de conclusão de curso! – Melody percebeu o pedido de socorro velado de Dee e abraçou a causa. – Sobre História da Arte Medieval. Um assunto muito chato…

– Tá. Ok. Eu entendi. – o rapaz levantou-se e levantou as mãos derrotados. – Escuta… talvez eu possa te ligar uma outra hora…

– Of course! In this number! No número do profile! – Dee apontou para o celular dele. – Você pode falar com my sis Alexy e talvez você se dê bem com ela também.

O rapaz deu uma piscadela maliciosa para Dee e foi embora. Deixando as duas garotas sozinhas. Quando uma moça veio até a mesa dela perguntando se as cadeiras extras da mesa estavam vazias, Didra e Melody ficaram mais do que felizes em permitir que elas fossem levadas embora. O local atingiu sua lotação máxima para uma quarta-feira e elas puderam ficar mais tranquilas.

– Alright… and you… O que você vir fazer aqui? Qual é a “péssima ideia”?

– É… complicado…

– Descomplique…

– Rosalya me convenceu a vir aqui para ter um encontro com você! – Melody falou um pouco descrente da própria frase. – Ela disse que você tinha que sair com gente diferente e se envolver e ela me disse que você sempre me achou bonita e que talvez…

– But… you don’t… or…?

– Eu? O quê? Ah! Eu e garotas? Não! Não! Nããooo… eu gosto de rapazes. Eu só vim porque ela me convenceu… Deixei claro que não aconteceria nada… eu só vim pela companhia mesmo.

– And why Rosa está tentando me afastar de Iris?

– Você encontrou a Iris? – Melody ficou um pouco surpresa. – Eu a via pelos corredores da Anteros e nunca falava com ela. Nossa, que péssima amiga eu sou…

– O que acontecer com Iris nesse tempo? – Didra olhava para o copo como se a resposta estivesse dentro dele. – Aliás, o que acontecer com todo mundo? Why you push Nathaniel away?

– Ele não é mais o mesmo… – Melody falou um pouco incomodada com o assunto. – Depois da Sweety Amoris, ele não é mais como antes e não vale a pena mais envolver-se com ele.

– But… parecer que ele estar com problemas. – Didra empurrou o cardápio para Melody e disse que era por conta dela enquanto formulava a pergunta em sua mente. – Ele estar practicing boxe, no? Ele vai no hospital para curativos and x-ray… ele parece very close to Iris…

– Sério? Nesse caso, talvez, ela também seja alguém que não valha mais a pena envolver-se.

– Don’t say that. I…

– Sei o quanto você gosta dela, mas, se realmente quer ajudar, então, seria bom afastá-la dele! – Melody aproximou-se um pouco de Dee e falou mais baixo. – Talvez você pudesse falar com a Kim. Ela gerencia a academia aqui do lado, a BeeFit!

– Yeah.. i will… – Didra percebeu o clima pesado da situação e resolveu descontrair um pouco, Melody havia pedido uma Pinã Colada e, para não deixá-la bebendo sozinha, resolveu pedir uma também. – So… Rosalya convenceu você vir até aqui? To date me?

– Bom, eu deixei claro para ela que viria só para te fazer companhia como uma amiga! – Melody riu ao perceber que realmente havia se deixado levar pela conversa de Rosa. – Mas, eu não tenho nada a ver com o cara que apareceu aí!

– No. Este ir toda para a conta do Alexy! – Didra ergueu o copo propondo um brinde. – Ao nosso date… like friends…

– Como amigas… – Melody bateu de leve o copo dela no de Dee. – Nada vai rolar.

– Nothing…

***

Pouco antes da meia-noite, Melody e Didra entraram pelo corredor dos alojamentos da Anteros, agarradas uma a outra, com as mãos passeando livremente entre a pele e o tecido das roupas, dando beijos demorados e cheios de desejo, separando-se apenas o suficiente para que tomassem um ar. Pararam apenas quando encostaram na porta do quarto de Melody, que buscava a maçaneta e tentava abrir a porta.

– Não vai rolar nada… ah… tá legal… – Melody virou-se por um momento, apenas para colocar a chave na fechadura. – Minha colega não está hoje… ah… ahhh… mas… Não vai rolar nada, tá legal?

– Nothing… – Didra passeava com os lábios pelo pescoço de Melody, enquanto a puxava para junto de si. – Nothing will happening…

– A gente só tá um… pouquinho… – Melody segurou Dee pelo colarinho da camisa e tomou os lábios dela com os seus em um beijo muito apaixonado. – …um pouco… ahh… animada… mas… eu ainda… ainda prefiro… caras… tá… ahhh… legal? Nada de…

– Ok… nothing… – Didra já havia desamarrado o lacinho do pescoço dela, beijando os ombros dela e já começava a trabalhar no largo cinto cor-de-rosa que ela usava. – You like guys… is ok… ahh… nothing… We just… study…

– Isso… isso… Só estudar… – Melody também já havia se livrado da jaqueta e explorava a coxa de Dee. – Espera! – Melody parou a situação e encarou Dee que parecia só esperar a autorização para pular novamente sobre ela. – E você e a Iris? Vocês não…

– Is complicado…

Didra voltou a beijá-la, puxando-a para cima e colocando as pernas de Melody em volta de sua cintura, carregando-a para dentro do quarto com as mãos na bunda dela, fechando a porta com uma batida um pouco mais forte e barulhenta do que queria. Em poucos minutos depois, a luz do quarto apagou e o som da madeira rangendo combinada com gemidos ofegantes tomou conta do corredor. Alguns dos vizinhos de Melody certamente reclamariam com ela pela manhã.

***

Embora fosse contra suas convicções morais, Didra acordou cedo no dia seguinte, recolheu suas roupas (“this is my panties or… oh… here!”), vestindo-se e indo embora antes que Melody acordasse e ela tivesse que ter uma longa conversa recheada de ressaca moral para que, no fim, decidissem “não falar mais sobre o assunto nunca mais.” Então, deixou um bilhetinho para ela e iria para o seu quarto.

Tomou um bom banho para clarear a mente do álcool que tomou na quarta-feira, pegou os remédios que Iris lhe deu e foi para a cafeteria. Chani não estava no quarto dela, então, supôs que ela já deveria ter levantado e ido cuidar de algum assunto pessoal. Depois de comer algo, foi para o Auditório Principal assistir outra aula do professor Rayan.

Melody entrou, carregando seus livros e material de trabalho que deixou na mesa do professor, olhou para o alto do auditório e mandou um tchauzinho constrangido para Dee. Ela retribuiu com um sorriso e voltou a encarar a lousa e as apresentações dos slides do professor e fazer suas anotações. A aula foi bem tranquila e passou rápido o bastante para que ela conseguisse desligar-se dos problemas.

Depois daquilo, resolveu que faria uma visita a BeeFit e conversar com Kim. Mataria dois coelhos de uma vez, com informações sobre Nathaniel e matricular-se-ia na acadêmia para se livrar os anos de fast-food que acumulou na barriga. Mas, antes, passaria rapidamente no prédio da turma de enfermagem e tentaria extrair mais alguma coisa de Iris. Aquela história com Rosalya estava muito estranha.

Claro, ela sabia que não seria tão simples conseguir alguma informação com ela, principalmente se o que ela conseguiu tirar de Melody (fora as roupas) fosse verdade, Iris poderia estar em uma situação bem complicada. Então, Dee foi preparada para tudo.

Claro, tudo menos ver Iris saindo de sua classe de mãos dadas com um rapaz louro e dando-lhe um longo e apaixonado beijo nele.

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

Deixa um comentário. Diga o que achou. Gostou? Não gostou? ficou em dúvida de algo? Adoro saber o que você está achando da história. Faz muito bem pra mim. Não demora nem um minutinho!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...