História Antes de você. - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Pos-guerra, Romance
Visualizações 336
Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A fanfic já está terminada, contendo 28 capítulos. Trata-se de uma obra "slow-burn" que será lançada semanalmente - sem falta. Existe, contudo, a possibilidade dela ser postada com mais antecedência, dependendo da quantidade de comentários. Plágio é crime e, o mais importante, me segue no twitter pra gente conversar! :3
@hehadtovent

Capítulo 1 - Capítulo 1


Já passava da meia noite quando o barulho de bicadas no vidro o despertaram. Ainda se virara algumas vezes, na esperança de que aquilo fosse apenas um sonho. Infelizmente, por volta da quarta bicada, já era tarde demais: estava acordado. Com isso concluído, tinha que lidar com seus problemas.

Desde que iniciara sua carreira como Auror, aprendeu que uma vida de paz não era, definitivamente, para si. Nunca havia dormido muito bem – graças aos pesadelos e a dor eventual de sua cicatriz – e agora, alguns bons anos depois da derrota de Voldemort, continuava sem as desejadas boas horas de sono.

    Se pudesse ser sincero consigo mesmo, saberia que aquela coruja – ou melhor, todos os chamados noturnos – não tinham nada a ver com a sua insônia que, um ano depois da guerra, havia sido diagnosticada como crônica.

    Era difícil permitir o corpo relaxar, abraçar sua mulher e cair em uma escuridão sem muitos sonhos – ou sem, ao menos, muitos detalhes. Sempre que fechava os olhos, lembrava-se daqueles que há muito haviam ido embora, e de tudo o que poderia ter feito e não fez. Lembrava-se de sua vida atual, como marido e pai, e só podia se sentir ainda mais decepcionado.

    Não era muito bom naquilo.

    Por mais que amasse Ginevra, Albus, Lily e James, nunca se sentia presente quando estava em âmbito familiar. Desassociava com facilidade. Era como ver um filme passando a sua frente, nem mesmo lembrava-se das coisas que falava.

    Era apenas metade de um inteiro e não conseguia compreender o motivo de todos aqueles que haviam passado pelas mesmas coisas estarem simplesmente... Bem.

    Quer dizer, bem era uma palavra injusta, visto que os Weasley nunca passavam os olhos pela cadeira onde George costumava a se sentar, ou sequer falavam dele, mas tinha certeza absoluta de que Rony e Mione não tinham ataques de ansiedade por absolutamente nada e precisavam de tempo para recarregar as energias após grandes eventos, como as festas de Natal.

    – Harry, é para você.  – Gina disse de maneira preguiçosa, virando-se em direção contrária a janela.

    A voz sonolenta de sua esposa fora o suficiente para fazê-lo se erguer, coçando os olhos para então buscar os óculos redondos na mesa de cabeceira. Resmungou algo ininteligível antes de deixar o animal entrar que, de maneira bastante educada, pousou no final da cama, tomando cuidado o suficiente para não perturbar a senhora Potter, que já ressonava.

    Como era de se esperar, o bilhete se tratava de mais um chamado urgente do Ministério que, na concepção do Potter, parecia ter uns horários de sono mais bagunçados que os seus.

    – É sempre urgente... – Resmungou consigo mesmo, jogando o papel amassado para debaixo de sua cama, assistindo a coruja ir embora.

***

Chegou ao Ministério trajando seu uniforme ao contrário. Queria muito passar no banheiro e resolver aquilo antes de encontrar Bartolomeu – seu atual chefe de departamento -, mas sabia o quanto o homem detestava qualquer espécie de atrasos – mesmo quando ele não estava em seu horário de serviço.

Aparentemente o fato de ser Harry Potter não o deixava tirar férias.

Quando passou pela porta pesada de madeira que carregava o nome de Bartolomeu Crane gravado nela, o moreno desejou ter feito exatamente sua vontade e virado a maldita roupa para o lado certo.

– Moda interessante, Potter.     

Ele seria capaz de reconhecer aquele tom ácido em qualquer lugar do mundo-  ousava dizer que o reconheceria até mesmo no inferno.

– Boa noite, Malfoy. Alguém roubou aquela sua estupidamente grande mansão? - Perguntou, arqueando uma das sobrancelhas negras em direção ao homem a sua frente.

Maldito Draco Malfoy parecia não ter envelhecido um pouco sequer. Continuava com seu rosto pálido e sem rugas.

O antigo sonserino vestia uma blusa social negra, uma calça social de igual cor, assim como seus sapatos. Não fossem os fios brancos em sua cabeça - jogados perfeitamente para trás - o homem pareceria um corvo. Ou talvez parecesse, com seu nariz aquilino e rosto fino. Era magro demais, de forma que ele inteiro parecia pontudo, um amontoado de ângulos perigosos - e de sorriso bonito.

O tempo o havia feito muito bem, visto que os cabelos platinados só haviam ganhado charme com aquele tom acinzentado. Sua reputação, pelo que acompanhava nos jornais, também estava reerguida. As colunas de fofoca falavam dele e de sua mulher, a Greengrass, com prestígio.

Os passado de garoto comensal havia sido praticamente esquecidos pela comunidade bruxa, e o nome Malfoy já começava a, novamente, ser sinônimo de poder, importância. Do positivo.

Só de pensar nisso, Harry tinha vontade de se jogar da ponte mais próxima.

– É uma mansão, Potter. O objetivo dela é ser “estupidamente grande”. É redundante, não acha? - Retrucou o esguio, fazendo questão de formar aspas no ar.

– Me desculpe. Deixe-me ver se entendi bem. Você me tirou da cama para ficar me corrigindo? - Suspirou, cruzando os braços. - Aliás, onde está meu chefe?

– Por Merlin! Você não faz ideia do que por quê te chamaram aqui? – Um sorriso divertido brotou nos lábios do dono dos olhos cinzentos.

    – Já que parece tão a par dos acontecimentos, Malfoy, por que não me ilumina? – Retorquiu. Já podia sentir os lábios comprimindo-se de raiva.

    – Com prazer. – O tom galante obviamente não fizera para Harry o que parecia fazer a Crane, que assistia muito satisfeito ao espetáculo. – Eu sou o dono da sua vida agora, Potter.

    –  O qu– ?! –  O moreno engasgou com a própria saliva, arregalando seus olhos esverdeados em direção ao louro, que riu em resposta.

    –  O senhor Malfoy foi sugerido a você como seu novo assessor de imagem. –  Bartolomeu de intrometeu, provavelmente ao notar a face de seu Auror ficando vermelha.

    Harry bem sabia que sugestão não tinha nada a ver com aquilo. Era mais uma exigência tácita, uma daquelas tentativas de fazê-lo o garoto propaganda perfeito para o Ministério. Ele só não sabia o que os fazia insistir tanto, visto que haviam fracassado miseravelmente da primeira vez.

Mesmo recém-saído da escola, o grifano fora difícil de lidar. Sentia-se sempre separado da realidade, o que o impedia a compreender 100% das expectativas que tinham sobre ele, e do que deveria fazer. Havia muita bagagem e coisas a serem digeridas, muitos ex-comensais a serem pegos e pouco apego ao que realmente acontecia a seu redor.

Não via propósito em posar, dar entrevistas aos jornais e parecer palatável a imprensa quando havia tanto a ser feito. Aquela não era sua vida. Harry queria fazer o bem, o melhor que pudesse, mas não havia de ser garoto propaganda de ninguém.

– Eu realmente não faço ideia de como ele pode ajudar. – O desprezo nas palavras era quase palpável, mas era realmente difícil manter-se polido e simpático com Malfoy parado ali bem na sua frente, com os quadris pontudos apoiados na mesa e um sorriso sacana nos lábios.

– Potter – Draco prosseguiu, ignorando completamente o fato de que Bart estava começando a abrir a boca para respondê-lo. – sei que esse parece um conceito difícil para você assimilar, mas as pessoas mudam. – Não estava gostando do deboche contido em sua voz, mas permitiu entreter-se com a ideia. – Depois da guerra, resolvi perseguir uma carreira em marketing, e trabalhei em recuperar não apenas a minha imagem, como a de muitos outros.

– Você não pode achar que isso é realmente uma boa ideia, certo? – Exasperado, o Auror virara-se para o chefe de departamento, esperando que ele confessasse que aquilo não passava de uma brincadeira.

– Ele tem potencial. – Foi tudo o que o homem foi capaz de lhe dizer, para seu total desespero. – E nós realmente precisamos disso, Harry.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...