História Antes de você. - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Pos-guerra, Romance
Visualizações 394
Palavras 721
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigad pelos comentários, gente! Resolvi até postar mais um nessa sexta-feira gostosa. Sextou, sextou com um capítulo meio troste. Me digam o que acharam!!! E me sigam no twitter pra gente se falar diretão por dm <3
@hehadtovent

Capítulo 2 - Capítulo 2


O trabalho seguiu como o usual. Harry ainda buscava absorver tudo aquilo. Ter Draco Lucius Malfoy como algum tipo de guru estranho, metendo-se em sua vida e tentando consertá-lo não parecia uma boa ideia. Afinal de contas, ele estava bem. Estava contentado com uma vida de dormir mal, ser apenas a sombra do garoto que um dia havia sido e não saber lidar com público, ou lugares apertados, ou até mesmo os próprios filhos. Ele sobreviveria e não precisava de ajuda para isso.

Saiu do serviço com isso em mente, e não conseguiu parar de pensar a respeito até a hora do jantar, quando finalmente resolveu externalizar tudo o que não havia vocalizado por um dia inteiro.

– Bartolomeu achou que seria uma boa ideia eu ter um assessor de imagem. – Entre uma garfada e outra, iniciou o assunto. A mulher, do outro lado da mesa, comia em silêncio. Sem os filhos a casa parecia envolta de uma paz quase etérea. Quase chata.

– Acho que seria ótimo, amor! Nós temos um para as Harpias. – Ginevra colocou, tentando alcançar seus olhos verdes com os dela castanhos, mas Harry sempre comia com os orbes cravados em sua comida. – Foi Otto que conseguiu resolver todo aquele escândalo de Sofia com as duas gêmeas, lembra-se?

A bem da verdade aqueles nomes não lhe eram estranhos, mas tinha dificuldade de absorver informação. Tudo o que sabia eram fragmentos da história, sobre a goleira do time das Harpias de caso com duas irmãs que quase não alcançavam a idade legal. Nunca havia visto Ginevra tão estressada quanto naquele tempo, em que ela tinha de agir bem não apenas por si mesma, mas por outros jogadores do time.

Mais um motivo pelo qual não queria se envolver com todo aquele assunto de imagem.

– Eu não preciso de um assessor… – Resmungou, rabugento como de praxe.

– Harry, querido… – Ginny iniciou. Toda vez que ela começava uma sentença daquela forma, o grifano sabia que um grande discurso havia de seguir. –  O Ministério vem perdendo força e dinheiro com os últimos acontecimentos.

– O fracasso em não termos pego o sequestrador de crianças não é meu! – Retrucou antes mesmo que ela pudesse continuar.

– Tirando o fato de que, bem… É um pouco seu. Assim como é um pouco de todos os Aurores envolvidos. – Acrescentou. Ela estava tentando ser gentil, Harry podia notar isso. – Mas nenhum deles foi o responsável por salvar o mundo bruxo. – O relembrou.

O Potter parou de comer, finalmente a fitando no fundo dos olhos. Pode vê-la ficando vermelha, em uma mistura de raiva e vergonha. Há quanto tempo não se olhavam assim? E quanto ele fazia, era apenas para brigar, afrontá-la. A esposa, claro, não abaixou o olhar.

– Até quando eles vão me fazer carregar esta cruz?! – Questionou, irritado.

–  Harry, você salvou o mundo bruxo. Não é como se isso tivesse uma conotação negativa.

Para você! – O homem continuou em tom quase acusatório. – Eu não sou nenhum garoto propaganda.

– Mas você é. – Era sempre assim. Conversavam pouco e quando o faziam, as coisas sempre escalavam para brigas. – E sair deste estado de negação talvez te faça algum bem.

– Mas eu estou bem! – Replicou, já haviam esquecido da comida.

– Harry… – Ela puxou o ar para os pulmões. Seu nome havia saído arrastado, de forma quase apelativa. Algo naquele tom a deixava muito parecida com a Senhora Weasley. Céus, Harry odiava aquele tom! – Querido, você não é você mesmo tem muito tempo… – E lá vinha a pena incrustada em cada nota.

O moreno se ergueu de súbito, mas não deixou a proximidade da mesa.

– Talvez este seja eu.

E aquele foi o final da conversa e de seu jantar. Passou a noite com o estômago embrulhado, evitando os olhares da esposa até que ela desaparecesse para a casa de sua mãe, o que sempre acontecia.

Naquelas ocasiões Harry sempre se trancava em seu escritório com uma garrafa de absinto. Se deixava levar pela sensação gelada que o gosto mentolado trazia a sua boca, ao mesmo tempo em que o líquido queimava ao deslizar por sua garganta. De estômago vazio quase sempre, nunca demorava para ficar ébrio. A cabeça ficava leve e tudo a sua volta parecia mais lento. O tempo passava mais devagar, de forma controlada. Ficava deitado, olhando para o teto e imaginando-se em uma realidade em que tudo seria diferente.

 



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