História Antes do Alvorecer - Capítulo 2


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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Galina "Red" Reznikov, Nicky Nichols, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Lorna Morelo, Nicole Nickols, Piper Chapman, Willian
Visualizações 128
Palavras 3.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Orange, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Necrofilia, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello...

Capítulo 2 - Memórias


Fanfic / Fanfiction Antes do Alvorecer - Capítulo 2 - Memórias

Lembro-me do exato momento em que a encontramos, era uma noite enevoada e fria na velha e sombria Londres. Voltávamos para Hereford buscando afastar ao máximo a densa neblina que ofuscava nossa visão pelas ruas desertas devido ao horário já tardio após irmos buscar algumas encomendas de ervas medicinais e aromáticas na casa de um velho e querido amigo. O único som que ouvíamos eram das rodas de nossa carroça trepidante em meio às poças de água que estavam pelo caminho na penumbra, até ouvirmos um som a mais ao passarmos próximo a diocese londrina, a Catedral Anglicana de São Paulo. Para ser mais preciso Katherine foi quem realmente ouviu o leve sonido.

 

Ludgate Hill, Rua Warwick. 1860

- Pare... Pare a carroça. _ pediu segurando em suas mãos que estavam nas rédeas.

- O que houve mulher? O que foi? _ perguntou se pondo em alerta segurando o cabo do revolver que estava em sua cintura.

- Não está ouvindo? _ perguntou fazendo menção em descer.

- Não ouço nada, ei onde vai? Fique aqui, você não sabe do que se trata. _ segurou em seu braço sem tirar a mão do revolver.

- Por Deus Richard, vamos ver logo do que se trata ou então iremos congelar aqui homem. _ Cobriu-se com o sobretudo negro.

- Está bem, mas não se afaste de mim por nada. _ mesmo contrariado guiou o cavalo se aproximando das enormes portas de ferro forjado que protegiam a grande Catedral.

Ambos desceram alertas à tudo ao redor seguindo o som que cada vez ficava mais evidente a medida em que se aproximavam de um local próximo à entrada. Katherine pôs a mão em seu peito ao notar do que se travava.

- Por Deus... é um...

- Bebê.

A criança chorava em alto e bom som, estava com as faces avermelhadas devido o pranto copioso e também o frio, estava enrolada apenas em uma manta negra grossa dentro de uma cesta. Ambos ficaram surpresos, embora aquilo fosse bastante comum mediante as condições sociais, não imaginavam que iriam presenciar tal cena, afinal era uma vida, uma preciosa vida.

- O que faremos? Não podemos deixá-la aqui? _ Indagou Katherine.

- Certamente não, isso seria um pecado imperdoável. _ ponderou um pouco olhando ao redor, mas não havia ninguém na rua. – Vamos leva-la conosco.

Katherine olhou para o marido e depois para a criança que estava mais calma e sorriu emocionada.

- Vamos para casa pequeno anjo. _ carregou a cesta até a carroça, ao se acomodarem pegou a criança no colo a cobrindo do frio lhe passando calor humano. – Deve estar faminta não é mesmo? _ acariciou o rosto ainda vermelho e marcados pelas densas lágrimas, mas agora com o choro cessado. – Você vai ficar bem, vai ficar tudo bem, eu prometo.

Durante a longa viagem Richard tinha a breve sensação de estar sendo seguido, porém achava que era coisa de sua cabeça olhando para todos os lados sem obter resposta. Talvez fosse somente o medo humano que age como defesa natural. O pressentimento ruim somente o abandonou quando eles já estavam fora da capital Inglesa.

Ao chegarem na pequena residência Katherine rapidamente tratou de analisar o pequeno anjo encontrado ficando mais emocionada ao constatar que se tratava de uma menina. Era tão branca quanto a neve que caia do lado de fora, seus cabelos eram negros e lisos, seus olhos pareciam duas pedras reluzentes onde o verde era a cor unânime. Sem sombra de dúvidas era um ser angelical.

Tratou de alimenta-la com leite assim que a garotinha começou a chorar novamente. Como não possuía nada de criança teve que emprestar de uma vizinha uma mamadeira já que pelo tempo de vida ela não sabia alimentar-se sozinha. Katherine calculou que ela teria em torno de algumas semanas de vida, quase um mês.

- Como ele está? _ perguntou Richard se aproximando da cadeira onde sua esposa estava amamentando a bebê.

- Não é ele, é ela. _ levantou a cabeça lhe encarando. – É uma linda menina. _ sorriu. – E Sim, ela está bem. Onde estava?

- Trancando a casa. _ o rapaz de vinte e um anos passou a admirar a cena, sua jovem esposa de dezenove anos alimentando uma criança em seus braços. Era quase palpável o sentimento que estava surgindo naquele momento. Embora aquele pequeno e frágil ser humano não possuísse o sangue deles correndo suas veias, a partir daquele momento ela passaria a pertencer a eles mais do que a qualquer outra pessoa no mundo.

- Precisamos lhe dar um nome, registra-la. Certamente não tem ninguém pela forma que foi abandonada. Não compreendo como alguém pode fazer essas coisas... é apenas um bebê, um ser indefeso.

- Não podemos julga-la querida, não sabemos quais motivos a levaram a tal ato. Talvez devêssemos esperar um pouco mais... não sei... alguém pode procura-la.

- Ninguém virá atrás dela e mesmo que venham não iremos devolver. _ lhe disse determinada. – Amor por favor... você não... Richard! _ o fitou seriamente.

- Não querida, não não... se acalme. É claro que não vamos abandona-la também. Deus jamais nos perdoaria. Apenas vamos seguir nossa vida e o que tiver de ser será. _ selou seus lábios aos da esposa.

- Obrigada querido, eu te amo.

- Eu também a amo Katy. _ a beijou novamente.

- Eu encontrei isso no pulso direito dela.

Richard analisou a pequena pulseira de prata e nela estava gravada o que parecia ser um sobrenome.

- Vause. _ leu em voz alta.

- Talvez seja o sobrenome da mãe. _ retirou a mamadeira vazia da garotinha depositando em cima da cômoda ao lado na cama.

- Sim, possivelmente. _ analisava a pulseira que reluzia diante da luz da vela. – Não encontrou mais nada?

- Não, apenas isso. Precisamos dar um nome à ela. _ insistiu novamente se pondo de pé caminhando pelo quarto com a bebê em seu colo, essa repousava o rostinho alvo em seu ombro.

- Isso eu deixo com você. _ sorriu. – Tenho certeza que terá um ótimo palpite.

- Que tal Alexandra? _ perguntou enquanto alisava as costas da bebê em seu colo.

- Algo me diz que você já tinha esse nome em mente. _ sorriu fitando a esposa.

- Digamos que estava reservado... Sem nem mesmo sabermos... para ela. _ seus olhos marejaram.

- É um lindo nome querida. Então ela se chamará assim: Alexandra... Alexandra Lawford Vause.

****

Após o flagrante Mary Stone saiu às presas do estabelecimento sem dizer uma palavra, deixando para trás a cesta com suas compras devido ao intenso nervosismo que sentia.

- Papai não é nada dis...

- Aqui não é lugar para conversamos! _ exclamou bravo lhe dando as costas em seguida. Alex apenas o acompanhou.

Apenas fecharam as portas da Botica deixando as pequenas janelas de vidro abertas.

- O que acha que está fazendo? _ Indagou assim que entraram no pequeno compartimento onde ele guardava alguns documentos, fórmulas e materiais.

- Pai não é o que está pensando, acredite em mim. Eu não agarrei a Mary, ela me agarrou. _ tomou fôlego e continuou. – Sabe que não sou assim... Conhecemos bem a fama de namoradeira que ela tem. Eu não tive culpa, embora... o senhor saiba que...

- Eu sei! Sei que essa moça é falada mas... Alexandra por favor... tenha cuidado! sabemos de seu gosto e principalmente de sua essência, nunca a desprezamos por isso, mas... por Deus... é perigoso! Não quero vê-la pendurada em uma forca em praça pública ou empalada em uma estaca. Sabe muito bem do que falo.

- Eu sei pai... me desculpe. Prometo ser mais... cautelosa!

- Entendo que sabe se cuidar muito bem sozinha, mas não faça isso, por mim e pela sua mãe minha filha. Não se arrisque assim... a não ser realmente valha a pena pôr sua vida no laço mortal. _ sua voz estava embargada e os olhos verdes marejados.

- Prometo não preocupa-los pai. Eu lhe juro. _ lhe abraçou.

- Eu te amo filha. Nunca se esqueça disso.

- Também te amo...

- Tudo bem... agora vamos... vamos voltar ao trabalho. _ limpou suas lágrimas. – Sem mais surpresas. Alex apenas sorriu concordando.

****

A pequena feira livre de Hereford estava agitada, devido a aproximação do inverno as pessoas faziam suas compras alimentícias afim de estocar, já que no período mais frio era difícil encontrar algumas coisas. Piper estava comprando algumas hortaliças e legumes acompanhada de William. Vestia um longo vestido negro com um sobretudo também negro e luvas de couro da mesma cor. Seus cabelos loiros compridos estavam amarrados escondidos dentro do capuz do sobretudo. Andava de banca em banca escolhendo as melhores coisas, William estava entediado e impaciente pela demora da irmã, então decidiu se distrair em uma banca de venda de vinho. A loira estava entretida analisando algumas maçãs quando alguém lhe tocou no ombro a assustando.

- Senhorita Chapman... Oh me perdoe, não tive a intensão de assusta-la. _ disse o jovem lhe oferecendo o breve sorriso.

- Larry... realmente me assustou. _ disse olhando para a maçã caída na lama.

- Mais uma vez me desculpe. Posso lhe comprar outra. _ olhou para o mesmo lugar.

- Não é necessário. _ sorriu. – Mas o que faz aqui?

- Vim acompanhar minha mãe nas compras. E gostaria de aproveitar a ocasião para lhe fazer um convite.

- Convite? Do que se trata?

- Amanhã é aniversário do meu pai, gostaria que a senhorita e sua família fossem jantar conosco.

- Oh que maravilha, fico contente por mais um ano de vida de seu pai. Mas eu...

- Larry, como vai ? _ cumprimentou Willian estendendo uma mão ao se aproximar.

- Vou bem Willian, graças à Deus e você? _ retribuiu o gesto.

- Estou ótimo, obrigado. _ ergueu a garrafa de vinho que acabara de comprar. Larry apenas sorriu.

- Eu estava convidando sua irmã agora mesmo, convite que se estende a todos vocês, para um jantar que faremos amanhã em comemoração ao aniversário do meu pai.

- Oh que ótimo. É claro que iremos. Diga ao senhor Ernest que amanhã estaremos lá. _ sorriu olhando para Piper que o fuzilava com um olhar raivoso.

- Que ótimo. Então os aguardo amanhã a noite. _ se virou para a loira que estava com as faces rubras. – Senhorita Chapman, até mais. _ lhe beijou a mão coberta pela luva.

- Diga à sua mãe que mandei lembranças.

- Eu direi. Até mais. _ se despediu e enfim se foi.

- Eu vou mata-lo seu loiro cínico. _ saiu depressa rumo a carroça carregando a cesta com suas compras.

Durante a volta para casa nenhuma palavra foi trocada entre os dois. Aliás apenas Willian falava já que Piper estava brava.

- Ah o que houve Pipes? Jantares são tão bons, principalmente pela comida. _ sorriu ao ter uma maçã arremessada em sua direção.

- Você é um intrometido, por que foi concordar em ir? Eu não irei. _ retirou o sobretudo jogando em uma cadeira.

- Qual o problema em ir? Pipes você precisa para com isso. Você foge do Larry como o diabo foge da cruz. Ele é um ótimo rapaz, aliás somos amigos desde criança.

- Ele não me interessa. Sei que é um ótimo rapaz mas... não sei...

- Ninguém pode obriga-la a nada, você é livre. Se ele pensar em fazer algo sem o seu consentimento eu quebro a cara dele em várias partes. _ sorriu se aproximando da loira que já estava mais calma. – Vamos lá hum?

- Vou pensar, o que não significa que irei.

- Já é alguma coisa. _ ergueu uma sobrancelha.

****

- Você está linda Piper.

- Que bom que você aceitou ir comigo. Obrigada Chelsea.

- Que nada, amigas são para essas coisas. _ arrumava seu vestido em frente ao espelho. – Além do mais eu adoro festas. _ sorriu empolgada.

- Será apenas um jantar, mas quando se trata dos Hawlley sabemos que nunca se trata apenas de algo insignificante.

A ruiva de olhos esverdeados apenas assentiu sorrindo sem mostrar os dentes. Chelsea Rodwell se tornou amiga da loira quando tinham quinze e dezesseis anos. A garota se mudou de Durham com doze junto de seus avós, mãe e um irmão mais novo depois do falecimento de seu pai após esse contrair uma grave pneumonia. Era a melhor amiga de Piper, compartilhavam segredos e sonhos, era apaixonada por Willian desde quando conheceu o loiro, porém o rapaz não lhe dava muita atenção, talvez não por não acha-la atraente e sim por timidez.

- Vocês estão lindíssimas senhoritas. _ disse Robert quando as duas apareceram na sala.

- Obrigada senhor Chapman. _ Chelsea agradeceu lançando um rápido olhar para Willian que também a olhava, mas logo tratou de desviar para um ponto qualquer.

- Bom... Então vamos.

A casa dos Hawlley não ficava muito longe, porém devido a névoa que caía acharam melhor ir na charrete devido às poças de água e lama. Piper ia na frente ao lado de seu pai que os conduzia deixando, propositadamente, Chelsea e William irem atrás, esses porém mal se olhavam e a loira se divertia com a cena tendo em mente uma pequena “vingança” pela atitude do irmão no dia anterior. Ao chegarem foram bem recebidos por Eva Hawlley, mãe de Larry.

- Ah queridos, sejam muito bem vindos, venham entrem. _ deu passagem aos quatro após cumprimentar todos.

Os convidados foram até o aniversariante lhe desejar votos de felicidade. Robert havia levado uma garrafa de vinho a qual logo fora aberta por Ernest lhes servindo.

A família Hawlley não era rica, Ernest tinha uma plantação de cevada a qual herdara de seu pai, trabalhando arduamente para não perder algo que durante muitos anos fora o sustento de seus antepassados. Fabricava cerveja e vendia os grãos para outros fabricantes. Larry o ajudava em tudo que era possível, podia-se dizer que era seu “braço direito”.

Após o jantar os poucos convidados, eram em torno de vinte, se dirigiram até a espaçosa sala onde tocava uma valsa clássica em um gramofone.

- Me concede a honra de uma dança senhorita Chapman? _ perguntou Larry ao se aproximar da loira, essa conversava com algumas moças. Todas olharam para ela ao notarem que essa não respondeu. Chelsea lhe deu uma leve cutucada com o cotovelo.

- Ah sim... desculpe.

- Sentir-se bem? _ aparentou preocupação.

- Sim sim... não foi nada, vamos. _ lhe estendeu a mão.

Foram até o centro da sala, Larry depositou uma mão levemente na cintura delgada da loira e outra segurou a mão a mesma. Piper apoiou a outra mão no ombro forte do rapaz. Larry era mais alto que ela, tinha porte físico forte devido o trabalho braçal na lavoura. Vestia um terno clássico preto com uma gravata cinza, seus cabelos era castanhos e cacheados, tinha o rosto esguio com lábios a nariz proporcionais tendo um par de olhos castanhos completando o conjunto. Piper estava com os cabelos presos no alto com uma fina tiara de prata que ganhara de sua avó. O longo vestido azul escuro lhe acentuava muito bem em suas delicadas curvas, nos lábios e face usava um pouco de carmim a deixando mais corada. Larry a olhava fixamente nos olhos azuis com um leve sorriso fechado.

- Se permite-me dizer... é a mulher mais bela aqui senhorita Chapman.

- Você que é muito gentil Larry. _ suas faces estavam rosadas e não eram pelo carmim.

Após mais um tempo a dança terminou e por fim alguns convidados começaram a se despedir já que as horas estavam adiantadas. Os Chapman decidiram ir embora também. Robert, William e Chelsea felicitaram mais uma vez Ernest e foram para a charrete. Piper veio logo atrás sendo acompanhada por Larry.

- Foi um prazer tê-la aqui está noite senhorita Chapman.

- Eu que agradeço pelo convite, tenha uma boa noite. _ lhe sorriu em agradecimento quando esse a ajudou a subir na charrete não sem antes lhe beijar a mão.

Na volta para eles trocaram de lugar. Willian ia na frente com seu pai e as duas ficaram atrás. Mudaram o percurso para deixar Chelsea em sua casa. A ruas estavam desertas, somente o som de alguns pássaros eram ouvidos no alto das árvores e o farfalhar das folhas anunciando uma possível chuva. Estava bastante escuro sendo que a única luz que se fazia presente era a da lua cheia. De repente o cavalo que os levava relinchou alto estancando.

- Eeaa.. acalme-se Gael... hey pare... _ Robert tentava acalmar o animal, porém sem muito sucesso. Ele parecia desesperado quase derrubando todos da charrete. – Willian desça e veja o que há com ele.

- Papai o que foi? _ Piper estava assustada assim como Chelsea. Quando o cavalo estancou ambas gritaram com a ação repentina.

- Não sei, talvez seja... _ olhou para todos os lados.

O rapaz olhava para o animal procurando talvez um possível machucado ou algo parecido, mas não achou nada e também a pouca luz não ajudava muito. Estavam parados no meio da estrada de terra molhada. O animal se acalmou mas continuava relinchando.

- O que há amigão? Hum? O que o assustou? _ fazia carinho em sua crina.

- Willian suba na charrete... precisamos sair daqui... rápido. _ Robert notou um movimento estranho vindo da floresta quando os pássaros saíram voando das árvores.

- Papai vamos sair daqui. _ pediu Piper com a voz trêmula de medo.

- Por favor vamos embora. _ completou Chelsea também nervosa.

Willian subiu rapidamente pegando um pequeno revolver que estava em sua cintura olhando para a movimentação das copas das árvores. O cavalo de pelagem marrom escuro voltou a se assustar, mas dessa vez se pôs em marcha como se tivesse entendido a urgência do momento galopando a toda velocidade.

- Chelsea você ficará conosco hoje, amanhã a levaremos em casa.

- Sim senhor Chapman.

Enfim chegaram em casa.

- Papai o que foi aquilo? Nunca vi Gael daquele forma. _ a loira ainda estava temerosa, tirou seu casaco colocando sobre uma cadeira.

- Ele apenas se assustou com algo... É normal Não?

- Ele parecia está vendo algo ou... alguma coisa. _ Chelsea disse após se sentar em uma poltrona.

Willian entrou após ir ao estábulo dizendo que o animal estava bem, não havia nenhum ferimento. Depois de passado o susto todos se recolheram. Chelsea ficou no quarto de Piper.

- Nossa... Não vou esquecer isso tão cedo. _ a ruiva estava deitada na cama de loira, usava uma camisola da mesma.

- Essas coisas acontecem, embora foi uma sensação horrível de medo. Gael estava enlouquecido. Por pouco não nos joga direto na lama. _ ambas deram uma breve gargalhada. A loira penteava os longos cabelos em frente ao espelho. – Melhor irmos dormir, está tarde. _ se aproximou da cama. – Já pode ir para a sua cama.

- Ah não faz isso comigo Pipes. _ disse fazendo manha. – E se acontecer algo? Se eu tiver um pesadelo? Se eu for...

- Está bem, está bem. _ sorriu do drama da amiga. – Você está morrendo de medo isso sim. Dormirá comigo, mas somente dessa vez. _ deitou cobrindo-se.

- Ah eu sabia... prometo não puxar seu cobertor e deixá-la passando frio. _ riu divertida.

- Se roncar irei atira-la no chão.

- Você não faria isso.

Piper lhe lançou um olhar significativo.

- Está bem, já estendi. Boa noite Pipes.

- Boa noite Chel...

E assim se agarraram ao sono tranquilizante.


Notas Finais


Até a próxima. Bjos do cuore 😙❤


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