História Antes e Depois de Você - Capítulo 7


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Tags Merthur
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Palavras 2.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - O instrumento que ela toca é o Terror!


Fanfic / Fanfiction Antes e Depois de Você - Capítulo 7 - O instrumento que ela toca é o Terror!

Mansão Pendragon – Arthur POV’S ON

Já se passaram seis meses desde que me tornei pai, e sinceramente...

Cansa muito!

Mas vale a pena me desgastar assim se for pra ver o sorriso da minha filha. Aliás, falando em filha...

— A MERLIN VAI TE MATAR! -eu gritei eufórico quase enfartando ao ver cerca de quinze livros de química todos manchados com tinta guache.

No chão da biblioteca de casa, uma Genevieve que já estava ficando do tamanho do Cath, dando risada aos berros enquanto metade de seu corpo estava sujo por tinta colorida e lógico, o chão, os livros e até as estantes e parte das paredes...

Era a primeira vez que isso acontecia e provavelmente, a última. A Merlin estava no Centro de Pesquisas Espaciais de Camelot e voltaria na hora do almoço (dentro de vinte minutos).

Até então, a Genevieve estava comigo e estava tudo bem, mas foi bocejar uma única vez que a pestinha sumiu de vista.

Não faço ideia de como ela conseguiu alcançar a tinta em cima da mesa da biblioteca, mas sei que a Merlin vai surtar quando ver os livros novos dela todos pintados. — Ah droga, o que eu faço agora? A mamãe vai ficar uma fera e eu não tenho ideia de quem eu vou colocar no testamento... -suspirei preocupado- Poxa vida, Audrey, isso é baixaria! Sabe quanto custa cada livro desse?! -olhei um livro todo encharcado de tinta azul, gritei eufórico- VOCÊ DESTRUIU O LIVRO MAIS ANTIGO E CARO DA MERLIN!

Ela começou a dar risada do meu desespero. — Fui eu que dei esse livro de presente pra ela! Quase trafiquei o meu rim para conseguir o original, vindo da Itália!

Tudo que posso pensar agora é na aura obscura e assassina da minha esposa quando descobrir o que aconteceu. Ela vai babar sangue pra fora da boca e sem nenhuma dúvida, se conseguisse usar a Lost Vayne do Meliodas, não hesitaria em passar no meu pescoço.

Genevieve engatinhou na minha direção, grudando nos meus braços, fazendo uma cara meio estranha, pelo visto, devia ser fome. Levantei do chão, pegando-a no colo e pensando numa solução rápida pro problema enorme que ela causou.

Mesmo que Madelyn conseguisse dar um jeito de lavar todas as páginas de cada livro usando vinagre, não mudava o fato que demoraria demais para seca-los e óbvio, a Merlin saberia na hora pelo cheiro da tinta. — Bebê, a mamãe vai surtar em raiva quando chegar aqui, eu nem sei como vou explicar pra ela...

— Pode começar explicando como foi que deixou uma criança de seis meses sozinha com tinta guache, Arthur...

. . .

Essa voz, essa aura, essa sensação...

Quando me virei na direção da porta dupla de madeira, a mais bela mulher de Gales apareceu ali, trajada na mais bela seda preta e claro, esboçando a feição mais demoníaca que já vi. Genevieve começou a chorar e isso só piorou o clima, para minha infelicidade.

Bom, acho que meu irmão se tornará o futuro Rei de Gales, porque eu tenho certeza que vou morrer agora.

*

*

*

*

— EH?! O QUE ACONTECEU COM O SEU ROSTO?! -Madelyn falava em desespero, assim como os outros criados me olhavam perplexos.

— A mão da Merlin é mais pesada que a Excalibur... -minha cara estava toda inchada e roxa, pela primeira vez na vida, apanhei da Merlin.

Nunca pensei que quase morreria por causa de tinta guache.

Ela estava ocupada amamentando a Genevieve, então, eu desci até a cozinha pra pegar gelo. Bufei cansado, alguém me lembre de nunca mais ficar sozinho com esse bebê, eu posso acabar morrendo de verdade na próxima vez.

— Uh, cara, ela te deu uma bela surra... -Madelyn começou a tirar os cubos de gelo da forma e colocando dentro de um saco-

— Surra? Pensei que fosse morrer! Ela quase quebrou meu maxilar! -resmunguei ao me sentar no banco alto da ilha central da cozinha- Acho que não vou comer por uma semana ou duas...

— Por que não me pediu para ficar com a Lady Genevieve enquanto resolvia o problema da papelada de comércio?

— Porque eu já estava na biblioteca e isso facilitaria vigia-la.

— Então pode me explicar como é que a Lady Merlin quase dividiu sua cara ao meio? -ironizou brava- Arthur, não estou aqui apenas para servi-lo, sabe que também devo cuidar de você e da sua família com máxima prioridade. Se tivesse me pedido antes, eu mesma teria olhado o bebê e você poderia ter terminado suas tarefas sem estar com um olho roxo e do tamanho de uma bola de basebol!

— A Merlin tá tão brava que nem quer falar comigo.

— E dá pra culpa-la? Aqueles livros são a vida dela, Arthur.

. . .

Bufei vencido. Minha cara toda está doendo (isso porque tenho uma reunião importante amanhã), minha esposa quer me matar e eu acabo de descobrir que sou péssimo pai, ah, já comecei bem meu dia.

Senti o gelo na pele ainda ardendo e sinceramente... Que dor desgraçada! A Merlin não é apenas um Pecado Capital. Todos os Cavaleiros com este título são Generais ou acima.

Merlin é a única além do Meliodas com título de Marechal, não é à toa que apanhar dela é o mesmo que pedir pra morrer. Soube que uma vez, até o Escanor, considerado o Pecado Capital mais forte, foi derrubado por um “soquinho” dela.

Tudo bem que ele já estava muito machucado após lutar contra um exército libanês fora de controle, mas poxa vida, é o Escanor! O cara mede mais de dois metros e pesa quase o triplo do peso da Merlin! E mesmo assim, ele desmaiou depois de receber um soco dela, um soco!

Se ele, que é “O Homão da Porra” perdeu pra Merlin... Não tenho o direito de abrir minha boca pra reclamar dela.

. . .

E falando em Merlin...

— Madelyn, pode providenciar mais vinagre e algodão? Algumas páginas de alguns livros estão começando a grudar e eu preciso trabalhar rapidamente pra tirar o resto da tinta. -ela me ignorou por completo, suspirei, odeio quando ela me trata assim, é pior que vê-la brava comigo e discutir depois.

— Claro, Alteza... -ao fazer mesura, Madelyn foi atrás do material solicitado e eu continuei sentado no banco, espalhando o saco de gelo na minha cara, tá doendo pra cacete!

— Merlin, por favor, pode me escutar? -perguntei enquanto ela ao menos, se dava ao trabalho de esperar a Madelyn pegar as coisas.

— Graças a sua falta de atenção, agora eu preciso botar meus livros pra secar antes que estraguem, então, se conseguir falar rápido...

— Sinto muito por não ter olhado a Genevieve direito, e sinto muito por tê-la deixado pintar seus livros. Eu sei que você está brava, mas... eu ainda não sei como ser um bom pai e isso me assusta. -respirei fundo, sentindo uma dor irritante nas narinas- Eu te falei várias vezes que não sou um homem perfeito, e mesmo agora, preciso melhorar em várias coisas que não gostaria, mas é meu trabalho como Príncipe de Gales, mostrar pro país todo que eu tenho capacidade de cuidar da minha filha, porque logo, eu vou ter que cuidar de milhões de vidas que moram aqui...

— ...

— Eu sinto muito, Merlin...

. . .

Madelyn voltou com o vinagre e o algodão, entregando tudo para a minha esposa, que lhe agradeceu e se retirou, sem dizer mais nada.

Eu entendia os motivos dela, entendia perfeitamente, mas eu realmente detesto ficar sem falar com a Merlin, é muita crueldade.

*

*

*

*

Duas da manhã, eu já tinha comido (sopa e caldo de carne, as únicas coisas que desciam na garganta com facilidade) e ainda estava no escritório, trabalhando.

Por causa da confusão de mais cedo, não pude terminar de cuidar da papelada que precisava estar assinada pra reunião de amanhã (que é hoje). Também decidi que seria melhor não dormir no mesmo quarto que a Merlin, ela ainda está muito brava comigo e eu prefiro não receber outro soco de graça.

— Ah, não consigo ver direito por causa do inchaço no olho... -toquei levemente o hematoma- ai... -resmunguei baixo- Ah, acho que preciso revisar esse texto antes da reunião.

— Por que não deixa isso pra mais tarde? -escutei uma voz bem doce no batente da porta, admirei de relance.

— Porque isso é pra daqui a pouco e eu não consigo terminar.

— ...

— O que faz aqui? Não devia estar dormindo?

— Não consigo dormir.

— Merlin... -suspirei cansado- Por favor, é melhor descansar, e eu também não quero mais apanhar de você.

Vi seus passos seguirem até a mesa e, ao ficar de frente pra minha cadeira, eu engoli seco, sua feição não era de agrado pela resposta.

— Não gosto de dormir sozinha...

— Por que resolveu ser gentil, agora? -falei um pouco chateado com ela, eu sei que seus livros são importantes, mas não precisava ter exagerado.

— Porque eu sei que peguei pesado demais com você... -suspirou- Sinto muito ter te ignorado antes.

— ...

— Eu também não sou a mulher perfeita, mas como mãe, eu tenho que me esforçar o tempo todo, porque no fim das contas, eu não sei do que a minha filha precisa. Isso é o que me assusta.

. . .

— Desculpa, mas... eu ainda tô um pouco bravo com você, então... -suspirei aflito, eu não gosto de me sentir assim com ela, por outro lado, não posso ficar mentindo sobre os meus sentimentos-

— Entendo... -ela beijou meu pescoço, já que meu rosto ainda estava bastante inchado- Pode pelo menos, dormir no quarto?

— Não.

— ...

— Eu realmente, tô chateado com isso.

— ...

— Desculpe...

— Ok... -ela assentiu, sorrindo forçado (eu odeio ver seu sorriso forçado) e a vi sair do escritório. Quis bater minha cabeça na mesa.

*

*

*

*

 

Sala do Conselho da Távola Redonda – Cidade de Cardiff

Apesar d’eu ter dormido na sala, não foi tão ruim quanto pensei (tirando o fato de que dormi sozinho), eu dormi pouco por causa da papelada, mas consegui resolver tudo.

Madelyn até ficou assustada quando me viu na sala, saí de casa antes da Merlin acordar e por fim, terminei mais uma reunião chata e tediosa.

Meu rosto desinchou um tanto, mas a cor de hematoma ainda estava vivíssima.

Para meu susto, Madelyn apareceu na Casa da Távola Redonda e então, eu entendi o motivo.

— Merlin?! -vi todos ao nosso redor fazerem longa mesura-

— Oi...

— O que foi? Aconteceu alguma coisa?

— Sim, podemos conversar a sós? -olhou em volta com certa ansiedade, mas sorria para quem lhe sorria.

— Tá, tudo bem.

— Alteza! -ouvimos a voz de um dos Conselheiros e me virei na hora- Perdoe a impertinência, mas... Que houve com seu rosto?

. . .

— Perdi numa aposta pra minha esposa, e como vencedora, ela poderia me bater. -sorri de canto-

— Whoah, não sabia que a realeza podia sofrer essas agressões, ainda mais sendo da futura Rainha de Gales...

Merlin não disse nada, eu sorri ainda mais.

— Não é?! -ri alto- Eu jamais aceitaria outra mulher além da minha me batendo, porque afinal de contas, a futura Rainha de Gales não pode ser uma pessoa fraca!

— A-Alteza... -Madelyn suspirou e Merlin ficou corada-

— Hey, Sir. Lancelot!

— S-sim?! -ele me encarou afobado-

— Não esqueça de dar os devidos cumprimentos à Generalíssima Belialuin, como militar, você sabe que a patente dela é mais alta que a sua, não é?

— S-sim! -bateu continência para minha esposa, que fez mesura rápida com a cabeça-

— Conto com você para continuar a cuidar de Gales, Sir. Lancelot!

— A-Alteza...

— Tenham um bom-dia... -sorri a todos enquanto tomava a mão da minha Merlin para fora daquele lugar.

*

*

*

*

Floresta Municipal de Caerleon – Cidade de Caerleon

Quase em casa, mas como Merlin disse que havia acontecido alguma coisa, tive que segui-la para fosse lá o lugar que estivéssemos indo.

Genevieve estava aos cuidados de Gowther, que chegara no fim da noite de ontem para poder passar um tempo com a gente. Merlin nos fez descer do carro e disse para Madelyn que nós voltaríamos pra casa andando (já que é bem perto).

Fomos caminhando pela trilha principal da Floresta Municipal, existe até uma área de acampamento aqui, com cavernas e canais naturais de água.

Nossas mãos continuavam dadas e eu apreciava o que aquele fim de verão me proporcionava. Tudo calmo e magnífico aos olhos.

— Arthur...

— Sim?

— Eu sinto muito por ter te batido daquele jeito.

— ...

— Sinto muito por ter te ignorado, por te dizer coisas tão ruins e por ter sido uma péssima esposa, eu não quis olhar a situação pelo seu lado.

— Tudo bem, já passou.

— Não, não tá tudo bem! -ela parou bruscamente, suas mãos apertaram um pouco dos meus ombros e eu corei por não saber como reagir aquilo. Seus olhos demonstravam uma aflição que eu não percebi bem mais cedo- Eu não gosto disso, eu não gosto de ficar sem falar com você!

— M-Merlin...

— Eu me preocupo com você, eu me preocupo quando eu faço algo errado e sei que chateei você. Eu me senti horrível ontem, eu odiei dormir sozinha, eu odiei me sentir sozinha de novo...

— ...

— Arthur...

— O q-

Ela me empurrou floresta adentro, de uma forma que minhas costas bateram contra uma árvore, no segundo seguinte, nossos lábios estavam juntos, roçados e ela pressionava com uma força que eu até então, desconhecia em muito.

O beijo durou até o ar faltar, quando rompemos o toque, tentei respirar normalmente (de forma muito inútil), porém, as pernas dela me prenderam também, seu vestido rosado era longo (como todos os vestidos que ela usa quando em público), mas havia um belo corte em sua lateral, e aquilo ajudou em sua movimentação.

O que me deixou um tanto desconsertado foi sentir o tanto da pressão que Merlin impôs nas minhas costas, minhas mãos mal acompanhavam aquilo; tive que afasta-la usando um pouco de força.

— Hey, calm- não consegui pedir, ela retomou o beijo com mais violência que antes.

Não é comum ela ser tão assertiva assim, então fiquei preocupado com sua sanidade... Por fim, desisti de lutar contra ela, eu sabia que iria perder.

O beijo desceu pro meu queixo, meu pescoço, subiu de novo e nisso, suas mãos já haviam aberto minha camisa branca por inteiro; Merlin pegou a minha mão e a fez subir seu vestido, parando dentro de sua calcinha. Me assustei por perceber o quanto ela estava molhada.

Por hábito, mexi meus dedos para dentro de sua cavidade, ouvindo seus gemidos entre o beijo, como sua agitação ainda era grande, fiz o que não gostaria.

Com a mão livre, deslizei os dedos desde sua lombar até a nuca, apertando os pontos mais sensíveis, vendo-a ficar mole como gelatina, a segurei pela cintura e seus gemidos ficaram mais longos e um pouco mais altos. Eu continuei o que estava fazendo, já que ela se deu ao trabalho de me empurrar numa trilha fechada e cheia de árvores com cipós e musgos, que diferença faz se a gente cair barranco abaixo?

Suas unhas arranhavam meus ombros enquanto eu ainda lhe estocava com os dedos. Senti algo muito quente e viscoso se derrubar neles.

Merlin recostou a cabeça no meu colo e não disse nada além de gemer exausta por estar tanto em pé e utilizando tanta força nas pernas para não me deixar escapar dali (tsc, como se eu quisesse).

Seu cabelo havia crescido um tanto, batendo nos ombros, estavam mais bonitos do que já eram, afaguei seus fios escuros com calma, eu queria que ela ficasse mais tranquila.

— Arthur...

— Você está bem?

— Hn... -assentiu tímida, o que é bem raro- Acho que torci meu pé...

— Então você não está bem, bobinha. -ri de canto-

— Não, eu só quero consertar as coisas com você...

— Não se preocupe -ainda lhe segurando pela cintura, ajeitei seu vestido e sorri- Você é a minha Maga Perfeita, tudo que quebra...

— No momento seguinte, conserta... -ela completou a frase que eu mesmo criei, sorri mais, sentindo suas mãos fecharem minha camisa, botão por botão- Sinto muito te atacar assim, isso é crise de abstinência.

— Vou acabar com ela quando voltarmos pra casa. -falei mais sádico, levantando-a em meu colo, vendo seu rosto ficar corado-

— Arthur, não precis-

— Me deixa cuidar de você do meu jeito...

— ...

— ...

— Bom, acho que isso é normal pra uma Princesa, não é?

. . .

— É, vou te carregar todos os dias se precisar... Minha Princesa. -beijei sua testa enquanto voltávamos pra trilha principal, seguindo rumo pra casa.

 

 



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