História Antes que a vida acabe. - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time, Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Piper Chapman, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Homossexualidade, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Serie, Swanqueen
Visualizações 307
Palavras 5.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, tudo bem? Então, esse capítulo mostra um pouco mais do ponto de vista de Regina e como ela se sente em relação a Emma. Mostra o jeito dela ser e pensar também. Algumas vezes vai parecer que ela vai estar narrando a história pra vocês, e realmente ela estará. Espero que gostem e boa leitura XO XO!

Capítulo 15 - Certain Things.


                                 

                                                         POV Regina Mills

Quando a porta abriu, não evitei sorrir com a visão de Emma a minha frente.
Essa mulher deixa meu corpo em estado de alerta. Evasão, evacuo e submerjo, nunca fui tão eu perto de alguém. Ela é tão linda, o sorriso dela é contagiante. A pele clarinha, os dentinhos debaixo um pouco tortos, o rosto com algumas sardas; delicadamente feitas por algum pintor na hora de cria-la. 
Os olhos de esmeralda, valiam muito mais do que a própria joia materializada. Observar os detalhes da Órbita que carregava em si, uma constelação em seus braços e costa, pintas que eram estrelas. Eu me sinto tão abençoada nessa altura da vida, depois de tantas rasteiras... achei que não valia mais a pena sair detrás dos muros que criei em minha volta. Escapar por uma brecha, me desarmar por tudo o que eu não queria sentir por alguém, estava sendo inevitável. Emma Swan.

-Vai ficar ai parada ou vai entrar? — Perguntava colocando as mãos na cintura. Ela estava usando um short larguinho de cor preta e uma regata branca.

-Oh, me desculpe. — Dei por mim, entrando em seu apartamento.

-Fique à vontade. Vou beber vinho, você quer? — Me perguntou caminhando até a cozinha.

-Uma taça, por favor. — Eu estava nervosa. Emma me deixa nervosa. Me sentei em seu sofá e fiquei reparando novamente em sua decoração, era tudo tão delicado, e simples.

-Está tudo bem? — Se aproximava com as taças, sentando-se ao meu lado. Ela expressava preocupação.

-Está... eu acho. — Não conseguia parar de olhar as pintas de seus braços e consequentemente para o volume dos músculos que seus braços também tinham.

-Você está preocupada com alguma coisa, Regina? — Toda vez que ela me chamava pelo meu nome era uma batida errada que meu coração dava. A única preocupação que eu tinha era sobre meu controle que talvez eu pudesse perder.

-Não sei se preocupação é a palavra certa.. — Bebi um pouco do vinho. Eu nem sabia muito bem porque estava ali, mas eu precisava falar. - Você apareceu em uma fase onde eu havia quase perdido a esperança em seres humanos bons. Apareceu quando senti que a ferida que eu tinha, jamais seria exposta e, consequentemente, me deu coragem para expor e não carrega-la mais sozinha. Eu não sou uma pessoa fácil, admito, mas também não acho que eu seja difícil de ler, você sabe me ler. — Olhei para sua mão que fazia um carinho em cima da minha. - Agora, eu sinto vontade de estar perto de você. Eu me sinto protegida, de certa forma, ao teu lado. Sinto que uma versão de mim mesma foi descoberta depois que te encontrei... Desculpa. — Suspirei e dei um sorriso de leve, bebendo o resto do vinho em minha taça de uma só vez. - Antes, eu jamais conseguiria falar todas essas coisas pra alguém. Você me mostra uma versão diferente do mundo, Emma.

-Regina. — Emma tinha um sorriso enorme nos lábios. - Eu fico feliz que te despertei tudo isso. Antes de tudo, queria ressalta que eu acho uma graça quando você me pede alguma coisa com aquele "por favorzinho", me mostra um pouco da tua personalidade extrovertida  por trás desse muro, e toda vez que você me chantagear com esse jeitinho vai ser difícil te negar alguma coisa. — Gargalhou. - Não tem um dia que passe e eu não lembre ou, não pense em você. Eu sinto também, vontade de estar ao teu lado, vontade de te tocar... — Tocou em meu braço num carinho. - Vontade de te proteger. Hoje mais cedo quando vi você dormindo, a minha vontade era de te pegar no colo e te levar pra longe de tudo que possa te fazer mal... — Deu um longo suspiro. -Eu gosto de você, Regi. E eu não consigo esconder mais.

-E você escondia? — Sorri. - Escondia muito mau então.

-Eu tentava, mas sei que ficava na cara o jeito que eu te encarava. Desculpa se você é linda demais e fingir já estava sendo complicado. — Colocou minha taça e a dela na mesinha em frente ao sofá.

Como alguém conseguia fazer com que eu sentisse coisas tão intensas assim?

-Você que é linda, é a mulher mais linda que conheço. — Falei tocando em seus cabelos, admirada. Eram tão cheirosos. Ela é tão cheirosa.

Emma, sem sombra de duvidas é a mulher mais linda que já vi na vida.

-Você amava a Elsa? — A pergunta veio quase num impulso, pegando-a de surpresa.

-Não. — Respondeu simplesmente, cruzando as pernas.

-Hum.. E vocês se casaram porquê? — Por que eu estava fazendo essas perguntas mesmo?

-Bom... Porque acredito que éramos apaixonadas, Elsa não era essa pessoa que ela é hoje, quando nos casamos. Ela era diferente. Ou talvez só não tinha se revelado.

-Entendi. E por que vocês se separaram?

-Porque já não íamos mais desenvolvendo uma boa relação, eu queria voltar para NY, e ela queria ficar na França. Eu sentia muita falta da minha mãe... E... — Emma olhou para baixo. - Peguei ela me traindo.

-Oh, meu bem, desculpa te fazer remoer essa história. — Abracei Emma. - Como ela teve coragem...

-Está tudo bem. Sabe que nem me chocou tanto. Aquele dia eu sentia que algo estava acontecendo e meu instinto não falhou. Fui pra casa, Elsa trabalhava no museu e chegava mais tarde.

— Se não quiser não precisa me falar, Emma. - Interrompi.

-Mas eu quero falar. — Dizia. - Cheguei em casa mais cedo do que o normal e peguei ela na cama com uma "amiga" nossa. Foi uma cena tão ridícula.

-Como ela ainda tem coragem de te procurar. Como você conseguiu ter contato com ela ainda depois de tudo isso...

-Eu não a amava, Regina. E no fundo eu sabia que ela me traia. Vivi em um relacionamento fadado ao fracasso, mas mesmo assim insisti. Depois de toda aquela cena repugnante, eu fui embora, ela me procurou e me pediu perdão. Falou que não se sentia amada por mim.. - Riu irônica. - Queria colocar a culpa da traição em mim... Disse que se sentia insegura e que a fulana estava lhe dando mais atenção. E realmente... Não sentia mais vontade de tê-la. Faltava algo.

-Mas isso não é desculpa, Emma. Foi horrível o que ela fez.

-Foi sim, mas isso é passado. — Colocou meus cabelos detrás das minhas orelhas. - Meu presente é agora. — Me olhou tão profundamente que senti minhas pernas fraquejarem. Eu não era fraca, eu não era tão sensível assim. Emma me desmontava.

Avancei com minha boca na dela. Passei meus braços em seu pescoço, ela me trouxe pra mais perto. Ela era forte. Me enlaçou como nunca antes. O beijo dela é tão gostoso, a boca dela é tão macia, eu me sentia tão vulnerável a tudo o que ela poderia me oferecer. Nosso beijo encaixava de uma forma tão especial e excitante...

Chupei sua língua devagar. O coração dela batia tão forte que eu conseguia sentir.

Emma avançou mais, me fazendo deitar no sofá e sentou em cima de mim.

-Emma. — Praticamente gemi seu nome. Ela estava sentada, com as pernas uma de cada lado das minhas coxas, suas mãos passavam nas laterais de meu corpo lentamente e com precisão. Ela beijava meu pescoço e eu pegava forte em sua nuca a trazendo para mais perto.

-Você é tão... gostosa. — Mordeu meus lábios, passando a língua logo após.

Emma levantou, mas continuou sentada em cima de mim, me olhando com um sorrisinho sacana. Aquela mulher ia me enlouquecer. Ela estava com os cabelos um pouco bagunçado por eu mesma ter os bagunçado, e estava com o rosto um pouco vermelho. Passei os olhos por todo seu corpo, me deparando com suas coxas expostas. Em um impulso, passei minhas mãos, subindo até suas coxas, não resisti aquelas pernocas branquelas.

Ela continuava me olhando com um olhar tão mortal.

Deitou-se de novo sob mim. Eu estava de jaqueta ainda, ela começou a tirar e eu a ajudava. Passei minha mão por dentro de sua blusa podendo sentir sua pele quente, seu abdômen definido. O que era aquilo, Deus?

Tive mais experiências sexuais com mulheres do que com homens. Eu sentia tanta falta de um corpo feminino colado ao meu. Toda aquela maciez...

Emma me respeitava a cima de qualquer coisa, e até a cima de seu próprio desejo. Se ela pudesse sentir o quanto eu estava excitada, e pronta...

-Regina — Ela dizia no meu ouvido com a voz arrastada. - Eu ainda não cheguei no meu limite, mas logo eu chego... — Respirava descompassado. Mordi o lóbulo de sua orelha e sorri ao ver ela mordendo o próprio lábio.

Ela levantou de cima de mim, eu queria dizer que ela poderia perder os limites comigo, me levar pro quarto, me fazer dela. Mas acho que Emma era muito mais racional que eu. Ou talvez sentimental demais para fazer desse momento, tão efêmero.

-Desculpa, eu.. eu, não sei se é o momento de acontecer. — Dizia de pé, caminhando de um lado para o outro. Eu ainda permanecia deitada, agora de lado, notando o quanto ela tinha ficado sem jeito, era tão bonita. — Não quero me aproveitar.

-Você acha que eu vou achar que você vai estar se aproveitando de mim, Emma, sério? - Sorri. Na verdade eu queria mesmo que ela se aproveitasse da forma mais literal possível. - É mais fácil eu me aproveitar de você. — Levantei indo de encontro a ela. - Pode ficar tranquila, já te conheço o suficiente pra não pensar isso de você. — Beijei a mulher que era tão preocupada comigo, e eu conseguia sentir.

-Como vai ser agora? — Perguntei abraçada nela.

-Não sei. Não quero pensar muito, eu penso demais.

-Percebo. — Dei um sorriso sínico.

-É melhor você não me tentar. — Apertou minha cintura.

-Tudo bem.

Eu tinha um desejo tão grande encubado. Emma nem imaginava, mas eu estava á três anos sem sexo, então tentem imaginar... Subir pelas paredes era o termo mais bonitinho que eu poderia dizer a mim mesma; eu era a própria parede. Sempre fui ativa sexualmente, só que depois de Robin, nunca mais me senti à vontade com ninguém, nunca mais havia me dado uma chance de conhecer um outro alguém. Ninguém me interessava. Eu estava presa em uma jaula de medo e insegurança. Emma me tirou da jaula, ela vai ter que saber lidar comigo, em todos os sentidos.

-Você é um amor, Emma. — Eu voltava a sentar.

-Eu acho que sou mesmo.

-Espero que eu não passe minha gripe pra você.

-Nem parece que você está gripada, Regi. Está super bem ai..

-Acho que o doutor errou no meu diagnóstico, ou foi a batida de frutas que você me deu e eu melhorei.

-Eu coloquei gengibre na batida. — Piscou pra mim.

-Ah sim, deve ter sido isso. — Sorri.

-O que você acha sobre o que está acontecendo com a gente?

-Olha, não sei. Já expus tanto de mim pra você. É tudo tão natural entre nós. Acho que uma hora ou outra meu sentimento por você ia se revelar. Comecei a discernir que não era apenas uma amizade, porque eu te desejo muito. — Se algum dia fui contida em minhas palavras com Emma, não me lembrava mais.

-Percebo. 

-Ah mas que... — Bati em seu braço. - convencida.

-Eu te desejo e te gosto muito. —  Logo, seus braços me tocaram; e mais do que singeleza, senti algo dentro de mim queimar. Será que seria toda vez assim?

-É tão difícil de eu me conectar com as pessoas, sabe? Mas eu me conecto com você sem precisar fazer qualquer tipo de força. — Essas ligações que acontecem sem que a gente perceba, entre um "Bom dia" e um "Como está indo as coisas no escritório" são mais singelas e grandiosas do que demonstrações públicas. É no pouco que vemos o muito.

-É difícil porque você se bloqueou e, de certa forma esse bloqueio que você criou foi uma forma de se defender, mesmo que inconscientemente. Mas, lembra quando eu falei pra você tentar se soltar mais e deixar que as pessoas começassem a entrar na tua vida? — Afirmei. - Deve ser isso. Você está se permitindo e eu estou tendo o previlégio de participar disso. Literalmente. Você é especial demais, grandiosa demais, pra ficar no "anonimato" — Fez aspas com as mãos, dando um breve sorriso. - Volte a ser quem era, ou, só volte a ser. Sei que comigo você consegue se soltar. — Colocou as mãos no meu pescoço, fazendo um carinho com as pontas dos dedos em minha nuca. Era tão bom aquele contato. Fechei os olhos e me permiti ser o mais intensa possível.
Eu tinha quase perdido a habilidade de sentir.

Emma é tão cuidadosa. Desde o nosso primeiro contato naquele banheiro. 

"Vamos lá fora pra você poder respirar melhor, aqui dentro está muito calor, você tem algo para prender o cabelo?"  A moça perguntou preocupada. "Acho que tenho" Tirou um rabicó de dentro da bolsa e entregou para a mulher. "Vou prender o seu cabelo, posso?" "Pode" Respondeu de frente para a moça, podendo observar, mesmo que com a visão um pouco turva, os olhos verdes.  A loira, com o semblante preocupado, virou Regina de costas e fez uma "colinha" prendendo as suas madeixas. Molhou a mão, passando um pouco de água na nuca da morena.

Ela teve todo um cuidado comigo, deixou seu nome nas minhas notas. Achei ousada. Com certeza eu não ia esquecer de seu rosto tão cedo. Procurá-la, foi uma das melhores coisas que já fiz, admito.

Me soltei tão rápido. Enxerguei nela, algo que nunca enxerguei em ninguém. 

-Melhor eu ir. — Falei virando para poder pegar minha jaqueta que estava no chão.

-Quer dormir comigo? Digo, quer ficar aqui hoje e você volta amanhã pra casa, já está tarde... — Corrigiu-se rápido. Parecia que as vezes ela ficava sem jeito. Eu queria tanto que ela fosse só ela mesma, impulsiva... como há minutos atrás. Talvez ela só esteja achando que está indo longe demais. Não quer ultrapassar minhas barreiras, sem antes ter algum tipo de consentimento. Ela já tinha consentimento; quando me disse que ia escalar meus muros, eu dei.

Não é como se nos conhecêssemos há dois dias. Eram basicamente dois meses de uma troca recíproca de sentimentos e sinceridade.

Sim. — Respondi, passando os dedos em sua sobrancelha ralinha, ajeitando os fios. Ela sorriu, e os olhos junto.

-Eu durmo aqui no sofá, vou ver um pijama pra você. — Disse indo até o quarto, e eu a segui.

O quarto de Emma não é muito grande, era branco, com um papel de parede amarelo em uma parede. Tinha uma cama King sinze no centro, uma estante de livros, uma cômoda ao lado da cama com um abajur de cor amarela também. Tinha uma janela enorme de vidro, que ia do chão ao teto. Eu não consegui entender muito bem porque tinha uma cortina enorme cobrindo o espaço. Fiquei olhando curiosa.

-Não é uma janela. É uma porta. — Acho que ela percebeu que fiquei olhando. Emma afastou a cortina e arrastou a porta. Me chamou para ver, dei de cara com a visão de uma cidade que brilhava ao som de alguma sinfonia que começou a tocar na minha cabeça. O penumbre da noite se dava, mas o escuro não prevalecia, pela quantidade de luzes que piscavam do lado de fora.

-Esse é o meu lugar. — Dizia encostada comigo na sacada. Ela olhava para o horizonte, tinha uma expressão de paz. Logo ela me olhou e sorriu. Estávamos sempre sorrindo, era inevitável. Estava frio, sentia a ponta do meu nariz congelar, me arrepiei. Ela me abraçou, me dando calor, passando as mãos pelos meus braços.

-Vou pegar um pijama pra você. — Disse entrando de volta. Como ela conseguia ficar de short e regata? estava tão gelado.

-Regina. — Ela me chamou, me tirando de meus pensamentos. Entrei em seu closet, ela já estava com meu pijama em mãos. - Pode ser esse? — Me perguntou dando uma leve ajeitada na bagunça que tinha feito.

-Claro, está ótimo. — Disse tirando meu blusão.

-Vou deixar você à vontade. — Saiu do closet, me dando um selinho. Eu já estava à vontade.

Vesti a blusa e o short do pijama; ele era preto com rendinha nas bordas. Fiquei sem sutiã, não me sinto confortável dormindo com essa peça.

Sai do closet e Emma estava sentada na beirada da cama, segurando seu travesseiro. Ela me olhou dos pés à cabeça, me analisando vagarosamente. Seu olhar queimava, se tivesse visão raio-lazer eu teria me machucado. 
Balançou a cabeça, acho que dispersando algum pensamento.

-Vou indo pra sala. — Levantava da cama. Eu permanecia calada. Quando ela foi cruzar a porta, a chamei.

-Achei que você estava de brincadeira quando disse que iria dormir no sofá. Olha o tamanho dessa cama. — Apontei para a cama. - Eu vou me sentir mal se você for dormir no sofá, e mais mal  ainda, se eu for dormir aqui sozinha. — Caminhei até ela, que ficou calada até eu pegar em sua mão.

-Você não se importa então?

-Óbvio que não, Emma. — Revirei os olhos, negando com a cabeça. Emma é imprevisível com esse tipo de pensamento.

Nos deitamos, ela nos cobriu com o enorme edredom fofinho e que cheirava a amaciante de bebê. Quem diria. Ela manteve uma distância um pouco considerável do meu corpo.

-Está tudo bem? — Perguntei, virando meu corpo ficando em sua frente. Senti nossas respirações quentes misturarem.

-Está sim.

-Não parece. Você quer mesmo que eu durma aqui ou... — Me calou com um beijo. Um beijo lento. Ela segurava a minha cintura com cuidado e cautela.

-Sei que parece que fiquei arredia, sendo que á pouco, quase transamos no sofá. Não quero ultrapassar nenhum limite, mas está ficando difícil. — Bingo, eu sabia que era isso.

-Desculpa se eu provoco. Você não está ultrapassando nenhum limite meu, eu estou aqui porque eu quero, porque estar perto de você me faz bem. — Eu precisava passar segurança pra ela. - Você é tão confiante, tão forte. Nada vai acontecer sem que a gente não queira. — Entrelacei minhas pernas nas dela.

-Eu tenho essa mania de me conter até quando não é preciso. — Beijou o canto da minha boca. - Mas é só com quem eu gosto. — Desceu com sua boca até meu pescoço.

Apertei forte seus braços.

-Gosto deles. — Me referi aos braços.

-E eles gostam de você. — Me segurou com mais força. Nossas pernas começaram a se roçar. Era tão lisinha. Que falta eu senti de um toque desses. É muito diferente de um homem.

Começamos a nos beijar com mais urgência. Eu explorava cada cantinho da boca dela, e ela da minha.

Emma desceu a mão até minha bunda - Visto que já tinha consentimento pra isso. - e apertou. Parecia que ela queria toca-la fazia tempo.

Empinei, e peguei em sua mão que me apertava e pesei mais, para ela colocar ainda mais força. Depois subi com minhas mãos até suas costas, por debaixo da blusa e arranhei um pouco. Eu estava tão excitada. Ela me puxava mais e mais forte.

Emma passava as mãos em minha bunda, debaixo pra cima, por debaixo do short também, contornando com os dedos a calcinha que eu usava. Pesei a cabeça pra trás quando senti ela colocar pro lado a minha calcinha e passar a mão no meio da minha bunda. Não entrou com os dedos, só ficou superficialmente me alisando e atiçando, obviamente.

Empurrei ela, e subi em cima. Passei minhas mãos em seu rosto e desci com minha boca na sua. Chupei sua língua eroticamente e ela levou as mãos em meus seios, por cima da blusa ainda. Gemi baixinho com o toque. Eu me mexia em cima dela, num movimento de vai e vem. Fui um pouquinho mais pra baixo, queria me roçar nela, na buceta dela. Queria que ela sentisse que não estava ultrapassando nenhum limite. Eu não queria ter limites com ela.

-Regina.. — Falou largando meus peitos e colocando as mãos na minha cintura, forçando e ditando o ritmo. Com toda certeza, eu já estava encharcada.

Não imaginava que iria transar, sinceramente. Mas eu queria muito e não dava pra negar.

Emma levantou e sentou, me ajeitando em seu colo. Cruzei minhas pernas atrás dela. Ela puxou meu cabelo de leve pro lado e lambeu da minha clavícula até minha orelha.

-Você quer? — Me trazia cada vez mais perto de si.

-Eu quero. — Falei ofegante. Estava frio, mas comecei a suar.

Quando Emma começou a tirar minha blusa, pasmem, mas meu celular começou a tocar. Eu ia ignorar, eu não ia parar, mas Emma parou. 

-Melhor atender. — Falou com as mãos na minha barriga.

-Eu quero terminar isso. - Beijei com mais pressa sua boca. Comecei a tirar sua blusa, eu salivava por Emma Swan, como não descobri isso antes?!!

Meu telefone não parava de tocar.

-Regi... — Ela segurou minhas mãos. - Atende. Pode ser alguma coisa grave.

—Eu não acreditei no que eu estava ouvindo, eu estava molhada, excitada, meu deus se for Zelena eu vou apelidar ela de empata foda. 
Eu merecia um dia de paz, senhor.

-Ok... - Bufei saindo de cima dela, estávamos tão coladas. A gente se cabia, se encaixava.

-Alô? — Peguei meu celular. Não me dei o trabalho de ver quem era na notificação de chamada. Falei com a voz mais seca do mundo, o contrário da minha calcinha. — Riso de nervoso.

-Você não vai voltar pra casa?

-Eu te odeio Zelena, eu te odeio.

-Ah não, liguei em uma hora inapropriada?  - Riu baixinho. Tenho certeza que ela colocou a mão na boca pra não soltar uma gaitada.

-Muito. — Comecei a
bater meu pé no chão.

-Desculpa, só queria saber se você vai voltar pra casa...

-Não, eu não vou voltar, pode dormir.

-Não acredito que minha irmã vai transar.. eu rezei tanto Regina, meu deus eu não acred..

—Desliguei na cara da idiota. Acho que Zelena tinha uma bolinha de cristal e ligava me interrompendo, sempre em momentos inapropriados. Parecia que gostava de fazer isso pra me irritar.

Voltei pra cama. Meu tesão ainda estava lá, sólido. Quando me virei, Emma estava de olhos fechados, dormindo...

Ela queria, eu senti. Como que dormiu? Eu não acredito, essas coisas só acontecem comigo.

Eu não ia chamar ela. Não iria acordar. Deixaria dormindo.

Fiquei observando seu rosto, os cabelos totalmente bagunçados, a roupa bagunçada também. A blusa dela estava pra cima, me dando visão do seu abdômen definido. Que mulherão. Fiquei com vontade de beijar, mas não. O melhor a fazer era dormir também.

Meu tesão só aumentou. Dormi depois de ter me aninhado a ela. Por breves segundos abriu os olhos e se ajeitou para que eu deitasse em seu braço. Encostei minha cabeça no seu peito. Dormi ouvindo seu coração.  

                                                    POV OFF

 

Quando amanheceu, Regina e Emma estavam tão aninhadas que pareciam uma. Emma foi a primeira a acordar.

Lembrou que a noite tinha sido quente, mas ela dormiu.

Começou a observar Regina, com a respiração pesada em seu peito. Passou uma mão em seu cabelo e a outra em seu braço. Regina foi acordando devagar, abrindo os olhos em seguida.

Os olhares se encontraram. Regina levantou a mão, passando no rosto de Emma. Contornou seus olhos, nariz e boca. Levantou um pouco mais a cabeça e beijou as pálpebras de Emma.

Um gesto tão afetuoso.

As pernas ainda estavam entrelaçadas e as respirações próximas, descompassadas.

-Você é tão linda. — Emma disse, não retirando os olhos dos de Regina.

-E você é tão linda.

-Está com fome?  — Emma perguntava.

-Sim.

-Vou preparar alguma coisa pra comermos. — Emma começou a se levantar. Regina estava com as pernas no meio das pernas de Swan, e as prendeu, não deixando a loira levantar.

-Quero panquecas com bacon e um capuccino. Por gentileza.

-E você acha que eu sou o que?

-A dona da casa. Tem que me servir.

-Ah pronto, eu sou a dona da casa, não a empregada. — Puxou Regina e começou a fazer cócegas na barriga da mulher. Regina dava cada gargalhada alta, parecia uma criança.

-Para Em..ma, por favor — Se contorcia enquanto a loira que já tinha se posto em cima dela, fazia cócegas em seu corpo.

Emma parou e continuou em cima de Regina. As duas estavam vermelhas de tanto rir,  as respirações começaram a se acalmar depois e alguns segundos. Os olhares eram sempre muito intensos, Regina olhava para Emma tão admirada, com a beleza, com o ser humano que ela era. Ela já não sorria mais por ter Emma lhe fazendo cócegas, e sim, por estar vivenciando um momento como aquele. Era tão especial, quase inacreditável.

Imaginem. Uma mulher que já tinha perdido a esperança em basicamente tudo e todos, ser surpreendida coincidentemente por alguém, em um lugar sem nenhum sentido. Era no mínimo surreal demais. Pra ela pelo menos era.

Emma e Regina fizeram a higiene matinal e se arrumaram. Elas ainda tinham que ir trabalhar. O clima entre elas estava tão harmônico, brincavam uma com a outra, se abraçavam, se beijavam... Demostravam como era bom tê-las.

Emma começou a preparar as panquecas e Regina a cortar o bacon e fazer o capuccino.

Mills terminou primeiro de fazer a sua parte, Emma ainda terminava de fazer as panquecas quando sentiu mãos abraçarem sua cintura por trás.

-Tá quase? — Regina colocou o rosto no ombro de Emma, olhando o que ela estava fazendo.

-Uhum.

-Que bom, porque estou com fome. — Apertou a bunda de Emma.

-Ei.. — Emma se virou com o cenho franzido e logo rindo. - Quem te deu essa liberdade srta Mills? — Voltou a atenção para o fogão.

-Você me deu. — Regina estava com fome de duas coisas, visivelmente. Abraçou Emma por trás de novo e começou a subir suas mãos pela barriga da loira, abrindo o zíper de sua jaqueta.

-Ai ai ai Regina você não me provoca.

-Ok, desculpa. — Regina saiu de trás, rindo com seu próprio jeito libidinoso matinal.

-Ainda tenho que trabalhar, e você também. — Emma colocava as panquecas em um prato. Sentaram-se em frente à mesa. O café estava simples e delicioso. Comeram e conversaram mais, tinham muitas coisas em comum, mas eram bem diferentes.

-Sua mãe deve ser maravilhosa. — Regina dizia pegando na mão de Swan. Ela estava falando que a mãe a criou sozinha e nunca falou sobre o paradeiro de seu pai.

-É sim, ela cuidou tão bem de mim, é uma mulher forte e batalhadora. Sabe que ela fez o curso de jornalista com 32 anos, porque sempre foi o sonho dela, e hoje tem uma coluna diária no jornal local. — Dizia bebendo o café, orgulhosa.

-Então agora eu sei a quem você puxou, determinada.

-Obrigada, linda. Você também é determinada. Forte.

-Você já me disse isso varias vezes, não acho que eu seja tão forte assim.

-Ah mas você é, acredite em mim e acredite mais em você.

-Obrigada, Emma. — Regina sorriu saindo de sua cadeira e sentando em uma das pernas de Swan. - Sabe que eu ainda nem acredito que você existe.

-Mas eu existo, a gente existe. — Passou as mãos nos cabelos de Regina. - Você é muito especial.

-Você também é. — Regina abraçou Emma, ficou naquele abraço até confirmar que, ali era uma casa boa.

-Vamos? — Emma levantava com Regina.

-Vamos. 

As mulheres saíram da casa de Emma até o estacionamento. Caminhavam uma do lado da outra,  Emma sentia vontade de pegar na mão de Regina, mas era tudo tão recente e, aquele gesto parecia ser tão significativo e grande. Mas era o que elas eram. Significativas uma para a outra. 

-Nos vemos, Regi. — Emma dizia encostada no carro de Regina com ela.

-O mais rápido. — Regina pegou o rosto de Emma nas mãos e a beijou. Tinha pessoas passando, algumas curiosas ficavam olhando, mas elas não se importavam. Emma escorou Regina no carro e ficou em sua frente. Mordeu os lábios da morena e deu uma olhada pra ver se passava mais alguém antes de lhe agarrar a bunda.

-Pelo visto você gosta de bundas não é Doutora. — Regina passava as mãos pelos braços de Emma.

-Da sua eu gosto. — Apertou firme fazendo Regina arfar.

-Melhor você parar, ontem dormiu e não terminou o trabalho. — Regina aproximou sua boca do ouvido de Emma. — Se for pra me deixar com tesão e excitada, termine o que começa. - Mordeu o lóbulo da orelha de Emma.

Emma começou a rir maliciosa.

-Eu achei que se eu fosse rápido demais eu te assustaria, admito. Mas achei errado então. — Beijou o pescoço de Mills e chupou devagar.

-Melhor eu ir antes que eu perca o resto que me sobrou de sanidade. — Regina disse, beijando Emma mais uma vez e entrou em seu carro. Emma fez o mesmo. Foram para lugares distintos, mas a conexão das duas, as deixavam perto. 

                                                                xxx

 

-Oi oi. — Regina entrou no escritório sendo observada por seus colegas que ainda permaneciam calados.

-Bom dia madame. — Killian dizia de seu lugar.

-Bom dia, Regina. — Mary e david disseram em uníssono.

Regina caminhou até a sala deles, estavam todos concentrados - Como de praxe - Fazendo seus trabalhos e terminando alguns projetos. Eram pessoas incríveis e muito profissionais. A chefe ficou os observando pela porta, não perceberam que ela estava ali.

-Acho que vou dar um aumento salarial pra vocês.

-Opa olha ela ali. — David dizia sorrindo, virando com a cadeira.  Mary e Killian continuavam concentrados em seus computadores.

-O que houve com esses dois ai? — Regina perguntou entrando na sala dos funcionários.

-Fizeram uma aposta, quem  conseguir terminar um determinado número de projetos primeiro, ganha.

-Ganha o que? — Regina perguntou   colocando as mãos na cintura.

-Não sei ainda, eles não me disseram.

-Ei os dois aí.. — Regina bateu as mãos. - O que vocês estão aprontando?

-Nada demais Regina.

-Queria ter esse espírito competitivo deles, mas já sobreaviso que Mary quase nunca perde nada.

-Olha aqui garanhão, você continue calado. — Killian dizia, ainda vidrado em frente ao computador.

-Já que vocês estão tão focados, vou passar alguns trabalhos pra vocês porque vou começar a projetar a casa de umas amigas de Emma. — Quando regina falou "Emma" todos pararam e a olharam juntos.

-Por falar em Emma.. — Killian agora se pronunciava com os olhos cerrados. - A senhorita vai me contar tudo, Zelena disse que você dormiu lá.

-Ora ora ora, resolveu falar. — Regina ria da atitude do amigo. - Conto tudo sim, mas por hora eu só quero que vocês continuem focados aí, vou passar mais trabalho, já que gostam tanto...

-Regina Mills nunca foi de passar trabalhos... — Mary se pronunciava também.

-Regina Mills agora tem outras prioridades. — Piscou o olho, virando devagar e mandando um beijo no ar pra eles. 

-É... — Os três suspiraram. - Emma conseguiu. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...