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História Antes que eu morra - Capítulo 4


Escrita por: Her0ndal3

Notas do Autor


Esta autora não faz ideia do que está fazendo da própria vida.


Em todos os âmbitos.

Capítulo 4 - Ferocidade


Levi acordou sobressaltado com o som de um tiro. Automaticamente buscou as armas debaixo do travesseiro e rolou da cama direto para o piso.


— Mikasa, não são nem 7 da manhã! — Kenny gritou enquanto passava pelo corredor. Levi suspirou pesadamente soltando as armas, continuou deitado no chão por minutos antes de levantar e caminhar até a varanda.


Apoiou-se no suporte quando avistou Mikasa atrás da cerca que separava a floresta da casa.


O vestido branco balançava com a ventania.


Outro tiro ecoou entre o farfalhar das árvores, mais uma bala seguida acertou precisamente a garrafa de vidro. 


Mikasa abaixou o rifle satisfeita pela fileira de estilhaços. 


Ele pensou se Kenny a tinha ensinado. Mas a postura de Mikasa era totalmente diferente do padrasto.


Kenny precisava centralizar e se concentrar no alvo, já Mikasa, parecia que facilmente poderia atirar enquanto tomava um chá.


— Querida, o que eu disse sobre pegar numa arma antes do café da manhã? — Kenny aproximava-se dela com uma xícara nas mãos.


 Ele quase riu não acreditando no que ouvira. 


Mas Mikasa o fez por ele.


— Ninguém além de mim acreditaria que você é tão doce quanto você é.


— Não seja má.


E parecendo sentir o olhar sob si, Kenny voltou-se na direção dele.


A expressão mudou. 


Uma tristeza palpável.


Levi retornou para o quarto.


O evitava a três dias desde a descoberta do galpão.


Vamos conversar quando você quiser.


Mas Levi recusava-se. Não queria perdoar Kenny novamente.


Levi nunca fora alguém de entregar segundas chances.


Morreria sangrando, mas não voltaria atrás de uma decisão que o machucara profundamente.


Levi não era um idiota domésticado fingindo que não havia sido apunhalado pelas costas.


Contudo, percebia ali que não era totalmente verdade.


Ele não foi embora.


Deslizou os dedos pelas HQ'S nas prateleiras.


Sequer havia poeira.


A voz de Mikasa soou, igual uma música irritante que não saia da cabeça:


Durante anos, eu vi Kenny se trancar no seu quarto. Se amargurando, se culpando, e se agarrando a memória do garoto de dez anos.


Levi pegou e folheou uma específica, encontrando a fotografia dele com Kenny e Kuchel no aniversário de oito anos.


A caixa de HQ'S no colo.


Kenny sempre conseguia arrancar dele uma terceira, quarta chance, mesmo sem Levi perceber.


Ele soltou as revistas e seguiu para o banheiro.



***


— Quem ensinou você a atirar? — Levi sentou ao lado dela nas escadas da varanda.


Mikasa o ignorou, continuando a limpar o rifle com uma habilidade de invejar.


— Você me assustou com a sua brincadeira. — Ele a beliscou na coxa. — Ao menos converse comigo.


Ela riu baixo olhando para ele.


— Está carente?


— Demasiadamente. — Ele se demorou nela. Os cabelos estavam soltos, e eram tão negros que absorviam a luz.


— Minha mãe me ensinou. — Mikasa respondeu, ajustando a mira do rifle. — Ela era xerife daqui. 


Levi buscou na memória automaticamente a delegacia a quilômetros dali, e encontrou o rosto da mulher que o liberou apenas com uma advertência depois dele ter roubado o carro de Kenny. 


— Dalila. 


Ela o encarou surpresa.


— Você a conhecia?


— Pouco. Eu era bem novo. — Ele alegou. — Kenny sempre teve um queda por ela, mas sua mãe nunca ligou. Mas pelo que vejo, ele insistiu.


Mikasa riu.


— Ele escreveria cartas para ela quando estava em missões, e dizia que ela deveria parar de resistir ao charme dele.


— Aposto que ele escreveu o nome dela na sola do pé.


Ela gargalhou.


Levi inclinou-se para ela. 


— Fiz você rir e não foi de escárnio. Nossa relação talvez não esteja perdida, Kрасивая.


— E que relação? — Mikasa murmurou, empurrando o rifle para ele antes de levantar. 


— Onde você vai?


— Trabalhar. — Ela girou a chave do carro entre os dedos.


Levi a observou entrar no veículo e seguir  caminho.


Quando ouviu a porta atrás sendo aberta suspirou.


— Levi. 


— Kenny, agora não. 


— Não quero que você vá embora sem-


Kenny não terminou a frase. 


Um som irritante de buzina começou de repente, e incessantemente um pouco distante deles.


— Mikasa. — Kenny murmurou.


A visão ficara turva por alguns segundos até Levi correr para a estrada.


Ele já não tinha fôlego quando avistou  o carro de Mikasa entre a vegetação. Sentiu alívio instantâneo ao perceber que ela não havia colidido contra nenhuma árvore.


Levi abriu a porta do motorista com dificuldade.


— Mikasa! 


A encontrou semi-acordada, Levi segurou exasperado o rosto dela entre as mãos.


Ela tremia murmurando palavras desconexas e o nariz sangrava sem parar. 


Antes que pudesse fazer qualquer coisa ouviu pneus derrapando e o corpo sendo puxado para longe.


— Levi, vamos para o Hospital. Dirija. — Kenny gritou, pegando-a no colo desesperado. Levi forçou-se a agir, alcançou rápido o táxi e abriu a porta de trás para o tio entrar com Mikasa, e não demorou a dirigir.


Ele aumentou a velocidade o máximo que conseguia. 


***

Levi encarava Kenny no corredor, conversando com o médico responsável por Mikasa.


Ele não esquecia a voz firme dele tranquilizando Kenny quando chegaram na recepção.


Ela ficará bem. Foi apenas outra recaída.


Concluiu que não era a primeira vez que Mikasa aparecia daquele jeito.


Kenny sentou-se ao lado dele um tempo depois. 


Os olhos do tio estavam fixos na porta do quarto à frente.


— Quando ela tinha quinze anos, foi diagnosticada com cardiomiopatia viral. 


Levi encarou as próprias mãos ainda  trêmulas.


— Ela ficou internada por dois anos esperando um transplante. Mas cansou e decidiu seguir apenas com os tratamentos, apesar de saber que sua vida não seria longa. — A voz de Kenny soava frágil. Tudo nele parecia frágil — Após a morte da mãe ela só piorou. 


Levi assimilava as informações muito lentamente.


— Os tratamentos pararam de funcionar. — Levi concluiu. Kenny confirmou, apoiando os cotovelos no joelho e cobrindo o rosto com ambas as mãos.


— E o transplante?


— Mikasa se recusa a ser internada novamente. A ideia de depender de uma máquina para viver a aterroriza.


Levi esfregou o rosto bruscamente, sua mente começara a ficar barulhenta.


— Quando eu conheci Dalila, ela estava envolvida com o tráfico de armas dos japoneses por causa de uma dívida… Foi tudo para os tratamentos de Mikasa. Eu estava zerado na época, gastei muito para me apagar do sistema, para desaparecer e recuperar a casa de Kuchel.


— Você assumiu a dívida.


Kenny anuiu.


— Comecei a trabalhar para eles. Provavelmente, fui visto próximo à fronteira com a China. Logo depois, mandaram você me matar.


— Eu… — Levi não encontrava nenhuma palavra, sequer raciocinava. — Sinto muito pela sua esposa. Por Mikasa.


— Não consegui contar para você o que eu fazia. Fui egoísta porque doeria dá-lo mais um motivo para me odiar. 


Levi encarou a tatuagem da mão dele direita, e depois a cicatriz na de Kenny.


— Me manteve vivo.


A sentiu Kenny o encarar, mas Levi não correspondeu.


— Meu ódio por você me manteve vivo. 


O amor também. Levi quis dizer.


— Nunca vou me perdoar por ter sido um pai de merda para você.


— Kenny, independente de como tenhamos nos separado… — Levi prosseguiu com dificuldade. — Você me educou. Acolheu. Você me deu amor. Não acha que isso é ser um bom pai?


Kenny não respondeu, mas Levi notou o corpo do tio tremer num choro contido.


Tinham muitas questões não resolvidas, coisas difíceis de expor, falar.


O tempo deles era lento, a cura.


 Sempre fora assim. 


Levi tocou os ombros de Kenny devagar, apenas mostrando que estava ali.


Eles ficaram no hospital durante metade do dia até uma enfermeira avisá-los que Mikasa tinha acordado e estava bem para receber alta.


— Não vai vê-la? — Levi questionou vendo Kenny se afastar.


— Ela prefere que eu não a veja após… — Kenny fechou os olhos. — Vou sumir por algumas horas Leve-a para casa, ok? 


Levi assentiu que sim.



Ele demorou a entrar no quarto que Mikasa estava, e a tempo de pegá-la retirando sem remorso cada agulha dos braços.


Ela o olhou brevemente antes de levantar e deslizar a bata hospitalar.


Levi desviou do corpo despido dela enquanto a esperava terminar de colocar as roupas.


— Vamos. — Ela disse ao passar por ele. Levi apenas a seguiu.


O trajeto de carro foi silencioso. Ele tentou conversar, mas Mikasa sequer o olhava.


Já Levi, a observava no banco passageiro sem conseguir se conter.


 Mikasa encarava a estrada fixamente, os olhos remotos, enxergando algo que não estava ali.


Levi ainda recusava-se a pensar sobre tudo.


Mas ele não queria vê-la daquele jeito.


Tão perdida.


Assim que chegaram, ela saiu do carro apressada. Levi fez o mesmo para alcançá-la. 


Ele a chamou quando a viu subindo as escadas da casa, mas Mikasa o ignorou.


— Por favor.


Ela não parou, e antes que ela se trancasse no quarto Levi a puxou, segurando-a entre a porta e o corpo dele.


Ela estapeou o peito dele, irritada.


— Mikasa, olhe para mim.


— Não quero que você me olhe com pena… — Mikasa apertou os pulsos dele quando Levi a segurou pela nuca, não a deixando desviar os olhos dos dele.


— Por que eu sentiria pena de você?


— Porque estou morrendo, Levi.


Levi fechou o punho nos fios negros, tentando não se atordoar pela tristeza na expressão dela.


— E muitas vezes esqueço disso, até receber um olhar de pena. De Kenny. Eren. No trabalho. Quando desmaio ou preciso sentar e esperar a tontura sumir. Sempre tem esse tipo de olhar que me faz lembrar.


— Lembra o que me disse? A vida é o que é, e não o que queríamos que ela fosse. 


Custou muito para Levi preferir aquelas palavras.


Porque era cruel e injusto. 


O causava uma raiva descomunal.


— Não sinto pena de você. — Ele aproximou mais os rostos. — Eu admiro. Aguentar essa porra não é fácil, mas voê continua aqui. — Levi a apertou, sentindo a pele quente mesmo através do tecido do vestido. — Você não foge do medo. 


Ela balançou a cabeça negativamente, Mikasa parecia que choraria a qualquer momento, mas as lágrimas não vieram.


— Não pare de me olhar assim…


— E como eu olho para você? — Levi sussurrou, apreciando a respiração irregular dela misturar-se com a dele. 


Mikasa umedeceu os lábios.


— Com ferocidade.


Levi não pensou quando buscou a boca dela com ferocidade.


Mikasa correspondeu, e ele abriu os lábios dela com a língua, explorando dentro da boca dela com eficácia, até ouvi-la ofegar.


Nenhum dos dois se importou quando a porta foi aberta por Mikasa e eles caíram no chão do quarto.


Levi retirou a camisa com pressa, Mikasa abaixo dele deslizou as alças do vestido, expondo os seios para ele.


Ele levou a boca faminta, Mikasa gemeu alto quando Levi mordeu e chupou com volúpia cada um dos mamilos rígidos.


— Levi… — Mikasa sussurrou o nome dele desejosa, pressionando as coxas ao redor da cintura dele.


Levi latejou. As mãos dela já desabotoavam ansiosa o jeans dele, empurrando para baixo.


 As dele subiram para dentro do vestido, apertando as coxas fartas até alcançar a calcinha.


Ambos com uma necessidade e desespero lascivo.


 Ela xingou quando ele rasgou o tecido, Levi se posicionou entre as pernas dela, e com um movimento de quadril a penetrou forte, Mikasa arqueou, os gemidos dele escaparam, ecoando com os dela.


Mikasa o engolia inteiro dentro de si, quente, apertando o pau dele deliciosamente.


O destorneando pelo prazer absurdo.


Levi iniciou as estocadas, fortes e ritmadas. 


Mikasa jogou o quadril contra o dele, ondulando e esfregando, Levi gemeu dentro da boca dela.


Ela o arranhava, o abraçava, o beijava.


E Levi queria mais.


Mikasa inverteu as posições, Levi arrepiou-se com a visão dela o montando. 


O rosto extasiado, os cabelos negros bagunçados e os seios movendo-se pelos movimentos. 


Levi poderia gozar somente com aquilo.


Ele desceu as mãos pela cintura de Mikasa, espalmando na bunda dela e apertando com vontade antes de a pressionar mais fundo.


Mikasa diminuiu o ritmo, numa lentidão torturante apenas para vê-lo implorar. 


Levi implorou.

 



— O que significa "Kрасивая"? — Ela perguntou. Estavam deitados, cobertos de suor, recuperando o fôlego.


 Levi riu, Mikasa tentando pronunciar a palavra ficara adorável.


Ele olhou para ela. 


— Linda.


Mikasa franziu o cenho, mantendo o olhar sob o dele. 


Ele a beijou. Foi molhado e urgente.


Não demorou e ela o montou novamente. Levi reagiu de imediato.


— De novo, Levi.


Não era um pedido.


Ele abraçou o corpo dela, enfiando o nariz na curva do pescoço delicado, inalando o cheiro do perfume misturado com o suor.


E dessa vez, não houve pressa. 


Levi desfrutou da sensação da pele de Mikasa contra a dele, o toque dos seios dela no peito dele antes da movimentação afastá-la outra vez.


Memorizou cada curva como se tivesse todo o tempo do mundo.


Mas não tinha. 




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