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História Antes que o amor acabe... - Capítulo 5


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Notas do Autor


Voltei!!! Estava muito ocupada com uma surpresa que estou preparando no meu FC, aliás, sigam lá galera, @fcmiraculousladiesbr. Vamos ter algo bem especial dia 8!!! Fiquem de olho!

Esse capítulo não é muito longo, mas irá mostrar para vocês o que vai acontecer a partir de agora.

Capítulo 5 - Ainda pode piorar?


Fanfic / Fanfiction Antes que o amor acabe... - Capítulo 5 - Ainda pode piorar?

"Se isso doía tanto em você

Por que não compartilhou

Sua dor comigo?"

Rayssa Gomes

Ananda On.

Sim, definitivamente, havia algo errado com Isabelle. Ela estava calada à 3 dias, desde que Laura chegou na escola. A impressão que tenho é que essa garota, de alguma forma, está afetando minha amiga. Precisava descobrir o que estava acontecendo com ela. Sabia que tinha que fazer algo, e tinha que agir o mais rápido possível, pois senão, algo ruim aconteceria.

Na hora do intervalo, Isabelle saiu da sala primeiro que todos nós e foi para a biblioteca. Ela havia ido para lá, pois é o único lugar na escola em que não podemos conversar. Suspirei profundamente ao vê-la saindo da sala, então Nayara se virou na minha direção e perguntou.

- Tem alguma coisa errada nela? Não tá falando quase nada já faz um tempão.

Dei de ombros e me levantei da cadeira, pegando uma maçã que havia trazido para lanchar. Amo maçãs, demais até >_< . Bruno nos acompanhou sala à fora, Giullia e Beatriz foram bem atrás de nós, discutindo sobre séries, como sempre.

- A Isabelle está estranha. - disse Bruno, olhando para mim.

- Ela não me contou nada, não me mandou mais mensagem, evita conversar comigo, não sei o que está acontecendo. - retruquei, com um ar pesaroso.

- Acham que tem relação com a chegada da Laura? - perguntou Nayara.

- Tenho quase certeza. É perceptível que Isa fica desconfortável quando a Laura se aproxima. Há algo muito estranho entre elas, só preciso descobrir o quê. - afirmei, mordendo a maçã.

- Uhhu, isso tem cheiro de mistério! - Bruno sorriu, esfregando as mãos uma na outra.

- Eu tô dentro! - Nayara levantou a mão, olhando para Bruno, com um sorriso no rosto. Ahh, não me diga que você...

- Do que vocês tanto falam? - Bia se aproximou de nós, passando na nossa frente.

- Vamos oficialmente nos tornar uma equipe de mistérios, estilo Scooby Doo! - falei, piscando para ela.

- Mistério? Segredos? Mentiras? Ahhh, roteiro de Gossip Girl e Pretty Little Liars, posso participar??? - perguntou Bia, com os olhos brilhando.

- Eu quero também, parece ser interessante! - Giullia ficou ao lado de Bruno, cruzando os braços. - Mas olha, se tiver alguma coisa sobre crime, bandidos, trágico, vou cair fora! Prezo pela minha vida.

- Ok, só espero que você participe da ação conosco! - retruquei.

- Se tiver pancadaria, aí eu penso no caso. - ela deu de ombros, sorrindo também.

É claro que iríamos à fundo naquela história saber a verdade, toda a verdade. O problema é que, naquele momento, em vez de termos feito uma escolha boa, fizemos a pior que poderíamos ter tomado em toda nossa vida.

(☉。☉)!

Ananda Off.

Isabelle On.


Não poderia mais ficar escondendo aquilo que estava ocorrendo na minha vida. Em algum momento, deveria dizer a verdade para meus amigos. Eles tinham que saber, principalmente Ananda. Pensar que poderia estar fazendo ela ficar preocupada me partia o coração, mas não sabia qual seria a sua reação se descobrisse o meu segredo, meu maior segredo... Aquele que poderia acabar com tudo aquilo que construí durante todos aqueles anos. Senti o ar ficar pesado e me levantei de minha cama, peguei meu caderno de desenhos que estava na cômoda ao lado e atirei-o na direção da janela da varanda. Lágrimas desceram pelo meu rosto rapidamente, segurei meus cabelos com minhas duas mãos e os puxei, imersa em raiva e tristeza. Aquilo não podia ser real, nada daquilo. Mas fiz merda no passado, minha conta ia chegar em algum momento, e chegou na melhor época da minha vida. Tinha que ter chegado... Andei até o meu computador, liguei-o e procurei pela última pessoa que gostaria de conversar naquele dia. Ele estava atrás de mim, e eu iria encontrá-lo.

•••

Sai de casa pela varanda, caindo no jardim de casa. Não iria contar para minha mãe o que eu estava prestes a fazer, ela nunca aprovaria, mas era a única maneira de deter Laura e protegê-la de qualquer ataque que os Palomanes poderiam fazer contra nós. Sai por uma porta de saída, que ficava no muro na parte de trás de casa e segui noite adentro atrás de uma das filiais dos Mafiosos Infernais. É claro que eles estariam na cidade, mas se os Palomanes, vulgo Abrasadores (nome da máfia deles), soubessem, com certeza haveria uma guerra civil, e muitas pessoas morreriam. Prometi manter total sigilo sobre a presença deles na capital, só falaria com o chefe deles e sumiria dali.

Havia pegado um ônibus para chegar mais rápido ao meu destino, e ao encontrá-lo, desci a alguns metros antes do prédio. Ele tinha uns 7 andares, pequeno, os vidros que revestiam a construção eram pretos, não dava para enxergar nada do outro lado, e sim de dentro do local. Parei nas portas do prédio, toquei em um interfone que havia ali ao lado e esperei que me atendessem. Não demorou para que alguém me respondesse.

- Qual a senha? - perguntou a mulher, sutilmente.

- A vida corre entre as mãos. - respondi. As portas automaticamente se abriram, e pude adentrar o interior daquele prédio. Era bem iluminado por dentro, com um tapete escuro e longo se estendendo até a recepção, poltronas brancas ao redor, se bem que as paredes por dentro também eram pretas, o que dava um ar gélido e macabro ao lugar. Descobri que de manhã, o estabelecimento servia como escritório de advocacia, e de noite, era somente frequentado pelos aliados dos Mafiosos Infernais. Me aproximei da recepção, relutante, e a jovem mulher que lá estava me olhou estranhamente, perguntando:

- Quem é você? O que está faz aqui?

Suspirei profundamente e respondi.

- Eu sou... Isabelle Abreu Nunes. Desejo falar com meu pai, Fausto Abreu Costas.

A recepcionista arregalou os olhos e se levantou, pasma.

- Vo-você é a filha do...

- Do chefe? Sim. - respondi, desanimada.

- Bom, siga-me. - disse ela, ajeitando seu terninho preto e indo em direção à um corredor ao lado esquerdo da recepção. Haviam algumas portas nele, deveriam ser departamentos pequenos aonde eles trabalhavam. Seguimos até um elevador, entramos dentro dele e subimos até o último andar. Chegando lá, a mulher me acompanhou até uma grande porta, dizendo que eu deveria entrar sozinha. Suspirei pesadamente e segui em frente, abrindo-a. Olhei para todos os lados, preocupada, ao me deparar com vários agentes de terno preto andando pela sala. Havia um holograma no meio da sala, a forma de um homem sério, que encarava sua equipe atentamente, até que seu olhar caiu sobre mim. Ele espantou-se de início, porém logo abriu um sorriso.

- Minha filha... Finalmente, você voltou.



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