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História Antes que seja tarde demais - imagine BTS (Jungkook) - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Butterfly


Fanfic / Fanfiction Antes que seja tarde demais - imagine BTS (Jungkook) - Capítulo 21 - Butterfly

POV Jungkook

Alguns dias se passaram e o destino continuava a fazer-me cruzar no caminho de _________, que insistia em fugir todas as vezes. Não podia a recriminar ou a forçar falar comigo, se ela não o desejasse fazê-lo… Afinal de contas, era um direito seu!
Por isso, esperei impaciente e quase desacreditando que esse dia iria chegar…

Então, em uma manhã que se seguiu a esses dias fugidios, acabamos nos esbarrando na rua. Atrapalhada como era, observei seu jeito doce e peculiar em apanhar os papeis que haviam caído das minhas mãos. Não cheguei a me mover um milímetro, pois eu acreditava que se trataria de mais uma miragem minha… Todavia, sua voz era inconfundível; assim como o aroma do seu perfume que continuava o mesmo.

Quando os seus olhos se ergueram para me olhar, pude ver a transformação detalhada do seu olhar e da sua expressão facial. O ar atarantado dera lugar ao choque, seguindo-se de um momento de reflexão para uma tentativa de fuga à qual já calcularia que acabaria por acontecer. Era a única chance que teria para tentar resolver as coisas…

— Obrigado. - agradeci, timidamente, tomando a papelada das suas mãos. Me senti nervoso, o que causara uma longa pausa de silêncio. Queria tomar coragem, mas não conseguia expressar nada… até que ela começou a virar o corpo para seguir seu caminho. — Espera! - pedi, segurando-a instintivamente pelo seu pulso.

Ela parou, olhando para o pulso em seguida. Voltando a se virar de frente para mim, ergueu então um olhar decidido em que expressava muito bem o que pretendia.
Larguei-a no instante seguinte.

— Desculpa… - sussurrei. — Mas a gente precisa de conversar. - comecei por dizer, ainda com as ideias desordenadas.

— Pois, não temos nada para falar… já faz muito tempo, Jung Jungkook-ssi. - disse com um tom seco tentando camuflar a desilusão que carregava em seu espírito.

— Me escuta, por favor! Você nunca me deu a chance de me defender… de te contar o que realmente aconteceu. - argumentei em resposta. — Por isso… você pode não ter nada para me dizer, mas ainda tem muito que escutar! É só isso que peço. - continuei. — Depois… eu, mesmo, te deixarei em paz. - prometi, impulsivamente. — De vez!

— De vez?

— Sim. Você não precisará de fugir todos os dias…

— O que você tem para me dizer, então? - perguntou, cruzando os braços.

POV Jungkook off

POV Taehyung on

Havia passado a noite em claro. Não sabia qual o intuito de tal atitude de _________-ah, mas sabia qual a atitude que eu tomaria a seguir… e ninguém iria me fazer mudar de ideias! A sensação da liberdade já me era estranha. Parecia que estava a fazer algo pior do que antes, mas me mantive sereno. Sem dinheiro e tendo recusado o direito de telefonar para alguém, segui caminho a pé, pensando na vida até ao momento.

Alguns quilómetros mais tarde, cheguei na casa dos meus pais. Sabia que ambos estavam a dormir, por isso fui directo para o meu quarto, onde tomei banho e peguei algum dinheiro que eu tinha guardado. Nada tinha sido tocado! Muito provavelmente, minha mãe não gostava já de entrar no cómodo. Dizem que as dores de mãe são as piores…

Peguei numa bateria portátil carregada e sai ao fim de uma hora. Não queria me cruzar com eles… não tinha cabeça, estofo ou o diabo que me valesse naquele dia! Segui caminho até ao trem mais perto dali. Cheguei ao destino já a meio da manhã, acabando por me cruzar com uma cena… um tanto comovente, um tanto já esperada.

Jungkook e ___________ haviam se cruzado na rua, numa típica cena novelesca e quase pouco provável (e realista) de acontecer. Não sei porquê, mas o maknae trazia em mãos um enorme maço de folhas, que se espalharam no chão. Pude contemplar, durante os escassos minutos que ali fiquei, aquilo que eu não queria enxergar… e era tão claro. Tão evidente! Como poderia ganhar o quer que fosse? Como não vi logo o que estava ali?!
Mudei automaticamente os meus planos e o meu destino, a partir dali. Em vez de ir para a morada que a garota me tinha indicado, retornei à estação de onde tinha vindo e apanhei o trem para Yeongdeok. Era o lugar aonde eu passava as minhas férias de verão e para onde eu e os rapazes nos refugiávamos… Era o local perfeito que precisava!

Em pouco mais de três horas estava de frente para o areal que dava para a extensa massa de água que cobria todo o horizonte.
Caminhei descalço, avistando o que procurava. Ainda estava lá: junto ao cais piscatório, mais afastado da praia, estava uma plataforma que se assemelhava a um ponto de vigia… não sei bem como aquilo se chama concretamente. Apenas sei que era a única coisa que eu não fazia, quando ali brincava, era saltar do último patamar! Era muito alto e me dava medo.
À medida que subia, degrau por degrau, o metal envelhecido rangia, pois já há muito tempo que não era arranjado. Chegando ao último patamar, pude contemplar a bela vista que tinha ao meu redor. A plenitude do mar visto a quase 8 metros do chão podia ser assustador, mas para mim era uma ideia interessante.

Na minha mente veio à tona as imagens de um passado alegre, onde brinquei sem parar. Agora, que consegui ver aonde cheguei… não sei como encarar os meus hyungs, nem o meu casal de maknaes favoritos. Ou se sequer vale a pena tentar!
Enquanto andava perdido nas minhas memórias, senti um gosto salgado e a minha visão ficou turva por um momento. As lágrimas, finalmente, surgiram sem qualquer tipo de surto… Precisava de ajuda, admito! Mas de que vale admitir isso, se eu consegui afastar o mundo de mim?



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