História Antes que termine - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Tags Formatura, Romance, Shawn Mendes, Viagem
Visualizações 85
Palavras 1.152
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Querida nonna


Fanfic / Fanfiction Antes que termine - Capítulo 23 - Querida nonna

LUNA NARRANDO. 

"Sua avó faleceu" 

Foi a única coisa que conseguia entender entre os 8 minutos de ligação, choro e soluço. 

(...)

Lembro-me de seus beijos e abraços doces, de seus presentes artesanais e caros também. Do encorajamento e força que me deu quando criança para que eu seguisse meus sonhos. 

Minha nonna...

Era difícil e inacreditável de entrar na minha cabeça tal coisa. Quando deixei a casa na praia, quando deixei Shawn. Sabia exatamente que não voltaria mais, seu rosto era calmo e relaxado enquanto dormia com os braços embolados nos lençóis. Não o acordei, porq sabia que iria querer vir comigo e eu precisava desse momento sozinha no avião, Carlos e Amanda respeitavam minha decisão e sabiam que eu precisava disso para absorver a situação, meus pais haviam ido embora logo que desembarcamos do iate e quando retornaram para casa souberam da notícia e voaram direto para Itália onde moravamos quando eu nasci e vivi uma parte de minha infância antes de me mudar para o Canadá. 

Já é tarde quando uma comissária mulata se aproxima de mim sorrindo. 

-Deseja alguma coisa senhorita? 

Talvez recomeçar a vida, onde tudo era simples, fácil e puro para minha cabeça e pessoa. 

-Acho que batata. -Balbucio para ela e lhe transfiro um sorriso sem emoção, aquele sorriso que não chega aos olhos.

-Acho que você precisa mais do que isso senhorita. -Diz ela com o olhar de pena e então me entrega o pacote de batata, chocolate e bala de goma. Sorrindo para mim de forma calorosa. -Vai lhe dar uma animada.

-Obrigado. -Respondo sentindo meus olhos marejarem. 

-Oh! Senhorita! -Ela tem as mãos para cima. -Desculpa! 

-Ah! Não é culpa sua! -Sorrio em meio as lágrimas que sinto descerem como ácido em meu coração palpitante e agora triste. -Minha vó morreu... 

-Sinto muito... Se precisar de alguma outra coisa, é só dizer. -Ela pisca e avança para a outra poltrona longe dali e muito constrangida pela minha reação.

Viajar de primeira classe tinha lá seus privilégios, um deles é o fato de que poucas pessoas viajavam nele e o melhor de tudo é que, as pessoas te respeitam em seu lugar. Então em minha cena desprezível de desespero não era possível ser julgada. 

Acho que o pior sentimento é esse, de não ter tido mais tempo com ela ou na verdade não ter ido vê-la quando pude. Por idiotisse. 

O arrependimento dói, dilacera meu coração. 

Pela janela conseguia ver o pôr do sol e então Veneza, o lugar que conheço mais que minha própria mão. Quando o avião pousava sentia que tudo poderia ser mentira, que nada daquilo poderia acontecer. 

(...)

Enquanto esperava minha bagagem aparecer na esteira, um desconforto enorme batia sobre mim, algumas garotas tiravam foto de mim, cruzei os braços sob o peito e as ignorei por completo, avisara a minha mãe que quando pousasse ligaria para ela e, quando me dei conta, corri a mão para dentro da bolsa, pescando o aparelho. 

Havia 10 ligações de um número desconhecido, 5 de Carlos e 3 Amanda e 1 de Chalie. Seguida por mensagens: 

Número desconhecido: 

"Luna?"

"Ta tudo bem?"

"Eu te machuquei?" 

"Luna?"

"Sinto muito pela sua vó, se quiser alguém para conversar. Ligue-me" 

Certamente seria Shawn. Um peso doeu em meu peito. Ele se preocupava comigo. 

Carlos: 

"Shawn acordou desesperado atrás de você, foi uma luta para explicar tudo e dizer que você precisava ficar sozinha, as ligações nossa foi todas dele. Fique bem. Amo você" 

Respirei bem fundo quando observava a outra mensagem.

Amanda: 

"Prometa não desabar? E se for... estarei contigo. Te amo demais." 

Eles realmente são meus melhores amigos.

Conseguia ver as ruas de minha infância através da janela do Táxi, escola e restaurante que já frequentei. Aquele gostinho doce de quando criança sempre vinha em minha mente. E quando o carro parou de frente a casa de ladinhos laranja escura com grandes janelas brancas, sentia uma ansiedade enorme. Eu não queria descer. 

Olhava para a porta a qual eu entrara inúmeras vezes correndo, os degraus me fizeram ter grandes machucados, as flores do jardim da frente e a pequena cerquinha branca, que desenhara com canetinha rosa o meu nome e algumas borboletas do lado de dentro. 

Eu a olhava hipnotizada. 

-Ei, moça. Não vai descer? -Perguntou o motorista batendo no vidro. Respirei fundo enquanto retirava o dinheiro da bolsa e entregava-lhe. 

Peguei minhas bolsas e olhei novamente para a porta, o motorista buzinou quando se afastou em forma de despedida, então a porta foi aberta e lá de dentro surge minha mãe, de calça jeans e uma camisa creme e os olhos inchados, secando a mão em um guardanapo. 

-Filha. -Seus olhos enchem de lágrimas e ela então corre em minha direção. Meus pés ainda continuam colados ao chão e eu só consigo largar as bolsas/malas para abraça-la quando abre o portãozinho e me aperta contra seu peito. 

Pronto. 

Era disso que eu precisava.

Para ser a gota d'água e eu desabar. 

Lágrimas escorriam de meus olhos ou então era meu coração que chorava? 

Não importa. Dói do mesmo jeito. 

Minha família estavam completamente desolados quando entrei na casa, estavam péssimos. Sempre ouvi o termo "cara de funeral" mas nunca consegui entender ao certo, porém, agora eu conseguia entender. Claramente conseguia. A casa possuía o mesmo cheiro doce e familiar, os móveis alguns substituídos por outros, mas agora tudo mais moderno e branco/pastel, os quadros ainda estavam no mesmo lugar, muitas fotos minha quando criança, chorando por algum machucado ou abraçada com amigos ou os avós, umas com meus pais, outras com primos. Pode se dizer que eu era a neta preferida. 

Meus primos Alexa e Marcos não eram muito próximos de nossa avó, se mudaram para Nova York quando mais novos e vinham nos visitar só no ano novo, o qual ficavam uma semana e pouco e já iam embora, quando fomos para o Canadá, minha vó me ligava todas as noites para dizer que estava com saudades e que me ama muito. Nos primeiros meses chorei muito com a separação, mas, com o tempo me acostumei, o que foi o meu maior erro, eu ainda ligava ou mandava mensagem, com frequência, mas não era a mesma coisa.

Minha querida nonna teve uma morte tranquila, aquilo que ela merecia ter, foi dormi e simplesmente não acordou mais, o medico disse que ela não sentiu dor, apenas não acordou mais. Não quis mais entrar em detalhes no ocorrido, porém, já me sentia melhor pelo fato de não ter sofrido, ela não merecia, meu avô dissera que ela estava muito doente do figado e que iria precisar operar, já minha tia, disse que era câncer mesmo, o que ela não quis nos contar, porq já achava que era a sua hora.

Em seus últimos dias, ela arrumou a casa, vestiu suas melhores roupas e escreveu cartas, como se estivesse esperando sua morte, minha doce nonna...
 



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