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História Antes que você parta - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Hello. Voltei aqui para deixar mais um capítulo dessa fic e dizer que já tenho todos os capítulos prontos. Compraram seus lencinhos, pq mesmo sendo quem escreveu, me acabei com os próximos capítulos (dois ou três, ainda não decidi se o próximo vai ser divido).
Apesar de curtinho, é aqui que as coisas começam a desenrolar pro nosso Sasuhina, então espero que apreciem. De verdade.
Sem mais enrolação...
Tá aí.
PS: ainda que fale isso todo capítulo, vale lembrar que eu não Beto essas bagacas,. Só escrevo e posto hehe.

Capítulo 8 - Uma decisão importante


— Alô, Terra para o mundo da Lua!

O estalar de dedos de sua irmã fez com que seu corpo se sobressaltasse assustado. Era hora do jantar e todos da família estavam reunidos em volta da mesa, como mandava o costume desde sempre. 

Entretanto, dessa vez, a mais velha das meninas havia passado longos minutos encarando o próprio prato, até que Hanabi fizera questão de despertá-la. 

— Hum? O que foi? 

A pequena franziu o cenho, desconfiada com a falta de atenção em um hora tão respeitada dentro da casa dos Hyuuga e, pelo visto, não fora a única que percebera.

— Hanabi tem razão: é lasanha e você não está comendo — Hana comentou, depositando os talheres ao lado do prato. — Aconteceu alguma coisa com a Sakura? 

— Não, nada. Ela está bem.

— Na escola, talvez? 

Abriu a boca para responder, mas não conseguiu definir exatamente o que diria. 

Talvez que estava se sentindo culpada pela última nota em física? Asuma havia lhe chamado para conversar sobre o baixo rendimento e lhe dera a oportunidade de fazer um trabalho complementar, afinal, ele sabia de sua situação.

Poderia falar sobre a bolada que levara no estômago depois que Guy a obrigara a participar do jogo e, por estar com o pensamento longe, nem tivera tempo de desviar da mira de Karui. Aquilo certamente lhe doía até o momento e era um bom motivo para não estar com fome. 

Podia falar de Sakura, que apesar de haver começado a reclamar constantemente de cansaço, já estar ficando mais pálida e visivelmente doente e finalmente haver admitido que aquilo a deixava assustada, estava animada com a ideia de um encontro. 

Só que o problema era esse. 

Não o encontro, exatamente, mas com quem seria. Era impossível pensar na amiga sem lembrar de Sasuke e, consequentemente, no que havia dito na escola, antes de serem interrompidos pelos apitos insistentes do professor. 

Mesmo que nunca houvesse imaginado algo como aquilo, não podia deixar de sentir a culpa sobre os ombros após o ter julgado tão mal. 

— Só estou sem fome, me desculpe, mamãe. — Disse por fim, levantando da mesa, fazendo uma mesura rápida e indo em direção ao andar de cima. 

Não esperou para ouvir a resposta de ninguém, mesmo sabendo que havia uma grande possibilidade de seu pai mandar que voltasse à  mesa. Entretanto, ninguém veio atrás dela, então fechou a porta do quarto, tirando o sapato com os próprios pés e se atirando na cama.

Abraçou o travesseiro, sentindo a maciez gostosa e deixando o rosto afundar ali. Tateou as cegas o celular na bolsa e desbloqueou a tela, vendo inúmeras notificações de Sakura. 

A maioria eram fotos suas usando as roupas que haviam selecionado após as aulas para o grandioso encontro com Sasuke Uchiha. As outras eram sobre como estava ansiosa e por isso estava tendo constantes crises de náusea. 

Quando dissera isso, Tia Mebuki estava próxima e não precisou de muito para ver no rosto da mulher que aquilo não era reação a sua ansiedade. Sakura havia iniciado o tratamento de quimioterapia novamente e crises de vômito que se estendiam por horas estavam ficando cada vez mais comuns. Também podia notar que estava bem mais magra e as roupas que antes lhe caiam tão bem, agora pareciam um tanto largas e desajustadas. 

Respondeu dizendo que ela ficava maravilhosa em todas. 

Logo abaixo do contato de Sakura, estava o do Uchiha. Ele não usava foto no perfil, apenas o logo de alguma banda que nunca havia escutado e, quando abriu seu contato, viu que a última vez que estivera online fora há quase três horas. 

Pensou em mandar alguma coisa, afinal, sua consciência pesava tanto por haver sido grosseira e desconfiada que facilmente lhe deveria uma série de desculpas, todavia, teve que abortar o plano antes mesmo de digitar alguma coisa. Uma batida suave na porta do quarto a fez largar o telefone em um canto e responder um "entre", imaginando ser sua mãe. 

Só que foi Neji que entrou. 

— Estou atrapalhando alguma coisa? 

— Não — respondeu, achando estranha a presença do irmão em seu quarto. 

Ele deu alguns passos em sua direção, sentando ao seu lado no colchão e soltando um longo suspiro. 

— Escuta, Hina… — começou, parecendo um tanto sem jeito. — Está tudo bem mesmo? Quero dizer… Era lasanha da mamãe.

Piscou seus grandes olhos perolados em direção a ele. Ok, aquilo era estranho. Neji sempre fora um irmão muito bom, mas não do tipo que sentava ao seu lado para conversas daquele tipo. 

— Só estou sem fome — repetiu. 

Viu o cenho dele se franzir e por um segundo ou dois achou que aceitaria sua resposta e iria embora, porém, se acomodou na cama, retirando os sapatos e colocando os pés cruzados sobre, virando o corpo em sua direção.

— Certeza? Porque não é o que parece estar acontecendo esses dias. Tudo isso com a Sakura, a nota baixa em física… Não se preocupe, eu que atendi a ligação e não vou contar para o papai e nem para a mamãe. E também, bom, tem o garoto Uchiha. O Sasuke. Desde quando vocês se conhecem? 

Seu rosto esquentou de uma maneira que nem podia descrever. Tentou abrir a boca para responder que estava tudo bem, só que a maneira como lhe encarava fazia com que desconfiasse que uma mentira não seria aceita ali. 

Além do mais, os Hyuuga eram péssimos mentirosos. 

— Não sei… — admitiu baixinho. — A Sakura está ficando cada vez pior… Agora todo mundo vê que está doente. Olhar para ela… dói, Neji. 

O irmão assentiu, mostrando que estava disposto a escutá-la. 

— Ela é minha melhor amiga e parece que tudo o que planejei para o futuro ia ter algo a ver com a Sakura. A faculdade, dividir o apartamento, sermos madrinhas de casamento uma da outra, a casa… Agora vou ficar sozinha. É… assustador. 

Por mais que se sentisse patética e sua vida parecesse se resumir a lamentar e chorar a todo instante, não conseguiu manter a compostura quando foi envolta pelos braços quentes do irmão.

Sentia seus dedos entre os fios de cabelo em sua nuca e o beijo demorado no topo de sua testa. 

— É tudo uma droga, não é, Hina? Sinto muito — disse, ainda a abraçando. — Queria poder te ajudar, mas o que que a gente faz em uma situação dessas? 

— Chora o tempo todo? — Sugeriu, dando uma risada fungada e sem humor. — Só queria acordar, porque parece um pesadelo muito ruim. 

— E a Sakura? O que diz sobre isso? 

— Ela é uma tartaruga bebê, Neji — respondeu. 

A expressão confusa dele a fez rir um pouco, ao recordar que não deveria saber sobre a história das tartarugas, então, acomodando-se no colo do mais velho, começou a contar. 

Contou da lista, contou dos planos malucos de Sakura e do que realmente estava fazendo no dia em que havia ligado para informar o sumiço da amiga. E, ainda que em alguns momentos visse sua expressão ficar séria, outras, parecia conter o riso, mas quando chegou a parte dos relatos do Uchiha, havia uma carranca esquisita, podia sentir um alívio ao desabafar com alguém.

— Isso é muito louco — falou, assim que Hinata terminou de falar. — Sinceramente, nem na situação que está a maluca da Haruno continua intensa. 

— Não fale assim dela.

— Tem razão. Me desculpe. Entretanto — ele colocou as mãos sobre seus ombros, afastando o suficiente para que pudesse encará-la — o mais louco é o Sasuke estar participando disso tudo. 

— Verdade, não? O Sasuke é tão… Sei lá. 

— Na verdade, todos os Uchihas, pelo que me lembro — comentou, coçando o queixo. — Itachi era exatamente assim: carrancudo, mas no fundo uma pessoa gentil.

Uma luzinha acendeu em sua cabeça. Neji e Itachi haviam sido companheiros de regimento no exército, então provavelmente saberia lhe contar o que havia acontecido de verdade. 

— Falando, sobre o irmão do Sasuke: o que aconteceu com ele? 

Uma careta se formou em seu rosto, enquanto parecia pensar no assunto. 

— Itachi, a gente serviu junto no primeiro ano no exército. Era um cara legal, se quer saber. Papai que cuidou do nosso esquadrão no começo e sempre falava muito bem dele. Dizia que tinha uma carreira brilhante se seguisse no exército, mas aí veio a história do câncer de estômago. 

"Até onde sei, escondeu de todo mundo que estava doente, até que passou mal em um treinamento e nosso pai o levou ao hospital. Foi lá onde conheceu os pais e o irmão dele. A história foi um choque pra todo mundo no esquadrão, até porque quando ficamos sabemos, bom, já era estágio terminal". 

"Itachi foi dispensado e depois de uns seis meses acabou falecendo. Isso já faz uns dois anos".

Engoliu em seco, desviando os olhos para as próprias mãos. Lembrava vagamente de haver escutado seu pai e seu irmão comentarem sobre alguma coisa do tipo, mas em nenhum momento havia escutado nomes e sobrenomes.

— Porque quer saber? Por acaso vocês não estão saindo, estão? — Perguntou de repente, quase a fazendo engasgar.

— Neji! Ele vai sair com a Sakura — indignou-se.

— Calma, foi só uma pergunta. É que é esquisito isso. Só. Além do mais, o jeito que… — sua frase morreu no caminho, em meio a uma careta. — Quer saber, deixa pra lá. — O moreno ficou de pé. — Acredito que, por mais que o Sasuke seja daquele jeito, se está aceitando fazer parte disso pode ter certeza de que a Sakura vai ficar feliz. 

E sorriu, indo em direção a porta. Hinata sorriu de volta, vendo-o parar quando chegou a metade do caminho, enfiando as mãos nos bolsos da bermuda e parecendo hesitar um pouco. 

— Hina, não sei se deveria dizer isso, mas caso importe 'pra você em algum momento, o papai gosta bastante dos Uchiha. 

Foi com essa frase que deixou o quarto, plantando caraminholas na cabeça da irmã. 

Se perguntava a que "jeito" se referia e também porque lhe importaria seu pai gostar ou não de Sasuke. 

A não ser que…

Pegou o celular de volta, vendo que ainda estava aberto na conversa de quase uma semana atrás.  Digitou uma mensagem rápida, fechando os olhos e contando até dez antes de enviar. 


"Eu sinto muito"

Hinata, 18:47 ✓✓


Não demorou muito até seu celular vibrar em resposta. 


"Que?"

Sasuke, 18:50 ✓✓


"Fui muito grosseira com você. Sinto muito"

Hinata, 18:51 ✓


"Estou no trabalho agora"

Sasuke, 19:00 ✓✓


Espalmou a mão na testa ao ser lembrada de que, diferente dela, Sasuke não passava as noites em casa. Sem jeito, respondeu a mensagem. 


"Não queria te atrapalhar, desculpe". 

Hinata, 19:03 ✓✓


"Disse que estou no trabalho, não que está me atrapalhando. Pode vir aqui, se quiser".

Sasuke, 19:10 ✓✓


A mensagem a fez erguer as sobrancelhas um tanto surpresa. Porque iria até lá? De qualquer forma...


"Já está tarde"

Hinata, 19:12 ✓✓


"Ainda são 19 horas".

Sasuke, 19:15 ✓✓


Encarou a tela do celular, ainda confusa com a proposta do garoto, todavia, a conversa com Neji ainda permanecia fresca em sua cabeça e talvez fosse isso que queria dizer. 

Ficando de pé, apanhou uma troca de roupa, toalhas limpas e respondeu. 


"Chego em trinta minutos"

Hinata, 19:17 ✓✓


É, definitivamente, estava decidida a fazer do Uchiha um novo amigo. 


Notas Finais


Então, amigo, né? Sei disso. E acredito. Assim como o Neji e suas indiretas.
Muito obrigada pelo carinho e comentários. Até o próximo.


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