História Anti-Amor - Capítulo 14


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Categorias Riverdale, Teen Wolf
Personagens Hermione Lodge, Lydia Martin, Malia Tate, Stiles Stilinski, Theo Raeken, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags American Assassin, Lydia Martin, Mapp, Mitch Rapp, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 99
Palavras 1.774
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amorzinhos! Turu pom?
Capítulo dedicadíssimo as minhas leitoras gatíssimas ~Babiees ~drizinha_lights e ~Leticiastilinsk.
Boa Leitura <3

Capítulo 14 - Visita Inesperada



Beacon Hills – Boston – Lydia Martin
Parei em frente a casa amarela de dois andares, olhei através do para-brisa a casa escura com os vidros cobertos por pesadas cortinas. Respirei fundo antes de abandonar o carro, trazendo comigo apenas meu sobretudo e minhas duas armas nos coldres da cintura, mesmo se tratando de Beacon Hills, eu havia me exposto aos Lodge, poderia estar sendo perseguida.
Andei até a porta de entrada e toquei a madeira fria da porta, por anos eu entrei ali sem realmente notar os arranhões nela, eles sempre estiveram ali ou foram feitos agora? Peguei a chave na bolsa e girei a maçaneta, o cheiro leve de mofo invadindo minhas narinas, por mais que uma vez por mês viesse alguém limpar a poeira e teias de aranha, a casa sempre se mantinha a mais fechada possível. Eu queria evitar perguntas. Eu queria evitar Allison e Scott que moravam a menos de dois quarteirões daqui e que agora provavelmente estariam em casa cuidando do filho que nasceu a pouco.
Fechei a porta atrás de mim e apertei o interruptor ao meu lado, o lustre da sala se ascendeu e os cristais dele deram uma leve balançada, como me lembrava, quadros e fotos da minha família espalhada pela sala. Andei até próximo ao sofá, na mesinha ao lado uma foto de meu pai e eu durante uma partida de beisebol. Eu tinha um sorriso enorme no rosto, as vezes me perguntava se aquilo era real, digo, o riso fácil que tinha antes, porque agora, me parecia tão mais difícil sorrir. Suspirei. Olhei para a foto do lado, nós três, durante um jantar de comemoração do meu décimo aniversário, dois meses antes de sua precoce morte e da morte também da minha família. Minha mãe nunca mais foi a mesma depois de ele ir, eu a julguei por tantos anos, mas agora eu entendo o que a perda de alguém faz com a sua vida.
Subi para o segundo andar a passos lentos, não liguei a luz do corredor, apenas acostumando meus olhos à escuridão e indo em direção ao meu antigo quarto. Quando abri a porta e ascendi as luzes rapidamente identifiquei a parede roxa, logo o mural com milhares de fotos da minha adolescência, as festas, os amigos, as viagens, meus ídolos, tudo num só mural, luzinhas coloridas o rodeavam, luzes agora queimadas pelo tempo. Minha cama tinha os lençóis trocados e parecia impecável, fui até a porta dentro do quarto que levava ao banheiro, ele também estava limpo e  banheira pronta para um banho quente, nada como mergulhar no passado.  Me sentei na cama olhando ao redor, o sentimento de nostalgia me acometendo, tantas coisas aconteceram naquele quarto, meu olhar vagou para o mural acima da cabeceira, olhei as fotos, os sorrisos, todos os meus amigos, mas nenhuma foto de Stiles. Eu tirei todas, todas as que encontrei, todas as que ele aparecia, eu não conseguia olha-lo naquela minha morbidez pós 4 de julho, doía demais, ainda dói, mas entre a foto de mim e Allison em frente à uma placa do Grand Canyon gritando e levantando as mãos, e a foto do meu clube de xadrez aos 13 anos era para haver uma foto nossa, a foto que tiramos em nosso primeiro encontro de verdade. Encontro no qual ele me fez rir tanto que eu literalmente me urinei nas calças. Me lembro que fiquei com tanta vergonha que sai correndo da lanchonete, ele foi atrás de mim, me consolou, porque sim, eu chorei igual uma idiota por aquilo, ele me olhou nos olhos e disse meu nome num sussurro, foi nosso primeiro beijo de verdade, e em seguida fomos para outro lugar, onde a foto aconteceu, se eu tivesse ela aqui poderia ver meus olhos levemente inchados pelo choro não tão recente. Stiles era uma pessoa tão boa, não merecia o fim que teve.
Me sentindo cansada fisicamente e psicologicamente, simplesmente resolvi tomar banho, depois de longos minutos na banheira me enrolei em um robe  e depois entrei em meu antigo closet, todas as minhas roupas ainda estavam lá, meus sapatos sempre de salto, minhas bolsas, meus adereços. Passei a mão pelos tecidos finos e sorri, eu mudei tanto depois disso... 
- Eu gostava muito desse vestido. – disse tirando um vestido branco com flores e estendendo rente a mim – Talvez eu deva ser por um dia a Lydia Martin antiga. – sussurrei abraçando o vestido, que incrivelmente não cheirava a roupa velha, Rosa provavelmente tratava de lavar minhas roupas ou algo que não as deixasse com caráter antigo.
Fui em direção ao banheiro e comecei lentamente a me transformar na Lydia de seis anos atrás, o vestido recobriu minha pele, assim como a maquiagem leve e angelical que fiz em meu rosto, ondulei meus cabelos e vesti o salto de um rosinha bem fraco, colocando brincos sutis nas orelhas. Ao estar totalmente pronta me olhei no espelho, a mesma casca de seis anos antes, a mesma pessoa... Mas mesmo assim tão diferente, minhas marcas de expressão não enganavam ninguém, nem a mim mesma que queria acreditar naquilo.
- A quem você quer enganar Martin. – sussurrei passando as mãos no cabelo. 
A campainha soou duas vezes fazendo que eu desse um pulo pelo susto, quem sabia que eu estava aqui? Seria Allison e Scott? Seria a vizinha intrometida? Olhei para meu reflexo novamente, se fosse, veriam que a velha Lydia Martin ainda era a mesma e depois de uma conversa de porta me deixariam em paz para que eu possa tirar essas roupas e afundar numa depressão escura e que eu superaria antes de voltar para Washington. Desci as escadas vagarosamente, estranhando os saltos delicados em meus pés. Girei a maçaneta e abri a porta, assim que ergui meus olhos para a pessoa eles se arregalaram, minha boca se entreabriu, mas não tanto quanto o da pessoa que me observava estupefato.
- O que você está fazendo aqui? – questionei irritadiça. 
Ele estava atordoado, piscou várias vezes, engoliu a saliva e gaguejou até finalmente conseguir falar.
- A agência está atrás de você. – disse por fim, olhei para os dois lados para garantir que não tinha ninguém bisbilhotando, peguei o homem pelo braço e o puxei para dentro da casa fechando a porta e a trancando em seguida. 
- Não é a primeira vez que sumo, mas é a primeira vez que Mitch Rapp em pessoa vem atrás de mim. – ri sem humor – Por que você está aqui? 
- Já-já disse, eles me contataram para-para te encontrar. – ele parecia estar tendo algum problema de raciocínio já que gaguejava em algumas partes para finalmente concluir a frase. Um silêncio estranho rondava o ar e ele não parava de me olhar daquele jeito impactado, que começava a me irritar.
- Dá pra parar de me olhar assim? Nunca viu uma mulher vestida assim não? – disse impaciente o encarando de cenho franzido.
- Você, definitivamente, não. 
- Ok, eu sei que é estranho, mas supere Mitch Rapp. – bati em seu braço passando por ele – Vou lá encima tirar essas roupas, você sabe, para você parar com essa cara de idiota.
- Se quiser eu posso tirar para você.  – eu já pisava no primeiro degrau da escada rumo ao segundo andar quando estaquei, mordi o lábio automaticamente como se minha vida dependesse disso, eu respirava fundo sem notar, meu coração acelerou e minhas mãos suavam levemente, ele disse isso mesmo? Me virei lentamente para ele, seu olhar parecia obstinado apesar da confusão que estava em seus olhos. De um jeito estranho, eu acho que sou a única pessoa que consegue entender os olhos escuros de Mitch. 
- Co-co-como é? – gaguejei e mordi o lábio novamente me interrompendo de fazer coisas idiotas além da conta. 
- Se quiser – ele veio em minha direção enquanto dizia, agarrou-me pela cintura em um aperto forte e apesar de eu estar de salto me levantou um pouco do chão ao elevar minha cintura – Eu posso tirar para você. – disse olho no olho, a respiração quente se misturava a minha, quer dizer, se é que eu realmente estava respirando, eu podia sentir os músculos tensos dele por trás da jaqueta negra que ele nunca abandonava. Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar. Aquilo, a imagem de Rapp tirando minha roupa, era tão tentadora, era algo que eu queria tanto naquele momento, algo que o centro do meu corpo ansiava tanto. Eu estava com um puta tesão e seria idiotice dizer que não. 
- Por que veio aqui Mitch Rapp? – ele olhou para meus lábios enquanto eu proferia essas palavras e eu juro por Deus que achei que iria entrar em combustão espontânea quando vi essa imagem, ele umedeceu os lábios e seus dedos apertaram mais a curva da minha cintura, ele parecia estar num conflito interno sobre alguma decisão que tomaria. E tomou.
- Porque eu quero foder com você. – sua mão segurou os cabelos da minha nuca num puxão moderadamente forte que puxou minha cabeça para trás e depois em direção a ele, sua boca devorando a minha num beijo quente. Eu me sentia em chamas com seus lábios deslizando sobre os meus, sua língua afagava a minha e eu deixava com prazer, a tanto tempo eu não sentia essa sensação que eu acho que vou explodir. Ele se afastou, e fiquei de olhos fechados por um tempo, minhas mãos estavam em seu peito sentindo seus músculos que se relaxavam aos poucos, abri meus olhos e ele me olhava de modo intenso, a mão que antes agarrava meu cabelo agora tirou uma mexa do meu rosto, ele passou o dedo no canto da minha boca e eu a umedeci – Estava borrado de batom. – o tom mais baixo indicava o quão com tesão ele também estava, eu conhecia esse tipo de voz.
- Quero. – falei e ele demorou alguns segundos para franzir a testa – Adoraria que você fosse lá pra cima comigo e tirasse minha roupa. – me aproximei dele sentindo as mãos fortes na minha cintura novamente – Não só tirar.
As mãos foram para meu bumbum e em seguida eu fui impulsionada para cima, minhas pernas rodearam sua cintura e minhas mãos foram para seu pescoço, segurei firme em seu cabelo beijando seu pescoço levemente e o sentindo estremecer.
- Lydia. – ele falou com a voz enfraquecida e puxou meu rosto para o olhar – Quero deixar claro que eu quero só sexo. – ficamos em silêncio por um breve tempo até que eu sorrisse para ele.
- Não espere nada diferente disso entre nós – lambi o lóbulo de sua orelha antes de sussurrar em seu ouvido – É só tesão acumulado.


Notas Finais


E ai meus amores, o que vocês acharam?
SIM! O GRANDE MOMENTO FINALMENTE CHEGOU. Precoce?
Resolvi dar uma acelerada nas coisas, por que ideias antigas querem logo fazer parte da história.
Reviews, please.
Um beijo, um queijo e até o próximo capítulo!


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