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História Antidote - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oi amores ♥
Bom, hoje segue o desfecho da conversa entre o JK e a Jihee no hospital e uma surpresa inesperada, desce e confere.
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 18 - Capítulo 17 - Escolha de Caminhos


Fanfic / Fanfiction Antidote - Capítulo 18 - Capítulo 17 - Escolha de Caminhos

Jihee engoliu a saliva com certa tensão diante daquele cenário, que parecia pesar mais e mais para ambos à cada troca de olhares e nisso...

- Por que veio aqui? - a pergunta se repetiu dos lábios finos do moreno, porém com mais severidade.

- Sua mãe me ligou, não podia ignorar e vim. - respondeu sucinta.

- Imagino que ela te contou com o que me envolvi, não?! - riu com sarcasmo num menear de cabeça. - Depois do que houve na joalheria com meus antigos "conhecidos", eu devia ter sumido da sua vida sem deixar rastros. Te arrastei pra essa confusão. - satirizou amargo e com ar arrependido.

 - Eu não me importo em ajudar, assim como não me importei antes e você sabe bem disso. - redarguiu séria.

- Exatamente... por isso. - revirou os olhos se ajeitando na cama numa careta desgostosa, para então olhar o copo d'água à distância, mas antes que pudesse fazer menção em pegá-lo, viu a mão delicada estender o objeto em sua frente.

- Beba. - incentivou a morena com gana. - E depois, comece me contando o porquê de tudo isso. - cobrou por fim, resoluta.

- Não tive motivo, sou um drogado. - deu de ombros num sorriso fraco, bebericando o líquido transparente com displiscência.

- Você não está se ajudando. - alertou a jovem com firmeza.

- Não, não estou. Minha obstinação... partiu. - enfatizou encarando a Kim, que engoliu em seco, notando o ligeiro clima de certa apreensão se instalando, todavia...

- Você deixou isso ir. - rebateu dura.

- E prefiro que fique assim. - reverberou o mais velho com frieza e ultrajada com a teimosia da frase, Jihee se zangou tomando o copo das mãos alheias e o depositando na bancada, antes de se afastar para a janela, no entanto, foi impedida.

- O que é isso? - Jungkook apontou jocoso na direção dos hematomas na pele da vendedora, que mordendo os lábios, recuou o braço.

- N-nada. Acidentes caseiros. - disfarçou amena, mas... não foi suficiente.

- Minha mãe disse que você esteve aqui ontem, não me diga que...? - o rapaz piscou aturdido, parecendo exibir uma sequência de dilemas internos, até erguer as orbes escuras para Jihee e... - Porra, porra! - xingou alto, puxando os cabelos com veemência. - Fica longe. - ditou por fim em gesto impaciente.

- Jungkook, não... - a mais nova tentou intermediar, contudo...

- Pára, não diga nada, Jihee. - bradou inconformado. - Tem noção agora, do que está se metendo se não me deixar?! Droga, me... me perdoe por ser um desgraçado. - lamentou por fim, áspero.

- Cala essa boca, você não... - tentou retrucar, porém foram interrompidos pela chegada de duas silhuetas no recinto, estas que... pareciam suspeitas, portavam sorrisos sórdidos e definitivamente não eram médicos ou enfermeiros, tampouco parentes.

Mas ao contrário da expressão de temor na garota Kim, Jungkook teve outra postura que deixou bem evidente não ser coisa boa, quando justamente ao ver os indivíduos, se ergueu da cama ressabiado e puxou o pulso da Kim para colocá-la atrás de si.

O que estava acontecendo?

- Você realmente tá aqui, hein?! - um dos sujeitos começou em riso faceiro, dirigindo-se à Jeon. - Vim buscar o dinheiro do "material". - destacou sério.

- Por que vieram aqui? - o mais alto questionou, nada contente.

Eram traficantes? No hospital? Merda, não podia ser.

- Porque você não pagou e o Sotan caça pessoas até no inferno pra pagarem seus consumos, você não seria diferente, é claro. - debochou o segundo cidadão de caráter duvidoso.

- J-jungkook. - murmurou a Kim em tom esganiçado pelo medo.

- Calma, vai ficar tudo bem. - tentou tranquilizar o Jeon e logo... - Vou pagar, mas não agora. Eu não tenho dinheiro aqui. - anunciou sucinto.

- Isso não é problema nosso, cara. -  o homem de voz arrastada rugiu, causando um estremecimento na espinha de Jihee. Aquilo não estava indo num rumo promissor, não mesmo e por isso...

- Q-quanto é? - foi sua pergunta miada, quase trêmula aos dois desconhecidos que a fitaram com interesse e...

- Jihee, não. - Jungkook foi logo tentando intervir.

- Falem o valor, eu pago. - acrescentou a moça convicta. Iria acabar com aquilo de uma vez e nisso...

- Uh, veja só... o imbecil tímido arranjou uma namorada e ela ainda banca sua "diversão", que panaca inútil. - um dos caras comentou maldoso e o outro riu debochoso. - Não nos apresenta, Jungkookie?! Ela é muito gostosa. - comentou por fim, sujo e sob uma breve carranca de Jeon, que se voltou à ex colega de trabalho.

- Jihee, não faça isso. É minha despesa, não tem que... - foi prontamente cortado.

- Não vou deixar que eles te façam algo, Jeon. Quanto é? - insistiu aos bandidos que riram em uníssono.

- Quarenta mil e quinhentos wons. - elucidou o homem mais baixo com calmaria.

E a Kim respirou fundo agradecendo por ter aquele valor em espécie para então entregar ao petulante cara, entretanto... não se atentou em um detalhe: eles eram pessoas de má índole, então o que veio à seguir, podia ter sido previsto, mas infelizmente, não foi.

- Além de bastante grana, também é interessante. Que tentação. - foi a sentença solta do mal elemento mais alto, este que... ousou enfiar sua podre mão no vestido da Kim.

- Ah! - a mesma gritou assustada, sendo rapidamente amparada pelos braços de Jungkook, que tomou a frente, puxando a gola do infeliz com violência.

- Não toca nela, seu imundo! - comandou entredentes, antes de sem qualquer aviso prévio, o derrubar num soco e logo puxar as notas do bolso, jogando na cara do mesmo, que riu com escárnio da reação, sendo ajudado pelo parceiro.

- Está estressadinho?! Devia dar mais atenção à sua mina, seu boboca. Já viu esse corpo? Poderia brincar muito e... - com uma notória provocação, as mãos de Jeon estavam outra vez no desgraçado homem, porém... felizmente um enfermeiro adentrou o quarto, dissipando a briga corporal prestes à ocorrer e...

- Que está acontecendo aqui? - foi a pergunta do profissional desconfiado e nisso Jungkook, por meio de um gesto da Kim, soltou o cobrador com desdém.

- Sumam daqui. - vociferou irado e em meio à risos, a dupla seguiu na direção da porta, para alívio de Jihee.

- Obrigado pela cooperação. - satirizou o mais baixo e por fim sumiram no corredor.

- Você tá bem, Jihee? - a morena assentiu ainda desnorteada pelo evento e nisso...

- Aconteceu alguma coisa? - inquiriu o rapaz de vestes claras.

- N-não, apenas visitantes indesejados. - externou o ex mendigo num suspiro pesado e então... - Você deve ir, Jihee. Céus, não me procure mais, pelo seu bem. - pausou pesaroso. - Foi ótimo te conhecer e... - sua fala foi cessada de forma inusitada, ao ter os lábios da menor se colando aos seus com urgência.

E ali, exprimindo todos os sentimentos, ambos se renderam num abraço desajeitado somado ao ósculo e ao fundo, apenas a voz miada do terceiro ali, que alegou que os deixaria sozinhos e saiu em disparada, envergonhado.

Mas isso não incomodou Jeon, que após intensificar o beijo, enfim o partiu com pesar, vendo a Kim ainda de olhos fechados.

- Você tem que ir. - foi sua fala ofegante e que fez a mais nova abrir os olhos de imediato, o encarando frustrada. - Você é muito legal e boa, a garota mais incrível que conheci, mas... eu não quero que nada te aconteça. Por favor. - pediu em argumento velado.

- Não. Eu não posso simplesmente esquecer que conheci você. Eu gosto de estar com você, gosto de você e quero muito te ajudar e te tirar dessa vida difícil, tenta... por mim. - volveu lacrimosa.

- Você não entende?! Eu tô envolvido com gente da pesada, traficantes e bandidos perigosos soltos por aí. Você corre perigo comigo, então não dá. - refutou bravo. - E faz um favor: não seja tão ingênua com futuras pessoas que você conhecer. Pode se machucar e... - Jihee meneou a cabeça em descrença, o fazendo cessar a dita.

- O ingênuo aqui é você. - riu sem humor. - Tem uma vida, pessoas que te amam e se importam e você desperdiça. Está sem afundando, por que tem medo de reagir? - cobrou irritadiça.

- Porque eu já tentei e nunca consegui. Porque todas as pessoas que machuquei me lembram do fracasso que sou.  Não vou comprometer uma pessoa doce como você. Quando tiver minha recaída como eu tive, estarei fora de mim. - suspirou numa lufada de fôlego. - Você acredita em um mundo irreal, Jihee. No que eu vivo, pessoas matam por coisas banais e não se importam com nada. No real, viciados fazem tudo pra conseguir dinheiro: matam, estupram e sequestram. No real... - baixou a cabeça sôfrego. - Mendigos drogados e cidadãos não se relacionam. - completou conciso e um silêncio veio ao dormitório.

Jihee viu que aquela abordagem não adiantaria. Não mais. E nisso...

- Se é assim... - iniciou baixo, sorrindo breve. - ...posso te pedir pelo menos uma coisa? - o mais velho assentiu confuso. - Me promete que vai se priorizar, que vai tentar parar e... que vai aceitar um encontro comigo. - disparou por fim e Jeon arregalou os olhos, incrédulo.

- Que tá dizendo? - estranhou perdido.

- O que ouviu. Um dia normal com alguém que se importa. Você precisa disso. E... se topar, eu não te procuro mais, como quer. - externou num sorriso fechado e Jungkook hesitou.

Era uma proposta tentadora. Droga, será que ela não percebia? Isso pioraria tudo... ou melhoraria. Não era mais plausível dizer o que renderia aquela interação. Estavam apaixonados e feitos ímãs que se atraíam, não importava em que circunstância. Era... inevitável.

- Isso... é loucura. - comentou tenso.

- Não ligo, só aceita. - rogou Jihee pegando a palma grande entre as suas e... Jungkook aceitou.

Parecia o certo à se fazer. Seria apenas seu lado sonhador? Possivelmente, mas se permitiria um pouco disso, antes de encarar uma reabilitação, a segunda parte da promessa que tinha feito à sua estimada Kim Jihee.


Notas Finais


E aí, gostaram? Comentem, eu adoro respondê-los :)
Bom, eis que a Jihee meteu o louco (denovo) e o Jungkook aceitou se ajudar e ajudar o OTP à tentar. Com isso, teremos um próximo cheio de interações.
Beijocas e até breve!


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