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História Antipatia - Capítulo 2


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Notas do Autor


CHE-GAY!
Eu queria agradecer aos comentários e aos novos favoritos, esse retorno tá sendo tudo pra mim, sério gente! ♡

Boa leitura! ♥

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Antipatia - Capítulo 2 - Capítulo II

* Capítulo II - Motivos bons para socar alguém *

Genos ajeitou a roupa no espelho e deu uma última olhada no cabelo certificando-se que estava alinhado antes de partir para seu expediente. Cumprimentou os cozinheiros e seus companheiros garçons preparando-se para entregar os pedidos. Genos iniciou no estabelecimento aproximadamente há três anos em seu primeiro ano letivo. Necessitado a pagar as contas e claro, arcar com suas despesas pessoais. Observou o local estranhando o tempo traidor, deixando-o nostálgico.

Toda a estrutura do estabelecimento era esplêndida. Sua arquitetura era bem harmônica, contendo elementos mesclados entre o antigo e o contemporâneo. Seu paisagismo misterioso, em tons terrosos nas paredes e acessórios vermelhos, como as cortinas. Um suntuoso espaço com diversas mesas compostas em toalhas também vermelhas, com detalhes em dourados nas extremidades. Os objetos em formato de ornamentos em prateado, segurava os guardanapos. O lugar era extremamente limpo e convidativo para qualquer público, por mais que apresentasse ser de alto padrão.

Após o falecimento dos pais, Genos não obtente de outra saída a não ser aproveitar as oportunidades que a vida estava lhe dando. Como por exemplo, a poupança herdada em seu banco e o emprego registrado no restaurante. Genos precisou crescer precocemente e sendo filho único, sentia-se totalmente desolado ao constatar que não compartilhava de seus genes com terceiros. Então, juntando toda a coragem para lutar por uma emancipação e não precisar frequentar um lar adotivo, o loiro conseguiu o emprego e se estabilizou mostrando à sua Assistente Social que poderia se cuidar sozinho.

Evidentemente, o loiro ganhava visitas constantes de seus amigos em sua casa. Kinzoku e Sonic eram os responsáveis pela grande arruaça aos finais de semana, jogando video game ou planejando pequenas viagens às fontes termais ou vilarejos vizinhos ao redor da grande Cidade Z. Os conhecia verdadeiramente para saber que ambos jamais o deixaria desamparado e de certa forma, aquilo o consolava, visto que os enxergava como irmãos. Um jovem extremamente inteligente de notas sempre azuis. Sonic retrucava com o loiro, alegando que ele estudava demais e até perdia a parte boa da vida. Parte esta, que Genos nunca se interessou, principalmente por relações com terceiros. Nem todos achavam normal relações homoafetivas e apesar de não ter problema nenhum com pessoas homofóbicas ou sua orientação sexual, preferia evitar fadiga e problemas para si.

Naquela noite quente, Genos precisou pedir paciência pelo menos dez vezes, antes de mandar um cliente ir à merda. Apertou as têmporas, deu batidinhas no rosto e bebeu um copo de água oferecido por sua senpai antes de retornar ao local. Atendeu mais alguns clientes e quando o relógio marcou uma da manhã, fechou as portas, exausto.

Aspirou em áreas onde algumas crianças perambularam e limpou as mesas, antes de receber a ajuda de Aiko, uma garota que entrou como garçonete na mesma época que ele. Dobrou as toalhas colocando-as dentro do armário e despediu-se rapidamente trocando de roupa e sapato. Olhou o relógio em seu pulso e suspirou pelo horário. Para sua sorte, os últimos ônibus ‘’corujão’’ trilhavam o caminho até sua casa e cumprimentando o motorista, sentou-se no banco da frente. Desenrolou os fones dentro de sua bolsa e os conectou no celular, ouvindo sua banda favorita. Encostou a cabeça no vidro do veículo e olhou as luzes dos postes passarem rapidamente. Pensou em sua mãe e em seu pai. Estranhamente sentia-se melancólico e apenas se atentou quando recordou-se que a data estava próxima. Injuriado, fechou os olhos por momentos para tirar um breve cochilo mas fora interrompido pelo motorista ao chegar em seu destino.

Sussurrando um pequeno tadaima, entrou em sua casa. Retirou os sapatos e subiu as escadas para tomar um banho relaxante. Vestiu apenas uma cueca e agarrou o notebook, para checar as notificações de seu blog pessoal, onde postava histórias de sua autoria. Sorriu com os elogios e checou os emails, soltando um muxoxo ao ver que o professor de química passara uma lista de dez exercícios para ser entregues naquela manhã.

Serviu-se com uma xícara de café e começou a fazer os exercícios, torcendo para dormir pelo menos por três horas. No dia seguinte, acordou com o barulho de seu despertador e não tardou em se arrumar para ir em direção à escola encontrando com Kinzoku em seu patinete, no caminho. Cumprimentou-o com um ohayo baixíssimo e colocou os fones de ouvido. Sonic achegou-se à dupla dez minutos depois, montado na bicicleta de seu amigo, Mumen. Genos, particularmente, achava o garoto adorável e era facilmente notável a queda que o aluno do segundo ano tinha pelo moreno.

Sorriu fraco acenando para o jovem e perdeu-se em seus pensamentos, até chegar na escola. Pegou uma lata de suco de tomate e caminhou preguiçosamente até sua sala, onde encontrou um aluno estranho despojado em sua carteira. Evitou qualquer contato e sentou na cadeira detrás. Sonic ofendido, disse:

— Ei, cabeludo, está na mesa do meu amigo…

O jovem de cabelos compridos até a cintura e de olhos azuis, olhou o outro com desdém, murmurando:

— Engraçado, não vi nenhum nome por aqui.

Genos colocou a mão sobre o ombro do amigo que rosnava em fúria, pedindo em um olhar mudo para não iniciar aquela confusão. Sentou-se novamente e terminou sua bebida, abrindo o caderno confirmando sua primeira aula. Quem, por cargas d’água, gostava de ter química em plena oito horas da manhã? Provavelmente um louco e Genos constatou isso quando um colega de classe ficou feliz ao ver o professor King adentrar na sala. Suspirou, já retirando as questões feitas e entregou ao sensei, que orgulhoso, lhe deu um mero sorriso.

Na hora do almoço, Genos se contentou ao ver o enérgico Sonic feliz por Kinzoku finalmente ter entrado para o clube de artes marciais. Tinha um motivo principal para isso, mas o loiro não poderia negar que o amigo era um ótimo lutador.

— Nossa, mas se você ganhar destaque daquele jovem senhor, eu vou esfregar muito na cara dele. — o moreno pegou a bandeja. — Estamos convidados para vê-lo treinando, né?

— Claro, estão totalmente convidados. — sorriu. — E vocês, já escolheram as atividades extracurriculares que querem cursar?

— Bem… eu tenho algumas dúvidas. Talvez luta como a sua ou então, Educação Física mesmo. Estou me decidindo. E você, Genos? — cutucou o amigo que parecia pertencente a outro mundo, mas era apenas sono.

— E-eu? — ficou vermelho ao lembrar de sua escrita. — Talvez no clube de jornalismo?

— É uma boa, você é um ótimo escritor, se daria bem. — Kinzoku elogiou-o, ganhando um rosto corado.

— Se você diz…

Após o almoço, Genos se retirou dizendo que precisava fazer uma coisa antes de retornarem para a sala de aula. Passou em frente à enfermaria e virou à esquerda, encontrando a velha responsável pelo objetos perdidos da escola. Explicou-lhe o acontecido e deu para ela, a gravata azul-marinho. Girou os calcanhares e faltando mais dez minutos para o segundo período começar Genos foi até a biblioteca. Fugiu da mulher, pois estava devendo um livro à ela há duas semanas e não gostaria de ser pego novamente bisbilhotando a prateleira sem ter uma desculpa plausível para tal. Sentou na cadeira ao lado da escada encaminhada para o segundo andar e pegou o celular, respondendo as mensagens de Kinzoku debruçando-se sobre a mesa.

Genos adorava ficar naquela posição após seu almoço. Trazia um pouco de paz para a vida solitária. Tinha seus preciosos amigos, mas ainda sim, apreciava os momentos compartilhados consigo mesmo. Olhou as copas das árvores sacolejar, insinuando que o outono estaria no fim, para dar um início ao gelado inverno. Genos gostava tanto daquela estação. Na verdade, gostava de todas, mas o inverno tinha a atenção no aloirado, que inclusive, adorava patinar no gelo num parque perto de sua casa. Kinzoku e Sonic havia ido consigo nos últimos dois anos e admitia o entretenimento na presença dos dois era melhor, do que sozinho. Talvez o inverno representasse a calmaria do garoto e de certo modo, sentia-se acolhido.

Seus pensamentos foram interrompidos quando viu a bibliotecária olhando-o de cenho franzido, apontando para seu relógio. Fitou o objeto em seu pulso e correu em disparada para a sala. Havia ficado tempo demais no local e chegou ofegante na porta, antes de bater e pedir licença ao homem de pele clara e sobrancelhas franzidas, bebericando um copo de café.

— Temos um atrasado, seja bem-vindo. — sorriu gentil, tentando acalmar o estudante. — Chegou bem em minha apresentação, sente-se que eu darei continuidade ao assunto.

Genos assentiu e envergonhado, sentou em sua cadeira ignorando os questionamentos dos amigos. Passou a prestar atenção na aula de literatura e conheceu o tão novo professor ovacionado pelos alunos. Não negaria que o homem era bonito, ainda mais com os olhos expressivos e o cabelo escuro. Até poderia dizer que ele era atraente, mas passava longe de seu estereótipo. Genos gostava de homem carecas. Por mais estranho que aquilo fosse. Sem contar que estava levemente incomodado por precisar acostumar-se com o outro. Como anteriormente dito, Genos odiava ter que lidar com novos hábitos didáticos, principalmente por pessoas como Saitama, que parecia preguiçoso demais para lecionar aquele tipo de matéria. Pigarreou baixo quando o professor olhou para si por tempo demais e começou suas anotações do livro que o mais velho queria que os alunos lessem.

— Bem… eu sei que alguns aqui odeiam ler livros, mas peço para que leiam um chamado Kyoto. Vou dar a vocês duas semanas para discutirmos e fazermos algumas observações. — escreveu o nome do livro na lousa. — Aqui está um questionário que precisarão me entregar após lerem o livro. Com isso, dispenso vocês…

A maior parte dos alunos comemoraram por estarem livres e mesmo a contragosto da decisão de sair mais cedo, agradeceu porque poderia descansar pelo menos um pouco antes de ir ao trabalho. Guardou seus materiais e olhou os amigos o fitando com curiosidade.

— O que foi? — perguntou na defensiva.

— Você nunca se atrasa para a aula, o que houve? — Kinzoku perguntou, curioso.

— Eu perdi a noção do tempo enquanto estava dentro da biblioteca, não se preocupem. Eu estou bem. — se prontificou antes que ambos lhe bombardeasse com perguntas.

— Certo! Então, temos a primeira aparição de Kinzoku no dojo, o que acha de comprarmos alguns cafés gelados e irmos vê-lo? — Sonic propôs, animado.

Genos apenas concordou, com um mero sorriso. O loiro estava feliz pela nova conquista do amigo e poderia adiar seu descanso para vê-lo treinar. Apenas pediu que o esperassem ir ao banheiro e assim o fizeram. O trio foi até a parte esquerda da quadra. Genos e Sonic sentaram-se na arquibancada enquanto Kinzoku ia radiante ao dojo para se apresentar a nova turma. Genos ficou apenas com um fone e começou a procurar o pdf do livro do sensei na internet, fazendo algumas observações. Após, seu olhar focou-se nos movimentos do amigo de penteado excêntrico e riu, ao vê-lo tão empolgado.

Isso o lembrava que restavam apenas três dias para que as inscrições nos clubes acabassem. Naquele último ano, era muito importante que os alunos fizessem aquelas atividades para complementar seu currículo escolar, sendo que nos anos seguintes iriam para as universidades.

Genos avisou para Sonic que iria pegar um salgadinho na máquina e saindo até o pátio ao lado da quadra trombou com Mumen. O convidou para vir consigo e começaram a trocar algumas risadas, até Genos ser parado por uma voz conhecida:

— Ei, garoto, foi você quem devolveu minha gravata?

 

[...]

 

Kinzoku acordou enérgico naquela manhã. Havia conseguido um novo emprego no centro da Cidade Z como Auxiliar Administrativo. Não era a área que gostaria, mas suficientemente para pagar suas contas e sustentar a irmã, visando que o jovem já atingira a maioridade. Aos dezesseis, havia conseguido um curso profissionalizante gratuito que o ajudou muito. Como ainda ajudava. O moreno era alguém bem tímido e reservado, só não conseguia ser assim com a irmã caçula, que enchia o saco do mais velho em todas as oportunidades que tinha.

Ohayo Kinzoku-onii-chan. — desejou a mais nova, beijando-lhe a bochecha. — É hoje que você se declara para o grandalhão? — levantou as sobrancelhas.

Kinzoku suspirou, massageando as têmporas levemente irritado.

— Eu realmente gostaria de saber onde que eu estava com a cabeça, para lhe contar sobre isso. Já disse que Garou é hétero e me odeia, diga-se de passagem. — rebateu, nervoso pela conversa incômoda.

— Certo. Ele pode até te odiar, mas aquela cara dele não nega o que ele é. — deu de ombros, pegando uma maçã para então começar a subir as escadas.

— E o que ele é?!

Gay! — respondeu Zenko, no andar de cima.

Kinzoku riu da irmã e partiu para começar a arrumar-se para a escola. Zenko havia acabado de entrar no primeiro ano e só não havia aparecido na semana passada, pois estava doente de uma gripe muito forte. A viu descer as escadas em sua usual saia e meia sete oitavos típicos do uniforme escolar e pegou em sua mão para irem caminhando. Os irmãos eram bem íntimos e Kinzoku confiava sua vida à irmã, e vice-versa. A garota, apesar de carismática era alguém bem agressiva em quem tentasse ofender o amado irmão e mesmo que achasse o garoto na qual o moreno era apaixonado, um babaca, resolveu torcer pelo casal, ao invés de criticar. Zenko não precisou olhar duas vezes na cara de Garou para saber que ele era um gay reprimido.

Ambos conversavam animadamente pelo caminho, até Zenko encontrar com seu amigo Tareo do outro lado da rua. Sorriu deixando-os a sós e começou a andar com seu patinete, sorrindo ao ver Genos a poucos metros de si. Sonic não demorou para se juntar com a dupla, acompanhado de Mumen. Ao chegarem na escola, o moreno viu Genos disperso e riu. Era tão comum vê-lo daquela forma que algumas pessoas estranhariam questionando se o trio eram realmente amigos.

— Você acredita nisso? Eu consegui vencer aquele velho de merda… — resmungou causando um riso no jovem de penteado excêntrico.

— Acredito, deve estar bem orgulhoso, por falar nisso! Eu consegui um novo emprego e passei nos testes de Taijutsu ontem à tarde! — disse entusiasmado abraçando o moreno parcialmente.

— Sério? Ah, meus parabéns seu moleque, falei que iria conseguir! — bagunçou os cabelos do outro e sorriu. — Estou feliz que vai conseguir sustentar sua família com mais êxito.

As bochechas do outro coraram e Kinzoku assentiu, orgulhoso.

— Obrigado Sonic. Precisamos contar ao Genos. — murmurou procurando o amigo, mas ele já havia sumido.

— Na hora do almoço contamos, ele mais some do que fica conosco. — deu de ombros.

No meio do caminho, Kinzoku deu uma última checada na irmã e adentrou na sala, lamentando que Sonic arrumaria uma confusão com o possível novo aluno. Aquele garoto não tinha a aparência de um garoto do terceiro ano, muito pelo contrário, parecia até que já estava em alguma universidade. Dono de cabelos longos negros e uma franja excessivamente repicada, com um par de olhos azuis cintilantes. A estrutura corpórea era de um atleta e Kinzoku tinha certeza que ou praticava academia, ou fazia algum tipo de esporte.

Só desviou o olhar quando os olhos lazulis repousaram em si. Envergonhado, ignorou o jovem e sentou-se atrás de Genos, evitando manter contato visual. Sabia que tinha chamado uma atenção desnecessária e sentiu-se constrangido boa parte da aula, fugindo do garoto quando este tentou falar consigo. No almoço, contou sobre sua novidade para Genos, sentindo-se acolhido pelo olhar carinhoso do amigo. Estranhamente na aula de Literatura não viu o loiro e olhou incomodado para Sonic. Cutucou o moreno com um lápis e sussurrou:

— Será que ele está bem? — fitou o professor que se apresentava de maneira extrovertida.

— Eu não sei, Kinzoku. Genos tem o dom de se esconder uma forma absurda. — suspirou baixo, encerrando a conversa.

Cinco minutos depois, o loiro adentrou na sala, com as bochechas coradas e levemente ofegante. Ele estava correndo, pensou o moreno, inquieto. O sensei apenas passou um livro para turma lerem e dispensou os alunos, instantaneamente aliviados. Questionou o outro sobre seu paradeiro e fora tranquilizado quando este se prontificou de seu bem estar. O trio caminhou até a quadra e Kinzoku explicou que precisaria trocar roupa antes de iniciar o treino. Caminhou até seu armário primeiramente enfaixando as mãos e as apertou bem, certificando-se que não estouraria os tendões caso acertasse um oponente com muita força. Assustou-se quando a porta do armário estremeceu com um baque e dera dois passos para trás ao ver a figura de cabelos brancos olhando-o de forma enraivecida.

— Não acredito que você está aqui. Sabe quanto o professor Bang se esforça para nos fazer verdadeiros lutadores? — rosnou, socando o armário e viu o metal se amassar devagar.

— Eu só estou aqui porque luto em uma academia fora da escola. — rosnou, vendo o outro gritar irônico.

— Você não é um lutador. Você é uma bicha…

— E por alguma acaso, você tem problemas com isso? — a voz pegou ambos de surpresa e Kinzoku olhou admirado para o garoto que havia ignorado na aula de química.

Ele havia salvado sua pele de uma possível surra. Suspirou aliviado. E não que Kinzoku não se garantisse na briga, só não gostava de desentendimentos desnecessários visando que violência fora de seu outro dojo, era terminantemente proibido.

— E por algum acaso você é igual a esse tipinho? — questionou o albino, rindo em descrença.

— Sim. Assumido ainda, agora se me der licença eu preciso falar com ele. — cruzou os braços.

Carregado de fúria, Garou se retirou do recinto bufando e esbarrando propositalmente no ombro do moreno de cabelos compridos. Este que lançou um sorriso doce a Kinzoku ao ver sua expressão retraída e tímida.

— Não fique assim, sempre tem uns babacas perdidos na escola. Suiryu. — estendeu a mão e Kinzoku apertou.

— Kinzoku…

— Certo. Acho que estão nos esperando no dojo e gostei do seu penteado. — sorriu dócil, vendo as bochechas do outro vermelhas.

— Seu cabelo também é bem bonito. — elogiou Kinzoku, levemente emburrado.

Suiryu riu baixo achando o outro adorável. Não precisou ler o garoto novamente para saber que ele era tinha duas versões. Uma bem meiga e retraída para contato social em geral e uma agressiva para pessoas abusivas. Apesar de já conhecer a fama de Garou, Suiryu não havia conhecido Kinzoku em todos esses anos. Decidiu que o puxaria para conversar depois do treino. 

Kinzoku encontrou os amigos na arquibancada e acenou levemente, rindo ao ver um Sonic enérgico prestando atenção no treino com os olhos brilhando. O moreno pôde perceber que o albino não engoliu o que havia acontecido no vestiário e manteve-se longe dele o máximo que conseguiu. Inevitavelmente lutaria contra ele ao ouvir Bang chamando os dois. Nem precisou muito para que Garou machucasse a mão e Kinzoku com o nariz sangrando. Ele era uma animal selvagem lutando e o moreno tentava entender como ele ainda não havia sido expulso do clube de luta.

— Mas que merda! — Sonic brandiu adentrando no dojo e acertou o rosto do albino em cheio, com um soco. — Você é lixo, seu, seu…

— Sonic, acalme-se. Acho melhor levar seu amigo para enfermaria e Garou, acho deveria ser menos agressivo. Lhe darei uma advertência e pode se dirigir até a enfermaria. — o professor da atividade suspirou.

Adolescentes a flor da pele são um porre, pensou avoado.

— Advertência?! Eu mesmo vou socar você, seu maldito e eu posso lhe dar uns motivos para isso. — rosnou Sonic, agarrando a gola da camisa do albino que riu com escárnio. — Seu delinquente… — ofendeu o moreno.

Garou saiu do ambiente munido em ira, enquanto Sonic e Suiryu ampararam Kinzoku até a enfermaria. Por sorte, o nariz do garoto estava intacto. Havia só rompido algumas pequeníssimas veias com o impacto da porrada recebida por Garou e por esse motivo, veio o sangramento nasal. Kinzoku não deixou de rir ao ver um Sonic todo revoltado resmungando xingamentos e ofensas ao lutador albino.

— Ele é sempre assim? — Suiryu cochichou no ouvido do mais novo amigo.

— A maioria do tempo. — Kinzoku reprimiu um riso. — Ele só fica assim quando alguma coisa acontece comigo ou ao Genos. É um grande amigo.

Suiryu sorriu encantado com a feição carinhosa do garoto direcionada ao amigo.

— E quem é você afinal?! — perguntou Sonic, de braços cruzados olhando para o outro moreno. — Eu lembro de você ter sentado no lugar de Genos. — confessou emburrado.

— Oh! Desculpe não ter me apresentado, mas me chamo Suiryu. Sou transferido de outra escola. Estudei apenas o primeiro ano aqui e retornei faz umas duas semanas. — coçou a nuca e esticou a mão. Sonic olhou-o intrigado e aceitou o cumprimento.

— Sonic…

— Ei, amado, relaxa. Suiryu me ajudou com Garou no vestiário. — confessou Kinzoku, pressionando o pano contra o nariz.

— Até no vestiário ele te incomoda? Olha Kinzoku, anota o que eu to te falando, eu vou fazer a vida desse cara um inferno se ele continuar te atazanando. — e saiu pisando duro, causando risos no outros dois.

Kinzoku não duvidava das confissões do amigo. Sonic poderia ser um grande carrasco quando queria e não imaginava nem o que aconteceria com Garou, caso o albino pagasse para ver. Cessou o riso olhando para o de cabelos longos e pigarreou, apertando o bico do All Star no chão, buscando uma maneira digna de agradecer pelo o que o outro lhe fizera.

— Bem… obrigado por hoje. — começou coçando a nuca. — Nos vemos qualquer dia desses…

— Podemos almoçar juntos amanhã. Pode chamar seus amigos, quanto mais gente, melhor. — sorriu tentando dispersar a vergonha do garoto que o olhava tão tímido.

— Mhm.

Ouviu Kinzoku concordar para então, finalmente, vê-lo ir embora. Havia gostado do garoto e estava hipnotizado pelo olhar curioso e sua personalidade dividida. Sem contar o penteado pompadour do jovem. Riu baixo e girou os tornozelos caminhando em direção oposta, precisava passar na biblioteca antes de ir embora. Há poucos metros dali, um certo jovem de cabelos brancos haviam observado toda a cena afetuosa entre os dois e mesmo que não admitisse, fervilhou de raiva ao pensar que tinha mais um para proteger aquele infeliz.


Notas Finais


Geeente, pessoal dessa idade é cheio de hormônio! Adoro uma treta, credo KKKKKK >////<
Espero que tenham gostado e desculpe qualquer erro ortográfico!

Super beijos e até o próximo! ♡


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