História Antisocial (ChenSung-NCT) - Capítulo 2


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Hendery, Jisung, Kun, Lucas, XiaoJun, YangYang
Tags Bunnyyoung, Chenle, Chensung, Good Boys Bad Influences, hacker, Hendery, Jisung, Kun, Lemon, Lgbt, Lucas, Nct, Nct Dream, Romance, Wayv, Xiaojun, Yangyang, Yaoi
Visualizações 169
Palavras 1.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um!
Esse curtinho e bem soft pq os seguintes são bem... pesados :0

Boa leitura ♥

Capítulo 2 - Kick it


Fanfic / Fanfiction Antisocial (ChenSung-NCT) - Capítulo 2 - Kick it


02/ Kick it


     Eu vagava pela rua com lágrimas presas aos olhos, caminhava como quem estava sem rumo, no entanto eu podia ver mil pessoas no meu caminho, todas rindo, entornando suas bebidas na entrada da casa, beijando, ficando e flertando, no entanto a cena de minha mãe na mesa de jantar esperando pelo meu pai, a frieza com que Qian tratava aquele assunto, tudo era tão injusto, embora não possa escolher um lado nessa história, me sentia mal por não saber o que fazer, nem ao menos sei se tem algo a ser feito.

Cruzei a porta da casa de Xiao, vendo-os sentados no sofá com outros amigos, entretanto meu estado nada festivo chamou a atenção do trio que caminhou apressado até mim.

- problemas com seu pai outra vez? - Xiao foi atencioso em perguntar.

- só não quero falar sobre isso. - neguei, passando por eles e pegando um copo qualquer abandonado no balcão, deixando a bebida marfim descer laminada pela minha garganta que parecia se fechar no ato, entretanto meu estado emocional caótico era mais forte do que meu lado fraco, por Deus.

- vai com calma, "Prince of China". - ouvi sua voz rouca soar sensualmente em meu ouvido, fazendo um frio percorrer por meu corpo sem piedade, chicoteando meu subconsciente que exclamava por ele.

- você veio. - murmurei, lambendo os lábios, tirando os resíduos da bebida enquanto devolvia o copo ao balcão.

- eu tenho palavra, Lele. - meu apelido se tornava indecente quando mencionado por ele.

- hm... eu cheguei a duvidar. - murmurei.

- eu costumo castigar quem duvida de mim, sabia? - sorriu pretensioso, encostando o quadril no balcão, parando ao meu lado enquanto afundava as mãos no bolso da calça jeans larga.

- estilo Christian Gray? - sorri delirando em meus impróprios pensamentos.

- não seja ridículo, Zhong. - ele sorriu pelo nariz - uso isso. - ele tirou uma mão do bolso, exibindo um soco inglês preso aos quatro dedos.

- você me espancaria, Park? - engoli a seco.

- se disser que duvida de mim outra vez, sim. - sorriu, negando para o chão.

- tudo bem. - dei de ombros - dizem que a dor física pode curar a emocional.

- o "Príncipe da China" tem problemas? - ele zombou.

- todo têm, não? - estalei os lábios sem vontade.

- qual é, Zhong, todos daquela escola queriam ser você. - ele banalizou, evitando trocar olhares comigo.

- você queria? - ergui uma sobrancelha.

- não. - confessou.

- boa escolha, Park. - sorri sem humor, segurando as lágrimas.

- você deveria dançar com seus amigos. - ele indicou com o olhar a pista improvisada na sala do Xiao.

- não estou no clima. - neguei, me desencostando do balcão e seguindo para a cozinha, procurando pelos fundos da casa.

- e por que veio? - ele vinha logo atrás.

- pelo mesmo motivo que você está atrás de mim. - falei tocando a maçaneta, entretanto algo se rompeu ali dentro de mim ao ouvir o que disse.

- por pena?

Ele quer dizer que está com pena de mim?

- eu não preciso da sua pena, Park, mas se quer saber, eu tenho pena de mim, pena de fingir ser alguém que não sou, pena de viver num teatro de fantoches, seu grande babaca. - falei com raiva, abrindo a porta e saindo da casa, encontrando o quintal vazio na parte de trás.

- não foi o que eu quis dizer. - ele ainda continuava me seguindo.

- então o quê? - bufei, me virando para ele.

- não tenho pena de você, mas é tão nítido o que você é que chega a ser cruel imaginar que isso é uma fachada. - ele apontou para todo o meu corpo.

- do que tá falando? - franzi o cenho, incompreendendo o garoto.

- eu estou aqui, Zhong... - ele se aproximou - eu não sou tão ruim quanto pareço. De todos daquela escola você é o único que suporto. - ele piscou algumas vezes - use-me para esquecer seus problemas, eu sou bom em parecer um objeto, apenas chute os seus problemas e os deixe para trás, livre-se deles, desconte em mim, eu aguento. - ele soltou, me puxando pela cintura e me encostando numa árvore bem atrás de nós.

- sabe o que tá dizendo, Park? - sorri fraco, temendo pisar em falso naquele terreno sem lei no qual Jisung se esconde.

- eu não bebi, Chenle. - ele lembrou, tombando a cabeça para o lado, soltando um riso atrevido para o nada.

- posso te bater? - perguntei e ele assentiu.

Fechei minhas mãos em punho e as choquei contra seu peito, socando a área, o vendo apenas proteger seu rosto, mas não fugir ou revidar os golpes.

- faça o que quiser. - ele reforçou assim que me cansei.

- posso te morder?

- pode. - concordou com a ideia.

Posicionei minha boca próxima a seu rosto, mas ele desviou e uniu sua testa à minha, misturando nossas respirações como uma só.

- faça mais do que isso, Lele, vamos, eu sei que você quer. - ele mordeu o canto inferior do lábio, instigando-me a fazer o que ele dizia.

Minhas mãos foram para sua nuca, o puxando para um beijo enquanto ele apertava meu quadril e me pressionava contra a árvore que parecia tão instável para me sustentar, então apenas o abracei com força, largando-me em seus braços que me ampararam com carinho e cuidado. Nossas línguas se fundiam no ósculo, mas o ar não era tão ilimitado quanto meu desejo, logo nos fazendo parar, nos deixando rindo contra nossos lábios úmidos e inchados.

- se sente melhor? - ele perguntou, acariciando meu quadril com certa força.

- eu... não sei. - confessei.

- vamos tentar mais uma vez. - ele sorriu sapeca e me puxou para outro beijo, enfiando sua língua majestosamente em minha boca, iniciando um beijo caloroso e ofegante.

Nos separamos outra vez pela bendita falta de ar, mas não nos desgrudamos do abraço, apenas curtindo o momento e o silêncio.

- eu pensei que você fosse rude. - confessei, levantando o olhar para encará-lo.

- e eu sou. - me olhou profundamente, de maneira indecifrável - mas não com você. - ele negou sorrindo um pouco.

- por quê? - franzi o cenho.

- porque você não merece. - ele beijou minha testa.

- não? - insisti.

- você precisa ouvir, não é? - ele sorriu pelo nariz, me fazendo duvidar - você é especial para mim, Lele. Eu gosto de você desde o dia em que derramou leite no meu celular. - ele sorriu e só então me lembrei.

- me desculpe por isso. - sorri amarelo.

- não. - negou - essa é minha melhor recordação. - ele me abraçou forte.

- você parece bonzinho, Park Jisung. - provoquei-o.

- você tem meu melhor lado, Chenle, permaneça com ele em mente, em todo e qualquer momento se lembre que ele existe e ele é seu... somente seu. - fechou seus olhos, beijando meus lábios numa sequência de selinhos, me fazendo sorrir.

- quer me levar para casa? - perguntei.

- pra minha ou pra sua? - ele sorriu assanhado.

- eu não sou tão fácil assim, Park. - bati em seu ombro, o fazendo rir.

- eu tava brincando. - se defendeu pondo a mão no lugar atingido.

- sei...

[...]

     Já estávamos na rua deserta, iluminada parcialmente pelos postes de luzes amarelas. Minhas mãos estavam entrelaçadas na cintura do Park que mantinha o olhar sério por baixo do capacete, concentrado na pista, da mesma maneira que ele fica diante do computador ou qualquer outro eletrônico.

A nossa frente estava o carro pessoal do meu pai, parado em frente a um prédio de classe média baixa, algo bem simples para o poderoso Zhong Chu-Ye.

- Jisung, pare aqui. - pedi para o garoto que assim fez.

- o que foi? - perguntou enquanto retirava o capacete.

- aquele carro é do meu pai. - comentei baixo, evitando chamar a atenção.

- e daí? - franziu o cenho.

- ele não conhece ninguém que mora por aqui. - falei desconfiado.

- como sabe? - franziu o cenho analisando o carro mais a frente.

- ele odeia o Yang só porque ele é bolsista, imagine frequentar um lugar desses. - comentei, me aproximando um pouco mais do prédio ao ver meu pai sair com o carro.

- deixa isso pra lá, Chenle. - ele disse nervoso.

- e se ele estiver... traindo a mamãe? - perguntei angustiado.

- isso é um problema deles, não acha? - ele ergueu impacientemente as sobrancelhas.

- não seja egoísta, Park Jisung, estou falando da minha mãe. - fui rude.

- seja lá quem seu pai conhece aí, não significa nada. - ele reforçou.

- pode ir. - falei.

- e deixar você aqui sozinho no meio do nada? Nem pensar. - negou, descendo da moto.

- Eu não aguento mais sofrer, Jisung. - agarrei sua camisa entre os dedos, o beijando suavemente.

- mais uma seção de terapia? - ele brincou mordiscando meu lábio inferior.

- acho que estou precisando. - sorri já iniciando o beijo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado♥

Jisung é antissocial, mas o diferencial dele é que ele não é aqueles babacas, ele vai ser o apoio do Chenle e o amor dos nossos babies vai ser o mais puro das versions ^-^
Beijos e até o próximo *-*


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