História Antonia (O Intruso) - Capítulo 7


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Categorias Star Trek (Jornada nas Estrelas)
Personagens Dr. Leonard "Magro" McCoy, James T. Kirk, Personagens Originais
Tags Antônia, Estelar, Frota, Kirk, Mccoy, Star, Trek
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Palavras 2.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Contato


 

Diário do Capitão, Data Estelar 7413.4”

“Graças à chegada e ajuda oportuna do Sr. Spock nós conseguimos regular os motores da Enterprise para aproveitar a capacidade total de dobra. O rebalanceamento das máquinas e sistemas foi feito em menos de três horas, o que significa que agora poderemos interceptar o intruso enquanto ainda está a mais de um dia de Terra.”

 

Quando Spock entrou na cabine do capitão James Kirk, encontrou lá, além do oficial comandante, o Dr. Leonard McCoy

- Oficial de Ciências Spock se apresentando como ordenado, capitão – disse o vulcano, de maneira formal.

O capitão indicou o pequeno sofá que estava na área de convivência da sala.

- Por favor, sente-se – disse o capitão.

Spock, porém, permaneceu em pé, numa posição rígida com as mãos colocadas às suas costas, olhando para frente.

Sentindo-se incomodado com esta atitude, o Dr. McCoy sorriu ironicamente.

- Spock, você não mudou nem um pouco – disse o médico - continua caloroso e sociável de sempre.

O vulcano olhou para ele impassível e comentou sério:

- Você também não mudou Doutor, como sua predileção continuada por irrelevâncias demonstra.

Kirk, sentindo que podia estar se iniciando uma discussão infrutífera, resolveu intervir.

- Senhores, por favor! – disse ele, olhando para Spock - pensei que você houvesse voltado para Vulcano pensando em ficar.

- Sim, soubemos que fosse você estava passando pela disciplina "Kolanear" – completou McCoy.

Spock olhou mais uma vez para o médico, levantando a sobrancelha.

- Se você estiver se referindo ao Kolinahr, Doutor, você está correto.

- Bem, apesar de não saber a pronúncia, Sr. Spock – disse o médico - sei que é o ritual vulcano para expurgar qualquer emoção restante.

- E também é a disciplina que você abandonou para se juntar a nós – continuou Kirk – gostaria de saber o motivo.

E vendo que o vulcano continuava de pé rigidamente, o capitão apontou novamente para o sofá, meio aflito.

- E quer fazer o favor de se sentar! – disse o capitão.

Parecendo relutante a princípio, o vulcano finalmente se sentou.

- Em Vulcano eu comecei a sentir uma consciência de uma fonte mais poderosa que tudo eu já tenha encontrado – disse Spock - padrões de pensamento perfeitamente ordenados. Acredito que sejam emanados do intruso e que ele tenha as respostas que procuro há anos para entender minha natureza.

McCoy deu uma risadinha.

- E não é que você deu sorte que nós que nós estejamos indo naquela direção? – comentou o médico.

- Magro! Nós precisamos dele – disse Kirk, irritado - eu preciso dele.

- Então minha presença é vantajosa para ambas as partes – disse Spock, calmamente.

O capitão o encarou em silêncio por alguns momentos. Finalmente disse ao oficial vulcano:

- Qualquer padrão de pensamento que você venha a captar, e que afete você diretamente ou não, eu espero que me informe imediatamente.

- É claro, capitão – respondeu Spock - há qualquer outra coisa?

- Não – respondeu Kirk.

Sem dizer mais nada, Spock levantou-se saiu da cabine.

Assim que a porta se fechou às costas do vulcano, McCoy olhou preocupado para Kirk

- Jim? – disse ele - se esta superinteligência é tão importante para ele como diz que é como nós saberemos...

- Que ele não poria seus próprio interesse à frente dos da nave? – completou Kirk - eu nunca poderia acreditar nisso.

- E como poderemos ter certeza? – perguntou o Doutor - ele pareceu... 

Neste momento, porém, a voz de Uhura soou através do intercom.

- Ponte para o capitão, estimativa de contato visual com a nuvem em 3,7 minutos.

- A caminho – disse o capitão, olhando para McCoy e já saindo.

*   *   *

- Alerta vermelho – disse Kirk ao se sentar na cadeira de comando - magnitude total na tela.

- Magnitude total, senhor – respondeu Checov no posto tático.

O capitão virou-se para Uhura.

- Comunicações? – perguntou ele.

- Mensagens de saudações em todas as freqüências, capitão – respondeu ela.

- Capitão, nós estamos sendo sondados – disse Spock.

- Não retorne a varredura, Sr. Spock – disse Kirk - poderia ser mal interpretada como hostilidade.

- A varredura se origina do centro exato da nuvem – disse o vulcano – a energia de um tipo nunca antes encontrado.

- Não há nenhuma resposta as mensagens de saudação, senhor – disse Uhura.

- Devemos assumir posição de combate? – perguntou Checov.

- Negativo. Cancele o alerta vermelho - respondeu Kirk - não faremos nenhuma ação que possa ser interpretada como provocação.

- Recomendo postura defensiva, capitão – disse Decker, que estava em pé ao lado da cadeira de Kirk - telas e escudos.

O capitão pareceu pensar por alguns segundos.

- Não, Sr. Decker, isso também pode ser interpretado como hostilidade – disse ele por fim.

- Composição de nuvem, Sr. Spock? – perguntou Decker ao vulcano.

Spock consultou seu painel e respondeu em seguida.

- É um campo de energia de potência doze, comandante.

- Força doze? – disse Decker preocupado – capitão, nós vimos o que as armas deles podem fazer. Não deveríamos nos precaver?

- Sr. Decker, eu não provocarei um ataque – disse Kirk - se esta ordem é não foi clara o bastante...

- Capitão – disse Spock, interrompendo - suspeito que haja um objeto no centro daquela nuvem.

- Senhor, como seu Imediato é meu dever mostrar alternativas – continuou o comandante Decker a Kirk.

- É claro – disse Kirk, esboçando um sorriso – me desculpe.

- Cinco minutos para limite da nuvem – disse Ilia, uma jovem deltana que estava no posto de navegação.

- Navegadora, trace uma rota cônica para o centro da nuvem – ordenou Kirk – e coloque-nos em curso paralelo ao que estiver lá e acompanhe seu deslocamento. Sr. Sulu – disse para o piloto - coloque a tática na tela.

A tela principal da ponte foi preenchida pela imensa nuvem, cujos padrões energéticos brilhavam intensamente de forma aleatória. A tela do posto tático mostrava a Enterprise como um minúsculo pondo luminoso na borda da nuvem.

Ao ver os dados apresentados no canto da tela, o comandante Decker disse assustado:

- Energia potência doze. Milhares de espaçonaves juntas não gerariam tanta energia. Sr. Spock...

O vulcano, porém, havia ficado estático, olhando a tela fixamente.

Kirk olhou para ele apreensivo

- Spock, fale – disse o capitão – o que você esta sentindo?

- Eu sinto... perplexidade – disse o vulcano - Nós fomos contatados. Por que nós não respondemos?

- Contatados? – estranhou o capitão - Como?

- Capitão! – disse Checov com urgência, apontando a tela principal.

Um globo de energia surgiu, vindo do centro da nuvem e se deslocando rapidamente em direção à nave.

- Erguer escudos! – ordenou Kirk.

O objeto, porém, parou repentinamente a pouco mais de trezentos da Enterprise, onde permaneceu parado, brilhando intermitentemente.

- Análise, Sr. Spock – pediu o capitão.

O vulcano acionou os sensores da sua estação, respondendo em seguida.

- Parece ser uma espécie de sonda – disse ele, consultando o painel - composição exata... desconhecida. Sistema propulsor... desconhecido. Recomendo...

Neste instante o brilho da sonda se intensificou e uma luz branca se expandiu e envolveu totalmente a nave e todos os seus tripulantes, deixando-os paralisamos por longos segundos.  Repentinamente o brilho desapareceu e eles puderam se mexer novamente.

- E... eu senti como se... todas as minhas células houvessem sido... invadidas – gaguejou o comandante Decker, tentando voltar a enxergar e recuperar o fôlego.

 - Tanto nós quanto a nave passamos por um tipo de sondagem em nível molecular, comandante – disse Spock.

- Capitão! – disse Sulu, apontando para a cadeira a seu lado, onde até a alguns momentos estava sentada a navegadora deltana – Ilia desapareceu!

James Kirk olhou para a cadeira vazia e em seguida voltou-se preocupado para o globo luminoso que ainda brilhava na tela.

Inesperadamente uma coluna de energia surgiu no centro da ponte de comando e aos poucos foi se condensando e perdendo o brilho, até tomar a forma da tenente Ilia. Mas apesar de sua aparência, ela estava agora vestindo uma bata semi-transparente e seus olhos não mostravam qualquer expressão. E no centro do seu peito brilhava uma misteriosa luz azulada.

Ela olhou calmamente para todos os oficiais da ponte, como se os estivesse avaliando, até fixar o olhar no comandante Spock.

Ela caminhou calmamente em sua direção e parou ao lado de cadeira onde o vulcano se encontrava. 

- Você é a unidade Spock – disse ela, com uma voz que sou metalizada e artificial – você nos captou. Tem um intelecto superior ao das outras unidades. Você me ajudará.

Sem dizer mais nada, inesperadamente ela colocou ambas as mãos nos lados da cabeça dele. A principio Spock permaneceu calmo, mas repentinamente seus olhos se arregalaram e ele gemeu dolorosamente.

Decker, que estava mais próximo, tentou afastá-la do comandante, mas quando a tocou recebeu uma descarga de energia que o atirou longe. Checov pegou um phaser e atirou, mas o raio foi absorvido por um campo de força que se formou em volta da mulher.

Repentinamente ela soltou Spock, que caiu inerte aos seus pés. A mulher voltou para a posição de onde saíra, como se nada houvesse acontecido.

- Eu me enganei – disse ela – ele não tem a informação que eu preciso.

Imediatamente o capitão acionou o intercom em sua cadeira.

- Dr. McCoy, apresente-se na ponte imediatamente – ordenou.

- Eu fui programada por V'Ger para observar e registrar as funções normais das unidades de carbono que infestam a U.S.S. Enterprise – continuou a mulher

- Quem é V'Ger? – perguntou Kirk.

- V'Ger é aquele que me programou – respondeu a mulher.

-  V'Ger é o nome do capitão da nave alienígena no centro da nuvem? – tornou a perguntar o capitão.

Neste momento o Dr. McCoy entrou na ponte e ao ver Spock caído, correu até ele para examiná-lo com o tricorder médico.

- Magro? – perguntou Kirk, preocupado.

- Há indício de um leve trauma neurológico – disse o médico – ele parece ter passado por um elo mental forçado. Mas como a mente vulcana é muito disciplinada, ele está apenas atordoado. Depois que eu aplicar cinco unidades de Delapheline o cabeça dura estará pronto para outra.

Momentos depois de medicado, o comandante esta sentado de volta na cadeira, ajudado por Decker.

- Spock, você está bem? – perguntou Kirk ao se aproximar.

O vulcano acenou positivamente  com a cabeça, antes de responder.

- Capitão, eu deveria ter imaginado... – disse ele.

- Sobre o quê, Spock? – perguntou Kirk – o Intruso?

- É uma forma de vida – disse o vulcano – uma entidade consciente.

- Uma máquina viva? – tornou a perguntar o capitão.

- Eu vi o planeta do Intruso – disse Spock – um planeta habitado por máquinas vivas. A tecnologia é inacreditável. O Conhecimento delas abrange todo o universo. E, no entanto, com toda a sua lógica, o mundo delas é vazio, frio, sem nenhum mistério, nenhuma beleza. Eu devia ter imaginado...

Spock parou de falar, como se estivesse revendo as imagens. Subitamente ele segurou a mão de kirk.

- Jim, esta simples sensação – disse, apertando a mão do amigo – está além da compreensão de V’Ger. Nenhum significado. Nenhuma esperança. Nenhuma resposta. A máquina está fazendo perguntas: “É isso... tudo que eu sou?”, “não há nada mais?

A mulher misteriosa, que até aquele momento havia ficado em silêncio, falou novamente.

- Unidade Kirk – disse ela – você vai me ajudar.   

McCoy olhou para ela intrigado. Conhecia a tenente Ilia e estranhou sua nova voz e aparência.

- Jim, o que está acontecendo aqui? – olhando preocupado para a deltana.

Kirk apontou para a mulher.

- Examine-a.

McCoy pegou seu tricorder  e aproximou-se da jovem mulher, começando a sondagem. Ela apenas o olhou indiferente.

Ao terminar a varredura, o médico franziu a testa.

- Ela não é orgânica, capitão – disse o médico - é um mecanismo, um andróide.

 Ele continuou a sondagem.

- Micro-motores hidráulicos, sensores e multiprocessadores do tamanho de moléculas. Até mesmo as menores funções do corpo estão duplicadas exatamente. Cada sistema exócrino é o mesmo, ela tem até umidade ocular. Ela é uma cópia perfeita de um ser humano.

- Outra sonda, capitão – completou Spock – construída pela inteligência no centro da nuvem. A luz no seu peito com certeza indica a presença de um transmissor-receptor que registra tudo o que nós dizemos e fazemos.

- Onde está a Tenente Ilia? – perguntou Kirk à mulher.

- Aquela unidade não existe mais – respondeu a andróide, mecanicamente – eu assumi sua forma para interagir melhor com as unidades de carbono que infestam a Enterprise.

- Unidades de carbono? – questionou Uhura.

- Humanos, Uhura – disse McCoy suspirando – nós.

- Por que V'Ger viaja para o terceiro planeta do sistema solar que está diretamente à frente? – perguntou mais uma vez Kirk à mulher.

- Para achar o criador – ela respondeu.

- Achar o criador? – estranhou o capitão - e quem é o criador?

- O criador é aquele que criou V'Ger – foi a resposta.

- E quem é V'Ger? – perguntou por sua vez Spock.

- V'Ger é aquele que busca o criador – ela respondeu.

- O quê quer V'Ger com o criador? – perguntou o vulcano.

- Se unir a ele – respondeu a mulher - V'Ger e o criador se tornarão um só. Sabemos que o terceiro planeta é o ponto de origem do criador. Por que a Enterprise requer a presença de unidades de carbono?

- A Enterprise não poderia funcionar sem unidades de carbono – respondeu Kirk.

- Vou examinar a unidade U.S.S. Enterprise para colher dados e determinar se as unidades carbono são realmente necessárias para este funcionamento – disse ela - antes que sejam armazenadas no banco de dados.

- O que isto significa? – perguntou o capitão.

- Quando meu exame estiver completo todas as unidades de carbono serão reduzidas a padrões de dados – foi a resposta.

Kirk a olhou por alguns instantes, e disse logo em seguida:

- No seu banco de dados estão os padrões de memória da unidade de carbono Ilia. Se você puder reavivar esses padrões poderia entender melhor nossas funções.

- Isso é lógico – respondeu a andróide, caminhando impassível para o turbo elevador da ponte.

- Sr. Decker, acompanhe-a por favor – ordenou o capitão – e me mantenha informado.

- Sim, senhor – disse o comandante, entrando na cabine pouco antes das portas se fecharem.

 



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