História Antumbra - Trilogia das Fases da Sombra (Season 3) - Capítulo 14


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Afton, Alec, Amun, Aro Volturi, Bella Swan, Brady Fuller, Caius Volturi, Collin Littlesea, Demetri Volturi, Edward Cullen, Embry Call, Felix, Heidi, Jacob Black, Jane, Leah Clearwater, Marcus Volturi, Nahuel, Personagens Originais, Renesmee Cullen, Seth Clearwater
Tags Crepusculo, Jacob, Nahuel, Nessie, Pós Amanhecer, Pós-breaking Dawn, Spin-off, Twilight, Volturi
Visualizações 21
Palavras 1.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Harem, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


p.o.v - Nahuel

Capítulo 14 - Reminiscências de um fierbinte cansado


Fanfic / Fanfiction Antumbra - Trilogia das Fases da Sombra (Season 3) - Capítulo 14 - Reminiscências de um fierbinte cansado

15 de novembro de 2016, Dez meses antes de Nessie/Dara ir para Whitehorse comemorar seu aniversário com os Cullen

A verdade é: Ninguém gosta de máximas. Absolutamente ninguém.

Portanto quando eu digo que intrinsecamente fierbintes são superiores a rece em todos os quesitos, já vejo como abrangente a quantidade de opiniões contrárias que poderiam tentar contestar esta afirmação. Assim como a ironia, claro.

Estas, talvez, encarariam mente versus matéria como um combate simplista, ou sequer se dariam ao trabalho de considerar a questão. Força versus intelecto. Rece versus fierbintes.

Claro que isto significaria resumir o ponto em muito, mas para ser claro: Quando descobri que meu povo reinava sobre os reces, mesmo estes sendo praticamente indestrutíveis fisicamente, não tive nenhuma dúvida quanto ao relato.

Por exemplo, agora: A expansão dos minutos é paralela a minha vontade. Quanto mais desejo microanalisar a questão, mais rápido processo os potenciais de uma informação simplesmente porque esta é minha constituição. E o tempo desacelera a partir do momento que a velocidade dos questionamentos aumenta. Meus pensamentos, minha mente, dobrando os minutos.

Nós podemos, em outras palavras, parar o tempo.

Agora me diga se esta não é uma vitória cantada.

Talvez pudesse ser considerado um ato de magia... Toda a coisa de que mágica é apenas algo que a ciência não soube ainda explicar, bem isto somos nós. Citados como monstros, criaturas da noite – e, uma parte de nossa raça foi, antes de ser praticamente extinta – mas se existem seres mais toldados a remoldar a realidade a seu desejo, estes são os vampiros.

Em particular, ainda muito jovem, acreditei cegamente nas mais variadas lendas passadas a mim por Huilen. A meu ver magia sempre foi moldar a realidade de acordo com meu desejo, minha vontade prevalecendo, e talvez por ser um alguém que sempre buscou apenas o próprio prazer este ponto de minha crença nunca foi debatido. Mesmo quando, no final, aquilo que desejei não se concretizou de acordo com minhas expectativas, ainda assim, vi como se apenas a ação, o acesso, o encontro e trocas proporcionadas pelo meu desejo influenciando a realidade, vi tudo isto como magia.

Por que claramente todos os seres são mágicos. Personalidades com milhares de detalhes de vivências e desejos, todos lutando febrilmente para se encaixarem, se destacarem e sempre, sempre moldando sua realidade conscientemente. Eles são todos aterrorizantes. E maravilhosos. E nenhum deles, neste mais de um século de minha existência, jamais se interessou em mim. Jamais me conheceu plenamente.

Explico: Em grande parte o foco de nossa existência é a troca prática, relações em que o jogo de vontades praticamente dançam entre si, ajustando-se de acordo com a oportunidade. Esta dança, a novidade trazida por conhecimento compartilhado de experiências, traz um mistério cadente a existência, aventura e reconhecimento de si mesmo em grande parte através de um outro. A partir do momento em que o indivíduo se abre, verdadeiramente, para outrem descobrir.

Isto, por muitas vezes, chamam de amor.

Eu não saberia dizer. Não sei se acredito no conceito. Mesmo o familiar.

Talvez, claro, seja pelo fato de minha mãe – gestadora – ter se sacrificado idiotamente pelo ser inescrupuloso que a engravidou. E depois, ainda mais estupidamente, por mim. Ela pagou com a vida por isto.

Depois, ter sido criado por Huilen, a quem por anos inicialmente me analisou como uma espécie de demônio – não erradamente – e por isso apenas estava cumprindo uma promessa feita (de novo, idiotamente) a irmã.

Eu sei, anos depois ela mudaria de opinião sobre mim e também nem me lembro quando a perdoei de qualquer ressentimento causado pela falta de afeto inicial em nossa relação, mas talvez não seja nem isto.

Talvez, eu simplesmente seja quebrado. Talvez, eu não seja como os outros – mesmo os da minha espécie.

A terceira alternativa seria desilusão através de vivência, muitas experiências não satisfatórias ou traumáticas minando qualquer idealização do sentimento em si e, ainda que sim eu tenha tido minha carga de experiências... Não felizes... Sei que não é isto.

Eu sempre fui assim.

Infelizmente não existe um grande campo de profissionais da saúde mental para seres tidos como imortais, então o que resta é esta infrutífera e frustrante auto avaliação perpétua que por vezes me faz desejar realmente SER um rece, para tentar cortar minha própria cabeça e separá-la do tronco por algumas horas buscando um pouco de paz.

Segundo Joham a experiência é dolorida para eles o suficiente para que todos os pensamentos sejam sanados no meio tempo – desejar este eco talvez seja o ápice do que estou tentando explicar.

Não acredito nos conceitos morais (ou cristãos/abraaâmicos) de bem ou mal. Mas cedo descobri que não sou exatamente alguém que traz paz de espírito a outros ao meu redor.

Sou, em todos os sentidos, um vampiro. Alimento-me muito mais do que do sangue de outrem. Esta troca entre relações, de digladiar com argumentações, convivência, e trocas em todos os sentidos explosivos, expositivos, incômodos, sou sedento por isto. Porque a paz para outrem, o silêncio da alternativa, seria apenas eu.

Então almejo o caos.

Eu, parado no tempo, em um loop dentro de meus próprios pensamentos cansados...O que para outros é introspecção, para mim é apenas permanecer no círculo contínuo de tédio imensurável. Isto porque, claro, eu não sou bom. De fato, sou tão tóxico que desesperadamente preciso de outrem para sair de mim.

E me ressinto, portanto de todo o sentimento de bondade. Ressinto-me das relações beatíficas de outras pessoas, procurando sempre “onde está o erro” deste cenário. Porque para mim o conceito foge. Nada é perfeito, tanto que as imperfeições são justamente o que me maravilham.

Ser, portanto o portador do que chamam de “poder”, este de saber exatamente o que alguém precisa para alcançar seu próprio nível de... Bom, de algo mais próximo da felicidade do que possível... Aquilo que mais desejam – e que geralmente não é perfeito e por isso, você sabe, vale lutar e procurar. Bem, dizer que é irritante seria apenas tentar uma modéstia que nunca possui.

Não só isto, mas é cansativo ser uma espécie de santo-graal da existência humana. Veja: Eu também sonho em encontrar este tal equilíbrio único. Da mesma forma como odeio com todas as minhas forças tanto o conceito em si, como a ideia de outro eu, um eu amortecido, encavalado embaixo de outro, sem controle de minhas ações, dependente de outro ser ao ponto de ser a facilmente rendido.

Melhor o demônio que você conhece e tudo isto.

Cheguei ao ponto de fabricar tão belamente este outro eu, no começo apenas para gerar risadas quando voltasse a quem sou, que consegui passar minha consciência para esta personificação banana de mim mesmo por horas a fio até que dias e dias e uma vez, apenas como experiência, por um ano inteiro.

Não há nenhum mistério em ser abertamente sentimental. Aliás, respeito em outros. E sou de diversas formas, cru. Violentamente honesto, talvez. Não importa.

O que importa é que milissegundos apenas se passaram e ainda não consegui prevenir a ânsia de vômito ao ver pulsar entre estes dois Denali – Eleazar e Carmen – o fato de que eles sim, encontraram aquilo que mais desejam neste mundo.

E Dara, abrasiva, iluminada, talentosa, dinâmica Dara. Brilhante diversão. Tenazmente afetuosa e sincera. Segura, por não ser aquilo que eu realmente preciso.

Esta Dara.

Assim como minha irmã ao seu lado, permaneciam inalteradas por tudo isto.


Notas Finais


E AÍÍ???? Gente vou realmente tentar de agora em diante postar pelo menos um capítulo por semana (de preferência aos finais de semana, MAS se não conseguir logo após) e, como vocês sabem: seus comentários são minha força vital

**estava tentando faz tempo pegar um capítulo pra dar uma aprofundada necessária no Nahuel - e também seu ponto quanto a relação com a Dara/Nessie, ENTÃO ainda que "nada aconteça" nesse capitulo eu meio que tava sedenta pra mostrar um pouco como vejo o personagem, DIGAM AE O QUE ACHARAM!!


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