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História Anxiety - Yaoi - Capítulo 2


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Notas do Autor


Gente, obrigada pelo apoio, espere que gostem desse capítulo! ♥

Capítulo 2 - "To My Parents"


"To My Parents"

- Esse garoto nunca nos deu orgulho, Martha! - Esbravejou Benjamin. A mulher se sentou na bancada.

- "Esse Garoto" - Disse em tom de voz alto - É o nosso filho! - Ela franziu a testa. - Como pode ser tão insensível?! Ele passou por muita coisa, ansiedade não é algo fácil de se lidar! - Ela disse.

- Isso é drama, Martha! Ele pode muito bem esquecer essa besteira! - Resmungou o homem. Martha fez uma cara de espanto.

- Como pode dizer isso? Ansiedade é um problema sério! - Ela balançou a cabeça. - Eu não vou discutir com você, Benjamin. Deixe o Henry em paz! - Ela gritou e saiu do recinto. 


[...]


Henry, 05:30AM

Acordei com os gritos de Bob e me levantei da cama com uma alavancada.

- O que aconteceu? O que aconteceu? - Gritei, desesperado.

- O novo jogo do My Little Brothers lançou hoje!!! - Ele disse com uma cara animada. Eu franzi a testa.

- Era isso? - Dei ênfase na palavra "isso" com o som de desdém. 

- Como assim "isso"? É só o jogo mais famoso e esperado do MUNDO! - Gritou animadamente pela décima vez naquela manhã. Balancei a cabeça e andei até o banheiro na intenção de tomar banho. Quando fechei a porta, percebi que havia deixado minha toalha no quarto. Voltei para pegá-la e avistei Bob deitado na minha cama sem camisa.

Seu abdômen era realmente definido e seus cabelos ruivos estavam grudados na testa por causa da água do banho. Não havia reparado em sua aparência quando acordei.

Corei dos pés a cabeça - sem um motivo aparente - e fiquei parado na porta do banheiro por alguns segundos.

Bob era bonito. Não um bonito tipo aqueles galãs de telenovela, mas um bonito simples e ainda assim, gostoso de olhar. Ele era levemente parecido com Ben. 

- P-Pode sair da minha cama por favor? - Fechei os olhos com força antes de voltar a abrí-los. Ele pareceu perceber minha coloração avermelhada, pois deu uma risadinha maliciosa e saiu de cima da cama. 

Eu peguei minha toalha, ainda sem graça, e voltei ao banheiro. Eu não entendi por que aquilo tinha acontecido.  Provavelmente era por que eu nunca tinha visto um garoto sem camisa a não ser eu. 

Pelo menos eu esperava que fosse isso. Deixei a água morna cair no meu rosto enquanto lembrava da minha mãe. Ela sempre fora uma ótima mãe pra mim. Aquele tipo de mãe que você se orgulha de ter. Ela foi a única a me apoiar na minha família. Meu pai nunca foi realmente meu amigo ou alguém próximo de mim. Eu sempre me lembrei dele como uma figura autoritária e severa em casa. Desde que meu irmão foi embora eu tenho sofrido ainda mais com seu ataques repentinos. 

Lembro-me do meu aniversário de quinze anos onde eu ganhei o prêmio da feira de ciências por criar uma câmera que conseguia se camuflar na paisagem.

- Parabéns meu filho! - Minha mãe me deu um abraço. Eu retribuí e olhei para meu pai, que me olhava com um semblante calmo.

- Não vai dizer nada, Benjamin? - Perguntou ela.

- Você não fez nada mais do que sua obrigação. Não lhe devo um Parabéns. - E então ele desviou o olhar. 

Eu não me lembro de nenhum sinal de carinho ou se quer um "Eu Te Amo" vindo de meu pai, e isso dói tanto. 

Talvez seja minha culpa, não é como se eu tivesse sido o suficiente todos esses anos, pensei. 

Uma lágrima solitária escorreu pelo meu olho esquerdo e se misturou a água morna. Mordi meu lábio inferior. Eu costumo fazer isso pra evitar fazer barulho enquanto choro. Não funcionou dessa vez. Soluçei alto. Coloquei todas as mágoas que me assolavam pra fora e me esgueirei debaixo do chuveiro. Eu realmente acreditava que tudo aquilo era culpa minha e isso me consumia aos poucos por dentro. 

Comecei a entrar em pânico. Os pelos do meu corpo se eriçaram e meu estômago doía. Minha respiração estava descompassada e eu não conseguia controlar o avalanche de lágrima que rolaram pelos meu olhos. 

Estava tendo uma crise de ansiedade.

De repente eu ouvi batidas na porta. 

- Henry, eu vou na cantina, quer que eu traga algo pra você ou vai descer? - Eu fechei os olhos. Não consegui responder a pergunta. - Bom, então eu te espero lá embaixo. - Eu pude ouvir ele saindo. Passei mais ou menos uns 15 minutos daquele jeito até que consegui me acalmar um pouco e desliguei o chuveiro. Me enrolei na toalha e abri a porta. O jato de vento gelado fez os pelos do meu braço arrepiarem. 

Ouvi batidas na porta novamente. 

- Eu já vou descer, Bob. - Gritei enquanto procurava uma cueca na gaveta. As batidas na porta não cessaram. Andei até lá e abri.

Pra minha surpresa não era Bob. 

- Oi. - O garoto de cabelos ruivos maravilhosamente lindo olhou pra meu abdômen nu (Lembrando que eu estava com a toalha enrolada na cintura) e corou violentamente. - D-Desculpa te incomodar, é que o Bob chegou atrasado e a cantina tava quase fechando então ele me pediu pra te trazer isso. - Disse, desviando os olhos de mim, desconfortável. 

Ele me estendeu uma pequena bandeja com duas maçãs, um sanduíche de presunto e uma caixinha de suco de uva. Sorri. 

- Ah! Obrigada, Ben. Foi muito gentil da parte de vocês. - Ele sorriu timidamente, como fazia sempre que eu estava por perto. Eu havia passado alguns dias na companhia de Bob e Ben  e consegui perceber alguns comportamentos padrões deles. Bob estava sempre sorrindo, não importa o que acontecesse, e quando sorria demais acabava fechando os olhos e precisava arregalá-los de uma maneira ligeiramente fora para enxergar alguma coisa. Ben sempre ficava tímido quando eu estava por perto e dava esse sorriso mínimo que está dando agora.

- Bom, me desculpe, mais uma vez e... Bom apetite. - Ele saiu sem dizer mais nada. Ri comigo mesmo.

Fechei a porta atrás de mim e coloquei a bandeja em cima da cama. Me vesti e me preparei para comer. 




Notas Finais


Espero que tenham gostado! ♥♥♥


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