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História Anxiety - Yaoi - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


"Me diga mentiras bonitas
Me olhe no rosto
Me diga que você me ama
Mesmo que seja mentira
Por que eu não tô nem aí"

Boa Leitura! ♥

Capítulo 3 - "I don't Fucking Care"


"I don't fucking care"

- Você deveria contar pra ele. - Dizia o garoto de cabelos escuros ao lado de Bob. Ele olhou para a foto de Ben que guardava na caveta. Passou alguns segundo a olhando.

- Eu não tô nem aí. - Ele disse após guardar a foto e fechar a gaveta com força. 

- Mas você gosta dele desde o 6° Ano! - Indignou-se o moreno. 

- Eu não tô nem aí ta ligado?! - Gritou. 


Henri, 16:16PM

Eu desci as escadas. Havia acabado de voltar da cantina com dois sanduíches de presunto. Queria recompensar o Ben e o Bob por ontem. Fui até o quarto 211 e bati na porta com meu pé. Depois de alguns segundos, alguém abriu a porta. Era um garoto de cabelos verdes. Ele estava com um semblante sério. Ben estava atrás dele calçando o sapato. 

Ele olhou para trás e me viu. 

- Ah! Henry! Que bom que veio! Sai daí, Yago! - Ele veio em minha direção e sorriu timidamente como ele sempre fazia.

- Bom, eu vim te trazer isso! - Estendi um dos sanduíches pra ele. Ele pareceu surpreso. - Queria recompensar você e o Bob por ontem. É que não costumam se preucupar assim comigo em casa. - Sorri, sem graça. Ele deu um sorriso. Não um sorriso tímido, como ele fazia, mas um sorriso de quem diz "você-é-a-coisa-mais-fofa-que-eu-já-vi-na-minha-vida". Corei. 

- Você é muito gentil! Obrigada. - Ele riu um pouquinho.

- Bom, eu vou nessa. - Sorri e voltei para o corredor onde ficava meu quarto. Tenho certeza que pareço um bobão sorrindo desse jeito. Entrei no meu quarto e coloquei a bandeja em cima da cama do Bob. Me sentei na minha e suspirei. 

- Como será que meu irmão está agora?! - Sorri, tristemente. Eu lembro que ele não pôde me dar tchau por que foi praticamente arrancado de casa enquanto eu dormia. Ele nunca mais voltou desde então. 

Ouvi batidas na porta. Andei até ela e avistei um garoto escandalosamente alto de cabelos extremamente pretos. 

- Bob está? - Sua fala era incrivelmente formal e sua voz era calma e suave. Aposto que me faria dormir se cantasse. 

- Ah. Não, não. Ele saiu, eu acho. - Cocei a cabeça, confuso. - Quer deixar recado? - Ele ficou sério de repente.

- Diga a ele que ela vai ser o próximo alvo. - Arregalei os olhos. - Diga também que vou arrancar sua cabeça e colocá-la de Bandeija em meu quarto. - Ele sorriu de forma agradável e saiu com uma caixa de sapatos laranja na mão. Fiquei paralizado na porta por alguns segundos. 


[...]


- Tem certeza que foi exatamente isso que ele falou? - Ele me olhou sério. Era a primeira vez que eu via ele com essa cara. Assenti com a cabeça. - Filho da mãe! - Ele abriu sua gaveta e pegou um controle de vídeo game. 

Oque?!

- O que vai fazer?! - Perguntei.

- Acabar com a raça desse cara! Quem ele tá pensando que é pra achar que vai me ganhar assim, sem mais nem menos?! - Ele ligou a TV e colocou um jogo.

 - Espera. - Respirei fundo, a f de controlar minha irrigação. - Eu tava aqui desdesperado e vocês estavam falando de jogos?! - Levantei o tom de voz. 

- Relaxa, cara! - Ele riu e piscou pra mim. Corei. - Você é tão fofo corado! - Fiz a cara mais fria que pude e ele volto a dar risada. 

Eu não sou fofo corado!

Andei até minha cama e me sentei. Comecei a mexer no celular e vi que haviam novamente duas chamadas perdidas de meu pai.

- Alô? - Eu pude ouvir sua voz ao telefone. - Como você está? Já deixou de ser uma mariquinha? - Ele parecia cansado e seu tom de voz estava alterado. 

- Pai, você bebeu?! - Ele pareceu volta a si. 

- Eu não preciso beber pra saber que você ainda não arranjou uma namorada. - Ele bufou. - Você é um grande inútil, Henry. - E então ele  desligou na minha cara. 

Travei o maxilar, na esperança de que a lágrima que estava presa em meu olho não caísse. Bob estava de costas. Andei até o banheiro e lavei meu rosto. Não posso chorar pelo meu pai. Não posso! 

De repente, eu ouvu batidas na porta. Bob estava concentrado demais jogandoboara abrí-la. Andei até ela. 

Ben estava parado na minha frente segurando um ursinho. Já eram 17:56 da noite e estávamos todos nos preparando para dormir. 

- Ben..? - Franzi a testa. 

- Yago pediu que o bob trocasse de lugar comigo no dormitório por essa noite. - Bob imediatamente olhou para Ben. 

- O Yago é aquele garoto de cabelo verde? - Ele pareceu interessado. Ben assentiu com a cabeça. - Dormir no mesmo quarto que ele?! Na hora! - Ele pulou da cadeira e pegou seu pijama. Assim que ele desligou a TV ele saiu do quarto sem nem olhar pra nós. Ben entrou. 

- Bom... - Ele estava extremamente corado. - Eu vou dormir na cama dele? - Olhei para a cama de Bob. O pé da cama estava quebrado.

- Eu não recomendaria. - Franzi a testa. Como ele conseguiu quebrar aquilo?! 

- Então eu... Eu v-viu dormir c-com você? - Corei violentamente com esse pensamento. Ben e eu. Na mesma cama. Droga. Comecei a ficar nervoso.

- Ah... Bom... E-Eu acho que sim. - Coloquei a mão na nuca, desconfortável. Ele se virou para minha cômoda. - Bom... Eu vou só trocar de blusa. - Tirei a blusa que eu estava usando e fiquei sem camisa. Ele olhou pra mim e ficou mais vermelho do que antes. Procurei uma blusa confortável na minha gaveta, tentando ser rápido. 

- Você... Quer uma blusa emprestada? - Todas as minhas blusas estavam sujas. Eu havia trazido poucas roupas pro internato.

- Bom, se não for incomodar... - Ele sorriu timidamente e me entregou uma blusa que estava em seu ombro.

- Eu trouxe caso acontecesse algo. - Ele deu de ombros e se sentou na cama. Era uma blusa de algodão azul escuro super fofa. Vesti. A blusa que ele usava ia até suas coxas e era de um rosa claro com um urso panda no meio. Ele ficava extremamente fofo com ela. 

Me sentei ao seu lado na cama. 




Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado do capitulo! ♥


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