História Anything Ü Want - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: e evermoory

Visualizações 80
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente, queria me desculpar pela demora. Pretendia postar este teaser há algumas semanas, mas não consegui, infelizmente, tava um pouco inseguro de postar. Também queria dizer que eu amei as fichas que já foram entregues.

Enfim, os teaser servirão tanto para a divulgação da interativa quanto para contar, com detalhes, a história do Lüc, além de deixar no ar como será a fanfic. Provavelmente, terão mais dois teasers além deste, estarão todos ligados entre si e com o resto da estória.

Obrigado @RiccoSearom e @herege que me ajudaram. Créditos da capa para a maravilhosa da @naiosecrets

Avisos:
— Katherine Langford como Kate
— Noah Schnapp como Lüc (com 10 anos)

Boa leitura!

Capítulo 2 - 00: monstros no armário


Fanfic / Fanfiction Anything Ü Want - Interativa - Capítulo 2 - 00: monstros no armário

Michigan, Brookfield Heights — July 2th, 2011.

— Como pode gostar de ouvir esse tipo de estória antes de dormir, Lüc? — A jovem perguntou, enojada, ao menino que estava com a cabeça deitada em seu colo e o resto do corpo na cama. Em seguida deixou, na escrivaninha ao lado, a revista em quadrinhos titulada contos de horror.

— Não gosto — respondeu ele, encarando o vazio, enquanto seus fios castanho-escuros começavam a ser envolvidos pelos dedos dela. — Acontece que os garotos da escola leem estórias assim. Eles não sentem medo algum.

— Deve ser por isso que dizem que as crianças de hoje estão diferentes — pensou ela em voz alta.

— Eu só queria ser como eles. Além do mais, eu sou o único que ainda tem babá. Não é que eu não goste de ficar com você, Kate, mas tenho vergonha de admitir isso na escola.

— Não tem que se igualar a ninguém. Não é ouvindo estórias assustadoras, que vai aprender a ser corajoso. — Fazendo uma rápida pausa no cafuné, ela deu-lhe um beijo na cabeça. — E você só precisa de mim para te buscar na escola e passar o dia com você, porque sua mãe passa muito tempo no trabalho. Mas logo não fará sentido eu continuar aqui.

Quando ouviu essa última frase, o mais novo atentou-se, levantando a cabeça do colo, e indagou, encarando a dona de olhos azuis: 

— Isso quer dizer que você vai embora? Onde você moraria?

— Na minha antiga casa ou em outro emprego, onde cuidaria de outra criança, para continuar pagando as despesas médicas da minha mãe. 

— Não quero que vá embora, Kate, você está há anos comigo. — Penoso, deitou-se novamente no colo de mais velha, que por sua vez, sorriu abraçando-o em seu colo.

— Não se preocupe, eu viria te visitar sempre, senhor ciumento. Agora, precisamos dormir.

Ela deu um último beijo na testa dele quando terminou de dizer, logo em seguida tentou levantar-se da cama onde estava sentada, com as costas apoiadas na cabeceira, mas foi impedida por ele que se agarrou a ela, imediatamente, puxando-a de volta.

— Fique aqui esta noite, por favor — pediu-lhe. Era evidente que estava com medo de ficar sozinho, devido ao conto que ouvira. Mas, ainda que ela fosse sua companhia dia-e-noite, não era comum que dormisse com ele. Portanto, ficou pensativa, mas não demorou a responder.

— Tudo bem, eu fico. Mas essa foi a primeira e última vez que eu li uma estória desse gênero para você. — Depois deitou-se ao lado dele na cama, suficientemente grande para os dois, abraçou-o por trás e cobriu ambos os corpos com o cobertor dele.

Não demoraram muito para pegar no sono. Mas no início da madrugada, o celular, que estava ao lado do abajur, cuja luz era a única coisa que iluminava o quarto, vibrou. Somente a babá acordou, quando o aparelho tremeu sobre criado-mudo, atrapalhando o silencio absoluto dentro do dormitório.

Logo, ao pegar o aparelho, viu na tela deste o nome Zach, acompanhado da foto de um jovem sorridente, de cabelo loiro escuro, olhos claros, que aparentava ter idade equivalente à sua, e sorriu leve. Levantou-se e correu para fora do cômodo, tendo o celular em mãos e evitando ao máximo fazer barulhos que pudessem acordar o mais novo.

Estando finalmente no corredor, onde a luz era sempre deixada acesa durante as noites, a adolescente atendeu a chamada de voz, descontraindo com o jovem do outro lado da linha:  

— Perdeu a noção do horário, Zach?

— Bom, espero não estar incomodando. O moleque já foi dormir? — disse ele.

— Na verdade, eu estava dormindo com ele agora.

— Que sortudo! Às vezes, sinto inveja do carinho que ele recebe.

Ao ouvir isso, Kate corou.

— Foi por isso que me ligou?

— Para a dizer a verdade, foi sim. Meus amigos me trouxeram para uma festa, na casa do Oliver, mas eu disse a eles que não vou entrar se você não vier.

— Então, você devia voltar para casa. — Riu.

Por favor. Eu e você merecemos um tempo só para nós, não acha? Não me faça ir até aí e te trazer arrastada para cá. Hoje é o último sábado do verão e a festa não fica longe da sua casa.

Logo, Kate não resistiu a essa carinhosa insistência e considerou. Esticou-se, e do corredor, através da porta semiaberta do quarto do garoto, deu uma breve espiada nele que ainda dormia.

— Ok, chego aí em alguns minutos. — Finalizou a ligação após dizer isso, mas não sem antes sorrir quando ouviu o seu interesse amoroso comemorando do outro lado da linha.

Primeiro, foi até a última porta do corredor, o banheiro, onde passou uma água no rosto e secou-o. Depois foi até seu quarto, e em frente ao espelho, ajeitou seus fios cacheados, trocou de roupa e vestiu algo discreto. Em seguida, contornou seus olhos claros com uma maquiagem leve. Por fim, voltou ao quarto de Lüc.  

— Volto antes de você acordar — murmurou ela. Beijou a bochecha dele, depois saiu do cômodo, deixou a porta fechada, desceu a escada e cruzou a porta da frente, trancando-a ao sair.

No quarto, de onde quase não era possível ouvir os sons no andar de baixo, o menino abriu os olhos, como um estalo, assim que a porta foi fechada lá embaixo. Engoliu a seco ao perceber que estava sozinho. Movido pelo medo, escondeu-se embaixo do cobertor, como se o pano grosso fosse capaz de assegurá-lo.

E ali ficou, tentando regularizar sua respiração alterada, sendo capaz de ouvir os rápidos batimentos cardíacos dentro de seu peito, devido ao pleno silencio no aposento, enquanto a luz do abajur começava a piscar ligeiramente de forma inexplicável.

Em dado momento, ouvia-se o som arrepiante da porta do armário de roupas, que ficava em frente a cama, sendo aberta vagarosamente. Lüc encolheu as pernas e não ousava tirar a cabeça debaixo do cobertor. Em vez disso, desejava, baixo e com convicção, que fosse o vento. Entretanto, a janela do quarto estava trancada. A verdade é que ele não estava sozinho.

Uma sombra no formato de homem, saiu do guarda-roupas e caminhava lentamente até a cama. O menino apenas ouvia os passos da criatura. Esses, apesar de leves, causavam ruídos no chão do quarto.

Quando estava prestes a ser tocado pelo ser, o garoto tomou coragem e, no impulso, saiu debaixo do cobertor, com o rosto pingando suor e a respiração ainda mais acelerada. A luz logo parou de piscar, ficando acesa. E tudo o que ele viu à sua frente foi a porta do armário sendo fechada estrondosamente.

Enquanto isso, do lado de fora da casa, Kate andava pela calçada, rumo à festa, onde Zach a esperava. A rua estava deserta, quieta, sem nenhum carro ou pessoa além dela. A babá estranhou quando as lâmpadas dos postes começaram a falhar, mas continuou seu trajeto.

De repente, um jipe verde enferrujado surgiu na rua, intrigantemente, acompanhando-a, lado a lado, na mesma velocidade. Seus faróis piscavam no mesmo ritmo das lâmpadas da rua e era impossível enxergar, através de suas janelas escuras, quem o dirigia. Intimidada, a jovem apressou os passos. Consequentemente, o jipe fez o mesmo. Ela parou de andar, subitamente. E o jipe, por sua vez, seguiu por mais alguns metros à frente antes de parar também.

A adolescente permaneceu onde estava, esperando pela próxima ação do estranho a sua frente. Mas, para sua surpresa, foi ligeiramente agarrada por trás, abruptamente. Enquanto ela tentava se desvencilhar e gritar por socorro, seu pescoço era envolvido por um braço que a sufocava e a impedia de gritar, até fazê-la desmaiar devido à falta de oxigênio.

Quando acordou, zonza, estava caída no meio da rua, atrás do jipe. A dona de longos cabelos castanhos demorou um pouco para perceber que uma de suas pernas fora fortemente presa às grossas correntes ligadas à traseira do veículo. Quando ouviu o som do motor ligar, ela implorou para que o anônimo não fizesse o que aparentemente pretendia fazer. Mas este pareceu não ouvir ou não se importar com o choro dela.

Começou a ser dirigido lentamente. Logo, Kate começou a ser arrastada no chão da rua, enquanto a velocidade do jipe aumentava gradativamente. Tentava agarrar-se no chão, gritar por socorro, mas ainda não recuperara suas forças, para que pudesse se fazer ouvir. Em alguns segundos, sua agonia era grande, suas vestes eram rasgadas e sua pele era esfolada no asfalto, deixando para trás uma trilha sangrenta. 

A quilômetros dali, Zach a esperava, do lado de fora da casa onde acontecia a bendita festa. O rapaz não era o único em frente a propriedade. Alguns jovens também estavam por ali, interagindo, conversando, distraídos, com copos de bebidas nas mãos.

Repentinamente, o loiro percebeu o jipe vindo vagarosamente, arrastando algo que manchava o asfalto. Assustou-se ao perceber que a enorme mancha era de sangue, enquanto o veículo silencioso aproximava-se gradativamente até parar em frente à casa. Logo, Zach ficou paralisado encarando a cena a sua frente e ouvia-se gritos, apavorados, da parte dos jovens.

As janelas do jipe, agora, estavam abertas, mas, aparentemente, havia ninguém dentro dele. Porém, havia um corpo, ensanguentado, cujos olhos permaneciam abertos, preso à traseira. Visivelmente, fora arrastado por longos quilômetros até ali. O corpo inerte era de Kate.


Notas Finais


Como já foi avisado, inicia hoje o prazo para manter as reservas. As que não forem mantidas até o fim do dia 19.08, serão apagadas. Não quero que sintam-se pressionados, isso servirá para que aqueles que NÃO estão realmente comprometidos em fazer fichas não fiquem ocupando reserva e impedindo alguém de usar um photoplayer ou poder.

Para manter a reserva, é só avisar no comentário das reservas. Quem já entregou a ficha, não precisa se preocupar em fazer isso.

Enfim, espero que tenham gostado deste teaser. Não se esqueçam de dizer o que acharam.


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