História Ao Acaso Pertence - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 3.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 3


— Se você vai pra essa festa, não tem que comprar essas roupas que você costuma usar todos os dias. — tirou a blusa moletom das mãos da amiga.

Lily e Riley estavam na segunda loja de roupas, escolhendo algo para usar na festa de sexta-feira.

— E... quem disse que eu estava separando essa blusa pra usar pra sexta? — perguntou como se fosse algo óbvio.

— Qual é, Riley. Sei que você trouxe dinheiro suficiente só pra isso. — começou a rir. — Por que não tenta mudar um pouco de visual? Só por essa noite.

— Tá. — bufou, revirando os olhos em seguida. Andou mais um pouco pela loja, procurando algo que combinasse mais consigo. O que estava sendo um pouco difícil. Pegou um vestido preto, simples e solto e ficou olhando por um tempo.

— Sem dúvidas, esse é a tua cara. Experimenta! — Lily sugeriu assim que viu a amiga segurando o vestido. Riley bufou e foi em direção ao provador. Não gostava de usar roupas chamativas assim, por ter vergonha de seu corpo. Entrou em uma cabine qualquer, trancou a porta e suspirou. Tirou a calça jeans preta, o casaco moletom e a blusa de mangas compridas da cor cinza, sem estampa. Colocou o vestido e encarou seu reflexo no espelho. Ficou espantada ao ver que o vestido lhe servia perfeitamente. Sua amiga tinha razão: combinava com ela. E muito. Simples, e nada vulgar. Era perfeito se quisesse começar a mudar. Saiu da cabine e se deparou com Lily esperando por ela. Pigarreou, tentando chamar sua atenção, já que a mesma encontrava-se distraída no celular. — Riley... Ficou lindo.

— Também achei. — sorriu, virando-se outra vez para o espelho, ainda fora da cabine. – Vai ser esse mesmo. Agora só falta os sapatos.

— Meu deus, Riley. Até isso? — começou a rir, enquanto via Riley entrar de volta na cabine.

— Você devia imaginar, não sou de me arrumar desse jeito. — respondeu pouco depois, saindo da cabine outra vez, com as roupas que estava usando assim que chegara na loja.

— Mas me diz... O que te fez decidir ir nessa festa? — passou os dedos no cabelo platinado, tirando-o da frente do rosto.

— A princípio, nada. Mas depois que Anthony falou que pretendia apresentar um amigo pra mim, fiquei um pouco curiosa.

— Hm, sei. — olhou para a amiga, arqueando a sobrancelha e abrindo um sorriso malicioso.

 

 

 

Estava com a leve impressão de que suas pernas fossem falhar, e acabaria indo de encontro ao chão, com sua guitarra em mãos. Sentia o suor escorrer em seu pescoço, e o cansaço bater. Afinal, iria completar cinco horas de ensaio da banda. Respirava com dificuldade, mas não iria deixar o cansaço falar mais alto. Após tocarem mais três músicas, encerraram o ensaio. Elliot guardou a guitarra na capa e se jogou no banco que ficava no corredor que dava acesso as salas do prédio.

— Hoje foi bem puxado, hein? — Nicholas começou a falar, enquanto se sentava ao lado do amigo. — Não imaginei que fossem pegar tão pesado.

— Verdade. O tempo pra descanso ficou cada vez menor desde que nos apresentamos no Coachella. — soltou um suspiro, enquanto encarava o pé que mexia de um lado para o outro.

— Elliot, na sexta à noite o restante da banda vai pra aquela festa. – comentou animado. — Por que não vai com a gente?

— Tô pensando. Anthony me chamou outra vez. E disse que era bom eu aparecer, pois tinha uma pessoa para me apresentar. — pegou um cigarro e acendeu.

— Seria uma garota? — arqueou uma sobrancelha.

— Ah sim, sim. — deu uma longa tragada no cigarro. — Ele disse que ela se chamava Riley. E por algum motivo, fiquei curioso. Acho que vou sim.

— Então me lembre de agradecer a esse seu amigo. É muito raro você aceitar ir com a gente numa festa assim. — socou levemente o ombro do amigo.

— Vai se foder! — riu, dando mais uma tragada no cigarro. — Se for assim, então não irei mais.

— Não acredito que finalmente você aceitou em ir na festa com a gente e você — Thomas apontou para Nicholas. — conseguiu fazer com que ele mudasse de ideia de novo?!

— Qual é, cara! Falei nada! — tentou se defender, entre risos.

— Vocês são uns malucos, isso sim. — deu uma última tragada no cigarro, apagou na borda da lixeira e jogou para dentro em seguida. Pegou a alça da capa da guitarra e passou pelo ombro. — Vou é pra casa, aproveitar o pouco tempo de descanso que me resta. — começou a caminhar pelo corredor. Parou e olhou para os amigos uma última vez. — Fiquem tranquilos que dessa vez eu vou com vocês. Preciso conferir uma coisa lá. — abriu um sorriso malicioso. Como se entendessem o que Elliot quis dizer, Nicholas e Thomas começaram a zombar. Os risos ecoavam pelo corredor, o que atraiu a atenção de Elizabeth, que se encostou no batente da porta do estúdio que estavam ensaiando e pensou "eles não tem jeito..."

 

 

 

A noite passara e a manhã de sexta-feira chegou de uma forma rápida, o que não era o desejo de Riley. Todas as manhãs eram exaustivas para ela, por ter de pegar ônibus lotado até chegar ao local onde cursava as aulas de Psicologia. Era exaustivo, mas gostava de assistir as aulas. Guardou suas coisas dentro da mochila, passou a alça pelo braço e saiu apressadamente da sala de aula, assim que o professor finalizou a aula. Andou a passos firmes pelos corredores do campus, querendo chegar o quanto antes em sua casa, para descansar o suficiente e estar disposta a se arrumar e ir para a tal festa. Totalmente perdida em seus pensamentos, trilhava o caminho para a saída do campus no modo automático.

— Riley! — ouviu a voz de Lily um pouco atrás de si. Piscou os olhos algumas vezes como se saísse de um transe. Virou para encarar a amiga, que estava com uma careta esquisita estampada no rosto. — Estou te chamando há um tempo! Tá tudo bem?

— Tá sim! — sorriu. – Estava apenas perdida nos meus pensamentos, como sempre. — começaram a descer o lance de escadas juntas.

— E por que estava andando apressadamente assim?

— Ah, só quero chegar cedo em casa hoje, pra descansar um pouco. — ajeitou a mochila que estava pendurada em seu ombro.

— Descansar? Essa é nova. — olhou rapidamente para o rosto da amiga. — Espere aí — parou de descer os degraus da escada. — Não é hoje aquela festa?

— Sim, é. — observou Lily abrir um sorriso malicioso. — Ah, não. Por favor. Eu tô quase pra desistir de ir, então preciso descansar um pouco pra pelo menos ter um pouco de coragem pra me arrumar e sair de casa.

— Tá certo, não está mais aqui quem falou! — soltou uma risada. Riley apenas revirou os olhos como resposta.

Seguiram juntas até a saída do prédio de Psicologia, e despediram-se, cada uma indo para uma direção diferente. Pouco tempo depois, Riley já estava no ônibus voltando para sua casa. Não conseguia negar: a ansiedade e curiosidade aumentavam bastante. Em sua mente, imaginava inúmeras situações. E a maioria delas terminava em algo negativo. Começou a sentir a vontade de ir se esvair. A cada pensamento negativo, pensava mais em apenas ficar em sua cama. Mas no fundo, queria ir. Sentia vontade de mudar seu jeito. Apoiou-se nessa vontade no restante do dia, não caindo na tentação de não sair mais.

Ao descer do ônibus, andou rapidamente até sua casa, ao sentir a fome bater. Abriu a porta de entrada o mais rápido que conseguiu. Jogou sua mochila em sua cama, tirou o sapato e foi para a cozinha esquentar os restos de comida do dia anterior.

Depois de estar alimentada, jogou-se em sua cama, passando a encarar o teto branco. Respirou fundo diversas vezes, tentou dormir, mas não conseguia. Sua mente estava inquieta. Revirou na cama diversas vezes, mas parecia que todas as posições a deixava desconfortável. Levantou-se da cama, amarrou seu cabelo num rabo de cavalo alto, abriu o guarda-roupa, vestiu um short de tecido leve e solto e uma regata preta sem estampa. Foi até o quarto vago que tinha em sua casa, e colocou uma música qualquer, disposta a treinar.

Iniciou uma sequência de alongamentos, para evitar dores no corpo mais tarde. Esticou os músculos das pernas e dos braços. Depois de alguns minutos se alongando, posicionou-se no centro do quarto, encarou os pés e prendeu a respiração quando ouviu a primeira batida da música. A partir da segunda música, mexeu o quadril e a perna direita em sincronia.

You thought you knew me well, but I keep on messing it up. I drank the poison, it got into my bones. Now I keep on tearing you up [Você pensou que me conhecia bem, mas eu continuo estragando tudo. Eu bebi o veneno, ele entrou em meus ossos. Agora eu continuo te rasgando]

Conforme as batidas oscilavam entre três leves e duas fortes, mexia o tronco e a perna direita de acordo com a velocidade da melodia da música.

I've seen that mania cant say I'm blaming ya. You've been calling me insane-ah. Let loose that rage in ya [Eu vi essa obsessão, não posso dizer que estou te culpando. Você está me chamando de louco, ah. Deixe soltar essa raiva em você]

Quando a música chegou em seu refrão, com batidas mais fortes, Riley ajoelhou-se, apoiando seu peso na perna esquerda e esticando a perna direita ao seu lado.

Cuz I don't want your mercy no no. Don't hold back give it to me now. I don't want your mercy [Porque eu não quero sua piedade, não, não. Não segure, dê isso para mim agora. Eu não quero sua piedade]

Levantava e abaixava os braços fazendo um círculo no ar e fechando os punhos quando a mão se aproximava de seu corpo. Fez o movimento com as mãos por três vezes e mexeu a cabeça fazendo um círculo com a mesma.

Don't think about it. Use the weapons in your head, and keep on shooting me up. I'll be here standing, even when I'm looking dead. Just let it out open the flood. I've seen that mania cant say I'm blaming ya. You've been calling me insane-ah [Não pense nisso. Use as armas na sua cabeça, e continue me atirando. Eu estarei aqui em pé, mesmo quando estou parecendo morto. Apenas deixe abrir a inundação. Eu vi que mania não posso dizer que estou te culpando. Você está me chamando de louco, ah]

Levantou-se e repetiu os movimentos iniciais. Deu dois passos para trás, levando as mãos até sua cabeça no momento que a letra disse "you've been calling me insane-ah". Retornou para a posição que havia começado, respirando com dificuldade.

Dançou mais algumas músicas, perdendo-se no tempo. Só percebeu que havia passado horas quando viu o céu escurecer, anunciando o fim do dia. Apressou-se a sair do quarto e foi para o seu. Tomou um banho e começou a se arrumar. Saiu do banheiro ainda enrolada na toalha, andou até o guarda-roupa, separou o vestido que havia comprado outro dia e o par de coturnos com salto da cor preta. Vestiu seu sutiã e calcinha, e logo em seguida o vestido. Foi para o banheiro, fez um delineado simples nas pálpebras dos olhos e passou um lápis de olho. Escovou seu cabelo castanho, voltou para o quarto e calçou os coturnos com salto. Pegou uma bolsa pequena, da cor cinza e passou a alça pelo ombro esquerdo.

Saiu de casa quando viu o relógio marcar nove horas, atravessou a rua e pegou um táxi.

 

 

 

Naquela tarde resolveram diminuir o tempo de ensaio pela metade. Estavam indo bem, cumprindo os horários dos shows nos últimos meses. E se comparassem o modo que se apresentavam no início de tudo, para como estavam agora, a diferença era muito visível. Quando viram o relógio, que ficava pendurado em cima da janela de vidro do estúdio marcar dezenove horas, encerraram, cada um indo pra sua casa e se arrumar para comemorarem o início do sucesso da banda na casa noturna.

Ao chegar em casa, Elliot foi direto para seu quarto, tirou a guitarra da capa e a deixou sobre o pequeno tripé. Tirou a camisa levemente úmida de suor, sentou na beira da cama, tirou o sapato dos pés e o par de meias. Soltou seu corpo totalmente sobre a cama e encarou o teto, suspirando em seguida. Levantou-se de uma vez, tirou a calça jeans preta e a boxer vermelha e foi até o banheiro. Entrou de baixo do chuveiro e sentiu a água gelada começar a molhar seu cabelo e entrar em contato com a pele de sua costa, com um pequeno choque térmico. Tirou o cabelo que estava cobrindo seu rosto, molhando-o em seguida. Desligou o chuveiro, enrolou a toalha em volta do quadril e voltou para o quarto separando as primeiras peças de roupa que encontrava. Acabou com uma camisa preta, com a estampa de uns desenhos aleatórios de tonalidade cinza e vermelha, uma calça jeans preta meio surrada e calçou o mesmo par de coturno preto que estava habituado a usar. Assim que terminou de se vestir, viu a tela de seu celular acender, mostrando uma mensagem não lida. Pegou o aparelho e leu a mensagem do Nicholas que dizia estar esperando por ele na frente de sua casa. Soltou uma risada e foi até a entrada, trancando a porta da frente assim que saiu.

— A princesa demorar demais a se arrumar. — desencostou-se do carro, que estava o restante da banda no interior do veículo, rindo.

— Por um momento pensei que você ia me levar para o motel. — ironizou. — Não sabia que estava combinado de todo mundo ir junto.

— Se você viesse com a gente nas outras vezes já saberia que iríamos juntos. — revidou Nicholas.

— Pega leve com ele, é a primeira vez. — ouviu Elizabeth zoar.

— Vão se foder. — mostrou o dedo do meio. — Podemos ir? Tô quase desistindo.

— Entra logo na droga do carro. — Thomas já demonstrava impaciência. Sem mais nenhuma palavra, Nicholas e Elliot entraram no veículo. Assim que fecharam as portas, o carro foi ligado, e foram em direção ao local da festa.

Elizabeth, que estava no banco do carona ao lado de Nicholas, ligou o rádio, soltando uma risada assim que reconhecera a música que estava tocando: uma das criações de Vanilla Púrpura.

— Às vezes é difícil acreditar que estamos fazendo tanto sucesso assim. — Nicholas comentou.

— É apenas o começo... — Elizabeth concluiu, colocando o cotovelo para fora da janela do carro, sentindo a brisa gélida da noite tocar seu rosto e braço.

E realmente: era apenas o começo de tudo.

 

 

 

 

Riley encarava a placa que informava o nome da casa noturna: The Continental Club. Apertou a fina alça da bolsa que estava carregando, atravessou a rua e entrou na casa noturna. Sentiu seu coração ficar apertado e bater mais rápido. Ficou incomodada, mas não iria embora agora. Não ia desistir naquele momento. Já estava ali, precisava avançar um pouco mais se quisesse vencer suas inseguranças. A cada passo que avançava, respirava com mais dificuldade. Quando viu, já estava dentro da casa noturna, no meio de várias pessoas que andavam de um lado para outro acompanhadas por outra pessoa, e sempre com algum copo de bebida em mãos.

— Riley! — Anthony se aproximou da amiga, acompanhado de duas garotas. — Então você realmente veio! Achei que ia furar com a gente. — observou o estado do amigo, já levemente alterado pela bebida. Anthony estava usando uma camisa cinza sem estampa, com a jaqueta jeans azul claro por cima, com todos os botões abertos e as mangas arregaçadas até o cotovelo, uma calça preta e tênis marrom. Em uma das mãos, carregava um copo com whisky.

— Até parece... — soltou uma risada nervosa, ficando um pouco desconfortável com o momento.

— Bonito o vestido, podia se vestir mais vezes dessa forma. — piscou um dos olhos. — Ah, pode pedir qualquer bebida lá no bar, eu pago a primeira pra ti.

— Obrigada? — não sabia se levava como elogio ou não, o que ele dissera. Tentou não se importar muito e foi em direção ao bar, sem protestar a oferta do amigo. Dessa vez ele realmente não iria aceitar o seu "não" como resposta. Daria um jeito de retribuir isso outro dia.

Dizer que ela ter aceitado a oferta sem protestar fora uma obra do destino seria o mais correto. O que seria bom e ruim. O que iria mudar sua vida de uma vez por todas, e de maneira brusca. Talvez devesse ter tido cuidado com as coisas que desejava.

O bar estava lotado, e por algum motivo o lugar mais vago era perto de um grupo de garotos que se vestiam como estrelas do rock. O que faz sentido, pois eles são um grupo que estão começando a fazer sucesso. Poderiam até estranhar por não estarem rodeados de fãs naquele momento, mas basicamente era por simplesmente as pessoas não darem importância para as que não fossem seus acompanhantes. Ou os caras que ficavam secando outras garotas, na intenção de ter uma noite prazerosa.

Engoliu em seco e foi até o minúsculo espaço disponível. Mentalmente apressando o barman, para que lhe atendesse logo e sair logo daquele sufoco. Estava tão aflita, tensa, para poder sair daquela bagunça que não percebeu uma aproximação não tanto sutil. Sentiu uma mão tocar sua cintura e se assustou com aquilo, dando um pequeno pulo, olhando para trás em seguida. Deparando-se com um homem um pouco mais alto que ela, olhando-a de forma tão intensa que parecia querer devorar sua alma. Aquilo a fez prender a respiração de forma inconsciente. Observou o homem de cabelos negros e bagunçados e pele pálida, até finalmente perguntar:

— Eu te conheço? — num tom totalmente desconfiado, enquanto analisava a expressão do rosto do sujeito.

Nenhum dos dois percebeu que bem ao lado havia uma garota loira, ouvindo a conversa toda e notando o claro desconforto que Riley apresentava diante daquela situação. Ela era do tipo que detestava ver essas situações, e fazia de tudo para acabar com as mesmas. Criando, com isso, uma pequena reputação de "a garota que puxa briga".

— Bem que poderia... — insinuou com um tom malicioso. Riley tentou se afastar do homem, mas naquele amontoado de pessoas era algo praticamente impossível. Apoiou seu corpo no balcão, balançando o braço para chamar atenção do barman que passava justamente naquela hora.

— Pois não, senhorita? — perguntou o barman, ficando em frente a Riley.

— Me veja um Bloody Mary, por favor? — virou-se para o homem que continuava segurando sua cintura. — Então... — qual a melhor maneira de sair dessa situação? Perguntava-se mentalmente. Soltou mais uma risada nervosa, sabendo que estava começando a suar e suas mãos começando a tremer de nervosismo.

Não aguentando mais ouvir aquilo, a garota loira puxou o braço da Riley, afastando-a do homem e segura o colarinho dele em seguida, o forçando para cima, com um olhar nada menos que ameaçador e assassino.

— Não me faça continuar o que estou prestes a fazer. — disse num tom ameaçador.

Riley estava paralisada. Não sabia o que falar ou fazer. Fazendo um pouco de força, levantou seu braço direito e tocou o ombro da garota loira que agora estava em sua frente.

— Não precisa disso tudo.

— É! Não precisa. — levantou as mãos em sinal de rendição. A última coisa que poderia desejar naquele momento era uma briga em público.

— Então qual é a tua com essa aproximação toda? Até aonde eu saiba, ela... A...? — a garota loira encara Riley de modo que ela lhe dissesse seu nome.

— Riley. — respondeu depois de alguns segundos, demorando a processar aquilo tudo.

— Riley, isso. Ela não é touch. — o encara novamente, com uma sobrancelha assustadoramente arqueada.

— Tudo bem, tudo bem. Já entendi. — soltou-se das mãos da loira, e alisou a camisa, tentando tirar os pequenos amassados. — Espera um pouco. Você disse Riley?

— É... Sim, eu disse. — olhou para o homem sem entender mais nada. — Por quê?

— Você só pode estar zoando com a minha cara. — não dando mais explicações, apenas saiu dali. Riley apenas deu de ombros.

— Obrigada... — sua voz saiu num tom baixo. Quase um sussurro.

— De nada. — disse, encarando Riley com certa curiosidade. — Por sinal, meu nome é Rose. Se esse cara aparecer de novo, chuta nas partes baixas. Não tem escapatória para eles, tiro e queda. Mas você é nova por aqui, não é?

— Algo assim. — segurou a risada com o jeito de Rose. — Eu realmente não tenho sorte com essas coisas. — se contentou em abrir um sorriso pequeno.

— Escuta, preciso ir agora. — bateu levemente no ombro de Riley. — Quem sabe nos vemos por aí.

— Tá certo. Tchau. — apenas acenou para Rose.

Pegou o copo com sua bebida que a esperava há um tempo, enquanto observava a garota, que a salvou de algo pior, ir embora. Não tendo ideia de que a mesma iria fazer parte do pequeno furacão que iria passar em sua vida e mudar tudo.



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