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História Ao Balançar da Mudança - Capítulo 2


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Notas do Autor


A maldade rola a solta.

Capítulo 2 - 02 - Espero que não me odeie


Fanfic / Fanfiction Ao Balançar da Mudança - Capítulo 2 - 02 - Espero que não me odeie

Por K-a-s-Y


Capítulo 02 – Espero que não me odeie 


[...]


A primeira reação que Tanjirou teve foi abraçar Rokuta, encarar Nezuko e ambos os irmãos correram para longe do homem que os encarava em confusão. Sem entender nada, ele os seguiu com um pouco mais de calma, perdendo-os de vista rapidamente, tamanha a sua falta de vontade de ir atrás dos Kamado. Suspirando, o homem de olhos frios colocou mais vontade dentro de si e procurou os irmãos com menos preguiça.


Enquanto corria, Tanjirou não notou uma figura de preto parada a sua frente, com um estranho sorriso nos lábios. Ele só o notou quando esbarrou em seu peito e cambaleou para trás. Imediatamente ele se curvou sem ao menos encarar a pessoa.


— Perdão! Eu não te vi, estava com pressa!


— Então vocês sobreviveram, e ainda há um adicional. — o homem sorriu, o tom de voz malicioso.


Tanjirou, de olhos arregalados ao reconhecer a voz, levantou o olhar para a pessoa, vendo o mesmo homem de roupas escuras e olhos vermelhos de antes e começou a tremer. Assustado, ele começa a suar. Ele agarrou-se a um Rokuta confuso, escondendo-o em seu peito coberto pelos seus braços trêmulos. Medo. Ele exalava medo de todos os seus poros. 


— Tanjirou? — Nezuko se assustou ao ver a reação de seu irmão e olhou na mesma direção que ele, vendo um homem alto, de cabelos negros encaracolados, usando uma capa preta e roupas escuras, além de ter olhos vermelhos — Quem é você? — perguntou desconfiada.


— Tanjirou não te contou sobre mim? Estou profundamente decepcionado. Você deve me conhecer como...o homem que matou toda sua família. Ou quase toda. — ele se agachou até ficar na altura de Tanjiro, que estava sentado ainda caído no chão após bater de frente com o homem. — Está com medo, criança? 


Ele fez menção de tocar no rosto jovial de Tanjirou, mas foi impedido por um tapa vindo de Nezuko em sua mão.


— Ora, sua...PIRRALHA! – Ele não era de se irritar facilmente com seus criados, porém, aquela era uma humana. E uma humana bem atrevida, protegendo o garoto com um cheiro interessante de medo. — Como se atreve a me tocar?


— N-Não encosta no meu irmão! — mandou elevando o tom de voz para parecer séria e firme, se levantando bruscamente. 


Tanjirou arregalou os olhos cor de vinho ao perceber o que estava para acontecer e se levantou às pressas, colocando um braço a frente de Nezuko e, apesar de todo medo que sentia naquele momento, uma chama de coragem brotou em seu peito e ele sentiu uma tremenda necessidade de proteger os irmãos. Abraçando Rokuta com um braço e protegendo Nezuko com o outro, Tanjirou encarou o homem de vestes escuras com determinação.


— Vejo que há um pirralho interessante aqui. — rindo, o homem levantou a mão direita aberta, revelando garras negras. 


Segundos depois, Nezuko sentiu um líquido passar por suas vestimentas e arregalou os olhos vendo sangue se espalhar por seu kimono rosa e roxo, logo olhou para o homem novamente 


— Não irei utilizar minhas garras em você. Não quero transformar uma pirralha atrevida como você em minha subordinada, e você é muito nojenta para eu sequer encostar. — disse e, em sua mão, estava uma faca banhada de sangue de tamanho médio que usou para cortar a garota.


Nezuko arfou de dor e pressionou a mão no ferimento em sua barriga. Em seguida, viu o homem se distanciar aos poucos e sua visão embaçar. Rokuta começara a chorar ao notar o que acontecia. Mesmo sendo uma criança de menos de três anos, ele não era burro o suficiente para não perceber que algo ruim acontecia.


— A propósito, meu nome é Muzan. Kibutsuji Muzan, lembre-se desse nome. — Kibutsuji sorriu ladino, olhando para Tanjirou por cima do ombro e fitou a criança trêmula em seu colo.


Em uma velocidade impressionante, Muzan pegou Rokuta dos braços de Tanjirou com certo nojo e observou a criança, que começou a gritar em meio ao choro, se debatendo em seus braços.


— Hm. — murmurou monótono, antes de jogar a criança ao lado de Nezuko, caída no chão. — Não vale a pena e já estou satisfeito. — desviou o olhar para Tanjirou — E espero que não me odeie por matar sua querida irmã. Você está acostumado, não é? — Kibutsuji tocou a bochecha de Tanjirou, que engoliu em seco, e o demônio sorriu. Segundos depois, o demônio acertou um chute no peito do garoto, no mesmo lugar onde este fora atingido por si anteriormente, e o jogou para longe. 


— Espera...eu acho que já vi aqueles brincos em algum lugar...— Muzan sussurrou pensativo, antes de arregalar os olhos e fitar o céu na direção que jogara o Kamado ruivo. — Brincos de Hanafuda... aquele maldito exterminador! Não pode ser...preciso de informações. — Em seguida de sua fala, completamente arrependido de ter provavelmente matado a criança ao invés de tê-lo como seu lacaio, o homem sumiu completamente no ar


— T-Tanjirou...nii...– Disse Nezuko com dificuldade, arfando. Ela não conseguia se levantar e o máximo que fazia era abraçar o choroso Rokuta.. Não soube para onde seu irmão foi parar e nem se sobreviveria àquilo.


— Nee-chan...Nee-chan...— Rokuta pressionava os dedos claros na bochecha da irmã, que fechava os olhos. — Aco...acorda...nee-chan...


— O que aconteceu com vocês? — uma voz alarmada apareceu.


---/---


Enquanto isso, do outro lado da floresta, o homem de olhos frios e roupas de cores diferentes embainhou sua espada na bainha, sentindo o vento estranhamente mais forte. Ao olhar para cima, ele viu um ponto esverdeado caindo do céu. Sem pensar duas vezes, o homem deu um salto, antes da pessoa cair, e o segurou firmemente em seus braços, aterrissando em um galho de árvore seca com cuidado para não cair, e fitou a figura desacordada em seus braços.


O garoto que fugiu de mim com aquela garota e uma criança, foi o que o homem pensou, assombrado pelos ferimentos no corpo alheio. Uma marca de pé estava localizada no peito repleto de sangue e um outro ferimento ainda mais sério e profundo em sua carne. Não sabendo como reagir, ele deu um salto para o chão, caindo de pé, e retirou a parte de cima de seu quimono, colocando a vestimenta vermelha de um lado, e verde e amarelo de outro, no garoto, cobrindo-o com cuidado e sem se importar com a própria roupa ficando suja de sangue.


O inconsciente Tanjirou arfou de dor quando o homem começou a correr com pressa para tratar de seus ferimentos, não o podia fazer naquele frio em meio a neve. De olhos fechados e suando, o ruivo começou a murmurar palavras desconexas.


— Não...não...eu...ele...Nezu...ko...Roku...ta...— Tanjirou começou a se debater nos braços do outro homem, que arregalou os olhos, sem saber o que fazer, e apenas parou de andar e o abraçou, notando que, aos poucos, Tanjirou se acalmou.


Sem ter ideia de como aquilo aconteceu, o homem deu de ombros e voltou a correr 



[...]



Nós sentimos muito por deixá-los sozinhos, Tanjirou. Por favor, cuide de Nezuko e Rokuta.


Tanjirou sentiu-se estranhamente inebriado ao escutar aquela voz conhecida de sua mãe. Ele acordou desnorteado, sentando-se de sobressalto onde quer que estivesse, e quase que imediatamente sentiu uma dor perfurante em seu peito, soltando um alto gemido de dor e atraindo a atenção do homem, sentado ao seu lado.


— Você acordou. – o rapaz que anteriormente assustou os irmãos Kamado, comentou inexpressivo, aproximando-se lentamente do ruivo, meio que engatinhando. — Está bem?


— F-Fique longe! — Tanjirou calou-se ao sentir a cabeça latejar e a tocou, notando que havia algo em sua cabeça. Olhou para seu peito, vendo que este estava enfaixado e ele estava sem roupas, apenas uma calça, e estava coberto por um quimono estranho de cores diferentes. — O...o quê?


— Fique calmo, não irei atacá-lo. – disse o homem, vendo o garoto abaixar os ombros, mais relaxado, porém, alarmado. — Qual é o seu nome? — perguntou o mais pacífico que conseguia.


— Kamado Tanjirou.


— Entendo. Sou Tomioka Giyuu. Preste bastante atenção, Kamado Tanjirou, pois direi isso somente uma única vez. Eu dei um jeito de cuidar de seus ferimentos pelo básico de medicina que eu sei, mas não tenho certeza se você vai ficar bem apenas com isso, então é melhor que vá a um médico. Você encontrará uma aldeia seguindo em frente pela estrada.


Tomioka aparentava ter em torno de dezoito anos. De cabelos longos e negros, olhos azuis escuros e opacos, demonstrando que este seria um homem frio e, talvez, sem sentimentos, afinal, não demonstrou nada enquanto falava consigo.


Tanjirou aos poucos foi se aproximando daquele homem que, surpreso e de olhos arregalados, somente o viu se aproximar com a mão estendida em sua direção.


— Isso não importa, não quero ver um médico! Cadê a Nezuko e o Rokuta?! — suas mãos pálidas pressionaram os ombros alheios.


— O quê?


— Onde estão os meus irmãos?!


— Não faço a menor ideia de quem esteja falando e, se for daquelas crianças que vi contigo antes, eu não sei. Eu o encontrei sozinho. Não havia ninguém pelas proximidades e eu procurei depois de deixá-lo nessa cabana. — Giyuu respondeu indiferente.


— Cabana? — olhando ao redor, Tanjirou reparou estar dentro de uma pequena cabana de madeira e, pela porta aberta, percebeu já estar de noite.


— Sim. Saí daquela floresta e caminhei bastante até chegar aqui. Passei por uma pequena vila, foi onde consegui essas faixas, um balde de água e um pano. Você estava com febre. — apontou com a cabeça para o lado, onde estava um balde, com pouca água, e um pano dentro dele. — Estou indo agora. Trouxe um pouco de comida, também. Está na mesa perto da janela. Afinal, o que aconteceu com você?


Ele estava curioso demais para manter-se calado sobre tal assunto.


Tanjirou arregalou os olhos com aquela pergunta, mas, mesmo assim, contou tudo o que aconteceu para Tomioka. Desde a saída de Nezuko, o assassinato de sua família, até o segundo encontro com Muzan na floresta. Explicou detalhadamente o máximo que conseguiu.


— Muzan? Kibutsuji Muzan? Esse homem...— Giyuu arregalou os olhos, mostrando, enfim, que também portava de sentimentos.


— Você o conhece? — a ansiedade por encontrar o assassino de sua família tomou conta do ruivo.


— Não diretamente.


Sem saber como explicar como sabia de tal monstro, Tomioka contou tudo o que sabia sobre o primeiro oni, e sobre o que eles eram e o risco que tal raça era para a sociedade. Também contou sobre os exterminadores, e que era um deles, por isso estava com uma espada.


— Quando encontrei você e seus irmãos na floresta, pensei que fossem demônios, afinal, estavam sujos de sangue, mas percebi que eram apenas humanos normais e quis perguntar o que aconteceu. Mas...vocês fugiram e eu os perdi de vista.


Tanjirou sorriu envergonhado. Ele havia ficado com medo de ser atacado novamente e agiu sem pensar.


— Mas isso não importa. É melhor se cuidar a noite, Tanjirou.


Dito isso, o rapaz se levantou, após tocar a testa de Tanjirou e certificar-se de que não estava mais quente. Ele deu as costas para o ruivo, fazendo menção de partir.


— Espere! — Tanjirou se levantou de sobressalto e correu, ficando de frente para Tomioka e estendendo os braços ao lado do corpo como um escudo. 


Confuso, o de olhos azuis ficou parado, esperando pelo que o adolescente diria.


Ele só não esperava pelo que estava por vir.


— Por favor, me treine!


[...]


— Descansem em paz. — Nezuko rezava ajoelhada em frente aos túmulos improvisados que fez para sua família. Estava suja e ferida. Sozinha, ela arrastou os corpos para fora e fez um buraco no chão e os enterrou lado a lado.


Enquanto Nezuko rezava para que as almas de sua família descansassem em paz, um homem alto de cabelos brancos e uma estranha máscara vermelha e roupas azuis com padrões de nuvens, segurava Rokuta – que havia adormecido – no colo. O homem observava as ações de Nezuko com cuidado.


— Vamos embora, Nezuko. — a garota se levantou e caminhou ao lado do homem.


— Sim, Urokodaki-san…


Sua família não voltaria mais, e ela sabia disso. Por enquanto, Nezuko só queria encontrar seu irmão mais velho, e depois vingar sua família. 


Eles estariam juntos até o fim. Eles protegeriam um ao outro. E eles vingariam sua família.


— Mãe, Hanako, Takeo, Shigeru... nós vamos vingá-los! – ela disse fitando o céu. — Então, me espere, Tanjirou!


Continua...?


Notas Finais


Preguiça de escrever...
Comentários são bem-vindos, leitores fantasmas, por favor, se apresentem 🤷

Favoritos são legais e eu quero meus 197 de volta, obgd, dnd kkkk zoas

Os próximos capítulos talvez demorem e já aviso que estão bem mais curtos que antes. Variam de 2 mil a 3 mil palavras e é meu limite =^= assim tem mais cap pra postar aksksksk

Ah e eu deveria postar o próximo capítulo de Herdeiro do Caos, não tenho data prevista mas um dia eu posto antes que a nahziy me assassine. É isso. Destiny Of a Demon, bem...digamos que ainda esteja com bloqueio quanto a essa fic :(
Tá...eu tô com sono, então...talvez de manhã eu arrume essas notas akskakks

Boa noite pessoal e até o próximo capítulo 🌹


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