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História Ao estilo dos anos 50 - Capítulo 14


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Notas do Autor


Oieeeee meu povo. Tudo bom com vocês? Espero que sim. Estão se cuidando?
Esta é a primeira parte do desfile da Marin com o Sr. Agreste e eu acho que muitas coisas vão se explicar.
Espero que vcs gostem, aproveitem a leitura e desculpa qualquer errinho. Vejo vcs lá embaixo.

Capítulo 14 - Desfile


Fanfic / Fanfiction Ao estilo dos anos 50 - Capítulo 14 - Desfile

Desde que comecei no mundo da moda, desde pequena, eu sempre sonhei com os desfiles. Com modelos desfilando pela passarela vestindo minhas criações.

Isso sempre foi meu sonho. Minha mãe costumava dizer que eu nasci para ser estilista e eu acredito nisso com todas as minhas forças. O mundo das agulhas e dos tecidos sempre me fascinou desde que eu vi o meu primeiro desfile.

Muitos não sabem, mas minha paixão e admiração por Gabriel Agreste é por que ele foi o estilista cujo desfile foi o primeiro que eu vi na vida.

Me lembro até hoje: era quarta-feira a noite, eu estava sentada em frente à televisão com minha mãe penteando meu cabelo. Eu tinha acabado de sair do banho e me sentia muito feliz e cheirosa, me lembro de ficar cheirando meus braços para sentir o cheiro do sabonete.

Foi aí que começou o desfile de Gabriel Agreste. Minha mãe nem reparou no quanto me encantei ao ver aquelas pessoas bonitas desfilando roupas por uma coisa comprida que mais tarde eu vim a saber que era chamada passarela.

Gabriel, no final do desfile, veio receber os aplausos e recebeu um ramalhete de flores, rosas brancas se bem me lembro.

Foi a partir daí que meu mundo passou a girar. Eu era uma criança com um sonho, o que não é novidade já que crianças sonham: algumas em ser bailarinas, outras em futuramente serem astros do futebol e algumas em serem astronautas.

Eu queria ser estilista. E comecei bem pequena.

Comecei com desenhos de roupas em um caderno que possuo até hoje, depois minha mãe me ensinou a costurar algumas coisas. Minha primeira mesada foi gasta com tecidos e agulhas e o meu presente de aniversário de quinze anos foi uma máquina de costura.

Sem isso, eu estaria perdida.

Quem diria que eu, depois de muitos anos, me apaixonaria justamente pelo filho do meu estilista favorito?

Eu e Adrien só viramos amigos de verdade no nosso último ano de ensino médio, como muitos dizem, viramos inseparáveis. Durante esse último ano, meus sentimentos por ele só aumentaram, por que eu sentia que realmente o conhecia. Nada mais era baseado em revistas de fofocas ou especulações.

Às vezes o destino gosta muito de pregar peças no coração da gente. Durante os quatro anos que ficamos sem manter contato, eu supús que não o amava mais. Mas depois de termos nos reencontrado, sinto que nada mudou.

Apenas ele. Ele mudou.

Minha mente estava muito confusa. Até alguns dias atrás, Adrien me confessou seu amor por Kagami Tsurugi e, de repente, começou a dizer que gostava de mim.

Eu podia não ser uma especialista no amor, mas sabia que o amor não se constrói do nada. E por mais que eu quisesse acreditar no que o Adrien dizia, eu sabia que Alix estava com a razão. E isso me machucava muito.

- Você vai querer luzes por toda a passarela ou apenas em alguns pontos?

Elevei o olhar, encarando o homem que cuidava da iluminação.

O desfile seria à noite, então todos se empenhavam em terminar a tempo. Gabriel e eu dividiríamos a passarela e iríamos intercalar uma criação minha e uma dele. Aqueles eram os últimos detalhes. Os assentos próximos as passarelas seriam de convidados e alguns artistas e os repórteres.

Eu e Gabriel ficaríamos nos bastidores para caso haja algum problema de repente.

- Toda, por favor – respondi, sorrindo para o homem, que assentiu e já saiu dando ordens para os seus ajudantes.

Comecei a caminhar pelo local do desfile, com uma prancheta na mão, anotando tudo e distribuindo sorrisos. Aquele desfile seria o maior marco da minha carreira e eu deveria focar inteiramente nele.

Verifiquei as luzes, o som, e analisei minhas criações uma última vez antes de voltar para casa para me arrumar.

Embora eu fosse a estilista, as pessoas deveriam focar apenas nas minhas criações e não no que eu estava vestindo, por isso vesti um macacão preto com alguns detalhes em prata. A cintura era bem demarcada e o macacão era tomara que caia.

Coloquei sapatos de salto doze de cor vermelha.

Arrumei meu cabelo em um coque bem feito, bem firmado com laquê. Abusei um pouco nos acessórios, com alguns anéis e um colar um tanto espalhafatoso.

Assim que terminei de me arrumar, dirigi até o local do desfile.

Na fachada do local, as fotos que tirei com Adrien figuravam ao redor, como pôsteres.

Faltava cerca de uma hora para o desfile e provavelmente Gabriel estaria lá com seus modelos e criações. Estacionei o carro e entrei no local.

Os bastidores estavam cheios de modelos com uma maquiagem finalizada e um cabelo por fazer ou vice versa, alguns já estavam se vestindo e outros praticavam o andar.

Assim que me avistou, Gabriel caminhou até mim.

- Marinette! – disse, me dando um beijo casto na testa – ansiosa para esta grande noite?

Assenti, animada, percorrendo o local com os olhos.

- Está tudo perfeito.

- Você é muito talentosa, querida. Esse vai ser um grande desfile, que tenho certeza que será apenas mais um na sua carreira.

Ofertei um sorriso, que o estilista retribuiu.

- Obrigada, sr. Agreste. O senhor foi uma grande inspiração e é uma honra dividir esse desfile com o senhor.

Antes que o estilista pudesse responder, fui puxada para um lado dos bastidores. Ali estava uma modelo que torcia as mãos de nervosismo. Estranhei o busto não se manter parado no corpo dela.

- O vestido rasgou.

Pisquei algumas vezes, tentando me manter calma. Ainda faltava uma hora para o desfile, eu ainda tinha tempo.

- Linha e agulha. Me tragam linha e agulha – não demorou para que eu fosse atendida.

Peguei a agulha e passei a linha pelo buraco, concentrada. Eu não poderia errar. Costurei o vestido no corpo dela mesmo, tomando cuidado para não acertar as costas da modelo com a agulha. Assim que terminei de costurar, cortei o resto da linha inutilizada com uma tesoura.

- Pronto, novo em folha – sorri para a modelo, que retribuiu.

Ela parecia ter no máximo vinte anos e pelo modo como estava nervosa, aquele provavelmente seria seu primeiro desfile.

- Fique calma, senhorita....

- Evangeline – ela disse, em um murmúrio.

- Fique calma, Evangeline. Vai dar tudo certo.

Ela fitou-me, pude ver a ansiedades e o nervosismo em seu olhar.

- Vai dar tudo certo – ela repetiu minhas palavras, tentando aceitá-las.

Sorri para ela, com solidariedade.

- Senhorita Dupain Cheng? – uma voz me chamou, me virei, enquanto Evangeline saia.

A voz pertencia à um dos seguranças, que tomava conta dos bastidores. Atrás dele, vinha meus pais que como sempre, não perdiam um desfile.

Corri até eles, sendo recebida com um abraço acalentador. Minha mãe, sempre emocionada, estava a beira das lágrimas.

- Está tudo lindo, querida – ela disse, depositando um beijo na minha bochecha. Meu pai fez o mesmo, percorrendo o local com os olhos.

- Achei que não viriam. Não estavam na casa da vovó?

Meu pai assentiu.

- Estávamos, mas não perderíamos o grande desfile da nossa princesa por nada – ele acariciou minha bochecha com os dedos, do mesmo jeito que fazia quando eu era pequena. Sorri.

- Cadê a vovó?

- Está lá fora, sentada. Não quis vir aqui por que não quer ter um spoiler das roupas. Quer ver tudo ao vivo com todos.

Dou risada com a revirada dos olhos que ela deu no final da frase.

- Estou feliz que vieram, mas eu tenho que terminar de ver se tudo está do jeito que deve estar.

Meus pais concordaram com a cabeça, saindo dos bastidores acompanhados pelos seguranças.

Tudo estava indo surpreendentemente bem, pelo menos até Adrien chegar.

Como de costume, sua presença causa suspiros e vários olhares. Ele iria desfilar pela Agreste’s.

Ele estava fantástico, os cabelos cor ouro domados por gel, o terno vestindo perfeitamente seu corpo um tanto musculoso. Por um instante, pensei que estivéssemos apenas nós dois no local.

Ele estava vindo na minha direção, obstinado e tentei manter a calma, me lembrando do que eu e as meninas conversamos na festa do pijama. 

Amor não nasce do nada, lembrei-me.

- Marin, você está belíssima – ele sorriu para mim, parando na minha frente. Lhe dou um sorriso constrangido.

Aquela era a maior noite da minha carreira, eu precisava manter o foco. Mas quem consegue manter o foco com os olhos verde esmeralda de Adrien pousados em si?

O Agreste se aproximou mais, tentando me dar um beijo, mas desviei e os lábios dele foram para minha bochecha, com um estalo.

- O que houve? Está muito ocupada para me dar um beijo? – seu olhar maroto me deixou sem fôlego e só consegui me lembrar da nossa cena do carro.

Marinette, disse para mim mesma, foco!

Apenas dei de ombros, me virando na direção oposta. Caminhei pelos bastidores, checando meus modelos femininos e masculinos, ficando aliviada ao ver que tudo estava bem. Menos mal.

O horário do desfile já estava em cima, eu conseguia ver o local do desfile se enchendo cada vez mais.

Avistei minhas amigas na segunda fileira, ao lado dos meus pais, elas acenaram para mim, Alya um tanto mais empolgada. Me afastei da passarela, tomando fôlego.

 Era naquele momento. E eu estava tendo faniquito. Nada poderia dar errado. Mas deu.


Notas Finais


Hehehe. Nada a declarar. Aguardemos os próximos capítulos. Espero que vcs tenham gostado.
Comentários, perguntas, opiniões e sugestões sempre bem vindaass.
Amo vcs e até a próxima. Um beijo e um xero.


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