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História Ao meu ídolo, com amor - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 2


Eu olhava todas aquelas pessoas sorridentes e bem arrumadas, me sentindo cada vez mais entediado. Tinha sido contratado por uma empresa de segurança para falar um pouco sobre, bem, segurança. Sendo muito honesto, se havia uma coisa que me tirava do sério, era dar uma palestra. Eu não havia nascido para aquilo e só aceitava porque Yoongi dizia que era bom para mim e que eu precisava de uma rede de contato, além de Jimin e Hoseok. Troquei de mão a taça de vinho - aquilo não era cristal nem aqui nem em qualquer outro lugar do mundo -, segurando-a com a mão direita, e respirei fundo. Não sei porque usavam taças, afinal. Ainda mais quando o conteúdo era água, como no meu caso. Ajeitei minha jaqueta. Eu parecia um velho resmungando. Mas o fato era que tudo ali estava acontecendo em demasia: o tempo demorava demais passa passar, as pessoas sorriam demais, em tudo tinha frescura demais. " Só há cadeiras de menos ", pensei, fiquei, pensando irritado e sentindo meus pés latejarem. 

Um rapaz elegante passou por mim e me cumprimentou. Seus cabelos caíam de forma bagunçada por sua testa, quase cobrindo seus olhos azuis. Tentei me lembrar de onde eu o conhecia. Talvez fosse algum abandido que eu tinha conseguido prender. Mas, nesse caso, ele ainda estaria na cadeia ou tentando me matar. Eu ainda não achava muito eficiente o sistema de reinserção social do governo, e duvidava que algum bandido fosse em mim para me agradecer por ter o colocado na linha novamente. Vai ver ele realmente estava tentando me matar. Aquele sorriso foi suspeito. Olhei rapidamente para os lados. Ele havia sumido. Olhei para cima. Nunca se sabe quando um ataque virá do céu.

- Gente, a comida disso aqui é horrorosa - disse Hoseok, surgindo de repente ao meu lado e me fazendo pular de susto. - O que foi? Viu algum passarinho?

- De onde você surgiu? - perguntei tentando normalizar minha respiração.

- Do banheiro, oras. Eu te avisei que estava indo fazer xixi. Você não estava prestando atenção, como sempre. 

Encolhi os ombros. Eu prestava atenção em tudo, menos em meu melhor amigo falando incansavelmente do meu companheiro de trabalho.

- Você deveria voltar à realidade - Hoseok me tirou do meu transe mais uma vez. - Tem um loiro divino te olhando, ele nem pisca. 

Segui me olhar e o encontrei. O cara que achei que estava tentando me matar. Ele levantou a taça como se fizesse um brinde. Não retribuí.

- Jeon Jungkook! 

- Não estou com cabeça para descobrir sobre ele em cinco segundos, Hope - respondi automaticamente. - Na verdade, o que eu mais quero é dar o fora daqui.

- Descobrir o que sobre ele? - ele perguntou confuso.

- Você sabe, se ele é um assassino que eu mandei para a cadeia? Sabe se lá ele está tentando me levar pra cama, me violentar e me matar enforcada com o lençol? 

Bebi um gole da minha água enquanto meu amigo me olhava assustado.

- Você precisa seriamente de umas férias. Está começando a delira. Desse jeito vai acabar morrendo sozinha. Até eu vou acabar casando antes que você!

- Não me lembro de ter nascido colocado com alguém, ou que um caixão cabia mais de uma pessoa. 

Ele revirou os olhos. 

- Eu até me casaria se tivesse um amigo colorido como o seu.

Minha resposta seria muito mal-educada e já estava na ponta da língua, mas fui interrompido pelo toque do meu celular. Era uma mensagem do Park:

 

Tem uma pessoa aqui que eu sei que você adoraria ver. Estamos precisando do seu supercérebro e sua falta de paciência para lidar com ela. Venha logo. 

 

- Tenho que ir - falei, colocando o celular de volta no bolso da calça e minha taça na bandeja do primeiro garçom que vi. - Estão me esperando.

- Como assim? Você prometeu que ficaríamos até a mesa de doces, Jeongguk! Poxa vida, eu sempre te acompanho e nunca ganho um bombom sequer!

Encarei-o como uma mãe que tenta passar um recado telepático para uma criança mimada. Ele emburrou, mas não deu sinal que sairia do lugar. Suspirei e fui até a mesa de doces. Conversei rapidamente com a garçonete, que me cedeu duas trufas de modo gentil. Voltei pisando firme e entreguei-as a um Hoseok feliz.

- Nunca mais te trago comigo - jurei e saí em direção ao meu Mini Cooper, que estava parado no estacionamento da casa de eventos.



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