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História Ao meu ídolo, com amor - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 2 - parte 2


- Desculpa a demora - falei enquanto entrava apressado na delegacia, Jimin me ajudou a tirar a jaqueta. As noites estavam muito frias em Seul. - O que houve?

- Bom, dois dias se passaram desde último assassinato e hoje, o Kim veio a delegacia em busca de respostas - ele respondeu, e eu parei bruscamente na porta da minha sala. Encarei seus olhos bastante espantado.

- Ele veio aqui?

O que era muito estranho, já que o Kim se negava a pisar na delegacia. Ouvi vozes alteradas na sala do Min e olhei para Jimin. Ele suspirou e jogou minha jaqueta em cima da minha mesa.

- Isso é um absurdo!- o advogado de Taehyung praticamente gritava.- Vocês não estão levando essas investigações a sério. É impossível que não tenham nenhuma informação.

Se havia algo que eu não suportava era duvidarem da minha capacidade e da dedicação dos meus colegas de trabalho.

- Se o senhor acha que é tão simples assim, então procure sozinho pelas respostas - falei, atraindo todas as atenções para mim. Ele me olhou desconfiado.

- Você é quem mesmo?

- Como o senhor já deveria saber, sou Jeon Jungkook, investigador responsável pelo caso do seu cliente. Mas me darei muito por satisfeita em encerrar essas investigações se o senhor continuar ofendendo as pessoas que trabalham aqui.

- Jeon, não se preocupe - disse Min. - Está tudo sob controle.

Encarei meu chefe. Yoon era uma das pessoas mais doces e focadas que eu já havia conhecido.Pedir a mim para não partir para cima do primeiro desgraçado que falasse mal dele era como pedir para um bebê faminto para não chorar.

- Não há nada sob o controle - o delegado continuou. - Se tivesse, meu cliente não estaria aqui, sentado numa delegacia, esperando respostas sobre suas namoradas assassinadas.

Ah é, o indivíduo estava ali. Cada encontro com o Kim era uma aventura, já que ele se achava a última bolacha do pacote. Tudo bem que ele era famoso, talentoso e gostoso, mas isso não lhe dava o direito de se achar superior. Grande bosta ser indicado duas vezes para o Oscar. Por outro lado, eu sentia pena dele e queria ajudá-lo a se tratar, e também, ao que leva suas namoradas a ser assassinadas. Ele me encarou, com o desprezo brincando em seus olhos. A pronto. Toda a minha pena havia sumido, o que me restava era a vontade de mandar ele tomar no c*. Quem tem pena é galinha, seu idiota.

Eu nunca tinha conversado com ele mais do que é necessário, e nem queria. Pedi a Yoongi e Jimin que o interrogassem, já que, nas poucas vezes que tentei me aproximar, como agora, ele me lançava um olhar superior, e eu não pensava em mais nada do que lhe lançar um chute em suas partes mais doloridas e lhe socar com força, sendo meu principal alvo seu nariz perfeito. Respirei fundo e sai da sala de meu chefe antes que fizesse, e fosse preso por agressão.

Joguei-me em minha cadeira e mordi o lábio inferior. Mais uma menina. Ou menos uma, tanto faz. O mais intrigante é que as três haviam se envolvido com o Kim, apesar de eu achar que não havia um coração por baixo daquele peito sarado. Eu devia começar mandando-o para a terapia. Talvez Jimin tivesse razão, talvez o próprio Kim fosse o assassino. Quando se cansava das garotas dava um fim nelas, como As mil e uma noites. Apoiei meu queixo em minha mão esquerda enquanto desenhava algo indecifrável em meu bloquinho de notas. Jimin entrou em minha sala com duas canecas de chocolate quente em suas mãos. Forcei um sorriso.

- Quando faz essa cara, quer dizer que está pensando em algo absurdo.

Arqueei a sobrancelha.

- Blasfêmia! - respondi e ele riu.- Só estava cogitando  a possibilidade de mandar o Kim para um terapeuta da corporação. Vai que ele é o culpado de tudo isso.

O policial revirou os olhos.

- Bem provável, ele nem toca no assunto.

- Como foi o interrogatório dele? - perguntei pegando meu caderno e observando minhas anotações. Datas, horários. Dados importantes de cada uma das meninas.

- Ele foi interrogado?

Engasguei com o líquido e quase joguei a caneca na mesa. Senti o chocolate quente queimar minha língua e meus olhos lacrimejarem.

- Ninguém interrogou o Kim Taehyung?

- O advogado dele nunca nos permitiu ficar...

- Mas que merda, Jimin! - gritei, ficando de pé. - Desde quando damos atenção a um advogado metida a besta? Eu jurava que você ou o Min tinham interrogado o cara.

- Não. As informações sempre foram passadas pelo advogado dele, nunca conseguimos ficar a sós.

Fechei meu caderno com força e peguei uma caneta. Saí pisando tão firme que minha bota afundava no chão frio da delegacia. Abri a porta da sala de Yoongi com um estrondo, e ele se surpreendeu. Meus olhos se voltaram para o rapaz de 23 anos, que permanecia sentado na mesma posição.

- Você - falei apontando para ele. - Me acompanhe. Precisamos conversar.

- Meu cliente não tem nada a dizer.

- Não te perguntei - respondi grosseiro e voltei meu olhar para o Min. - É o procedimento-padrão, chefe. Ele estará sendo interrogado se precisarem de algo.

O advogado riu debochado.

- Ele não sairá daqui.

Eu não tinha nada contra esses profissionais de Direito. Juro mesmo. Alguns eram bastantes solícitos e ajudavam muito. Mas topar com sujeitos como este era pedir para que eu perdesse a compostura. Aproximei-me e olhei para cima. Ele era mais alto do que eu, assim como a maioria das pessoas, já que eu não passava dos 1,68 m.

- Então me processe por isso.

Antes que ele tivesse a chance de pensar, eu me afastei, peguei Kim pelo braço e o tirei da sala, batendo a porta em seguida. Ouvi Yoongi gritar meu nome, mas o ignorei. Ele que me desse uma advertência depois, eu pouco me importava. Apesar dos protestos, joguei-o dentro da sala de interrogatórios e tranquei a porta.

- Você é maluco? - ele disse acariciando o próprio braço no mesmo local que antes minha mão apertava.

- Não - respondi, jogando o caderno sobre a mesa. - Malucos são eles por não terem feito isso antes.

Puxei uma cadeira para o Kim e me sentei a diante dele, que continuava em pé, ainda me olhando torto.

- Podemos ficar a noite toda aqui se você quiser. Não me importo de esperar suas pernas se cansarem até você se sentar.

- O que te faz pensar que responderei algumas de suas perguntas?

Respirei o mais fundo que meus pulmões permitiam.

- O fato de você querer respostas tanto quanto eu. Ouça, Taehyung, eu não gosto de você. Não me agrada em nada ficar trancada aqui com um cara que se acha um máximo. Mas é o meu trabaljo e eu preciso que você colabore. Caso ao contrário, não tenho como te ajudar. Entende?

Ele passou as mãos pelo rosto e se sentou.

- Você não precisa gostar de mim - ele disse de forma seca. - Só me traga essas respostas antes que eu enlouqueça.

Concordei com um acento de cabeça e comecei meu interrogatório. Conversamos por quase duas horas, endo diversas vezes interrompidos por batidas na porta. Eu apenas disse a ele que ignorasse. Fiquei aliviada ao perceber que o Kim estava realmente disposto a colaborar, quando me pediu a chave da porta e a abriu:

- Pois não? - perguntou o seu próprio advogado.

- Ah, finalmente ela deixou você sair. Vamos embora daqui.

- Eu estou no meio de um interrogatório. Só saio quando tiver respondido todas as perguntas dele. E por favor, não atrapalhe.

Tahyung bateu a porta na cara do homem em choque. Sendo sincero, fiquei muito feliz, mas apenas agradeci e continuei.


Notas Finais


Desculpe qualquer erro ortográfico, eu tenho mania de trocar muitas palavras, além do meu corretor estranho.

Até o próximo capítulo.


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