História Ao Passado em Hogwarts - HIATUS - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Abraxas Malfoy, Alvo Dumbledore, Argo Filch, Avery (Riddle-era), Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Dorea Black, Horácio Slughorn, Louis Weasley, Tom Riddle Jr.
Tags Harry Potter, Originais, Tom Riddle
Visualizações 161
Palavras 1.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de quase dois meses, eu voltei!
Vai ser um capítulo com poucos acontecimentos, mas vai ser legal, eu prometo.

Capítulo 8 - O beijo


Depois daquela noite, eu passei a ser um deles. Os Cavaleiros de Walpurgis se encontravam três noites por semana. Druella e Martha haviam me contado que antes do Herdeiro de Slytherin começar a atacar, eles saíam pelos corredores, durante a noite para torturarem nascidos trouxas e mestiços. Tom Riddle controlava-os com rigor, fazendo com que eles nunca fossem pegos. Agora que a Câmara Secreta havia sido aberta, eles se limitavam a sequestrar alguém para praticarem magia negra na sala precisa.

- Acho que não agimos mais pelo Castelo porque o Tom deve ter medo. Ouvi dizer que ele é mestiço. – Martha disse essa última parte baixo, fazendo com que eu percebesse que as meninas não tinham a mínima noção de que Tom Riddle era o Herdeiro de Slytherin. Será que ele deixou tudo isso em segredo durante a sua estadia na escola? Não, Lord Voldemort era egoncêntrico demais para isso.

- Não diga asneiras, Martha! Depois você reclama que ele sempre a machuca! Você vive dando motivos pra ele atacá-la! – Druella a repreendeu, fazendo a amiga olhar pra baixo amedrontada.

- Não sei. Talvez, ele só não queira se expor porque devem ter aumentado a vigilância no castelo. Qualquer deslize pode entregar toda a organização! – Eu refleti e elas pareceram concordar. – Esperem, eu já volto! – Eu disse assim que avistei Andrew Mclaggen.

Eu não podia negar, mas havia começado a gostar dele. Sei que eu não deveria porque eu tinha que fingir estar interessada em Tom Riddle, mas eu sempre fui uma pessoa impulsiva, e quando dei por mim, eu já estava chamando pelo nome dele. Andrew estava acompanhado por duas meninas da Grifinória e por um garoto de cabelos negros e óculos que me lembrava muito o Harry e que eu sabia ser avô dele. Assim que ele me escutou, ele se virou com um sorriso perfeito. Ele estava segurando uma grande caixa que parecia estar bem pesada, mas ele não transpareceu isso em suas feições.

- Chegou em boa hora, Louwina! Estamos indo cuidar das mandrágoras para curarmos logo os outros alunos. Ainda dá tempo de se juntar à nós... – Ele sugeriu me fazendo sorrir sem motivo.

- Eu adoraria, Andrew, mas tenho empecilho que eu te falei no outro dia. – Eu me refiro ao dia em que eu disse que não faria bem aos ouvidos de Grindewald que a filha de Frank Marshall anda ajudando nascidos trouxas e mestiços.

- O empecilho está no fato de ser amiguinha da turminha do Tom Riddle. – Uma das garotas disse revirando os olhos, e eu a medi dos pés a cabeça com um olhar cheio de desdém.

- Não me lembro de ter falado com você, sua insignificante. – Eu digo por impulso, fazendo Andrew arregalar os olhos. – Desculpe, é só que eu não gosto que me julguem sem conhecer. Nos vemos por aí, Drew. Bom trabalho com as mandrágoras! – Eu finalizo e me afasto com um sorriso no rosto ao escutá-lo me gritar para que eu voltasse.

Martha e Druella me olhavam confusas, mas assim que eu me aproximei delas, tive que escutar sermão das duas porque Tom Riddle não gostaria muito de saber que ando esbarrando com Andrew Mclaggen. Então elas me contaram sobre uma possível rivalidade entre os dois e do quanto Tom o detestava por ele estar sempre protegendo os nascidos trouxas. Para Riddle, Andrew era um traidor do sangue.

- Depois que aceitamos fazer parte dos Cavaleiros de Walpurgis, meio que viramos propriedade do Tom. Não podemos falar com quem ele não quer porque isso poder levantar suspeitas. Ele é bem metódico. – Druella explica e eu a olho horrorizada. – Aposto que ele não te contou sobre isso, não é?

- Deixa pra lá, vou adiantar alguns deveres, vocês vêm? – Perguntei e diante da negativa delas, saí correndo em direção à sala comunal da Sonserina.

Pelo caminho, avistei Hagrid conversando de modo suspeito com Tom Riddle. O sonserino parecia bem simpático e se portava como se amigo fosse do Hagrid, certamente, estava coletando informações sobre Aragogue. Senti vontade de me aproximar também para tentar livrar o meu amigo de uma futura enrascada, mas isso poderia fazer o meio gigante dizer coisas demais e me indispor com o futuro Voldemort, o que eu não poderia arriscar. Então apenas segui o meu caminho para pegar alguns livros.

Quanto aos ataques, eles continuaram a acontecer e Andrew Mclaggen estava cada vez mais focado em conseguir voluntários para os cuidados com as mandrágoras. Tom Riddle não gostava nada disso, mas vivia dizendo que deveríamos arrumar um jeito de descobrir os progressos que o Andrew estava fazendo, e foi aí que eu encontrei mais motivos para falar com o grifinório.

Nos dias seguintes, eu abordava o Andrew com frequência, nem que fosse para falar a mais simples frase, nem que fosse somente para falar oi. Aos poucos, ele foi se alojando permanentemente em meus pensamentos, e a parte boa é que eu sentia que ele também apreciava a minha companhia já que quando eu não ia falar com ele, ele vinha falar comigo para falar sobre o projeto com as mandrágoras ou sobre qualquer banalidade. Druella e Martha sempre me censuravam por essa aproximação, porque segundo elas, eu poderia me apaixonar por ele, o que era terminantemente proibido sendo um Cavaleiro de Walpurgis. Além disso, sonserinos não namoravam grifinórios, e se o fizessem eram isolados por todos da casa, tal como Cedrella e Dorea qua namoravam Septimus Weasley e Charlus Potter. Eu de sabia de tudo isso, e ao contrário do que elas acreditavam, eu descartava qualquer possibilidade com ele porque além de tudo, décadas me separavam de Andrew, o que impossibilitava qualquer possível envolvimento nosso, mas só falar com ele me satisfazia.

Durante todos esses dias, além das minhas “amigas” e Avery que queria sair comigo, ninguém se quer parou para criticar a nossa aproximação, talvez por medo do que a a filha de Lohan Marshall poderia fazer, mas infelizmente, isso não se aplicava ao futuro pior bruxo das trevas que já existiu, e eu fui descobrir isso de uma maneira assustadora.

Era uma tarde de sábado e eu tinha deveres acumulados. Decidi adiantá-los, então, da mesma maneira que eu fazia no meu tempo: ao ar livre. Além dos meus livros de escola, eu sempre andava com algum livro de magia negra debaixo do braço para o caso de Tom perguntar alguma coisa, e depois de um tempo, eu havia me tornado de fato uma estudiosa no assunto. Tudo estava completamente bem, até que ele me abordou. Eu estava sentada debaixo de uma árvore fazendo minhas lições quando Tom Riddle se sentou ao meu lado sem ao menos perguntar se podia.

- A tarde está muito agradável para uma garota bonita perder tempo fazendo as lições, ao invés de aproveitar o dia. É sábado. – Ele diz colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, me deixando nervosa porque eu não gostava quando ele me tocava. – Gosto da forma como você cruza as pernas. A maioria das garotas as mantém esticadas.

- As garotas daqui, mas não as de onde eu venho. – Respondi mais áspera do que eu queria, mas tentei suavizar o tom de voz depois. – Estou aproveitando para fazê-los agora porque quero dormir cedo.

- A madrugada é a melhor hora para se fazer uma lição, a não ser que você tenha outro plano em mente. Algum encontro às escondidas, Louwina? Porque considerando a forma como você se oferece para o Macllagen, posso presumir isso além de achar que isso a faz parecer uma meretriz! - Ele diz e eu me sinto ferver de raiva. – Gosto que olhem pra mim quando eu falo!

- Está enganado, Tom! Eu não tenho nenhum encontro esta noite e não fico me oferecendo para o Mclaggen! Eu apenas falo com ele. Ele é gentil comigo e depois, ele coordena um projeto para reanimar alunos petrificados. Eu só estava coletando informações para te passar, lembro que você disse na nossa última reunião que gostaria de saber em que pé andam as coisas. Eu só pensei em agradá-lo. – Eu respondi olhando pra ele, mas me segurando para não desfigurar a cara dele com algum feitiço horrível.

- Você me interessa, Louwina. É diferente das outras garotas daqui, e sendo filha de quem é, pode me ser muito útil, mas não me agrada em nada vê-la se oferecendo para o Mclaggen. Você gosta dele? Anda, me diga! Você gosta dele? – Ele perguntou de forma assustadora.

- Não, eu não gosto. Meu único interesse no Mclaggen foi o que eu acabei de te falar. Não é dele que eu gosto. – Eu respondo e toco o seu rosto frio com delicadeza. Ao contrário do que eu esperava, Tom Riddle não se afasta.

- Então prove! – Ele exigiu e eu não vi outra maneira de fazer isso que não fosse beijá-lo.

 Eu não havia feito isso muitas vezes, exceto com um garoto da Durmstrang no torneio tribruxo e com um bruxo recém formado que frequentava o bar do meu pai nas férias, mas ainda sim, eu sabia bem o que fazer. Percebi, então, que Tom Riddle era uma pessoa muito discreta porque eu nunca soube de qualquer namorinho dele, mas ele também sabia beijar e fazia isso muito bem. Apesar dele ser repulsivo e de eu odiá-lo profundamente, devo confessar que foi um bom beijo. Quando nos separamos, ele não parecia constrangido, mas parecia me querer vulnerável para penetrar a minha mente, mas anos de experiência em esconder os meus sentimentos e emoções de Aberforth Dumbledore foram capazes de mascarar a realidade das coisas. De fato, Tom Riddle acreditou que eu estava atraída por ele. Eu só torcia para que ninguém mais tivesse visto isso porque apesar de parecer vazio o lugar onde estávamos, Hogwarts sempre tinha olhos em todos os lugares.

- O que sabe sobre os planos do Mclaggen? – Ele perguntou, mudando radicalmente de assunto, sem nem ao menos proferir qualquer comentário sobre o beijo.

Então eu contei sobre os planos de germinar o maior número de vasos possível com mudas de mandrágoras, da criação de um poderoso fertilizante para acelerar o crescimento das mesmas e das missões de investigação que Andrew queria fazer para descobrir sobre quem é o Herdeiro de Slyherin. Riddle ouvia tudo com atenção, mas essa última informação o fez entortar a boca.

- Posso continuar próxima dele o suficiente para atrapalhar estas investigações, se eu der falsas coordenadas, ele será desviado e nem se quer chegará perto da verdade, mesmo que eu sabia que você, por si só, já consegue mascarar a sua identidade. – Eu digo no fim, revelando que sei desse segredo dele.

- Sua boca pode ser a responsável pela sua morte se continuar a dizer besteira em voz alta, srta. Marshall. No mais, quero que sabote o projeto com as mandrágoras também, Louwina. Estes sangues ruins devem continuar petrificados pelo maior tempo possível, até que possamos andar pelo castelo sem esbarrarmos por algum destes indignos. – Ele me instrui e eu assinto. – Permitirei que continue a falar com ele, Louwina, mas apenas falar. Se eu souber de algo mais, você irá pagar bem caro. Agora você me pertence e só fará aquilo que eu mandar, fui claro? – Ele perguntou eu tornei a assentir.

Então ele olhou para os os lados para se certificar de que ninguém estava nos vendo, me roubou mais um beijo nos lábios e se levantou. Enquanto ele caminhava, eu limpava a minha boca com as costas da mão. Eu não deveria tê-lo beijado porque isso fez com que ele se sentisse no direito de fazer o mesmo sempre que quisesse. Eu odiava ter que obedecê-lo e de fingir ser submissa a ele como todo mundo, mas se para ficar próxima da única pessoa, além do tio Alvo, que fazia as coisas valerem a pena por aqui, e se isso me tornasse mais próxima dos segredos mais obscuros de Tom Riddle, eu aceitaria pagar o preço.


Notas Finais


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