História Ao Seu Lado - Capítulo 1


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Categorias Banana Fish
Personagens Ash Lynx (Aslam Jade Calenreese), Eiji Okumura
Tags Ash Lynx, Banana Fish, Eiji, Final Alternativo, Japao
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Palavras 3.463
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O que vocês fazem quando depois de meses ainda não aceitaram o final de BF? Eu escrevo meu final alternativo.

Capítulo 1 - Capítulo único


Eiji havia feito o convite para a ocasião: Um jantar em seu restaurante favorito no Japão. O motivo? em comemoração à vinda do loiro e a nova vida que estava disposto a adotar.  

Ash havia se convencido que o melhor para si seria deixar toda aquela vida que levara até ali, para trás, além de que, sentia falta de Eiji, como nunca sentira antes de alguém, além de seu irmão.

As coisas estavam se encaixando. Isso surpreendia o estrangeiro. Não era típico de sua vida as coisas se encaminharem assim.

 Estranhou menos as mudanças do que achou que estranharia.

Quer dizer, era um lugar diferente, cultura diferente, pessoas diferentes. E o que de ruim poderia haver nisso? Afinal, tudo aquilo que deixou em seu antigo país, nenhuma falta lhe faria. Inclusive, se nunca houvesse vivido todos os horrores ao qual foi exposto não reclamaria.

Mas nada daquilo importava. Não mais... Claro que o passado faz parte de sua história e de quem você é. Não há dúvidas. Mas estava ali, naquele país com a pessoa que amava. Alguém que lhe dera uma nova direção... um novo sentido. Nenhum caminho obscuro pelo qual passara poderia ofuscar a luz que o moreno refletia em sua vida.

Aquele sorriso inocente, aquela ingenuidade de enfrentar o mundo por alguém como ele, aquela luz natural simplesmente por existir, e aquela pureza que fazia todos a sua volta desejar protegê-lo. Tudo aquilo era quase sobre-humano naquele garoto. Bem, ao menos se comparado aos humanos com os quais já havia lidado. Não se achava digno dele, mas Eiji o fazia ser.

 

...............

 

Estava pronto para aquela tão esperada noite. Sentia-se ansioso, mas da melhor forma possível. Queria ver o garoto em seu próprio habitat. Gostaria de o ver sorrir em empolgação mostrando seus lugares favoritos.

E de fato o viu! O moreno mostrava cada canto que mais gostava na cidade com um sorriso ainda mais aberto que o normal. Havia algo de muito puro em todo aquele ser, e Ash sentia que o amava um pouco mais naquele dia, se é que fosse possível.

A noite passou da melhor forma, para ambos. Tudo até ali estava tão perfeito que mal notaram que o tempo passava.

O Lynx finalmente sentia algo que não sabia nomear, mas deveria ser o que chamam de paz.

Não temia que machucassem seu garoto ali, não temia que o machucassem, não se sentia perseguido.

 Sentiu, que, finalmente poderia viver, em vez de sobreviver.

Correram, sorriram, comeram, brincaram, mas precisavam agora voltar à suas casas. Ash se sentiu estranhamente triste por precisar se separar de sua companhia, mas não mencionou o fato. Apenas manteve o pensamento de que poderia ver o outro no dia seguinte e que tinham muitos anos para viverem tranquilamente. No entanto, foi de Eiji a iniciativa de estender aquela noite, o que o surpreendeu.

- Ash, quer dormir lá em casa? O seu apartamento fica longe daqui. Acho que seria melhor se...

- Claro! – O loiro o interrompeu tentando, em vão, conter parte de sua animação. – Vamos lá... – Acrescentou.

Caminharam até o apartamento do moreno. Sim! Caminharam! Optaram por andar, aquela noite, com o pretexto de que assim Ash poderia conhecer melhor os lugares.

Após alguns minutos chegaram ao local que se resumia à um grande cômodo. Este continha a sala e uma cozinha em conjunto, um quarto com banheiro incluso, área de serviços e uma varanda que dava vista à cidade de maneira geral, afinal estavam no décimo andar.

- Seu apartamento é mais moderninho do que eu imaginei. – O loiro disse com um sorriso debochado, fazendo com que Eiji lhe desse um tapa com ar de falsa indignação.

- Eu até tinha me esquecido que você não tinha vindo aqui ainda depois que me mudei.

Havia uma semana que Ash havia chegado, mas em meio a organização do próprio apartamento e a correria em se situar ainda não haviam tido um tempo de qualidade juntos, e isso incluía conhecer o recém alugado apartamento do amigo.

- Você quer beber algo? – O dono do apartamento ofereceu se direcionando a um armário que continha algumas garrafas.

- Nah! Eu to bem. – O loiro disse de forma relaxada recostando a cabeça no encosto do sofá.

- Certo! Você deve estar cansado, né?! Eu vou pegar um futon pra você. Sinto muito, só tenho uma cama. – O anfitrião disse de forma desconcertada, se interrompendo ao ver uma expressão confusa no rosto do convidado.

- Tudo bem, Ash?

- Sim! Sim! Está tudo ótimo. Não... Na verdade: Está tudo perfeito. – O loiro disse em meio a um semi-sorriso sereno, como nunca havia tido em seu rosto antes, deixando Eiji ainda mais confuso.

A verdade é que Ash nunca, em toda sua vida, havia ido até a casa de outro, convidado a dormir, sem que este tivesse segundas intenções. Todos a sua volta até ali tinham interesses bem específicos e nada altruístas em relação ao garoto.

 Mas era Eiji! Claro! Era o ser mais sereno e dotado de pureza que já conhecera. Como poderia ter imaginado que havia qualquer segunda intenção vinda daquele anjo? Não havia!

Era óbvio que um jantar era só um jantar, um sorriso era somente um sorriso e um “venha dormir em minha casa” era apenas dormir. Não que não quisesse estar nos braços daquele garoto que tanto amava, mas saber que aquele ser não tinha uma única atitude sequer como o resto egoísta do (seu) mundo lhe balançava ainda mais.  

Seu coração acelerara diante daquela atitude. O amava! O amava tanto que sentia que seu coração poderia explodir a qualquer momento, se não expressasse aquilo.

E que se exploda o mundo! Havia ido até ali, naquele país totalmente desconhecido afim de levar uma nova vida, e principalmente: Uma vida com Eiji!

Era seu melhor amigo, o amava mais do que amava qualquer outro e não tinha por que não levar aquilo adiante. O máximo que poderia ouvir era um: Eu te amo, mas não desse jeito.

Estava disposto a arriscar desse onde desse.

Se aproximou lentamente do mais baixo afim de garantir que estivesse próximo o bastante para que o outro observasse a verdade em seus olhos, mas não perto demais de forma que o acuasse.

Não falou nada. Manteve-se em silêncio o observando. Como poderia ser tão distraído? “Se fosse eu, já teria notado uma presença muito mais longe que isso.” Pensara.

Levou 30 segundos, até que o moreno terminasse o que fazia e virar-se para trás, de modo que encontrou o loiro há cerca de 50cm de si.

- Ash!!! – Disse, levemente surpreendido. Estava perto... perto o suficiente para que seu coração acelerasse. Daquela distância conseguia até mesmo sentir o cheiro advindo do loiro.

Perto o suficiente para que encarrasse aqueles olhos e captar a seriedade vinda deles. Perto demais... tão perto que não conseguia desviar os olhos. Ou será que não queria?

Próximo o suficiente para querer aproximar ainda mais. Mas não iria!

Jamais ultrapassaria os limites do loiro. Sabia de todos os termos de sua vida até ali, e amava aquele garoto demais para tomar uma iniciativa daquelas. Pelo menos sem ter certeza de que ele também queria.

Sim! Eiji o amava.

Mas não o amava de uma forma a cobiçar seu corpo, seus lábios ou toques constantemente. Claro, se tivesse aquilo seria um bônus, mas se não tivesse, estaria satisfeito em vê-lo, se contentaria em dividir histórias, momentos, sorrisos e uma vida plena. Mas e se Ash quisesse além disso? Então, seria o bônus que desejava. Seria uma extensão a mais naquela amizade, naquele amor...

- Eiji... – Ash respondeu, sem sequer desviar os olhos.

- Está tudo bem? Precisa de algo? Posso pegar pra você? – O moreno falava desenfreadamente, como se quisesse anular os 30 segundos que passara em silêncio encarando o outro.

- É assim que você termina os seus encontros? Com um boa noite e um futon? – Ironizou, tentando recuperar seu ar descolado, como se tentasse se esconder. Porém, rapidamente desfez o ar irônico, lembrara-se de com quem estava, e por que estava ali de pé.

- Como assim? O que você está tentando dizer? – Questionou com um tom genuinamente confuso.

- Bem, eu não sei como falar isso, então vou apenas “fazer”. – Andou mais um passo para frente, percebendo que o garoto a sua frente quase congelara.

- ... você pode aceitar ou rejeitar. Você pode fazer o que quiser... mas eu preciso fazer isso.

Se moveu novamente, dessa vez eliminando totalmente a distância.

Levou uma das mãos carinhosamente até o queixo de Eiji. Levantou lentamente até que seus olhos se encontrassem. Desceu a cabeça com uma calma quase torturante. Na verdade, cada gesto lento que fazia aquela noite era uma tortura para ambos, mas precisava ser daquela forma. Queria que o outro tivesse a escolha de aceitar ou rejeitar cada passo. Cada avanço.

Finalmente estava lá. Os lábios se tocaram, imóveis por quase cinco segundos inteiros. Devagar... mais uma vez, lentamente, e a mensagem permanecia: “Você pode desistir, se quiser. Somos livres para fazermos o que quisermos.”

Eiji não fugia, não recuava, apenas tremia. Por um segundo esquecera-se de como respirar. Mas não por medo ou receio, mas por nervosismo, e ansiedade pelo que poderia vir.

Já havia sentido aqueles lábios, mas em outro contexto, e não com aquele sentimento.

O loiro moveu os lábios, calmamente, em seguida um pouco mais rápido.

A mão livre agora foi levada até as costas do garoto que amava, e o momento mais sublime de sua noite, até ali, finalmente viera: As mãos do moreno, finalmente, o tocara correspondendo-o. Estavam em sua cintura! Ambas!

Os lábios respondiam os movimentos dos seus, como em reflexo! Movimentos perfeitamente sincronizados, como em uma dança.

Borboletas no estômago era pouco para descrever. Talvez fossem fogos de artifícios que explodiam ao fundo? Não! Era apenas o sentimento correspondido. Era somente a satisfação de se estar nos braços de quem ama.

- Ash... – Eiji sussurrara. – Eu o amo tanto! – Liberou as palavras há muito presas. – Como eu o amo!

- Eu preciso dizer o quanto você significa pra mim? Por que você é minha luz, Eiji. – Afirmara, sem desencostar sua testa da do outro, voltando a beijá-lo em seguida.

Aqueles lábios tinham um gosto único. Poderia ser sua mente ludibriada pelos sentimentos, mas poderia jurar que tinha gosto do mais doce vinho que já provara, ou um pouco melhor que isso.

Agora que o tinha em seus braços, não queria soltar.

Neste momento já estava com ambas as mãos aproveitando cada pedaço daquele dorso. E para sua felicidade, não sentia sequer alguma intenção de recuar da outra parte.

Inclusive, fora do dono do imóvel a inciativa de pegar na mão do loiro e o levar para um lugar mais adequado: Seu quarto. Sim! Seu quarto.

Era o homem que amava, e que agora sabia que também o amava de igual forma, em todos os termos. Continuaria a sentir daqueles beijos e daquelas mãos carinhosas, o que viesse depois, se viesse, seria consequência. E a melhor consequência.

Ash o recostara na cama, em um gesto cuidadoso. Queria continuar a beijá-lo e sentir mais daquele gosto, porém, percebeu algo que não estava ali antes abaixo de si: O moreno estava ficando excitado. Pensou em provocar, mas sabia que provavelmente seria a primeira vez dele, então, simplesmente o deixaria confortável, e controlar no próprio ritmo e vontade.

- Me fala se quiser que eu continue ou quando quiser parar. Certo?

O garoto abaixo não respondeu com palavras, apenas levou as mãos até o cabelo loiro puxando para mais um beijo, em sinal verde.

Os beijos se intensificavam cada vez mais, as mãos estavam a cada toque mais ansiosas, e os membros, bem, estes já pulsavam em desespero.

Eiji estava ofegante, e o fato de seu pênis estar sendo pressionado pelo corpo sobre o seu, além de suas próprias roupas, o fez gemer baixo, o que deixou o garoto envergonhado com aquele som. Nunca havia ouvido algo tão “embaraçoso” sair de seus próprios lábios. Levou a mão até a boca, afim de inibir aqueles sons.

- Não fique tímido, Ei! Sou eu aqui com você! Okay?! Eu o amo! – Disse sussurrando no ouvido do outro, com a intenção de o deixar o mais confortável possível.

- Dói...

- O quê? – Ash assustara-se. – Eu te machuquei? – Questionou, afastando-se.

- Não! Não é isso. – O moreno o abraçou, na tentativa de o tranquilizar. – É que... – Virou o rosto tímido, resmungando em seguida: - Lá embaixo... Dói! Tá apertado e tá... pulsando.

Ver aquela timidez, aquelas palavras tão devidamente escolhidas, era único! Sem dúvidas, já que aquele garoto era único! Era O único!

- Eu vou te ajudar! Logo não vai mais doer. Fica calminho e confia em mim. – Deu um beijo rápido e pediu espaço para retirar a camisa do amante. Após, desceu com os lábios pelo pescoço, peito, barriga, lentamente... Aproveitando cada sensação, cada suspiro vindo do outro.

Em agora, finalmente, estava lá! Desabotoou a calça, em seguida, puxou-a com a cueca e tudo. Repousou os olhos no membro do moreno por uns segundos. Não queria perder nenhum detalhe daquele corpo.

Com uma das mãos segurou carinhosamente, em seguida, umedeceu os lábios com a língua, para que o movimento já começasse livre.

Eiji não era desprovido de todas as informações do mundo. Sabia o que viria em seguida, mesmo sem olhar, já que seus olhos estavam fechados. Mas, nenhum livro educacional (Ou yaoi) do mundo teria lhe preparado para a sensação. Foi só a língua do loiro tocar sua glande, em movimento circular, que este sentiu seu corpo enrijecer-se. Curvou as costas, em meio um gemido sôfrego.

Ash pausara, tanto as mãos, quanto retirando os lábios, que mal haviam se aproximado.

Subiu até o ouvido do outro para lhe instruir:

- Respira fundo e devagar. Sem desespero.

O menos experiente apenas concordou com a cabeça e um sorriso tímido.

O loiro descera, para terminar o que nem havia começado.

Mais uma vez molhou os lábios, e começou devagar. Lambeu lentamente, como se experimentasse mais uma parte daquele ser, e finalmente, começou a chupar.

Primeiro em movimentos lentos, para em seguida começar a aumentar a velocidade.

Sentia que o amado se retorcia e gemia abafado. Levantou os olhos e notou o outro com as mãos sobre os lábios. Queria ouvi-lo, mas ainda teria tempo para. Não queria interromper aquele momento.

Não demorou muito e sentiu um líquido começar a escorrer em sua boca.

Eiji não fizera de propósito. Teria avisado ao outro se tivesse notado (e entendido) em que ponto estava.

Mas aquilo não era problema para Ash. Inclusive, amara aquela situação. Cuidou de limpar, com a própria boca, cada centímetro do membro de Ei.

Enquanto isso, o moreno lutava contra a própria respiração pesada, descompassada.

Lá estava seu primeiro orgasmo. Com o homem que amava, no momento ideal. Estava tímido, porém, demasiadamente feliz.

Buscou o outro na cama. Queria beijá-lo. Queria agradecê-lo, não importava como.

- Ash... – Chamou.

- Você gostou? – O loiro subiu, beijando-o, como se adivinhasse o pedido não feito.

- Sim! Mas e você? Você está... -Pausou, envergonhado pelo que diria. - ...duro... Você está duro lá embaixo. Vamos fazer algo por você agora.

O mais experiente sorriu de canto, ao perceber o tamanho esforço que o outro fazia para vencer a própria timidez do momento.

-  Certo! Mas, lembre-se que se eu fizer algo que não quiser, você pode me falar.

- Certo!

- O loiro começou a retirar as próprias roupas. Sentindo que o próprio membro estava em desespero lá em baixo, mas precisaria ser cuidadoso, visto que era a primeira vez de Eiji.

Não tinham nenhum lubrificante, já que não haviam planejado. Precisaria ter o cuidado de preparar bem o garoto.

Levou dois dedos até a boca do moreno, pedindo que este os lambesse e molhasse bem.

Inseriu um no primeiro momento, sentindo o outro encolher-se e apertar o dedo que estava dentro, em reflexo.

- Shhhh! – Emitiu o som numa tentativa de acalma-lo. – Relaxa! Eu vou ser cuidadoso.

E realmente estava sendo, à cada momento daquela noite. Continuou o movimento com apenas um dedo, até sentir que este já corria livre e o moreno estava à vontade. Inseriu o próximo, e Eiji já não se assustara com.

Movimentou mais um pouco, para em seguida começar um movimento de tesoura, para relaxar ainda mais o orifício.

Retirou os dedos, e em seguida subiu, mais uma vez, até o ouvido do amado aquela noite. - Eu vou entrar em você agora. Tudo bem? -Sussurrou, e concluiu a frase com um beijo carinhoso na orelha do outro, que questionou confuso:

- Vai fazer o quê?

- Bem, eu vou... colocar meu pênis, lá embaixo. Tudo bem? – Respondeu embaraçado.

- Ah! - Riu-se envergonhado pela própria inexperiência. – Tudo bem, Ash. Eu quero isso! – Afirmou sincero. – Eu o amo!

Tinha o sinal verde, podia ir em frente.

Usou a própria saliva para umedecer seu pênis, para, posteriormente o posicionar na entrada já preparada anteriormente. Começou lentamente, calculando cada centímetro que adentrava o outro, na tentativa de fazer com que aquilo doesse o mínimo possível.

Quando já se encontrava completamente dentro, deu um tempo para que o outro se acostumasse com forma e comprimento.

Com sua testa encostada na de Eiji, sussurrou que começaria a se movimentar, concluindo a frase com um beijo delicado.

Seus movimentos eram lentos, e quase torturantes para si, que já se encontrava excitado há algum tempo, desde que começaram os beijos e toques mais acentuados, mas sentia nos gemidos e contorções do parceiro, que este ainda sentia dor. Não estava focado apenas no próprio prazer, era para ser bom para ambos, mas principalmente, gostaria que fosse único para seu amante, já que era sua primeira vez.

Depois de alguns movimentos de vai e vem, identificara que os gemidos já não eram sôfregos, mas de prazer, apenas.

Havia acertado o ponto aonde o outro sentia-se muito bem. Tão bem que pedia por mais.

Em meio a resmungos e gemidos, repetia frases cortadas como “Mais...” “...Aí está tão bom”, o que o estimulou a apressar seus movimentos, enquanto as mãos do moreno se encontravam agarrando-se no cobertor, os puxando forte, afim de suportar mais daquele prazer inebriante.

Gemidos misturaram-se, assim como os corpos se tornaram um, como aqueles sentimentos tornaram-se em um. Eram dois indivíduos opostos, mas juntos sentia-se como duas partes que procuraram entre muitas outras, e finalmente se encontraram, realizando o encaixe perfeito.

Se amavam, e o sexo daquela noite, era apenas uma extensão de tudo que sentiam. Aquele ato só estava sendo perfeito, por que tudo que carregavam em seus corações, um pelo o outro, era perfeito.

Depois de alguns minutos daqueles corpos em movimentos contínuos, finalmente, ambos alcançaram o ápice do prazer. Ash, pela primeira vez na noite, e Eiji, pela segunda vez, porém, agora, de forma muito mais intensa. Juntos! Em harmonia!

O corpo do loiro cedeu, deixando-se cair sobre o outro.

Ficaram em silêncio, até que suas respirações se regularam.

Em seguida, Ash caiu para o lado, afim de liberar o outro debaixo de si.

Levou suas mãos até os cabelos negros, os acariciando amorosamente, para enfim perguntar:

- Foi como você pensava? – Sua expressão era serena, com um leve sorriso. Aquele amor lhe causava essa sensação de paz.

- Eu nunca tinha pensado assim... detalhadamente. – Falara com cautela. – Mas, se quer saber se eu gostei... Eu adorei. Digo, eu o amo. Você foi cuidadoso, e eu me senti muito, muito bem. Então, foi perfeito, Ash. – Virou-se de lado para encarar o amado devidamente e em seguida beijá-lo, porém, um bocejo inesperado interrompeu o beijo calmo no meio.

- Você deve estar cansado. - O loiro constatara em um sorriso. – Vem! Vamos tomar banho! E depois vamos dormir.

Tomaram o primeiro banho juntos, como um casal, e nem mesmo no chuveiro conseguiam se desgrudar e evitar as carícias, o que fez com que demorassem mais que o normal por lá.

Quando enfim voltaram para o quarto, tiveram uma pequena “discussão”, que teve como origem o fato de Ash dizer que não precisava de roupa para dormir. Iria dormir pelado mesmo, enquanto Eiji insistia para que o outro aceitasse logo sua bermuda, enquanto ele ainda estava de bom humor.

Eram amantes, namorados, almas gêmeas, metades da laranja, pares de asas, chame como quiser, mas, acima de tudo, eram amigos. Amigos que se amavam! Que cuidavam um do outro, que eram luz em seus caminhos e cuidariam um do outro enquanto vivessem.

Naquela noite, Ash dormiu nos braços de quem mais amava, sentido seu cheiro e a paz que aquela presença lhe causara.

Naquela noite, Ash fez amor pela primeira vez em sua vida, em vez de ser um mero objeto sexual dos monstros que se denominavam humanos.

 


Notas Finais


É só isso mesmo <3


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