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História Ao seu lado - Capítulo 14


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Notas do Autor


* Imagem meramente ilustrativa. *<br /><br />Estamos batendo quase três mil visualizações, socorrooo! Obrigada por estarem acompanhando, os comentários de vocês instigam ainda mais a escrita dos capítulos.

Capítulo 14 - Você é patético


Fanfic / Fanfiction Ao seu lado - Capítulo 14 - Você é patético

O silêncio no quarto. O vento frio que evadia o cômodo. A ideia de ter que dormir sozinha. E o peso das brigas rotineiras que tivera com o marido atordoavam a cabeça de Lili. 

Ela confessava para o seu eu interior que a volta de Rebecca a aflige, mas a proteção que Germano a lança lhe causa impotência. 

Arrependimento ou culpa? 

Essas únicas palavrinhas lhe corroíam a mente.

Entretanto, admirar a intensa lua cheia explanada no céu estrelado no mesmo instante em que refletia essas ações, lhe causava boas sensações. Mas o seu corpo pediu arrego; O cansaço físico e mental, notoriamente, a maltratava e a sua única válvula de escape fora deitar-se e dormir.

***

Na manhã seguinte. 

Presumindo que o marido estava no banho, sorrateiramente, Lili adentrou o quarto do casal. Mas lá estava ele, lindo, com seu terno cinza escuro, frente ao espelho, dando um nó torto na gravata.

Ela cogitou até se retirar, não tinha ânimo para conversas ou brigas, no entanto, antes que conseguisse esboçar qualquer movimento, o engenheiro químico a pediu que ficasse.

Pode ficar à vontade, Lili, o quarto é todo seu. Só estou finalizando isso aqui e... pronto. — ela assentiu com a cabeça e deu espaço para que ele logo se retirasse. 

Mas antes de sair do quarto, ele lhe lançou uma pergunta. 

Você lembra que a Eliza chega hoje e que nós combinamos de jantarmos juntos, não é? Você vai? — receoso que ela não respondesse e necessitado de um sim ou não, ele perguntou. 

Tenho alguns compromissos profissionais, não sei se conseguirei ir. – de forma ríspida e sem encará-lo, ela o respondeu. 

Tudo bem.

Após tomar uma ducha morna, ela caminhou até o closet e optou por trajar um macacão longo preto, marcado por um decote V na altura dos seios. Aderiu a um rabo de cavalo despojado, uma make natural e a um batom vermelho. 

Bom dia, filho. — abraçou o rapaz.

Bom dia. Uau! Tá gata em, mãe. — de imediato, Germano analisou a mulher que estava de costas para ele.

Obrigada, meu amor.

Eu vou buscar o iogurte da senhora, dona Lili.

Não precisa, dona Euzébia, estou sem apetite nenhum e atrasadíssima para uma reunião. Pode dispensar o Silas, almoçarei com alguns amigos da época de faculdade. — piscou para a senhorinha e sorriu.

Então os seus compromissos profissionais é almoço com amigos? — de modo cínico e provocativo, ele perguntou, voltando a folhear o jornal.

Lili bufou; fechou os punhos, suspirou e o encarou.

Você é patético, Germano! — esbravejou e saiu. 

Você e a minha mãe brigaram?

Ela está magoada comigo. — suspirou.

Vocês vão se resolver, pai. — tocou seu ombro.

Eu espero, Fabinho. — encarou o caçula. — Não esquece que hoje à noite jantaremos com a Eliza, tá bom?

Impossível. Já estava com saudade da minha maninha. Se desculpa por eu não conseguir buscá-la no aeroporto com você. Tenho alguns compromissos em relação aos produtos da linha Bastille Eco-friendly. — se despediu.

Após finalizar o seu desjejum, o engenheiro químico buscou Eliza no aeroporto e seguiu rumo à Bastille. 

***

Liliane esteve presente em algumas reuniões durante a manhã, o projeto no qual trabalhava seria lançado em oito dias. A editora comandou e ordenou os últimos ajustes para que nada saísse fora do idealizado e se dirigiu até o restaurante Oro, no Leblon.

*** 

Copacabana 

Do outro lado, havia um Germano impaciente na recepção do hospital. Após a recepcionista colher algumas informações, o seu adesivo de identificação fora impresso e a sua entrada liberada. 

Rebecca havia tido um pequeno sangramento nasal e sua estadia no hospital se prolongaria por mais algumas horas ou um dia. Clarice o deixou a par da situação e ao finalizar a primeira reunião do início da tarde, ele se deslocou para Copacabana. 

Então, como você está? — sentou-se na beirada da cama hospitalar e tocou sua mão. — Cadê a dona Clarice? 

Foi pegar um café. — colocou sua mão por cima da dele. — Não queria que você me visse assim, com essa tala na cara. — ousou sorrir, mas sentiu dor.

Por favor, Becca, não tenha cerimônia comigo.  Mas me diga, como você está se sentindo?

Estaria melhor se a maluca da sua mulher não tivesse me acertado e eu não precisasse fazer uma rinoplastia para concertar o estrago que ela causou. 

Você sabe tão bem quanto eu que a Lili não teve culpa. Não foi proposital, disso eu tenho certeza.

Como diz com tanta certeza?

Ora, mais de vinte anos de casamento, convivência. Lili não é capaz de matar uma formiga, que dirá machucar uma pessoa. — sorriu.

Ela sente ciúmes da nossa história. Ela me odeia, Germano. 

Qual história, Becca? — franziu o cenho. — Porque a única história que temos é de amizade. — se levantou e passou a mão pela barba, andando de um lado para o outro. — Não me diga que você acredita que nós poderíamos... porque isso está fora de cogitação. — a encarou. — Você sabe que eu sou casado e muito bem casado. 

Meu filho! — para alívio do químico, Clarice entrou no quarto

Tudo bem, mãe? — a cumprimentou com um abraço.

Poderia estar melhor se a sua esposa não tivesse quebrado esse nariz lindo. — se aproximou da designer e beijou sua bochecha

Bom, já que eu me certifiquei que está tudo bem, eu vou indo. Qualquer coisa me liga. — beijou o topo da cabeça da professora universitária e saiu. 

O que deu nele?

Acho que ele não gostou de eu praticamente ter insultado a mulherzinha dele.

Dessa forma colocaremos tudo a perder. Eu também acabei me excedendo com a Lili ontem. Preciso me desculpar, fingir que estava nervosa. Mas tenho certeza que ela já foi choramingar para o Germano. — passou as mãos pelos cabelos.

***

O sol já estava se pondo quando Lili deixou o restaurante. O tráfego caótico nas avenidas do Rio de Janeiro não colaborou para que a dona da fábrica de cosméticos chegasse antes das sete em Itanhangá

Ao chegar na mansão, a editora fora comunicada que o marido havia saído a poucos minutos para pegar Eliza no bairro de Fátima, seria a deixa perfeita para Lili chegar antes deles ao local combinado. 

***

Bistrô Clavier

Fábio já permanecia no restaurante segurando a reserva com Cassandra. Logo em seguida o empresário se juntou a eles com a modelo.

Fabinho! — a ruiva abraçou o irmão. — Que saudades. — sorriu.

Saudades também.

Oi cunhadinha. 

Oi Cassandra. — abraçou a loira.

Então a Lili não vem mesmo, pai?

É, minha filha, pelo visto não.

Poxa.

Ih, ali não é a sogrinha? — apontou em direção a entrada. — E quem é aquele que ela está abraçando? 

É. — com cara de poucos amigos, o químico encarou a mulher abraçada a Caio







Notas Finais


🤷🏻‍♀️


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