História Ao Som do Amor - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiolia de Leão, Shaka de Virgem
Visualizações 20
Palavras 2.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Um Dia com Shaka


Afrodite, Shaka e Mask ajudavam Aiolia com sua mala. Enquanto Mask e Aiolia arrumavam coisas como: travesseiros, itens de higiene, suprimentos, passatempos… Afrodite e Shaka cuidavam de suas roupas. Como estavam no intenso verão grego, optaram pelas regatas e poliéster que o leonino possuía, apesar de ambos considerarem as mesmas um tanto cafonas. Não há problema, eles tramaram algo a respeito disso.


 

As malas de Shaka foram entregues a tempo, tudo até aqui estava como Afrodite antecipara. Hora de discutir o plano. Afrodite prevê que Kardia não cumprirá o acordo, então cria algumas estratégias contra os assassinos, que irão agir com certeza, mas está certo de que seus planos funcionarão a curto e talvez até médio prazo. Até lá, já haveria planejado outros.


 

-Antes de vocês chegarem à Esparta, irão ao Shopping de Calamata e comprarão tudo isso que está nessa lista: Celulares, disfarces e alguns suplementos. Evitem parar na estrada ao máximo, nunca sabemos onde eles estarão, mas também, não durmam em hotéis, estacionem em algum lugar afastado da estrada principal. Pegue, este é meu número, assim que comprarem celulares novos, liguem. -Terminou Afrodite, entregando um pequeno pedaço de papel a Aiolia, apesar de um pouco preocupado, está confiante que eles conseguirão.


 

-Não se preocupe Afrodite, vamos ficar bem. Por favor, traga Aiolos e Shura de volta. -Disse Shaka, abraçando o amigo, é aqui que se separam.


 

-Eu farei meu melhor, os trarei de volta em segurança com certeza. -Terminou Afrodite, abraçando Shaka com mais força.


 

Aiolia e Shaka se despediram da mãe do leonino e entraram na caminhonete, estavam prestes a partir, quando Afrodite se lembrou de algo importante, correu ao encontro do veículo gritando para Aiolia estacioná-lo. O Grego o fez. Ofegante chegou a janela do banco do acompanhante, onde estava Shaka:


 

-Sha-Shaka… eu esqueci de uma coisa… dei-me seu cartão de crédito. -Pediu Afrodite, com algumas pausas para respirar, tinha uma leve suspeita do mandante e, se for quem imagina ser, este tem o controle sobre todos os bens do loiro, se Shaka continuar com seu cartão, achá-lo não será problema.


 

Shaka então sem muito hesitar entrega seu cartão ao pisciano, que o faz em pedaços. Shaka não tem outra reação, fica apenas boquiaberto com a atitude do amigo:


 

-Afrodite!! Como se atreve?! -Repreendeu Shaka.

 

-Assim estarão mais seguros… tome, pegue o meu. É sem limites como o seu, então não há diferença, e você sabe a senha mesmo. -Explicou Afrodite, abrindo sua carteira e entregando seu cartão. Não podia permitir o amigo viajar com esse suspeita, um erro sequer pode levar a uma tragédia.


 

-Ok, mas e você e o Mask? Como vão ficar?


 

-Não se preocupe, eu tenho outros, além disso, gosto mais do meu de débito. Dinheiro vivo é minha preferência -Explicou Afrodite enquanto abraçava o loiro e se afastava.


 

Shaka ficou na janela, acenando para os outros, a viagem seria longa e perigosa, quem sabe quando os veria novamente? Agora era só ele e Aiolia, o que o futuro guardava para eles… era o que Shaka se perguntava, enquanto se distraia contemplando as paisagens.



 

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Abriu os olhos... Escuro… Nada… Era o que se via. Cordas, fita isolante em sua boca. Medo, era o que sentia. Shura havia sido capturado, não muito tempo depois da partida de Shaka, fora surpreendido com um particular golpe em sua nuca.


 

Frustração corroía Shura, sabia quem foi o arquiteto disso, Shaka o deixara na Inglaterra exatamente para impedir este de agir, mas parece que fora mais rápido do que imaginava. Pensar que o decepcionou, seu mais amigo que patrão, isso era o que mais machucava Shura. Mas tinha esperanças em Afrodite, sabia que este entenderá sua mensagem.


 

Agora, estava no que parece ser um pequeno caminhão em movimento, sabe que está na Grécia, mas onde exatamente? Respiração... há mais alguém aqui? Sim, há sim. Pode confirmar isso após seus olhos terem se acostumado a escuridão. Cabelos curtos; porte atlético, é um homem. Aparentemente também está amarrado. Outro refém? Se perguntava.


 

O caminhão para. Ouve-se a porta do motorista se abrir e fechar, ouve-se também alguns passos, rodeando o caminhão. A porta se abre, o sol atinge violentamente os olhos do capricorniano:


 

-Acordem! Chegamos a sua moradia temporária. - Avisou Dégel, este estava devidamente disfarçado: Boné, uma camisa velha e um tanto suja com o logotipo de uma empresa local, Shorts jeans em igual estado e um sapato, era muito bom em disfarces.


 

Alguém que provavelmente estava no banco do acompanhante então aparece, ajudando Dégel a tirá-los do caminhão. Shura fita todos com muita atenção, possuía uma memória quase fotográfica, se lembraria desses rostos. Aiolos parece despertar lentamente.


 

Foram carregados, de olhos vendados, até o que seria o destino final. Cheiro de bebidas… Álcool. Foram colocados no chão e as suas vendas foram retiradas. Estavam no que parecia ser um bar, mas estava fechado, as luzes estavam baixas, Shura conseguia ver o motorista a uns 2 metros, conversando com outro cara, pele branca e cabelos negros, era a única coisa que conseguira ver àquela distância.


 

Ambos se aproximavam, Shura então, mesmo com o rosto no chão, os encarou. Um tinha a expressão fria, enquanto o outro esboçava um sorriso, aparentemente ele não estava ali para ajudar…


 

-Este é Thanatos, ele cuidará de vocês até que eu venha buscá-los. Comportem-se. -Dégel disse apenas, se retirando.


 

Dois capangas então os desamarraram, Aiolos estava totalmente desperto e tão atento quanto Shura, vislumbravam a face indiferente do sinistro homem a sua frente:


 

-Bem-vindos meus caros, bem-vindos ao inferno! -Disse Thanatos, com um com um sorriso cruel em seu rosto.      


 

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Shaka e Aiolia finalmente chegaram ao Shopping, a fachada era bem simpática, um hall de vidro e colunas em fileira, ainda estava de manhã, portanto lotado. Eles saem da caminhonete e passeiam pelas lojas, Shaka, que está disfarçado com uma longa peruca preta, não parece impressionado com muita coisa, este já esteve nos melhores Shoppings da Europa e dos Estados Unidos. Em compensação, Aiolia estava animadíssimo, fora poucas vezes ao Shopping, não se diferenciava muito a uma criança vislumbrando um parque de diversões.


 

Havia caixas de som por todo o Shopping, espalhando uma alegre melodia pelo ar. Shaka e Aiolia então foram às compras!


 

Shaka priorizou as lojas de moda, visitou quase todas, comprando tudo que lhe agradava. Sempre pedindo a opinião do leonino sobre o look, que não se atreveria nunca a dizer que não gostara, porém não podia evitar rir de alguns que o virginiano batizava como ‘’Look’s Modernos’’. Shaka também fez o teimoso leonino experimentar algumas peças, mesmo debaixo de protestos. Shaka gargalhava com o gosto simplista de Aiolia, e o ensinou a ser mais ousado, criativo com seu visual.


 

Eles saíram da seção de moda carregados de sacolas, a conta foi para um valor milionário, mas nada que um ‘’Black Card’’ não resolva. Após, foram comprar os suplementos para a viagem: Gasolina extra, comida, água… tinham que estar preparados, evitar parar na estrada.


 

Tudo pronto, Aiolia carregava uma infinidade de sacolas e bolsas, enquanto Shaka carregava apenas três, visivelmente leves, fingindo estar pesadas. Aiolia fazia o indiferente, estava levando um peso infernal, não daria esse gostinho para Shaka, além disso, os dramas do loiro eram bem engraçados.


 

Próximo da saída do Shopping, Shaka avista uma Iogurteria, seus olhos brilham, o cheiro característico do lugar invade suas narinas. Estava decidido, não sairia de lá sem saborear uma taça de iogurte grego, estes são um dos mais gostosos do mundo.


 

-Aiolia… estou cansado… vamos parar um pouquinho ali. - Disse Shaka em um tom suplicante, apontando para a Iorguteria.


 

-Hum, não sei não… Afrodite disse para não demorarmos… -Disse Aiolia, se fazendo de difícil. Shaka teria que ser insistente, agora que ele está no comando.


 

Após comprarem os celulares novos e adicionarem o número de Afrodite, eles o ligaram. Este repassou os últimos detalhes do plano, deveriam comprar um carro novo logo após a saída de uma cidade para outra, isso os manterá seguros por mais tempo.


 

Afrodite também teria mandado Shaka entregar o cartão e a senha para Aiolia, por este ser mais financeiramente podado. Afrodite não estava preocupado com o dinheiro, mas com a atenção que Shaka chamaria comprando metade do estoque em cada loja que passasse. Deveriam ser sigilosos ao máximo.

 

-Ah, mas não vamos demorar muito... é rapidinho. -A lábida de Shaka era tão boa quanto a de Afrodite, talvez aprendera com o pisciano. Shaka sabia muito bem pedir, sabia que possuía um charme irresistível e que poderia abusar dele a vontade para conseguir o que quisesse.


 

-Ok, tá legal, mas sejamos rápidos. -Disse Aiolia, que agora se virava em direção a iogurteria. Não era uma má idéia descansar um pouco, uma vez que você está carregando inúmeras sacolas. Além disso, os olhos agradecidos de Shaka o fizeram por um instante, esquecer o peso que carregava, tanto físico como emocional. Não sabia ao certo como desenvolvera uma afeição assim tão depressa pelo loiro, mas o fato é que a sentia, e a sentia forte.


 

Shaka, em um piscar, já estava contemplando os vários sabores de iogurte que haviam na vitrine, estava claramente indeciso. Aiolia chegou logo atrás, descarregou o peso que carregava na primeira mesa vazia que encontrou, sentira um alívio paradisíaco. Observava Shaka, este tinha os olhos cintilantes na vitrine, parecia uma criança, encantada com o que via. Aiolia foi então em sua direção, parando em frente a vitrine também:


 

-Parecem deliciosos né? -Disse Aiolia, entendia agora o por quê de Shaka estar tão indeciso.


 

-Sim… mas eu já me decidi. Senhorita, por favor gostaria de uma taça grande desse iogurte com recheio de chocolate com pimenta. -Pediu Shaka.


 

A atendente da loja, uma mulher alta, com um belo sorriso e um rosto atraente, estava servindo o loiro quando fitou o leonino. Seu corpo másculo e sua aparência jovem, porém viril, a provocam uma enorme excitação.


 

-Claro senhor, aqui está. -Disse a atendente, quase não olhando para Shaka, seu olhar foi roubado por Aiolia.


 

-Eu vou querer uma taça desse com recheio de romã, por favor. -Disse Aiolia, encarando a atendente, que percebera agora os vívidos olhos verdes de Aiolia, o que a fez ficar ainda mais atiçada.


 

-Claro senhor, o seu vai ser especial! -Disse ela, preparando a taça.


 

Uma das características que o loiro tinha era ser observador, percebera a maneira como a atendente simpática olhava e sorria para Aiolia, um pensamento sádico então surgiu em sua mente, hora de colocar essa criatura em seu devido lugar!



 

-Vamos nos sentar? -Sugeriu Shaka, se virando e sentando na mesa em que Aiolia tinha colocado as sacolas.


 

-Claro. -Disse ele indo logo atrás.


 

Shaka e Aiolia ficaram conversando sobre a viagem e sobre a Grécia, era a primeira vez do inglês no país. Ele ficara de costas para a atendente, que o metralhava pelo olhar, queria estar naquela cadeira, queria ter a atenção daquele homem só pra ela.


 

Shaka então se engasga, começa a tossir freneticamente, Aiolia sem demora começa a tentar desengasgá-lo, conseguindo deixá-lo um pouco mais aliviado. A atendente, vendo tudo, se decepcionou pela vida ainda habitar no corpo do loiro. Para conseguir alguns pontos com Aiolia, se fingiu de preocupada e trouxe rapidamente um copo de água, porém Shaka estava simulando tudo, aquilo não passava de encenação e planejamento, sabia que ela traria um copo d’água. Quando ela estava a somente alguns centímetro de Shaka, ele se virou bruscamente, alegando não tê-la visto. A água que havia no copo  enxarcou toda sua camisa. Isso a fez odiá-lo ainda mais, porque agora que encarara Shaka, vira nos olhos dele o deboche, era tudo mentira!


 

Sem hesitar Aiolia se despe de sua camisa e cede à Shaka, para o mesmo se secar. Parando pra pensar agora, isso não estava bem claro no plano de Shaka de infernizar a vida da pobre mulher, o peitoral moreno e sarado do leonino fez ambos, tanto Shaka quanto a atendente, morderem os lábios inconscientemente.


 

Shaka se secava com a camisa de Aiolia, levemente sentia o cheiro que dela exalava, um cheiro forte e suave, quase afrodisíaco para o virginiano. Terminara de se enxugar, entregou a camisa de volta para Aiolia, este a guardou, já estava usando uma nova que estava nas suas sacolas. Se despediram da atendente, e se desculparam pelo incidente, Shaka cinicamente a abraçou, e saíram da iogurteria.


 

No caminho até o carro, Shaka notou algumas pessoas, aparentemente coletando, pedindo algo aos que ali passavam. Aiolia que estava logo atrás de Shaka, carregando todas as sacolas e bolsas, até mesmo as que antes Shaka carregava, por este alegar ainda sofrer de sequelas do ocorrido, viu ser tomados de si umas três sacolas, Shaka as tomou.


 

Seu pai sempre lhe ensinou a ser generoso e humano, a ter amor pelo seu próximo, pelos menos favorecidos. Shaka visitou países africanos muitas vezes, ajudando em causas humanitárias. Desde que seu pai morreu, esta é uma das atividades que o faz se sentir mais próximo dele.


 

-Aonde você vai Shaka?! Não vamos mais a lugar nenhum! você quer morrer?! -Gritava Aiolia, mas não adiantava, Shaka correu e sequer ouviu seus avisos.


 

-Com licença… Vocês são voluntários? -Perguntou Shaka, levemente ofegante. Na sua frente estavam um casal, vestidos de branco, debaixo de uma tenda para se proteger do sol. No teto dela, haviam várias fotos de famílias refugiadas, famílias que fugiram da guerra, famílias que perderam tudo, abriram mão de tudo, pela sobrevivência.


 

-Sim senhor! estamos coletando doações para os refugiados, que chegam nas praias gregas quase todos os dias, em barcos clandestinos e perigosos, arriscando morrerem na viagem. Estamos coletando doações, para ajudar aqueles que sofrem cada dia mais no lugar onde pensavam que iriam ter um futuro melhor. Se o senhor poder doar qualquer coisa, qualquer quantia, nós o agradeceríamos muito, eles agradeceriam muito. -A mulher que lhe atendeu, era ruiva, baixa e usava óculos, falava com sinceridade e sem hesitação, seu contato visual passava confiança. Estava certa do que estava falando, de quem estava ajudando.


 

Shaka não pode evitar se sentir tocado, agradecia aos céus por ter tido um pai que o abria os olhos para ver isso, a realidade de pessoas que às vezes queremos ignorar, ignoramos suas existências. Mas se sentia feliz de certa forma também, sempre participou de causas humanitárias, e se sentia muito feliz que outras pessoas também tinham olhos aberto para isso, e que invés de tentar fechá-los, faziam de tudo para evitar que os olhos dos desfavorecidos e abandonados se fechassem, para sempre.


 

Shaka pegou sua carteira, tinha um talão de cheques, mas sabia que não poderia usá-lo. Só lhe restava doar o dinheiro, mas não era o que queria doar, o quanto queria doar. Mas não tinha escolha, apesar de 500 dólares e algumas roupas que estavam nas sacolas que Shaka retirou de Aiolia não serem tanto, era só o que poderia fazer no momento.


 

-Agradecemos muito senhor, de coração mesmo… eu gostaria, eles gostariam que você ficasse com isso.. -Disse ela, entregando a Shaka uma camisa como a sua, na estampa a foto de uma multidão suplicante, bloqueada por uma cerca cruel.



 

Shaka recebeu a camisa com grande orgulho, abraçou a humanitária e se despediu. Um Aiolia orgulhoso observava Shaka de longe, cada vez mais esse loiro o surpreendia, o encantava. Se perguntava quem seria o miserável mandante do assassinato e por que...


 

Shaka caminhava na direção de Aiolia, limpando algumas lágrimas, se deparou com um sorriso contente do leonino, que abrira a porta do passageiro para Shaka entrar, este o sorriu com alegria, queria compartilhá-la com ele. Aiolia colocou as compras no banco de trás, ligou a caminhonete, observou Shaka, que agora estava sorrindo orgulhoso de si mesmo, sorriu, estavam prontos para partir.


 

-Vamos? -Perguntou Aiolia.


 

-Quando quiser. -Respondeu Shaka, animado.


 

-Esparta, aqui vamos nós! -Terminou Aiolia, acelerando.

 


Notas Finais


Obrigado por ler até aqui, Bye ^^


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