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História Ao som do piano - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


“Comptine D'un Autre Été — L'après Midi”, de Yann Tiersen, traduzido seria: “Uma música infantil de outro Verão — A tarde”, uma a doce composição francesa, cuja o que tem de felicidade tem de melancolia, a qual evoca sentimentos de nostalgia e esperança.



Nhaí!!!
Sétimo sábado consecutivo!!!!!!
E segundo capítulo das férias.
O que acham de os títulos serem composições de piano e, ainda, ter uma breve “explicação” sobre a mesma aqui nas notas do autor, assim como tem acima? Estava a pensar nisso a algum tempo, mas estava incerta, por isso queria a vossa opinião, o que acham? E, ainda, preferem nas notas de autor ou nas notas finais?

Mas então fiquem com o capítulo.
Espero que gostem.

Capítulo 21 - Comptine D'un Autre Été L'après Midi


Bakugō Katsuki, 1 de agosto de 2025  

Ao chegarmos ao andar debaixo, ao contrário do que o Izuku pensou, ainda não tinha ninguém a comer e muito menos a comida na mesa, já devia ter esperado por isso.  

— Ainda não começaram a fazer o pequeno-almoço? — questiona Izuku confuso ao ver que a Momo, o Meio a Meio e o Tenya no balcão da cozinha a conversar relaxados  

— Decidimos que cada um poderia comer qualquer coisa mais leve antes de irmos, por isso, apenas preparamos as coisas para levarmos e vamos esperar mais um pouco até que todos estejam prontos — explica Momo calmamente  

— Deixem-me adivinhar, o Eijirō não foi avisar-vos — deduz o Meio a Meio a sorrir de canto 

— Exatamente! — afirmo a pegar uma maçã e, então, mordo-a com força — Não sei como ainda acreditam que ele realmente vai fazer algo que vocês pediram relacionado a mim e ao Izuku, ele sempre vai fazer o que achar que será mais benéfico para as fantasias dele de nos aproximar — falo enquanto mastigo, sendo o mais claro que consigo, a andar até os balcões da cozinha onde, provavelmente, guardaram as coisas que não usaram para fazer o nosso comer — Compramos fruta, pão, iogurte e mais umas tretas que já deves saber, o que vais querer? — pergunto ao Izuku criando assim uma conversa paralela  

— Que iogurte que tem? — pergunta Izuku a sentar no balcão  

— Eu avisei, as intenções do Eijirō ficaram claras quando pedimos isso a Kyōka e ele ofereceu-se logo para ir lá em vez dela, já que, tinha que subir para tomar banho então não custava nada ir avisarmos disso — indica Tenya, ao mesmo tempo que oiço ele, mostro os 3 diferentes tipos de iogurtes que compramos, neste caso iogurtes líquidos  

— Quero o natural, passa-me dois, por favor — pede a esticar as mãos para mim — Tem liquidificador aqui? — questiona há Momo  

— Terceira porta contando da esquerda — respondo-lhe rapidamente — E onde ele está agora? — pergunto a Tenya  

— Ele quem? — berra o Espeto a correr que nem um condenado, quer dizer, a vir depressa do final da escadaria até nós — O que estás a fazer, Izuku? — questiona animado ao ver o Izuku a pegar o liquidificador  

— Vou fazer batido de banana com iogurte natural — responde atencioso  

— Fazes para mim também? — implora entusiasmado  

— Claro, vai buscar mais iogurte então, por favor — pede Izuku  

— Às vezes pergunto-me como ele consegue agir tão naturalmente — ri o Meio a Meio  

— Isso chama-se falta de vergonha na cara — informo-lhe a bater sem muita força na cabeça do Espeto que, após dar mais iogurte ao Izuku, foi rapidamente para a rua  

— QUEM QUER BATIDO DE BANANA? — grita que nem um louco  

— Vai ter banana suficiente para todos? — questiona Izuku a rir desesperado  

— Julgo que não, Izuku — avisa Tenya a rir 

— Então o Hanta, o Denki, a Ochaco, a Mina, a Tsu e a Kyōka vão querer! — anuncia o Espeto voltando para dentro de casa  

— Resumidamente, todos — resumo a rir do desespero do Izuku, que olhou severo, não só para o Espeto, como também, para mim, tenho certeza que quer dizer a coisa mais agressiva que esteja a aparecer na sua cabeça, mas logo respira fundo para controlar o seu desespero, e, a sua raiva momentânea, originada do meu comentário  

— São só aquelas bananas que tem? — verifica Izuku a apontar para o longo prato com a fruta  

— As restantes estão guardadas para o resto do dia — diz a Momo  

— Troquem essas bananas pelo resto das frutas que tem ali, eles querem as bananas agora, então essa é a melhor decisão — deduzo a passar o único cacho de banana do prato para o Izuku  

— Tens razão — concorda Momo abrindo uma bolsa de praia  

— VAMOS COMEÇAR, IZUKU! — grita o Espeto entusiasmando — Eu seguirei as tuas ordens, sensei! — afirma o Espeto fazendo uma referência para o Izuku  

— Calma! — pede Izuku a rir desconfortável — Vamos fazer isto juntos, abre 6 iogurtes e deita-os no liquidificador enquanto eu parto algumas bananas para ser mais rápido para liquidificar — organiza  

— Já vou buscar o açúcar para vocês — aviso a mastigar um dos últimos pedaços da minha maçã  

— Podes comer descansado, tens direto a tomar o teu pequeno-almoço com calma — aconselha Izuku a descascar a primeira banana  

— Também tenho o direito de ajudar quem eu quero, não me incomoda ajudar — argumento a acabar a minha maçã  

— Não te incomoda ajudar o Izuku, cá com os outros “incomoda” é a única palavra que podemos usar — resmunga o Espeto  

— Por isso que passo a vida a ajudar-vos — desminto-o ainda com a boca cheia finalmente deitando os restos da maçã no lixo  

— Ele tem um ponto — concorda Izuku  

— E eu a verdade! — afirma o Espeto distraído de tal maneira que sem querer derramou um dos iogurtes, atingindo não só o balcão e o chão, como também o Izuku  

— Desculpa Izuku, devia ter prestado mais atenção — desculpa-se rapidamente a procura de um pano para limpar o Izuku  

— Pega isto — jogo-lhe um pano — É melhor ires trocar de regata, só passar o pano não vai dar certo — aviso vendo o Izuku a tentar evitar que pingasse mais iogurte no chão  

— Olá pessoal! A que horas vamos para a praia? — questiona Mina a entrar em casa  

— Só vamos esperar o batido de banana e já vamos — avisa Momo com dois cachos de banana na mão — Já agora peguem! — dá-as ao Espeto  

— Parece que a esse ritmo saímos amanhã — deduz a rir observando o Izuku cheio de iogurte e o mesmo espalhando-se pelo chão  

— Vamos ser rápidos, troco de regata depois — diz Izuku a passar o pano na sua camisa  

— Mas tu não vais ficar assim nem a pau — suspiro ao ver que ninguém sequer comentou sobre a decisão dele, tiro a minha regata, deixando-a em cima do balcão, e aproximo-me dele — Fica quietinho num instante — peço a segurar na beira da sua regata, em seguida, tirando a mesma do seu corpo, enrolando-a, após limpar o que passou da camisa dele para o seu tronco, para que não pingasse mais no chão — Veste a minha, vou por a tua a lavar e vestir uma, enquanto isso, Mina ajuda o Izuku, e Espeto limpa o que sujaste — ordeno a dar a minha regata a ele e, enfim, distanciando-me deles 

— Puta que pariu, o Katsuki parecia um autêntico patrão, tenho pena de ti, Izuku, nem imagino o quão severo ele é — ri Mina a observar Izuku a vestir a minha regata  

— Ele cuida bem de mim — avisa olhar de canto para mim a sorrir apaixonado 

-Ui ui, parece que um casal está muito bem — provoca Mina a rir maliciosa  

Não consegui ouvir a resposta do Izuku, já estava longe de mais para isso, mesmo assim, não consigo evitar sorrir com a sua resposta anterior, admito que, apesar de tudo, nem sempre espero que ele responda assim a outras pessoas, especialmente sobre o nosso relacionamento, por mais que ele não seja oficial, ainda.  

Em menos de 10 minutos já estou novamente a descer a escadaria, com outra regata, também preta, devo ter pelo menos uma dúzia delas, talvez seja um exagero, e, sobre a regata do Izuku, está no cesto da roupa suja, certamente amanhã de manhã já estará a ser posta a secar.  

— Já acabaram? — indago a observar todos na cozinha, não acredito quer vieram todos para cá, a cozinha é grande, ainda assim, são demasiadas pessoas para estar num único lugar, especialmente para preparar alguma coisa  

— Só falta mais um pouco, o Izuku está a fazer a última porção! — avisa o Espeto animado a abanar excessivamente o seu copo, se ele já não tivesse bebido mais de metade do conteúdo do mesmo com certeza voltaria a sujar tudo  

— Onde estão a Momo, o Meio a Meio e o Tenya? — pergunto-lhe ao ver que os mesmo já não estão sentados no balcão a conversar  

— O Shōto e a Momo já estão na rua, e o Tenya foi buscar mais protetor solar, ele acredita que já não tínhamos o suficiente para o dia inteiro — conta após beber o resto do seu batido  

— Típico do Tenya! — comenta o Pikachu a deixar o seu copo vazio na pia  

— Mas ele já voltou a sair — indica Kyōka calma 

— Já? — indaga a Cara de Bolacha  

— Já — responde Kyōka simplista — Ele é bem rápido — relembra a dar uma risada 

— O BATIDO ESTAVA UMA DELÍCIA! — elogia Mina demasiado animada a pousar com força o seu copo na pia  

— Tens de ter cuidado Mina — ri Kyōka a repetir o gesto dos dois anteriores e então saído daquele aglomerado — Vou ir ter com a Momo — avisa a afastar-se de nós  

— Eu vou contigo! — afirma o Pikachu indo depressa atrás dela  

— Ele está muito gado por ela — comenta Mina a rir assim que os dois saem de casa aproveitando que o Izuku está a acabar de fazer a última porção para sentar-se no balcão a sua espera, não consigo evitar e olho rapidamente para o Espeto, como esperado a sua feição murchou em míseros segundos  

— Nunca vi o Denki assim — indica a Cara de Bolacha a sorrir para a porta, isso só piorou a expressão do Espeto  

— Já acabei, gero — informa Tsu a abraçar a Cara de Bolacha por trás, encostando a sua cabeça no ombro da mesma também  

— Então, eu e a Tsu já vamos para a rua, sejam rápidos — fala a Cara de Bolacha a sorrir sem olhar para nós, apenas para a Tsu mesmo enquanto anda para fora da casa  

— Está tudo bem, Eijirō? — questiona Hanta ao Espeto, antes que eu conseguisse perguntar, ao mesmo tempo que limpa a sua boca com as costas da sua mão após acabar o seu batido  

— Claro, não te preocupes com isso — pede o Espeto a forçar um sorriso — Eu já sabia disso, mas até que já não me afeta tanto, parece que as coisas estão a melhorar- sorri orgulhoso a coçar a parte de trás da sua cabeça, ele parece um pouco pensativo, mas é inegável que a sua expressão mudou completamente, ele está a ser sincero, ele está a melhorar, ou seja, ele está a conseguir deixar de gostar do Pikachu  

— Já estava na hora de parares de gostar daquele idiota — informo-lhe a pousar a mão no seu ombro — Realmente ficas irritante quando gostas de alguém — minto sem evitar sorrir  

— Não te preocupes também ficas bem irritante, Dinamite — rebate a sorrir  

— Vocês dois ficam bem complicados quando gostam de alguém, isso sim! — afirma Hanta a sorrir passando os seus braços pelos nossos pescoços ficando entre nós dois 

— Tens a certeza que o Katsuki não é complicado sempre? — ri o Espeto 

— Eu complicado? Eu devo ser o mais simples daqui, pelo menos não ando sempre a complicar as coisas — indico a olhar severo para ele  

— Ele tem um ponto, normalmente é ele quem diz que a vida é mais simples do que pensamos — Hanta concorda comigo  

— Dizes isso porque não viste o quão longe ele foi a pensar no que aconteceria caso ficasse com o Izuku, ele pensou em tudo — reclama o Espeto  

— Eu chamo isso de sensatez — indico  

— Eu chamo isso de falta de conversa — contrária o Izuku a estender um copo com batido para mim — Se tivesses falado comigo antes talvez as coisas tivessem sido resolvidas antes — completa enquanto seguro o copo  

— Fala a pessoa que ficou perplexa quando soube que o Meio a Meio gostava de si, duvido que simplesmente tivesses decidido fazer a “rodinha da amizade” para conversarmos sobre o que estava a acontecer — descrevo a olhar para o copo — Obrigado! — agradeço a olhar para ele  

— No fim, todos nós apenas admitimos que também não saberíamos o que fazer e, provavelmente, nem teríamos chegado a este ponto — revela Mina a deitar-se no balcão — Eu teria desistido logo de início — indica  

— Provavelmente eu também — compartilha Hanta a forçar um sorriso  

— Eu teria pedido ajuda ao Katsuki e, no fim, provavelmente acabaria como o Denki — conta o Espeto  

— Eu entraria em pânico e acharia que seria melhor apenas ajudar o meu amigo — informa Izuku a sorrir minimamente  

— E todos vocês esqueceram do facto do que aconteceu na aula de piano onde a pessoa que vocês gostam disse gostar de vocês — relembro-lhes a sorrir para o Izuku e, então, após sair do braço do Hanta, acaricio o seu cabelo  

— Eu não teria chegado a essa parte — fala Mina  

— Eu teria revertido a situação e diria que o presente seria ele com o Shōto juntos ou algo assim — diz Hanta, como não pensei nisso na hora? Porém, ficaria óbvio que o Shōto gostaria do Izuku, além que o próprio Meio a Meio desejou o bom tempo com o Izuku 

— Acredito que também faria isso — concorda Mina pensativa  

— Eu ficaria e acabaria por fazer merda — ri o Espeto — Não faço ideia o que faria — confessa sem jeito  

— Também não saberia — admite Izuku a engolir o resto do seu batido  

— Não vamos ficar a refletir sobre o que poderia ter feito, agora — digo, em seguida, bebendo todo o meu batido de uma vez e então deixo-o na pia  

— Assim como a nossa querida princesa, rainha, dona do meu cu, Elsa diria: “Já passou!” — anuncia Mina a rir  

— Exatamente — concordo a rir, aproveitando para abraçar o Izuku por trás — E, por sorte, eu fiz as escolhas certas e agora estamos aqui juntos — declaro mais para o Izuku do que para os outros  

— Tinha que ter o momento gado do Katsuki para completar o clima nada nostálgico que estamos — fala o Espeto a rir  

— Nossa, que grande e incrível momento nostálgico, realmente é um momento maravilhoso, nem parecia que todos ficaram cabisbaixos a pensar que perderia a pessoa que amam — digo sarcástico  

— Isso quer dizer que tu me amas? — questiona Izuku a sorrir corado  

— Será que amo? — pergunto para não ter que responder, aquilo saio tão naturalmente que nem dei conta do que estava a falar, puta merda — Ao ver as vossas caras pareciam que estariam a perder o vosso maior amor que teriam na vida — assinalo a fingir-me desinteressado — É melhor irmos logo, já demoramos demais! — aconselho a afastar-me deles  

— Está confirmado, Midobro, ele ama-te! — afirma o Espeto alto de propósito para eu ouvi-lo  

— Quando eu amar ele, ele saberá o primeiro a saber, por isso, não tens que te preocupar com isso, Espeto — informo-lhe sem olhar para ele  

— O Katsuki não brinca em serviço — comenta Mina a rir maliciosa levantando-se do balcão  

— Só reparaste agora? — pergunto-lhe a abrir a porta — Venham logo! — ordeno ao ver que apenas o Hanta estava a vir até mim  

— Certo, certo, Chefe! — concorda o Espeto finalmente vindo até mim, sendo seguido pelo Izuku e pela Mina também, depois que a mesma se espreguiçar  

Assim que todos saem, finalmente saio e fecho a porta atrás de mim.  

— Quem tem a chave de casa? — questiono a passar o olhar por todos rapidamente  

— Eu! Pega! — responde o Meio a Meio a jogar a chave para mim  

— Obrigado — agradeço a trancar a porta  

— Não precisam de ajudar para levar as coisas, posso levar pelo menos umas das malas — sugere Izuku ao Tenya  

— Obrigado Izuku, podes levar esta — Tenya dá uma das malas do Izuku  

— Na verdade, vamos precisar de mais ajuda, cada um pode levar pelo menos uma coisa — aponta Momo para outras duas malas, além da que Izuku e Tenya seguram, que estão no chão, 3 guarda-sóis e ainda uma mala um pouco maior que as outras, aberta mostrando que as toalhas de praia estão lá  

— Eu levo estes guarda-sóis — aviso a pegar os 3 cuidadosamente — É necessária uma pessoa mais cuidadosa para levar eles — não é preciso referir o perigo de um guarda-sol, assim como o de um guarda-chuva 

Não que eu seja a pessoa mais cuidadosa daqui, porém, também não é como se fosse a menos.  

— Eu levo a mala com as toalhas! — decide o Espeto entusiasmando a pegar na grande mala sem qualquer cuidado quase a deixar cair uma das toalhas  

— Cuidado, cabelo de merda — repreendo-o a fazê-lo rir de leve  

— Disseste isso ao ano passado, e o que aconteceu? Exatamente! Nada, ou seja, eu sou o melhor para este cargo — gaba-se a começar a andar  

— Entendo que sejas o melhor para este cargo, mas convém esperar por nós, Anta — recordo-lhe, será que às vezes ele simplesmente esquece-se de pensar?  

— Eu levo uma dessas malas — anuncia a Cara de Bolacha a pegar uma das malas  

— Passa-me a outra, por favor — pede Mina animada a Cara de Bolacha  

— Já que está tudo pronto, já podemos ir! — anuncia Momo a observar a Cara de Bolacha a dar a mala a Mina  

— Vamos lá! — grita Mina a correr pelo caminho sendo acompanhada pelo Espeto  

— Vamos lá, Ky! — berra o Pikachu a segurar a mão de Kyōka e correr atrás dos outros dois 

— Coitada — ri a Cara de Bolacha a começar a andar  

— Eu ajudo-te, amor — diz Tsu assim que a Cara de Bolacha passar por si, então segura uma das alças da mala, deixando a Cara de Bolacha a segurar a outra, e, em seguida, caminha com a mesma pelo caminho, sendo guiadas pela Momo, o Tenya, o Hanta, que não correu atrás dos outros loucos, e o Meio a Meio  

— É melhor irmos logo antes que fiquemos para trás — aviso ao Izuku a sorrir para ele  

— Não seria assim tão mau — informa a sorrir malicioso — Pelo menos para mim — corrige-se hesitante  

— Não há porquê corrigires-te — indico a começar a seguir os outros, acompanhado por ele  

— Nunca se sabe — contraria a acompanhar-me sem olhar para mim  

— Pensei que não teria o porquê de hesitares — comento baixo para que ninguém, além de nós, fosse ouvir, o que já seria improvável mesmo a que falasse normalmente, visto que estamos um pouco distantes dos outros  

— E não há, só estava a pensar sobre o que tinhas tido, pensava que me… — ele não continua, apenas fixa o seu olhar no chão — Depois do que aconteceu no quarto pensei isso — justifica-se  

— Entendo — concordo a dobrar o meu braço deixando, as costas da minha mão, encostadas ao meu ombro de modo que a mala fique perto das minhas costas, assim como costumo fazer com a minha mala da universidade — Não que eu realmente não sinta isso, julgo que já ficou claro o que sinto por ti, estes loucos não param de falar disso, porém, quando tiver absoluta certeza de que te amo não hesitarei em dizer-te, mas, não acredito que seja o momento para isso, não acho que que deva dizer isso da forma que o nosso relacionamento está — explico, não quero ser precipitado com isso, dizer essas palavras é muito mais importante para mim do que possa parecer, apesar de eu realmente estar a amar ele neste momento, o “eu amo-te” não deve ser digo de forma banal  

— Tu pensas muito mais do que parece — confessa a sorrir para mim — Então, assim que sentires que me amas diz-me — pede a sorrir de forma irresistível, porra, assim tu me fodes Izuku  

— Não me digas isso — cedo a sorrir, certamente da forma mais apaixonada que poderia — Senão terei que te dizer que te amo agora mesmo — completo ainda a sorrir — Não quero dizer-te isso enquanto estamos a ir para a praia — informo a piscar o olho  

— Seria algo que faríamos — indica a dá uma risada baixa — Não consigo esquecer quando ficamos a mandar mensagens um ao outro no meio do caminho a uma distância de uma meia dúzia de passos e da chamada — recorda divertido  

— De 9 horas — completamos juntos alegres  

— São incríveis memórias que me fazem amar-te cada vez mais — declara a encostar a sua cabeça no ombro desajeitado  

— Acho que isso não vai funcionar, é melhor simplesmente isto — informo-lhe a entrelaçar os nossos dedos — Cada momento contigo, faz-me amar-te mais — retribuo a sua declaração  

No resto do caminho, nenhum de nós falou mais nada, somente continuamos a caminhar juntos até a praia num confortável silêncio, enquanto, especialmente ele, observa atentamente as coisas a nossa volta.  

— CHEGAMOS! — anuncia o Espeto bem alto como se nenhum de nós soubesse que chegamos, em simultâneo, a jogar a mala na areia e, sem esperar muito mais, retirou a sua camisa e descalçou as suas chinelas, deixando-os perto da mala — VAMOS MERGULHAR! — berra a correr para a água  

— PRIMEIRO VAMOS ARRUMAR TUDO, ANDA CÁ, SEU DESGRAÇADO — repreendo-o a gritar para que me ouvisse, mesmo assim, ele apenas me ignorou  

— Deixa ele estar, não são precisos todos para arrumar as coisas — indica Momo a sorrir divertida pelas nossas ações  

— ENTÃO VAMOS LÁ PESSOAL! — afirma Mina pousando a mala que carregava perto a que o Espeto anteriormente jogará na areia e então correu até o mar  

— Vamos lá, Ky! — pede o Pikachu a soltar a mão da Kyōka 

— Vou ficar a ajudar a Momo e os outros — informa Kyōka 

— Ah não… por favor, vamos lá — suplica o Pikachu fazendo Kyōka dar uma risada levemente envergonhada, mas sobretudo divertida 

— Está bem…. Vamos lá — cede Kyōka a sorrir gentil 

— VAMOS! — reforça o Pikachu alto a pegar Kyōka no colo como se fosse uma princesa e a correr até ao mar 

— Calma, calma Denki, eu ainda nem tirei a roupa — relembra Kyōka a rir, mas, ainda assim, um pouco aflita por ver que o Pikachu não estava a diminuir a velocidade e cada vez mais estavam mais próximos do mar 

— 3… 2… 1… e… — o Pikachu faz a contagem, bem alto, antes de saltar para o mar com Kyōka nos braços 

— Coitada — ri a Cara de bolacha  

— Vamos também? — pede Tsu a olhar fixamente para o mar, ela realmente parece gostar muito do mar  

— Vamos — concorda a Cara de Bolacha animada e, depois de pousar a mala que carregava, e, também, ficar só de biquíni e a Tsu de fato de banho, ela foi a correr para a água sendo seguida pela Tsu que ia calmamente  

— Vou com eles, até logo pessoal! — despede-se Hanta, já apenas com os calções de praia, a abanar a mão enquanto se distancia de nós na direção da água  

— Parece que só restamos nós — ri Momo a pegar duas das malas deixadas pelos outros — Podem ir com eles, Katsuki e Izuku — avisa a sorrir de canto  

— Nós podemos ajudar e depois nos divertir — fala Izuku a sorrir gentil  

— Exatamente — concordo com ele a pegar a mala que o Espeto deixou no chão  

— Então onde vamos ficar? — pergunta o Meio a Meio a pegar a roupa que os outros jogaram no chão  

— O lugar que ficamos ao ano passado era bom, podemos ver se ninguém está lá — indica Tenya já a caminhar até o local  

E assim começou o nosso longo dia de praia, uma parte de nós a brincar que nem loucos no mar e, outra parte a caminhar pela areia, para que, depois, arrumarmos os guarda-sóis, estendermos as toalhas e, ainda, verificarmos se não falta nada. Pode não ser o melhor início ou o mais interessante, ainda assim, é o ideal para nós. 

Não só os que estão no mar estão animados, estão todos. Está um clima calmo e agradável, não muito quente, mas ainda é possível sentir o sol sobre a nossa pele, diria que não poderia estar melhor, não só o clima, mas, também, a atitude de todos, como não sorrir ao vê-los todos a sorrir e a se divertirem tão alegres? Ao andar pela areia a conversar com alguns deles, cujos não tiram o sorriso da cara? Mesmo sem nem estar a participar da conversa, e, até confesso que nem estou a ouvir, mas só o que eles transmitem já é maravilhoso. 

São estes momentos que sinto como se não terminassem, como se não precisassem de acabar, contudo, penso que dessa forma acabariam por ficar vazios. Apenas quero aproveitar isto ao máximo, somente quero aproveitar estas férias por completo, já que, com o tempo elas irão começar a ser mais escassas, no entanto, não estou preocupado com isso, sei que nos próximos anos coisas igualmente maravilhosas irão se suceder, pelo menos, é isso que acredito ao vê-los todos aqui a divertirem-se como autênticos adolescentes que estão a passar as férias longe dos pais pela primeira vez. 


Notas Finais


Não vou mentir, mesmo tendo amado a parte em que o Bakugō tira a camisa do Midoriya e limpa-o, e, também, da conversa deles no caminho para a praia, a minha parte preferida foi este finalzinho mais relaxado e alegre, esse é o intuito das férias, relaxar e aproveitar todo esse momento :’)

Mas, o que acharam?
Espero que tenham gostado
Continua, no próximo sábado!


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