História Apaixãonada - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais uma porque hoje acordei feliz, é isto.

Capítulo 3 - Capítulo três


Fanfic / Fanfiction Apaixãonada - Capítulo 3 - Capítulo três

Eram nove e meia da manhã, quando recebi uma mensagem da Luana, dizendo que vai trazer a família para almoçar aqui hoje, mais folgada que calça de palhaço.

Levantei e fui cuidar das coisas, escovei os dentes, troquei de roupa, fiz um coque frouxo no cabelo, fui ao mercado, depois passei na padaria e comprei empada, vulgo meu salgado favorito, comprei uma Fanta uva também, o melhor refrigerante.

Voltei pra casa, olhei no YouTube algumas receitas diferentes, Luana tá crente que eu não sei fazer outra comida, que não seja macarrão ou miojo. Hoje vou provar que sei. Faz um ano que tomei a decisão de morar sozinha, antes morava com minha irmã e meu cunhado. 

Decidi fazer um churrasco, na churrasqueira elétrica. Fui até o açougue mais próximo, comprei bastante carne, vi alguns tutoriais de como têmpera. 

Fui fazendo algumas coisas, procurando sobremesa fáceis de fazer, gostei do mousse de maracujá. 

Terminei de fazer tudo, meio dia e quarenta, só a carne do churrasco que deixei assando. Fiz uma saladinha, mandei mensagem pra minha irmã, dizendo que ela já pode vim. A folgada pediu pra eu comprar refrigerante, tive que sair outra vez, antes dela chegar.

Ela chegou meia hora depois, Jorge, Clarinha e Mateus também estavam presentes.

– Quero só ver se essa comida tá boa. Espero que sim, dona Julie. 

– Assim você me ofende, minha comida é top, Luana.

– Até onde eu sei, você só faz macarrão, miojo, comprar comidas congeladas, que é só colocar no microondas.

– Tá, chega de lenga, lenga, vamos comer. A carne está na churrasqueira, é só pegar e cortar, a salada na geladeira, o arroz e o feijão, no fogão.

Todos foram se servindo, minha sobrinha me pediu para colocar na boca dela, e pedido assim não se nega. 

– Gente, isso tá muito bom, parabéns cunha, vou até repetir. 

– Aí Luana, seu marido adorou minha comida. 

– Ok, assumo que me surpreendeu, ficou bom mesmo, tenho que admitir. 

– Já sei quem vai cozinhar pra mim, quando eu tiver com preguiça.

– Saí fora Mateus, tenho preguiça de fazer até para eu mesma. 

– Vamos ao assunto principal, pedi pra reunir a família, porque eu e Jorge temos uma novidade.

– É uma novidade e tanto, vai mudar a vida de cada um aqui. — Jorge falou. 

– Falem logo! Não sou Jorge e Mateus pra ficar desvendando mistérios. — Falei. 

– Eu estou grávida, vou ter o segundo filho. 

– O que? — Engasguei com o refrigerante. – Gente que isso, Jorge é um anjo, nem imagino ele fazendo filho, Lu você desvirtuou o coitado. De qualquer forma, parabéns, estou adorando a ideia de ser tia novamente.

– Ih alá, me chama de safada, como se ela fosse santa. É tão quanto eu, ou até mais que isso. Ela fica mandando fotos de macho pra mim, manda Deus abençoa as águas de Goiânia. 

– Quem tem dois filhos? Certeza que não sou eu. 

– Só não tem, porque não pode, caso contrário, teria uma creche.

– Garota? Me respeita, sou quase virgem. 

– A Clarinha queria saber se pode passar uns dias contigo, eu e a Lua vamos viajar nessas férias, no dia vinte.

– Claro que pode, vai ser uma honra cuidar dela. Clara é sempre bem-vinda.

– Passaremos duas semanas fora, antes disso, vou comprar algumas coisas pra Clara, tipo comida, porque a tia dela só come besteira.

– Que absurdo Luana, estou mudando minha alimentação aos poucos.

– Eu concordo, Julie só come o que não deve, se caso um dia ela tiver filhos, coitados deles.

– A difamação, mi padre. Mateus você tem o direito de me defender, não ajudar a atacar

– Desculpe, mas isso é impossível defender. 

– O jeito é arrumar outro melhor amigo. Mudando de assunto, vou fazer algo no dia do meu aniversário, nem que seja um churrasco.

– Pode ser lá em casa, desde que me ajude a arrumar as coisas depois. — Lu falou. 

– Ótimo, lá é grande, espaçoso e confortável. Gente, conheci o Guilherme de Hugo e Guilherme, em um barzinho, ele é muito gente fina.

– Aposto que em três dias, você já tá pegando o cara, se ele for solteiro. 

– Mateus o que é isso? Vou te processar por difamação, garoto. 

– Concordo com ele, se chover aqui em Goiânia, você passar o rodo. Entretanto, não tá errada, pois é solteira, pode pegar quem quiser, também paga as próprias contas.

– Jorge acaba de se tornar a pessoa mais sensata que conheço. Mudando um pouco de assunto, eu fiz sobremesa, alguém quer?

– Eu titia. — Clara falou levantando a mão.

– Tudo bem, meu amor, vou colocar pra você. 

Peguei um copo que minha sobrinha deixou aqui, e coloquei nele, Luana e Jorge também provaram o mousse.

– Tá de parabéns! Me surpreendeu, achei que chegaria aqui, e iria comer um pratão de macarronada.  — Lua falou

– Me respeita, aqui é Master chef. Olhei a receita na internet, foi fácil. Que bom que gostaram, qualquer dia faço aquele frango com pequi. 

– Opa, tô dentro! Essa comida é maravilhosa cara. 

 – É só falar em comida, que o Mateus aparece.

– Mas é claro! Principalmente se for a do Jorge, o cara é quase um chefe de cozinha.

– Ih ele é só meu hein, não largo, não troco, talvez empresto. — Luana falou.

– Meu cunhado tá muito disputado, todos querem. E convenhamos que ele cozinhar bem pra caralho mesmo.

– Meu marido é espetacular, sou muito sortuda em tê-lo ao meu lado. Minha filha é a coisa mais preciosa desse mundo. 

– Iti momento em família, não vou mentir, amo momentos assim. — Apertei as bochechas da Clara. 

– Engraçado, a Ju ama momentos assim, mas não quer ter uma família. 

– Deus me livre e guarde, no máximo vou adotar uma criança. Tirando isso, não quero mesmo, essa parte eu deixo pra você, que é a irmã mais velha.

 

– Tia posso dormir aqui hoje? Saudades de você.

– Clara nos vimos ontem, mas pode sim, amanhã te deixo na escola.

– Então faz assim, vou lá em casa pegar as coisas dela, mochila da escola, pijama, lanche, essas coisas básicas.

– Ok Lu, vai lá, estaremos esperando.

– Jujuba estou indo embora, viajo amanhã cedo, passarei uns dias fora. E a senhorita não deixe de ir fazer o Wakebord.

– Tchau Mateus, pode deixar que não esquecerei, sentirei sua falta, boa viagem.

Os convidados foram embora, Luana só voltou para deixar as coisas da filha.

Eu e minha sobrinha ficamos assistindo o diário da Barbie, vulgo melhor filme dela. 

Deixei a Clara mexendo no meu celular, enquanto fui fazer nossa janta.

Fiz uma sopa de abóbora com carne, ficou maravilhosa, minha sobrinha amou, só que pra ela comer toda, tive que dá na boca da mesma. 

Quando terminamos, fiz um suco de maracujá natural, ficou uma delícia. Depois voltei assistir Barbie com a Clarita.

– Tia Ju porque você não tem namorado?

– Não curto muito isso, antes de você nascer, eu tinha um, ele virou o lobo mau e despedaçou meu coração.

– É sério? — Ela arregalou os olhos.

– É sim, agora vamos mudar o assunto. Vou tomar banho, se alguém chamar na porta, não abre. 

– Posso ficar no seu celular? Quero assistir no YouTube. 

– Claro que pode, meu anjo. — Entreguei-o a ela. 

Fui tomar meu precioso banho, enquanto a água escorria pelo meu corpo, eu cantava as músicas da playlist, que tocava em meu celular.

Dez minutos depois, sair do banho, me sequei e vesti uma camisola da Minnie.

Depois voltei pra sala, minha sobrinha estava entretida no celular, nem notou minha presença.

 – Hora de brincar de outra coisa. Que tal pique-esconde.

– Não quero. — Ela cruzou os braços. – Prefiro brincar de outra coisa. 

– Tudo bem, o que você sugere? 

– A gente pode fazer brigadeiro, igual naquele dia. 

– Não vai rolar, são oito da noite, acabamos de jantar.

– Juro que não vou contar pra minha mãe, por favor titia.

– Vamos fazer um seguinte, amanhã te levo pra tomar o melhor sorvete de Goiânia. Pode ser?

Clarita balançou a cabeça positivamente. Ela me entregou o celular, ficamos brincando de boneca. 

Exatamente às dez e meia, fiz o meu chá, coloquei na minha xícara favorita. Fiz também o leite com achocolatado da minha sobrinha, ela não dorme sem tomar, já eu odeio essa bebida, prefiro mil vezes meu chá.

Por sorte, minha cama é king size, coube eu e Clarinha, numa boa, apesar dos pesares, eu e ela somos bem espaçosas, às vezes o braço dela batia no meu rosto, fiquei virando de um lado para o outro.



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