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História Apaixonada pelo chefe - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oioi pessoas, tudo bom com vcs? Como vai a quarentena? Kkkk

Esse capítulo é mais voltado para a relação da Alájea e da Vênus, mantendo ainda a questão do amor platônico.

Espero q gostem
Boa leitura ❤️

Capítulo 3 - Amizade


Fanfic / Fanfiction Apaixonada pelo chefe - Capítulo 3 - Amizade

A receita exigia diversas coisas como raízes multicoloridas, pétalas de Musaroses e água purificada, que era o único item fácil de se encontrar. Eu precisava fazer logo para que pudesse terminar minhas malas e não me atrasar para a missão.

Enquanto caminhava na feira, os vendedores ambulantes gritavam, anunciando seus mais raros produtos. Era definitivamente uma bagunça. Purroy não tinha os ingredientes que precisava, então a feira era minha única solução, ou talvez, me levasse a loucura antes de resolver meus problemas.

— Vênus? — uma voz melodiosa e conhecida disse atrás de mim

— Alájea? — me virei e me deparei com seus enormes olhos curiosos e com seu sorriso gentil e animado — O que faz aqui? Pensei que estava no laboratório ou procurando o Nevra.

— Não, minha amiga, pelo contrário. Estava te procurando. — ela tinha um olhar acusador — Termine de comprar as suas coisas, depois conversamos.

Isso me deixou cada vez mais alerta e ansiosa, podia sentir a taquicardia. Alájea era boa no quesito preocupar as pessoas por coisas fúteis, mas hoje ela estava um pouco mais séria, principalmente ao dizer que estava me procurando.

Queria despistar minha amiga, mas sabia que não seria possível. O que eu mais desejava era poder comprar os ingredientes sem os olhares desconfiados e atentos da sereia, que logo usaria isso em nossa conversa para saber o que estava sendo planejado.

Eu precisava agir o mais natural possível.

— Okay, vamos então. — rasguei o papel no meio e entreguei uma parte para ela — Procure esses itens que eu procuro o resto, assim fica mais rápido.

— Ora sua... — ela apontou um dedo para mim enquanto fingia estar brava — Sorte sua que eu gosto de você, caso contrário...

Rimos juntas, não era do feitio dela fazer qualquer coisa que não fosse ser amigável.

Continuei na feira por cerca de meia hora até que eu e Alájea conseguíssemos todos os ingredientes, que foram bem difíceis de encontrar.

— Agora você vai me contar! — ela disse, me ajudando a carregar algumas sacolas — Que tantos ingredientes são esses?

— Era sobre isso que queria falar comigo, Alájea? — arqueei as sobrancelhas

— Não mesmo, mas podemos falar sobre isso enquanto não estamos em um local... Privado.

— Agora você está me assustando... Vamos guardar essas coisas no meu quarto e podemos conversar melhor.

Assim que a sereia assentiu, apostamos corrida até o QG. Mesmo que tentássemos não tropeçar por causa dos ingredientes, Alájea acabava trombando nos moradores e em alguns mascotes, que rosnavam quando ela pisava em suas patas.

Quando chegamos, esbarramos em Valkyon e Nevra que estavam escorados na porta da cantina, conversando animadamente.

— Olá, rapazes. — a voz de Alájea saiu mais estridente e ofegante do que havia imaginado

Eles nos cumprimentaram e pude ver um sorriso malicioso nos lábios do vampiro.

— Oi, Vênus. Soube que tem uma missão com Ezarel, não é? — o platinado puxava assunto

— Ah, é? Vai em missão com o Ezarel? Por que não me contou nada, V? — a sereia me perguntou, incrédula, enquanto eu apenas fiz um sinal de que discutiria isso depois

— Sim, partimos de noite, a previsão é que cheguemos no local pela manhã. Sabem como é o clima de Arquelândia? — respondi

— É quente. — Nevra respondeu — Quase não chove lá, foram poucas as vezes que vi uma gota cair dos céus quando estava em missão pela região.

— Lá é muito perigoso, Nevra? — a sereia disse com os olhos brilhando de admiração e curiosidade

Eu e Valkyon reviramos os olhos, rindo abertamente, enquanto Nevra se gabava por seu talento nas missões em Arquelândia para Alájea, que ouvia tudo atentamente e concordava com tudo para que ele contasse cada vez mais.

Era óbvio que Alájea não escondia mais seu amor por Nevra, chegava a ser cômico quando ela ficava toda boba ao ouvir seu nome ou vermelha quando recebia algum elogio por parte do vampiro. Eu sentia inveja dela, não sempre, mas algumas vezes. Alájea podia flertar, ou pelo menos tentar, dizer coisas com duplo sentido a ele e se desse certo, poderia beijar, andar de mãos dadas pelo jardim e passar todos os dias ao seu lado.

Mas o medo sempre me mantém estagnada. Não posso deixar que os outros me chamem falsa e aproveitadora por ele ser meu chefe. Eu não quero títulos, privilégios ou mordomias, apenas quero Ezarel ao meu lado, me amando do mesmo jeito que o amo.

— Bom, meninos, foi ótimo conversar um pouco com vocês, mas eu tenho muitas coisas para arrumar e resolver e Alájea ficou de me ajudar. — levantei os braços, mostrando as sacolas nas mãos

— Precisam de ajuda? — o platinado disse, se mexendo para tomar as sacolas

— Não mesmo, somos fortes. — Alájea disse, mostrando a língua pra ele, rindo — Fique tranquilo, vamos colocar isso no quarto e começar a separar algumas roupas, nada divertido. Mas obrigada, vemos vocês no jantar.

Segui para o quarto às pressas, ignorando as poucas perguntas de Alájea sobre a missão.

Quando finalmente chegamos, vi que meu mascote havia voltado de sua exploração, então dormia tranquilamente debaixo dos meus lençóis, já que o mesmo insistia em dormir na minha cama.

— Maven é mesmo muito folgado. — ouvi a risada da sereia atrás de mim

Quando colocamos as sacolas sob a cama, percebi que Alájea estava quieta demais, o que não era do feitio dela.

Me sentei ao seu lado na beirada da cama e começamos a conversar:

— Agora me diga... — eu comecei, tocando levemente seu ombro — Vi o sorriso de Nevra para você, o que houve entre vocês?

— Argh, Vênus... Isso era para ser sobre você, mas como sei que não quer começar, então eu digo... — ela respirou fundo — Passei a noite com o Nevra ontem, ainda não tem nada concreto... Ele diz qu sente algo por mim há algum tempo, mas ainda está vendo se é tão profundo quanto o que eu sinto...

Meus músculos se tencionaram a cada palavra daquele desabafo.

— Então não é um relacionamento?

— Não. Vamos usar o tempo que temos para nos conhecer, só deixar rolar. Ontem a noite foi... Pura loucura — ela soltou uma leve risada e eu me deixei levar junto com ela — Foi incrível, Vênus... Ele é incrível.

— Cuidado para não se machucar, Alájea... Você sabe sobre a fama dele. Nevra é... bem complicado.

— Sim, eu sei, mas já sofri tanto por isso, essa é a minha vez de aproveitar um pouco.

Assenti e ficamos em silêncio por alguns minutos. Aproveitei para tirar os ingredientes da sacola e comecei a organizar na pequena mesa do canto do quarto. Os coloquei na ordem que despejaria na poção, um a um, enfileirados.

— Para que tudo isso?

— Alájea... Eu... Sinto muito. — ela franziu o cenho e eu me virei para ela, separada por um metro de distância — Não tenho sido totalmente sincera com você, não é certo. Vou contar tudo de uma vez para não parar, por favor, guarde as perguntas para o final.

Embora ela risse de meu último comentário, me mantinha séria. Era estranho desabafar sobre algo que guardava a sete chaves para mim mesma, mas um sentimento de alívio me preenchia. Ignorando meu coração e minhas mãos suando, continuei contando:

— Há uns meses, venho gostando de alguém. Não te contei para não ser mal interpretada, nem por você, nem por qualquer pessoa fora ou dentro da Absinto. É difícil, ainda não me declarei, por isso comprei tantos ingredientes, soube de uma poção que dá coragem para as pessoas, é bem comum entre os guerreiros e decidi beber para poder desabafar meus sentimentos.

— Mas se vai preparar agora, vai ter que tomar durante a missão, como vai se declarar enquanto está em Arquelândia... Espera! — ela levantou da cama em um pulo — É o Ezarel? Era exatamente isso que ia conversar com você... Você estava me escondendo alguma coisa desde nossa conversa na cerejeira... 

Assenti e logo pus as mãos no rosto, sentindo-o arder de constrangimento. Alájea, por sua vez, dava pulos e alguns gritinhos.

— Vocês não tem nada a ver, mas fariam um casal bem lindinho. — ela ria descontroladamente — Mal posso esperar para ver como vai ser quando voltarem da missão... — ela abria um sorriso malicioso 

— Alájea! — repreendi, dando um leve tapa em seu ombro — Não vai acontecer nada demais! Vou confessar e ouvir a resposta dele... Nada demais.

Fingir não me importar tanto parecia amenizar as coisas em minha mente e era exatamente isso que eu faria.

— É... Sei... Deixe eu ver a receita da poção, vou te ajudar a preparar, assim você terá mais tempo para arrumar as malas. 

Mesmo eu hesitando em aceitar sua ajuda, nada deteve a sereia de se aproximar e pegar os ingredientes, me ajudando a amassar, quebrar e misturar tudo num único frasco.

O resto do nosso tempo foi carregado de perguntas, tanto sobre a paixão dela por Nevra quanto a minha por Ezarel e também sobre minha missão. Estávamos fofocando sobre os dois e vários outros assuntos, como alguns vexames no QG.

— Soube de Ewelien? Dizem que ela está se encontrando com um dos pacientes nos jardins tarde da noite, por isso ele ainda não recebeu alta. — ela disse, rindo

— Ah, sério? Não parece o estilo dela...

— É, também pensei isso... Mas o mais curioso é que quem me contou isso foi o Mery.

Com isso, rimos cada vez mais, sem nem ao menos perceber que já estava na hora do jantar.

— Vamos, Vênus... Você vai ter que encarar isso, de uma forma ou de outra... — ela disse, me puxando para um abraço — Tenha coragem.

— Por isso a poção. — comentei rindo, mas Alájea permaneceu calada

— Coragem para tomar a poção... — ela suspirou, me soltando — Boa sorte na missão, tome cuidado.


Assim, partimos em direção a cantina para nossa última refeição juntas, já que nos próximos dias minha única companhia seria aquele no qual eu tanto neguei me apaixonar.


Notas Finais


Espero q tenham gostado ❤️
Me desculpem qualquer erro
Até a próxima ❤️


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