História Apaixonado - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Segundo


Fanfic / Fanfiction Apaixonado - Capítulo 2 - Segundo

— Minato (Tóquio), Mansão dos Yamamoto;

Akira dormia profundamente, deitado de bruços; o corpo despido estava coberto da cintura para baixo. As cortinas do cômodo enorme – eram oito janelas, ao todo – estavam fechadas, impedindo qualquer passagem de luz. O jovem não gostava de ser incomodado pela manhã.

Porém, os olhos cor rubi se abriram quando ele ouviu o som insuportável do despertador; ele estava horas atrasado.

Irritado, Akira – ainda deitado de bruços –, socou o despertador algumas vezes para fazê-lo parar de tocar. Não tendo sucesso em encerrar aquele barulho, o garoto levanta – derrotado – e o lança contra a parede; rangia os dentes de raiva por ter sido obrigado a levantar para isso.

Infelizmente, as férias de inverno tinham acabado.

Queria ele ainda estar em Hakuba, curtindo nas montanhas de neve.

Tendo tanto dinheiro, Akira não entendia o porquê de precisar estudar, mas o pai – “velho estúpido”, como o garoto o chamava – insistia que para entender de negócios, eles precisavam passar por essa “fase”. Afinal, também seria ridículo um empresário de sucesso que nunca sequer terminou o ensino médio ou fez faculdade.

Ele enfim levanta da cama, completamente nu, encaminhando-se à porta que levava ao banheiro próprio.

[...]

Akio o esperava encostado no corrimão da escadaria, que tinha no hall da mansão. De minuto a minuto visava o relógio de pulso, incomodado com o atraso do irmão. Se ele fosse primeiro ao colégio, Akira ficaria realmente chateado. “Onde ele está?”, o mais novo se perguntava, inquieto. O mais velho costumava se atrasar, mas não tanto.

— Foi mal — Akio ouviu de Akira, que vinha descendo as escadas —, eu dormi demais.

— O pai vai se estressar com a gente, se ele receber reclamação — Akio disse em tom preocupado, mas ele sabia que nada naquele colégio prejudicaria os dois. Eles podiam fazer todo mundo de gato e sapato, que nenhuma consequência viria.

— Até parece que nos importamos com isso, não é verdade? — Akira disse em tom de deboche, encerrando com uma breve risada. — Vamos embora logo!

Os dois iam caminhando para as portas de saída:

— Devemos chegar na hora do intervalo!

— Que bom, eu não tomei café! — Akira rebate, despreocupado.

Diferente do mais velho, Akio gostava de estudar; quando o irmão não estava por perto, ele costumava passar longos minutos na biblioteca, consequentemente, as notas de Akio eram melhores. Ele também matava menos aulas que Akira, que pouco se importava de ir às aulas, já sabendo que passaria de ano de qualquer jeito.

Porém, ele respeitava o jeito estudioso de Akio, só não conseguia compreendê-lo nesse quesito. Se estudar era uma coisa tão chata, porque o mais novo estudava com tanta empolgação? Bem, ele desistiu de entender.

Ambos entraram no carro da família; o motorista, até então, esteve esperando-os para poderem ir. Tendo os dois nos bancos traseiros do carro preto de luxo, o empregado apenas sentou-se no assento do motorista e tirou-os da entrada da mansão, indo diretamente para o colégio.

***

Finalmente, o sinal do intervalo tocava; Sakura estava de cabeça quente. Quando tinha ido fazer uns favores a um professor, acabou vendo um rapaz alto incomodando uma garota de óculos – que estava notavelmente indefesa –, mas não se mexeu para ajudá-la. No fundamental, costumava ajudar as pessoas, tendo confiança na própria força e habilidade, porém não conseguiu mais fazer isso depois que o pai morreu.

A garota andava com Kenji – que por algum motivo, ainda falava sobre esquiar – pelos corredores, levando consigo uma lancheira pequena com almoço. Sakura preferia preparar a própria comida a comprar a comida da cantina, já que era caríssima.

Chegando lá, Kenji acompanhou Sakura até uma das mesas. Ela era uma bolsista, então não era tão bem vista pelos demais, que eram filhos de pessoas importantes. Quando se sentou à mesa, Sakura ouviu alguns comentários maldosos por ela levar a própria comida, mas ignorou.

Sakura tinha a paciência de um samurai.

Notando isso, Kenji – que ainda estava de pé –, olhou irritado para os outros.

— Kenji-kun — Sakura o chamou —, vai lá comprar sua comida. Vou esperar por você.

O garoto junta as sobrancelhas, chateado:

— Isso não te irrita?

— Está tudo bem — Sakura olhava a lanceira rosada nas próprias mãos. — Eles só me acham estranha, porque não gostam do que é “diferente deles” — ela sorri para o amigo, que dá uma risadinha como resposta.

— Às vezes, você diz umas coisas estranhas! — ele ia se afastando. — Não coma agora! Já estou voltando para nós almoçarmos juntos!

Sozinha, a Matsumoto suspirou. Se o pai dela estivesse vivo, com certeza ele diria palavras como aquelas nas quais ela tinha acabado de dizer a Kenji. Às vezes, Sakura tinha sim vontade de levantar e bater em todos, mas se não controlasse a própria força, não teria mais ninguém que conseguira controlá-la.

Os gritos monótonos com a chegada dos Whites começaram. “Mais tarde que de costume”, Sakura pensa, olhando-os com uma expressão neutra. Eles param na pequena fila, com certeza para comprar o almoço, no mesmo lugar em que Kenji estava.

“Como Kenji pode admirar esses caras?”, Sakura se perguntava no pensamento, vendo como Akira tinha uma expressão esnobe no rosto; Akio nem tanto, porém ela confiava ainda menos nos que pareciam “certinhos” como o mais novo. “Na verdade, eu não entendo como várias pessoas querem ficar com eles ou ser como eles”, pensava a Matsumoto.

“Eu realmente sou diferente desses ricaços.”

Kenji já tinha uma bandeja em mãos; o almoço escolhido por ele era uma tigela de sopa de cebola e um bife mal passado com molho, realmente bonito de se ver. O chefe da cantina tinha uma mão cheia para cozinhar, todos se derretiam com aqueles pratos maravilhosos.

Mas quando se virou, bateu-se de frente com Akira, e assustado por estar tão perto do White, Kenji soltou a bandeja e a sopa de cebola espalhou-se sobre o sapato preferido de Akira. O White reagiu com uma expressão de espanto, depois de raiva, olhando para Kenji, que desesperou-se.

Sakura via de longe.

— Meu... Sapato...

— D-Desculpa! — Kenji tentou acalmá-lo. — Eu irei limpar! — o rapaz se vira para a mulher do balcão. — Por favor, me arruma algo para limpar isso!

A mulher não reage.

— Como você pretende limpar o meu sapato? — Akira perguntou, esnobe. — Com um pano sujo? Eu não preciso disso! Você sabe quanto custou esse sapato?

Akira peitava Kenji.

— N-Não — Kenji diz, envergonhado. — M-Mas eu sinto muito!

— Sentir muito não o limpará!

— Akira — Akio toca no ombro do irmão —, só vamos comer e depois alguém limpa isso para você — sugeriu o White mais novo, vendo como as atenções estavam viradas para eles.

Algumas pessoas até gravavam a situação com o celular.

Akira olha Akio por um segundo:

— Tudo bem, deixa para lá — ele pede uma sopa de cebola para a mulher do balcão, e recebendo, segurou a tigela sem uma bandeja. — Mas, antes!

Akira joga toda a sopa no uniforme de Kenji, que paralisou, pasmo, ao receber aquilo no próprio corpo. Estava quente, mas não pelando, para a sorte do rapaz. Todos começaram a rir de como Kenji parecia ridículo com aquela sopa toda manchando o uniforme e um pouco do rosto dele.

— Agora, estamos quites! — Akira coloca a tigela sobre o balcão, ameaçando ir embora.

— ESPERA AÍ, WHITE!

O grito feminino veio das mesas.

Akira virou e se deparou com Sakura vindo em sua direção; se pudesse, a garota já estaria soltando fumaça pelos ouvidos. Ela para ao lado de Kenji, que ainda estava meio chocado com o que Akira tinha feito com ele.

Ninguém nunca tinha levantado a voz para um White antes, Akira estava nervoso por conta disso, porém, Akio estava curioso; ele queria ver onde tudo isso iria parar.

Sakura encarava Akira com uma expressão furiosa:

— Ele pediu “desculpas”, por que fez isso a ele?!

As pessoas da cantina começaram a cochichar, falando coisas como: “Essa menina é maluca?”; “Ela está desafiando os Whites?”, e por aí vai.

— E quem é você? — Akira a olhou como se Sakura fosse um lixo.

— Você é a bolsista, certo? — Akio perguntou, surpreso.

— Quem eu sou, não interessa! Muito menos a vocês! Espero que peçam desculpas ao meu amigo! — Sakura estava tão furiosa, que nem mesmo conseguia controlar suas ações ou o que dizia.

Akira começa a rir e aproxima o rosto do de Sakura:

— E se eu não quiser?

Kenji olhou para a mão de Sakura, ela estava com um punho armado. Assustado, ele tenta impedi-la, mas não consegue a tempo, Sakura acerta um soco poderoso no rosto de Akira, levando o corpo dele a cair no chão.

Akio arregalou os olhos, surpreso.

Akira, agora com a bochecha vermelha, passava a mão por onde tinha recebido o soco e olhou pasmo para Sakura, que ainda o olhava com uma expressão feroz.

— Não pense que eu sou como as pessoas desse colégio! — berrou a Matsumoto. — Eu não tenho medo de vocês e nem mesmo os admiro! Se fizer isso com meu amigo de novo, eu não vou medir esforços para te quebrar todo.

O pessoal da cantina paralisou, todos pasmos.

Nem comentários mais se podiam ouvir.

— Vamos, Kenji-kun — Sakura pega a mão de Kenji, que ainda estava envergonhado.

Akira finalmente se revolta:

— Aonde você pensa que está indo?! — ele levanta, todo desengonçado, pegando o braço de Sakura. — Você acha que vai me bater e sair assim?!

Sakura o encara sem medo algum:

— Você ainda não entendeu?

Então, ela esbofeteia o White mais velho, virando o rosto dele com o tapa.

Ele acaba soltando-a no susto.

— Se você tem alguma coisa contra, lute comigo! Já lutei com garotos antes.

Akira não disse nada.

Akio também não, e estava tão impressionado quanto o irmão.

Sakura preferiu não dizer mais nada também, apenas levou Kenji para fora da cantina. Caminhando nos corredores, ela acabou se dando conta do tumulto que causou. Não estava muito arrependida, mas sentiu que todo esforço para se segurar tinha sido em vão.

“Me perdoa, papai.”

Sakura e Kenji pararam à frente de um banheiro masculino:

— S-Sakura — Kenji a chamou.

— Desculpa, Kenji-kun — Sakura o olhou nos olhos —, mas eu não suportei.

Kenji nega com a cabeça, sorrindo:

— Obrigado por me defender — ele só não a abraçava, porque estava todo sujo. — Você é a melhor amiga que um cara poderia querer.

Sakura sorri, contente por ele ter dito aquilo. Sakura e Kenji eram como irmãos, mas Kenji gostava dela de outra forma, uma forma que ele acreditava que a Matsumoto não poderia corresponder.

No fim, ele só entra no banheiro para se limpar; como não tinha educação física, ele não tinha uma segunda troca de roupas. O jeito seria se lavar com um pouco de água da torneira e passar o resto do dia com o uniforme meio sujo.

Sakura ficou esperando-o na porta.

“White desgraçado!”

Agora, ela os odiava ainda mais.


Notas Finais


HEYA! :D
Mas um, espero que vocês tenham gostado! ❤

Gostaria de agradecer a @catup1ry pelo comentário ao primeiro capítulo! ^^ ❤
Também às pessoas que favoritaram!!
Muitíssimo obrigada!! *-*

Ontem, eu tive um problema de conexão com a minha internet, já fui deixando o capítulo 3 pronto, embora eu ainda precise revisá-lo. (Tá um caos, essa lasqueira está caindo o tempo inteiro esses dias. ¬.¬')

ENFIM!
Nos vemos quando eu postar o capítulo três! ❤

BEIJÃO *3*

PS - Eu acabei postando o capítulo sem revisar... Tinha esquecido! ;-; Já dei uma revisada rápida, e consertei alguns errinhos que encontrei pela frente. D':


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