História Apaixonado - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Terceiro


Fanfic / Fanfiction Apaixonado - Capítulo 3 - Terceiro

As aulas já tinham terminado por aquele dia.

Indo embora, os Whites sentiam-se observados pelos demais alunos; não como sempre, mas de uma maneira que estranharam bastante. Todos cochichavam pelos cantos, e ambos tinham certeza que a fofoquinha não eram coisa boa; certamente, eram pelo tumulto que “Sakura tinha causado” na hora do almoço.

Akira estava realmente irritado.

Akio tinha o acompanhado para na enfermaria – um pouco mais cedo –, para o mais velho fazer o curativo, que estava na bochecha dele, naquele momento.

Vendo que o irmão parecia querer reclamar com um grupo de alunos que olhava para eles e cochichava – como boa parte daquela área fazia –, Akio o impediu, tocando o ombro de Akira.

— Não — Akio disse quando viu Akira virar-se para ele —, chega de problemas por hoje! Vamos embora e, em casa, vemos o que podemos fazer.

Mesmo relutante, Akira concorda e ambos saem pelos portões do colégio. Um carro preto esperava por eles, onde os dois entraram e rapidamente foram embora. Alguns curiosos pararam no portão, para verem o carro dos Yamamoto deixando o colégio; Sakura estava no meio desses, e Kenji estava ao lado dela.

“Ele deve estar com o orgulho ferido.”

“Tadinho do Akira-kun.”

“Ei, não é essa a menina que bateu no Akira?”

Sakura e Kenji puderam ouvir da boca de desconhecidos que estavam entre eles, e fingiram-se de desentendidos; não esperaram muito para se afastarem um pouco do montinho de gente – que continuou fofocando –, dando alguns passos para a frente.

— Desculpa, Sakura-chan — Kenji disse, vermelho nas bochechas.

— Hm? Pelo o quê?

— Eu causei problemas para você... Agora, você e o White, com certeza serão perseguidos por esse pessoal problemático — Kenji dizia com uma expressão muito arrependida. Se ao menos ele tivesse esperado um pouco para comprar o almoço, então não teria batido com o Akira naquele momento.

Sakura o olha nos olhos, sorrindo:

— Está tudo bem! — ela levanta um punho e Kenji o olha, meio assustado de início. — Vê meu punho? Não sei aquele White babaca, e nem quero saber como ele vai ficar, mas eu tenho força para lidar com o que for.

Kenji dá uma risadinha:

— É... Disso, eu não duvido — ele concorda, com um sorriso de quem estava admirado.

Os outros continuavam no portão, olhando Sakura com maus olhares. Kenji via isso com o canto dos olhos, e estava realmente preocupado. Sakura mal se importava, só pensava no que faria para o jantar, caso a mãe não estivesse em casa.

Todos puderam ver o carro cinza da família de Kenji se aproximar. O veículo para ao lado da calçada em que Kenji e Sakura estavam; um homem de cabelos acinzentados, usando um traje formal preto, sai do mesmo veículo, sorrindo gentilmente. Era Watanabe Hajime, um senhor, de cinquenta anos, que sempre cuidou de Kenji.

Ele era uma espécie de guardião.

Como os pais do rapaz viviam longe, a trabalho, Hajime era quase como um pai.

— Senhor Watanabe! Olá! — Sakura o cumprimentou com um sorriso.

— Oh — ele se aproxima um pouco de Sakura, ajeitando os óculos redondos à face —, a Jovem Matsumoto parece muito alegre nessa tarde! Algo bom aconteceu?

Sakura solta uma risadinha sem graça:

— Queria dizer que sim.

— Poxa, sinto muito! É algo que eu ou o Jovem Mestre podemos ajudar?

— Ah, não! Eu estou bem! Mas obrigada de qualquer forma, Senhor Watanabe.

O homem suspira e nega com a cabeça, como se estivesse decepcionado com Sakura:

— Deveria contar mais com o Jovem Mestre, Jovem Matsumoto... Ele estima muito o sorriso da senhorita — ele dizia e ia dizer mais; Kenji rapidamente corou, e Sakura pareceu confusa.

— Hm? — Sakura indagou.

Hajime estava prestes a dizer mais ainda sobre o sentimento de Kenji, quando:

— HAJIME! — Kenji berrou, corado, assustando os dois. — VAMOS! VAMOS, AGORA!

Kenji vai puxando o braço de Hajime, levando o homem para o carro.

— Espera, Jovem Mestre! Não vai perguntar se a Jovem Matsumoto quer carona?

Kenji para, engolindo seco. Ele olha para Sakura, ainda segurando o braço de Hajime – ambos já mais próximos do veículo. Na vergonha, quase se esqueceu do que tinha acontecido entre Sakura e Akira. Então, preocupou-se; visto que a Matsumoto tinha batido na cara de um White, não seria surpresa se alguns seguidores armassem uma emboscada ou algo do tipo.

— S-Sakura... Vamos, eu te levo até sua casa.

— Não se preocupe, Kenji-kun! Daqui, eu vou direto para o trabalho.

Kenji solta Hajime e se aproxima de Sakura:

Então, entre no carro que eu te levo até o seu trabalho — ele cochichou. — Não quero que ninguém daqui siga você. Essas pessoas são maldosas e muitas delas já podiam ter ido há muito tempo, mas continuam olhando para você.

Sakura olha ao redor e de fato, tinham pessoas estranhas, que olhavam-na de maneira não muito boa. Alguns carros estavam estacionados de bobeira, ao lado da calçada. Sakura confiava na própria força, mas Kenji estava muito preocupado; se ela negasse a oferta e escolhesse ir a pé, certamente ele se preocuparia mais.  

E a Matsumoto não queria isso.

— Ok, vamos!

Kenji sorri, aliviado.

Ambos entram no carro cinza e Hajime entra no lado do motorista. Não demora muito, e o veículo se move, saindo rapidamente daquele ambiente hostil de ricaços.

***

— Residência Yamamoto;

Os Whites estavam na mesa de jantar; a própria estava farta de pratos refinados, feitos por um chefe estrangeiro. O prato principal era carne de pato, o preferido de Akira, porém, o rapaz nem sequer tinha tocado na comida. Akio, no entanto, já estava no terceiro prato, de tão delicioso que aquela refeição estava.

Embora a mesa de jantar fosse imensa, os irmãos só ocupavam um canto, sentados frente a frente. Akio olhava às vezes para Akira, e via o quanto o mais velho sempre parecia estar distante, brincando com a carne de pato, enquanto mexia o garfo de prata sobre ela. O curativo daquela tarde ainda estava sobre a bochecha dele.

O assunto de Sakura ainda não tinha sido tocado.

Akio para de comer por um segundo; deixa o garfo e a faca de prata de lado e pega o guardanapo de seda, limpando os lábios.

— Não sente fome? Pensei que carne de pato fosse seu favorito.

Akira não respondeu, continuou como estava, brincando com a carne.

— Akira!! — Akio insistiu, só que mais alto.

— O quê?! — Akira despertou, irritado. — Não grita, que saco!

— Você não vai comer?

Akira o encara ainda meio irritado pelo grito, mas pensando na pergunta do irmão, a expressão dele se torna mais calma, e o mais velho encara a carne toda destroçada – pelo garfo – no prato. Apesar de gostar muito daquilo, não queria comer nada naquele momento.

— Pensando bem — Akira se levanta, jogando o garfo sobre a mesa —, estou sem fome!

Ele estava para deixar a sala, quando Akio, incomodado, resolveu dizer:

— Por que você está tão incomodado com isso? Você nunca se importou com aquele pessoal do colégio, mesmo! Então, e daí se eles fazem fofoca?!

Akira suspira e vira, olhando nos olhos de Akio:

— Eu quero que aquele pessoal se ferre — Akira dizia, porém não com o tom irritado costumeiro. — Mas... Algo me pegou de surpresa.

— E o que seria?

— Eu nunca imaginei que uma garota teria tanta audácia a me bater no rosto uma vez, ainda mais duas! Garotas são mais fracas que nós, garotos, certo?

Akio pensa na pergunta:

— Bem, biologicamente dizendo... Acho que temos mais estrutura física.

— Então... Por que os punhos daquela garota pesam mais do que qualquer um que eu já tenha sentido na vida? — Akira põe a mão sobre onde Sakura havia o esbofeteado. — Eu nunca fui de receber muitos tapas... Mas, o dela está ardendo até agora.

Akio dá uma risada, soprando o ar:

— Engraçado, você parece mais curioso do que irritado pelo o que aconteceu hoje.

— Akio — Akira fica sério, de repente.

— O que é, agora?

— Amanhã, eu quero que você me passe um relatório completo sobre essa menina. O máximo que você conseguir descobrir, já serve! — Akira diz e Akio se surpreende por tal pedido:

— Vai se vingar dela?

— Amanhã conversamos sobre isso...

Essa é a resposta do mais velho, antes dele abandonar a sala e deixar Akio sozinho.

Akio encarou um pouco a porta pela qual Akira tinha acabado de passar, pensativo:

“Eu não sei se ele está muito irritado, ou se está só muito curioso mesmo”, perguntava-se o mais novo, no pensamento; pela primeira vez, não tinha uma resposta para o comportamento estranho do irmão. “Mas se isso for raiva... Aquela menina pode estar muito lascada”, pensa Akio.

Ele encara o prato do irmão e, por estar sozinho, abandona as boas maneiras e transfere toda a comida para o próprio prato. Estava aliviado, porque se a professora de etiqueta estivesse ali, provavelmente toda aquela comida deliciosa deixada por Akira, seria jogada no lixo! “Sem desperdícios!”, pensa o mais novo, com um sorriso no rosto.

“Bom, Akira não quer comer, então vou comer o pudim dele também!”

Akio era realmente guloso.


Notas Finais


HEYA! :D
Resolvi postar logo o três, já que eu tinha o preparado ontem. Dei só uma revisadinha e aqui está! :3
Espero que gostem! ^^

Não querendo fazer forçação de barra, mas já fazendo (sorry ;u;), se gostarem, querem acompanhar e puderem deixar um comentariozinho... Ficarei bem felizinha da silva. ;3

Enfim, BYE! ❤
Beijinho no braço esquerdo!
Nos vemos no capítulo 4.


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