História Apaixonado pelo Cupido - Jikook - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Apaixonado Pelo Cupido, Bangtan Boys, Bts, Cupido, Gukkie, Jeon, Jeongguk, Jihope, Jikook, Jikook!flex, Jimin, Jiminnie, Jimin-ssi, Jungkook, Jungkook-ssi, Kpop, Lemon, Park, Romance, Shipp, Yaoi
Visualizações 60
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi, oi meus amores ❤
Sei que o combinado era postar mês que vêm, mas para não deixar esse mês passar em branco, trouxe uma atualização soft pra vocês! Espero que gostem e tenham uma boa leitura 🙆

Capítulo 6 - Ao seu lado, posso ser eu mesmo.


Fanfic / Fanfiction Apaixonado pelo Cupido - Jikook - Capítulo 6 - Ao seu lado, posso ser eu mesmo.

4 dias depois

Supermercado Frangolândia – 16h19min

Meus últimos dias têm sido marcados por diversas tentativas falhas de ficar longe do Jungkook. Afinal, como ficar longe de alguém que faz faculdade com você, trabalha no mesmo lugar, e além de tudo, divide o mesmo teto? A resposta para todas essas perguntas é bem óbvia, embora eu persista em me manter distante, sempre demonstrando meu total desinteresse em relação aos nossos diálogos – que graças a mim são mínimos –, e sua disposição pra me ajudar. Cá entre nós, Jungkook deveria ficar na dele, entender que eu não curti o lance da pegação no banheiro, e não se aproveitar da minha inocência...

Tá, eu nem sou tão inocente assim, – e talvez a pregação no banheiro não tenha sido tão ruim – caso contrário não teria me jogado em seus braços depois que nossos corpos se afastaram no banheiro abafado, sentindo uma enorme pinicação entre as pernas. Quero acreditar que isso tudo não passou de um rolo entre amigos; talvez eu tenha ficado tão mal por ter visto Hoseok e Taehyung conversando juntos que acabei me entregando pra Jungkook no meio daquele turbilhão de sentimentos. Esse é o tipo de coisa que eu faço de forma impulsiva, então por que dar falsas esperanças para o mais novo, sabendo que nada entre nós passará de uma simples amizade, certo?

Eu conheço Jungkook desde que me entendo por gente, então imaginar algo mais com ele me deixa um pouco desconfortável. Sempre tivemos uma boa convivência, – irmãos de mães diferentes, como alguns falavam – apesar das divergências de personalidade e a forma com que eu me metia constantemente em problemas por dar ouvidos a suas ideias malucas, mas nada chega ao rastro da maneira que ele me pegou desprevenido naquele banheiro. Nunca na vida algo me deixou tão confuso como o seu beijo.

– Oi Jimin. – Ouvi uma voz rouca sussurrar próxima a mim, no momento em que eu tentava me desvencilhar de uma garotinha que havia abraçado uma das minhas pernas, fazendo birra pra não ir embora do supermercado com a mãe. Ficar dentro de uma fantasia encardida com uma criança agarrando uma de suas pernas, é de longe uma situação estressante, mas é claro que sempre tem como ficar pior. O motivo do meu ranger de dentes tinha nome e sobrenome: Kim Taehyung. – Tenho novidades pra te falar.

– Taehyung, eu estou meio ocupado agora. Será que pode esperar? – Tentei parecer o mais doce possível, afinal ele não é qualquer um. Ele é o sobrinho do meu chefe. Não sei por que diabos ele saiu de onde estava pra ficar sob os cuidados do senhor Kim, mas pouco me importa. Eu só quero evitar dar de cara com ele todo santo dia no supermercado e na faculdade, entretanto eu acredido piamente que este não seja o desejo do acinzentado. Talvez Taehyung seja o tipo de pessoa que gosta de cutucar quem não vai com a cara dele.

– É importante, tenho certeza que você não vai se arrepender. – Abriu seu maldito sorriso quadrado, enquanto eu arrumava as plumas da minha fantasia, que se encontravam abarrotadas por conta da garotinha de cabelos ondulados, que a essa altura berrava no colo da mãe a certa distância de nós. Ergui meu corpo, agradecendo aos céus por ter uma cabeça gigante de frango sobre meu rosto, que se contorcia em caretas para o tal, que continuava a sorrir. – Jimin? – A menção ao meu nome foi o suficiente para cessar minhas caras e bocas, logo me adiantando a responder da forma mais educada possível.

– P-pode falar – deixei que minha voz vacilasse, já sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha.

– Vim te avisar que meu tio promoveu você. – Por um instante fiquei estático com a notícia, mas logo senti uma imensa alegria me contagiar. Se fui promovido significa que gostam do meu trabalho, então é um grande passo profissional pra mim, que até então acreditei não ter futuro pra nada. Uma verdadeira conquista pessoal. – Você ficará responsável por embalar as compras do caixa sete. – Meu sorriso radiante logo murchou, mas não por causa da minha nova função, já que qualquer coisa é melhor do que ser um poste pra cachorros, crianças birrentas, entre muitas outras coisas; mas sim por conta do meu mais novo colega de trabalho, que fica no tal caixa: Jeon Jungkook. Desde o início da minha estadia no recinto, sei que o mais novo fica por ali. Quanto mais eu tento me manter longe dele, mais o universo conspira contra mim. Já não basta nós dois vivermos sob o mesmo teto?

– Taehyung, eu fico imensamente grato pela promoção, mas terei de recusar. – Eu disse, sentindo um grande nó se formar em meu estômago. Estava mais do que óbvio que eu não queria continuar sendo o mascote do supermercado, porém era aquilo ou nada. É melhor que seja assim, algum dia eu iria me agradecer por tomar essa decisão.

– Não precisa ficar acanhado – ele falou num tom brincalhão, provavelmente lembrando do que me ouviu falar no banheiro quando nos conhecemos –, sei que fará um ótimo trabalho.

E antes que eu pudesse falar qualquer coisa, senti suas mãos me puxarem até o banheiro dos funcionários. Ele é muito abusado ou é só impressão minha? Cada passo pelo imenso corredor parecia levar uma eternidade, como uma espécie de tortura, para que eu ouvisse mais uma vez a voz de gasguita da minha mãe ecoando na minha cabeça, anunciando um: “Eu avisei que você não iria conseguir ficar longe de problemas por muito tempo!”. Quando dei por mim, avistei meu novo uniforme disposto sobre a pia de mármore. Estava mais do que certo que dali em diante eu veria Jungkook com uma frequência assustadora; talvez 24hrs por dia, sem cessar! Taehyung logo se apressou em me deixar sozinho no banheiro, como se dissesse: “Você não tem escapatória!”. Aceitando minha derrota, arranquei a cabeça da fantasia revelando meus cabelos rosados grudados na testa por conta do calor que fazia ali dentro, e me adiantei em trocar de roupa. Uma calça brim azul marinho junto a uma camiseta branca com a logomarca do supermercado Frangolândia; este seria meu uniforme a partir de agora.

***

Caminhando em direção ao caixa sete, só conseguia pensar na furada em que havia me metido; sempre cedo aos caprichos dos outros. Pra me ajudar, a calça que Taehyung havia me disponibilizado estava super apertada em meu corpo, chegando a me espremer até o talo. Isso ainda não foi nada em vista da minha reação – nenhum pouco sutil, aliás – ao notar que Jungkook já me observava com um sorriso sacana no rosto, sentado em sua cadeira rolante. Pelo que o conheço, ele deve imaginar o tipo de reação que me causa com essas provocações sem graça, sempre fazendo questão de ir mais afundo com suas investidas. Sabe-se lá o que ele espera conseguir com isso. Desde que voltei para Seul, só me surpreendo mais com essa dualidade que o mais novo vem apresentando aos longos dos dias; é como se eu não o conhecesse mais.

– Parabéns pela promoção Jimin – Jungkook começou a dizer assim que fiquei de pé ao seu lado –, senhor Kim gostou mesmo de você.

– É, talvez... – Dei de ombros, ainda sem coragem de encará-lo nos olhos. Eu até me esforço para não agir de forma fria, mas é quase impossível. Era para o Jungkook ser meu melhor amigo, então por que eu sinto coisas estranhas quando estou perto dele? Não quero perder meu amigo de infância, mas também não quero dar espaço para que ele acredite que existe algo mais entre nós. – Por que essas roupas são tão apertadas? – Resmunguei baixinho tentando afrouxar um pouco da gola da minha camiseta. Taehyung deve ter feito isso de propósito, só para salientar o quanto minha pança é gorda das besteiras que eu como.

– Isso tudo é nervosismo? – Ao ouvir seu comentário senti todo meu corpo estremecer. – Fica tranquilo, as coisas por aqui são mais simples.

– A-ah, você estava falando disso. – Cocei a nuca em meio à uma gargalhada contida, para depois puxar algumas sacolas do balcão e as folhear perdido em pensamentos.

– Do que mais eu estaria falando? – Pigarreou enquanto verificava o dinheiro do caixa. Para todos os efeitos não o respondi, esperando que a pergunta pairasse no ar.

Ficamos em silêncio quando começamos a atender a fila, que parecia ficar cada vez maior. Meu trabalho é repetitivo, porém simples em vista do que Jungkook precisa fazer todo santo dia; acredito que eu não me sairia tão bem quanto ele mexendo com tanto dinheiro, admito. Aquela cumplicidade de ambos para completar o trabalho do dia deixou toda a situação mais fácil de se engolir. É certo que Jungkook gosta de implicar, e isso não é algo novo pra mim, por esse motivo eu tenho que parar de paranóia e focar no que realmente importa. Focar na razão de estar aqui.

– Jungkook, quando vamos continuar com as lições? – Perguntei enquanto embalava alguns latas de cerveja para um casal que estava ocupado demais para nos ouvir. É meio arriscado perguntar isso depois do que aconteceu entre nós, mas já faz dias que evito falar normalmente com ele, e isso deve ter ficado bem perceptível. Esse é o meu jeito de avaliar o terreno, pra saber se está tudo bem entre a gente. Somos apenas amigos e Jungkook sabe disso, pensei enquanto aguardava uma resposta.

– Quando você quiser, Jiminnie. – Ele respondeu com um sorriso tímido nos lábios. Seus olhos repousaram sobre mim por alguns míseros segundos, mas logo ele abaixou a cabeça, procurando se concentrar em sua tarefa. – Acho que já sei qual será sua próxima lição. – Franzi o cenho, tentando imaginar o que poderia ser.

Restaurante Port Clyde – 22h12min

A vantagem de ser embalador é poder sair cedo do trabalho e curtir o resto da noite com alguém. A desvantagem de ser embalador é poder sair cedo do trabalho e curtir ou não o resto da noite com alguém. Em meio à uma noite incrivelmente estrelada, eu me encontrava disposto sobre uma cadeira de madeira rústica, do restaurante mais incrível de Seul, em frente ao Jungkook. Com sua típica lábia, ele me convenceu de passarmos para a fase em que eu e Hoseok teríamos um encontro. Não sei o porquê dessa ideia, já que nem cheguei a conversar com o mais velho desde que cheguei na cidade, mas em todo caso Jungkook me convenceu de vir até o lugar, e cá estamos.

– Está se saindo muito bem – ele dizia arrumando o blazer escuro –, se eu fosse Hoseok nem diria que você está prestes a ter uma convulsão. – Fiz careta em relação a sua piadinha com meu desconforto. Pra falar a verdade eu não sei dizer o que é pior: estar com uma blusa que pinica minha pele, ou num encontro armado com meu melhor amigo.

– Não sei se posso dizer o mesmo de você, Gukkie. – Eu disse, fingindo estar desapontado. – Pra mim você me parece melhor de boca fechada.

– Vou lembrar disso da próxima vez – tamborilou os dedos sobre a mesa, me arrancando uma risada contida com seu biquinho infantil.

– Boa noite, precisam de um cardápio? – Um homem bigodudo perguntou com um dos braços erguidos rente ao corpo, dispondo de um lenço branco.

– Na verdade vamos querer fazer nosso pedido – Jungkook respondeu.

Logo que o garçom nos atendeu, começamos a conversar sobre tudo. Literalmente tudo! O acastanhado me falou sobre o que fez quando estive fora, pessoas que conheceu, lugares que frequentou… Confesso que nutri o mínimo de inveja. Apesar dos pesares, Jungkook é alguém feliz, nunca se deixou levar por coisas fúteis, tem pais que confiam piamente em sua capacidade, quanto a mim, sou a ovelha negra da família, rebelde sem causa; penso que estou fazendo o certo mas na verdade não estou. Coloquei nós dois na faculdade de artes visuais para conseguir me aproximar do Hoseok, mas tudo que consegui até agora foi uma pilha de trabalhos.

 Ao menos por essa noite me diverti ao seu lado, sem me importar com o que aconteceu em relação a nós dois dias atrás. Não precisei me preocupar se estava agindo certo com ele, ou tive de segurar minha vontade de rir quando me contava uma piada. Jungkook me deixou ser eu mesmo, e isso fez total diferença pra mim.


Notas Finais


Dica do dia: Pense bem antes de beijar seu melhor amigo. Você pode acabar gostando e querendo mais que isso 😂

Ps: Falta pouco para eu trazer uma surpresa pra vocês ❤


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