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História Apaixonado por uma rosa branca - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, gente! Voltei! Espero que gostem da atualização. Essa história terá três capítulos, e já está finalizada, só que estou revisando e acrescentando alguns detalhes. Quero que entendam que a forma como Taehyung fala, está relacionada à forma como foi criado, ele está em um processo de aceitação, e toda a problemática envolve o pai homofóbico dele. 

Peço perdão por qualquer erro, e que tenham paciência comigo, porque estou postando pelo celular, e é difícil configurar. Votem, comentem, e divulguem caso se sintam a vontade para isso!   

Meu twitter: taetaemyvante
Boa leitura!

Capítulo 2 - Cry with me



You make me begin
(Cry with me, cry with me)


O pequeno e mais precioso membro da gangue rosa branca, acabou por ficar gripado nos dias posteriores ao baile de réveillon, então, não foi com seu pai à reunião do dia 01/01/2001, e também não iria a do ano seguinte, pois seu coração ainda estava machucado pelas lembranças do que seu hyung havia feito. Mas quando chegou às vésperas da reunião do ano de 2003, Jungkook já estava eufórico e cheio de saudades, precisava muito saber como estava Taehyung e contar a ele as novidades, afinal de contas, não poderia perguntar ao seu pai nada em relação ao futuro líder dos rosas vermelhas. 


Reunião de negociação. Divisa entre a região norte e sul de Seul, 01 de Janeiro de 2003.


Os gangsteres chegavam ao prédio onde aconteceria mais uma reunião de acertos de contas. O filho dos Jeon's olhava com os olhos brilhantes para aquele que tanto admirava e desejava ser amigo, mas que via esporadicamente, ano após ano, ou vários anos depois de anos: Kim Taehyung. Estava empolgado, queria falar para o seu estimado hyung sobre um jogo maravilhoso que vinha jogando nos últimos anos. Esperou que o pai entrasse para a sala de reuniões e deu início ao seu tão aguardado dialogo.

- Hyung, eu preciso muito te falar sobre um jogo que - 

- Eu já falei para não me chamar de hyung, seu idiota. Não somos amigos, me deixa. - E continuou a jogar o jogo da cobrinha no seu celular.

- Mas é que você vai gostar. Eu juro! - Colocou a mão no braço do Kim, que imediatamente empurrou a mão do garoto, e um segurança tirou o mais jovem dali, pois sabia muito bem onde daria aquele diálogo. E manteve os dois adolescentes em salas separadas até que as duas gangues rivais terminassem sua reunião anual.


Reunião de negociação. Divisa entre a região norte e sul de Seul, 01 de Janeiro de 2004.


Depois de implorar ao pai, Jungkook conseguiu permissão para acompanha-lo a mais uma reunião entre os dois gangsteres de Seul. Jungkook tinha certeza que dessa vez conseguiria chamar a atenção do seu estimado amigo: Kim Taehyung. Que não o considerava amigo, mas o jovem acreditava piamente ser.

- Oi, hyung. Quero muito te falar sobre um jogo que estou jogando e - Disse, sentando-se em um dos bancos da sala de espera.

- Oi, idiota. Não fale comigo. Parece que você nunca aprende. - Taehyung sentou-se, segurando uma lata de coca-cola, enquanto respondia algumas sms em seu celular.

- Você não se importa mais que eu te chame de hyung? - Jungkook tinha os olhos brilhantes, estava no banco em frente ao do outro garoto sentado, o encarando com a mesma devoção de sempre. Seu coração parecia que sairia pela boca ao observar como seu hyung ficava cada vez mais bonito e másculo.

- Meu pai disse que você é uma bicha surda, que é para eu apenas ignorar, e evitar transtornos. - Agora o coração de Jungkook parecia que estava quebrado. Depois daquelas palavras, sentiu levemente o ar sair dos seus pulmões, e pequenas lágrimas escorrerem por seus olhinhos negros.

- E-eu não sou uma bicha! Nem surdo! Eu sou muito homem.

- Não parece! Senta como uma mocinha. Meu pai tem razão sempre! - Riu debochado.

- Você é um babaca. E seu pai mais ainda!

- E você uma bicha. Pelo menos sou homem e não faço vergonha ao meu pai. Assumirei seus negócios, e serei poderoso.

- Eu também sou homem, e serei poderoso. Você vai ver só, seu idiota.

- Hum, ficou bravinho. Você fica engraçado parecendo um tomatezinho. Então me diz, o que você gosta de jogar? 

- Counter Strike! Esse jogo é ótimo, hyung e - 

- Estranho uma bicha gostar de jogos de homens.

- Eu não sou bicha, e mesmo que eu fosse, você deveria me respeitar. Por que você não pode conversar como uma pessoa normal?

- Não fale comigo, seu dentuço. - Disse aos berros ao notar a presença de um dos seguranças de seu pai no local, e então saiu em direção à outra sala que fosse distante da que o garoto Jeon estava.


2005

Já havia um ano que Jungkook usava aparelho, desde que Taehyung o chamara de dentuço. Seu pai não o deixou ir na reunião anual, onde as duas gangues resolviam qualquer desavença, assim como tributos que eram cobrados pelos moradores de Seul, pois dissera que seria algo rápido, e não queria ele respirando o mesmo ar que o filho dos Kim's. Acontece que era justamente respirar o mesmo ar de Taehyung que Jungkook tanto queria. Principalmente queria saber como o garoto estava, já que seu hyung ficava cada vez mais bonito, e ele ouvira que a festa de 15 anos do mesmo havia sido um sucesso. Queria ele ter sido convidado, mas sequer podia cruzar a fronteira, sabia muito bem disso, mesmo que não concordasse.

Pôs-se a pensar como poderia saber de Taehyung ou como fora sua festa sem poder ver o Kim, ou até mesmo sem cruzar a fronteira, foi então que diante do computador teve a ideia de mandar uma solicitação de amizade para o causador de seus suspiros mais profundos desde a infância, principalmente agora que já sabia que com certeza era de garotos que gostava. Há tempos entrava no perfil de Taehyung, e fez questão de deixar que o seu perfil mostrasse que visitava, mas nunca recebeu uma visita como retribuição. Talvez Taehyung não deixasse isso visível.

Entrou no perfil do garoto de cabelos castanhos, criou coragem para mandar uma solicitação de amizade e fazer como se pedia "só add com scrap".


"Oi, hyung. Nossa! Quase não te reconheci nessa foto. Você parece bem maior que no último ano. Enfim, está bem bonito com essa blusa vermelha. Queria te desejar parabéns pelo seu aniversário. Toda a região sul só fala o quão imensa foi a festa do filho do gangster da região norte. Quando eu fizer 15 anos quero ter uma festa como a sua. Até mais, hyung."

A resposta veio ainda mais rápida do que Jungkook esperava, porém, não foi positiva.

Taehyung aceitara a solicitação de amizade do garoto apenas para mandar uma mensagem privada.


"Qual é o seu problema? Nós não somos amigos. Não somos nada. Eu não quero papo com você, tá legal? Eu tenho namorada, e não gosto de homens como você. Deixa-me em paz ou eu vou ter que falar para o meu pai, e você sabe muito bem o que acontece quando duas pessoas das gangues rivais brigam, não é? Acredito que você saiba que somos inimigos. E se quer saber, quando eu assumir negócios do meu pai, vou tomar toda a cidade para mim, pois você não consegue cuidar nem das tuas fraldas. Fica na tua e me deixa, baitola."

Após enviar a mensagem, Taehyung excluiu Jungkook da lista de amigos, bloqueou o garoto para que o mesmo sequer encontrasse seu perfil. O menor chorou muito, a ponto de espernear na . Resolveu conversar com o pai, pediu para que contasse novamente como funcionava as gangues, e como seria quando ele enfim fosse um adulto. Como ele deveria agir com a gangue do norte.

- Quando você completar 18 anos, eu vou levar você à uma de nossas melhores boates de striptease, eu queria que fosse antes, mas sua mãe não quer, e vou acatar apenas isso, não custa nada afinal. Você vai poder dormir com a mulher que quiser, ou mais de uma. Depois você fará a tatuagem no pescoço que é a nossa marca registrada, uma rosa branca no lado direito do pescoço, como a do papai, está vendo? - apontou para o garoto que observava e ouvia atentamente a história já ouvida tantas vezes. - A gangue do norte possui uma rosa vermelha do lado esquerdo. Utilizamos esse símbolo por referência à guerra das duas rosas ocorrida na Inglaterra, onde duas famílias disputavam o mesmo trono.

- Mas, pai, e se eu não quiser dormir como uma mulher da boate e nem ter uma tatuagem?

- Você ainda é novo para entender esse tipo de coisas, mas quando for adulto verá como é bom ter uma mulher na cama, e como a rosa branca nos traz poder. Sentir-se poderoso é uma coisa maravilhosa, e logo você entenderá isso, filho. Você será um grande gangster, maior do que eu.

Jungkook alcançaria a maioridade, mas jamais entenderia o que o pai tanto queria: "nada como foder uma boceta e tomar whisky".

Jungkook não gostava de mulheres, preferia tequila, e odiava a marca registrada de sua gangue tatuada no pescoço. Mas de uma coisa ele gostava: poder. E era visando esse poder que nos últimos quatorze anos vinha buscando uma forma de fazer Taehyung pagar por aquelas palavras proferidas em 2005, fazê-lo engolir cada uma. Ele queria vingança, e a parte norte de Seul para si. Taehyung pagaria caro.


14 anos depois...

- Você pode, por favor, me explicar novamente como faremos isso sem morrer no final? - Jimin, o melhor amigo de Jungkook perguntou, sem conseguir esconder o extremo nervosismo e medo.

- Meu Deus, para de falar besteira. Já está tudo ajeitado. Eu conversei com um policial da rota noturna durante anos. Ele é confiável, e vai nos levar ao local. Tudo que precisamos é dar a ele alguns bilhões de wons, e claro, você pagar aquele boquete maroto. - Jungkook deu um sorriso bonito e sacana. Adorava implicar com seu hyung Jimin.

- Kook, eu ainda não entendo por que eu que tenho que pagar o boquete, se esse plano é seu, a vingança é sua, e - 

- Jimin-ssi - Jungkook interrompeu o amigo. - É porque ele se apaixonou pela sua boquinha quando viu uma foto nossa. Vem, pula logo a porra desse muro. - O mais novo já estava ficando impaciente, mesmo porque, sabia que Jimin queria tanto aquele boquete quando o policial da ronda noturna: Yoongi.

Jimin e Jungkook eram melhores amigos, e dessa forma, não haveria outra maneira de Jungkook vingar-se de Taehyung que não fosse com sua ajuda, ainda que apenas como companhia cruzando a fronteira de Seul, ou para pagar boquete para um milico da gangue rival. Como combinado, pularam o muro de um ferro velho que ficava na divisa entre as duas regiões, chegaram ao portão, onde o cara com quem Jungkook conversava há anos via internet, acertaram o pagamento em dinheiro como acordado, metade na entrada, e metade na saída, quando ele deveria escoltar o garoto e seu amigo de volta.

Esperara do lado de fora do carro enquanto Jimin cumpria a outra parte do acordo. Ainda que não pudesse confiar totalmente em Yoongi, era sua única esperança. O cara os levaria até a boate preferida de Taehyung, a que ele administrava e também frequentava todos os dias, para divertimento ou trabalho, e não tinha como Jungkook descobrir detalhes assim, sem a ajuda de um infiltrado, então por muito tempo buscou formas de encontrar um, apenas precisou garantir que não era para matar o "patrãozinho" dos rosas vermelhas. E Jungkook garantiu que não. Queria matar Taehyung, mas de ódio. De tesão. De ódio por sentir tesão por aquele que sempre desprezou e fez chacota, Taehyung ficaria aos seus pés, e de preferência ajoelhado pagando um boquete.

Já no estacionamento da boate, Jimin sentia-se muito inseguro, seriam mortos caso fossem pegos. Além do mais não entendia a necessidade de Jungkook fazer isso. Era desnecessário. Por mais que Jungkook fosse o seu amigo, compreendia muito mais o lado do Taehyung que o do próprio Jungkook, afinal, o Kim apenas sentia aquilo que todas as gangues sentem pelos membros da gangue rival: desprezo e ódio. E ele sabia perfeitamente, que no fundo, Jungkook apenas queria uma desculpa para ver e quem sabe, na melhor das hipóteses, beijar aquele por quem sempre nutriu um amor secreto.

- Eu preciso fazer ele engolir aquelas palavras. E ele vai engolir junto com a minha porra.

- Mas você nem sabe se ele é gay! Esse Yoongi disse que não sabe de nenhum envolvimento dele com homens, apenas com mulheres. - Jimin já estava cansado daquele mesmo assunto de sempre, de anos, da vida toda entre ele e seu amigo.

- Melhor ainda. Porque vou ser o primeiro homem da vida dele, e ele vai gostar tanto, que vou rebolar no pau dele até fazê-lo cair.

- Eu ainda não entendo esse método de vingança seu, parece que só quer trepar com ele mesmo. Parece amor mal resolvido.

- Vai se foder. Não é nada disso. Credo! E você não tem que entender. Só me apoiar. Vem, me deixa retocar mais uma vez sua tatuagem.

E assim fizeram, usaram bases e pó para esconder aquilo que poderia trazer problemas seríssimos a eles. Entraram na boate, ainda acompanhados por Yoongi, que mostrou o local onde Taehyung costumava ficar na área VIP, mas o homem não estava lá. Então Yoongi apenas mostrou uma foto a Jungkook de como ele estava atualmente, aos 29 anos. O cabelo platinado, com as orelhas cheias de argolas e correntes, e a famosa tatuagem com a flor vermelha no lado esquerdo do pescoço. Lindo. Mas Jungkook jamais admitiria aquilo em voz alta. O odiava. Repetia como um mantra. Talvez um dia acreditasse. Yoongi se afastou dos dois garotos após mostrar onde ficava o bar do local. Às duas horas da manhã como combinado, estaria esperando os dois membros da rosa branca no carro. Era melhor Jungkook começar logo com seu plano, e era melhor que Taehyung chegasse logo para este começar.

Duas horas depois ele entrou, com uma calça justa preta e uma camisa vermelha de cetim, Jungkook jurava para si mesmo que era o cara mais ridículo que já vira na vida, e sem senso de moda. Os cabelos platinados, as orelhas ordenadas, e a maldita tatuagem da rosa vermelha que combinava perfeitamente com aquela camisa. Jungkook odiava tatuagens. Odiava, não é? Já não tinha tanta certeza ao observar como aquela tatuagem adornava perfeitamente aquela pele beijada pelo sol.

Viu Taehyung encaminhar-se para a área VIP acompanhado de alguns homens da gangue, visto que tinham as tatuagens, e de algumas mulheres, uma de cada lado que o beijava insanamente, e outra que até mesmo pressionava o membro deste por cima da calça justa, deixando transparecer o volume entre as pernas. Jungkook chegou a salivar, e desejar ser aquela mulher, mas novamente, não admitiria aquilo tão cedo, ainda que Jimin pudesse ver claramente aquele desejo nos olhos do amigo.

Jungkook estava numa batalha contra o relógio, não conseguia chamar a atenção do seu odiado gangster, já que este não saía da área VIP e não parava de beijar as mulheres ali presentes, tendo uma rebolando no seu colo, e a outra que beijava com ardor o pescoço pintado. Percebeu que teria que apelar. Já estava totalmente alcoolizado depois de cinco doses de tequila, e faria o seu melhor: Chamar atenção de todos. E consequentemente de Taehyung, e realmente fez. Rebolava como se fosse a última noite de sua vida ao som de Dancing on my own de Robyn. 


Somebody said you got a new friend

Alguém disse que você tem uma amiga nova

Does she love you better than I can?

Ela te ama melhor do que eu?

It's a big black sky over my town


Há um grande céu negro sobre a minha cidade

I know where you at, I bet she's around

Eu sei onde você está, aposto que ela está por perto


Esfregava-se em Jimin, e juntos faziam o seu show particular que já era notório nas boates do outro lado da cidade. Sentiam o suor correr por seus corpos, e o medo da tatuagem no pescoço ficar visível era comum entre os dois. Mas continuavam descendo até o chão, com dedinhos na boca, levantada de camisa para mostrar os abdomens definidos, até o momento em que ambos ficaram sem camisa, e continuam dançando juntos, se esfregando, enquanto Taehyung do outro da boate beijava um das mulheres.


Yeah, I know it's stupid

Sim, eu sei que é estúpido

I just gotta see it for myself

Mas eu precisava ver isso com meus próprios olhos

I'm in the corner, Watching you kiss her

Eu estou no canto, vendo você beijá-la


Em um determinado momento, quando Taehyung pareceu nota-los, o sorriso de Jungkook abriu-se na direção do platinado, porém, o Kim pôs-se a dançar habilidosamente com a mulher a quem antes beijava, quase como se repetisse os movimentos de Jungkook na pista de dança, o que deixou o Jeon ainda mais enfurecido. E quando ousou tentar beijar Jimin, por ver o Kim beijando a mulher e querer também repetir os movimentos dele, Jimin o impediu, deixando o amigo sozinho na pista de dança, pois já estava cansado das loucuras que Jungkook fazia para atrair Taehyung para si. No fundo, o Park temia pela vida do Jeon. Até mais do que pela sua própria.


I'm right over here, Why can't you see me?

Eu estou bem aqui, porque você não consegue me ver?

I'm giving it my all, But I'm not the girl you're taking home

Eu estou dando tudo de mim, mas eu não sou a garota que você levará pra casa

I keep dancing on my own

Eu continuo dançando sozinho


Ao ficar sozinho, Jungkook precisava se dedicar o dobro, - pensou - então subiu em um mastro perto do local onde o DJ se encontrava, fez alguns movimentos de pole dance, e abaixou a calça consideravelmente, deixando parte da virilha depilada à mostra durante um bom período de tempo, enquanto dançava. A plateia foi ao delírio. Jungkook era deveras sexy, e sabia como usar isso a seu favor.

Quando seus olhos relembraram de buscar Taehyung pela área VIP, não o viu mais, e em um momento de descuido quase caiu do palco onde dançava, mas acabou sendo pego por um segurança, que começou a arrastá-lo para a área dos fundos da boate. Este não respondia às perguntas de Jungkook que estava tremendamente assustado, até que chegou ao que era um quarto, onde se ouvia os sons abafados lá fora, e ali servindo uma taça de champanhe estava Taehyung. O aguardando. Não disse nada. Esperou que o platinado falasse. Soube naquele momento que havia sido pego, e consequentemente morreria.

- Onde está sua camisa?

- E-eu nã-não s-sei. - gaguejou, temendo o que Taehyung faria com ele, agora que provavelmente já deveria ter descoberto quem ele era.

- Deveria cuidar melhor de uma peça da Gucci, docinho. - Afastou a franja que caía sobra os olhos de Jungkook, e este arqueou uma das sombrancelhas.

-An? Como sabe que era da Gucci? - Logo percebeu que Taehyung não sabia quem era, tanto que veio se aproximando e acariciando o queixo do mais novo.

- Eu vi você assim que cheguei, meu docinho. Você gosta de chamar atenção, não é? Qual o seu nome? Nunca te vi por aqui.

-É...pode me chamar de... Golden Boy. - Teve os lábios selados pelo platinado e sorriu, então quer dizer que Taehyung o havia visto.

- Golden Boy? Okay. E o que você faz tão bem para ser considerado um menino de ouro? - Taehyung perguntou rente ao ouvindo direito de Jungkook, fazendo o mais novo arrepiar-se.

- Quer que eu te mostre? - Sorriu sacana, enquanto Taehyung acariciava sua cintura e distribuía-lhe vários beijos pela face.

- Me mostre! - Respondeu segurando a cabeça do outro, fazendo Jungkook se ajoelhar, e tirou o seu pênis para fora, sem delongas, sem conversas. Ambos sabiam o que queriam desde o momento em que se olharam pela primeira vez dentro da boate.

Jungkook ponderou se deveria ou não fazer sexo oral sem camisinha, sabia que não deveria, mas também não deveria estar no lado norte de Seul, então caiu de boca para fazer o melhor oral da sua vida. Observava de joelhos o homem acima de si, a forma como Taehyung o olhava tão desejoso, estava quase chegando ao ápice e Jungkook mal tinha começado. Chupou a cabeça do membro, passando a língua com suavidade pela fenda, sentindo o gosto agridoce do pré-gozo, permaneceu chupando lentamente, até começar movimentos mais firmes e rápidos, até que Taehyung começou a estocar a boca do moreno. O platinado de pele dourada estava indo à loucura vendo aquele ser de joelhos o chupando, parecia tão angelical com aqueles olhinhos assustados, e ao mesmo tempo tão sexy com aquele corpo definido. Estava prestes a enlouquecer só de olhá-lo, só de sentir aquela boquinha cor de cereja em seu pau. Não podia mais adiar, precisava fode-lo, principalmente quando tinha suas horas contadas até o pai chegar à boate, e claramente o homem não deveria saber que o filho fodia com homens. E muito menos que preferia um macho, que à qualquer outra mulher no universo.

- Eu preciso de você! - Disse ao mesmo tempo em que estocara fundo a garganta de Jungkook, fazendo o garoto se engasgar levemente, e algumas lagrimas acumulassem nas laterais dos seus olhos. - Adorável - pensou Taehyung em voz alta. Jogou Jungkook na cama de costas para si, enquanto puxava a calça do mesmo, e logo depois a cueca.

Jungkook permanecia imóvel tentando regular sua respiração ofegante.

- O que vo-você e-está fa-fazendo? - Perguntou quando sentia Taehyung já afastando as duas bandas de sua bunda, colocando o levemente empinado e passando algo gelado que provavelmente era algum lubrificante.

- Dando o que você quer. Não acha que vi seus olhares na minha direção enquanto dançava? Era nítido que rebolando daquela forma e olhando para mim, você estava doido para sentar no meu pau. Ou estou enganado? - Perguntou próximo ao ouvido do garoto, sorrindo de forma soprada, fazendo Jungkook se arrepiar.

- N-ão, você está certo. - Falou de forma arrastada e sentiu Taehyung virá-lo subitamente de frente para si, abrindo suas pernas e abocanhando seu pau de forma brusca e Jungkook gemeu, gemeu alto! Gemeu muito!

- Desculpa, bebê, eu não tenho muito tempo. - Disse de forma sôfrega enquanto chupava o mais novo com voracidade, e sorria quando ouvia Jungkook gemendo. O de cabelos pretos mal conseguiu dar alguma resposta, apenas gemia descontroladamentequando sentiu a língua do mais velho adentrar seu orifício, retorceu todo seu corpo na cama, não aguentando tanto tesão, queria Taehyung dentro de si, e não demorou a perceber que o único que sairia mal dali, seria ele mesmo, quando num movimento brusco e rápido, Taehyung o colocou de quatro - tão entregue. Maldita vingança onde quem sairia fodido era ele, e no final querendo ser fodido novamente.

Taehyung estocava Jungkook com seu musculo molhado, e estava adorando o gostinho que ele tinha. Tão limpinho - pensava. Por fim deu mais um chupão no orifício anal do garoto, com Jungkook ainda de quatro, deu algumas dedadas a fim de deixar seu buraquinho preparado, e inseriu um dedo primeiro, dois, e por fim três, sentindo como o garoto ia aos poucos rebolando cada vez mais, todo entregue. Taehyung ouvia a respiração ofegante do mais novo, e não hesitou ao puxar seu cabelo para um beijo caliente e de língua, enquanto ainda o estocava firmemente com seus três longos dedos - tão fodidamente gostoso - pensava.

Enfim iria preenchê-lo com seu pau, não via a hora, mas antes precisava dizer ao garoto que colaborasse com um pequeno fetiche seu. Colocou o novamente abaixou do seu corpo, enquanto deslizava a língua pelo corpo do menino de ouro, não sem antes deixar uma mordida em cada uma das coxas musculosas que o mesmo tinha, subindo pelo abdômen definido e mordiscando levemente quando a vontade era de arrancar um pedaço para si. Chegou até a face do menino, que apertava os olhos deixando os cílios pretos e longos transparecer e dando uma aura ainda mais linda e angelical. Beijou os lábios do garoto com doçura, até começar aprofundarem o beijo tornando-o mais ardente, enquanto Taehyung já se colocava entre as pernas do outro.

-Se doer, você me avisa, hum? - disse depois de colocar a camisinha.

- Tá bom. - Mas Jungkook queria que doesse, que doesse muito, que seu ânus doesse tanto que seu coração sequer sentisse dor alguma por amar o Kim.

- Vamos fazer um jogo? - Perguntou enquanto já encaixava seu membro dentro do garoto.

- aan? - Já não conseguia proferir nenhuma palavra, apenas apertava Taehyung contra si, arranhando suas costas, e querendo logo que o mais velho metesse fundo.

- Sempre que eu acertar sua próstata, você me chama de hyung. Tá?

- Mas, você nem sabe se sou mais novo que você! - disse de forma confusa, e um tanto quanto preocupado, com medo do Kim descobrir que ele era um Jeon.

-Não tem problema, eu gosto assim. - Respondeu autoritário e deu a primeira estocada, forte, sem aviso, e Jungkook adorara, gemeu de forma arrastada: "Hyuuuung".

Parecia que enfim, seu sonho de chamar Taehyung de hyung havia se realizado, e não economizou em chama-lo, usando o pronome o tempo todo, mesmo quando sua próstata não era acertada.

Taehyung aumentou ainda mais a velocidade das estocadas, remexia o quadril cada vez que sentia o homem abaixo de si rebolando mais, era insana a forma como seu pênis era pressionado pelas paredes anais de Jungkook (quem ele sequer desconfiava ser aquele debaixo de si, mas era o motivo pelo qual ele tinha fetiche com pessoas o chamando de hyung, e por que sempre usava camisas vermelhas desde o último dia que conversara com aquele dentuço, como gostava de implicar na infância).

Colocou as pernas do garoto em cima dos ombros, e sentia o corpo dele estremecer debaixo do seu, as pequenas gotículas de suor escorrendo pela face, deixava aquele jovem homem ainda mais lindo, mas não conseguiu evitar a vontade súbita de colocá-lo de quatro e fodê-lo. Jungkook mal conseguia ficar na posição correta, mas recebia seu hyung da melhor forma possível, rebolava como se não houvesse amanhã contra o pau do mesmo, e ainda pedia mais: "Mais fundo hyung, mais fundo"

- Já estou fazendo o meu melhor, demônio!

- Quero mais, porra. Mais forte, soca esse cu direito. - Dizia de um jeito manhoso e autoritário deixando Taehyung enlouquecido e sorridente.

O mais velho estocava com força e luxuria, enquanto puxava o cabelo do garoto para trás, deixando muitas mordidas pelas costas e pescoço. Mas Jungkook estava sedento, parecia um louco, e de supetão virou o jogo, ficando por cima de Taehyung quicando no seu pau quase que com fúria. Era sua vingança por ser chamado de viadinho, e era mesmo, um viadinho gostoso, que Taehyung agora estava fodendo com muita vontade.

Ficou de costas para o mais velho, subindo e descendo em seu pau, enquanto empinava a bunda, deixando um Taehyung transtornado e cheio de tesão dando uma série de tapas na sua bundinha, que antes branca, agora estava vermelha.

Taehyung observava cada detalhe das costas daquele garoto, e sentia-se estranhamente encantado, com cada uma das pintinhas espalhadas pela pele branca, cada musculo delineado, a forma como ele jogava a cabeça para trás enquanto subia e descia freneticamente, e encaixando gostoso aquele cu depiladinho em seu pau. O futuro líder dos rosas vermelhas, não estava sabendo lidar com tanto tesão, sentiu naquela hora que precisaria de um bis, precisava de mais, sem dúvidas aquela estava sendo sua melhor transa, e olha que ele já havia tido muitas, de todas as formas, e com todo o tipo de pessoas. Mas a paixão com que aquele garoto de cabelos pretos fazia sexo, o estava enlouquecendo. Ele era nitidamente alguém apaixonado por sexo, cheirava a sexo, e Taehyung queria mais, muito mais. Queria deixar aquele garoto sem andar por uma semana, ou melhor, queria transar com ele durante uma semana, incessantemente, até deixá-lo completamente assado, queria foder aquele garoto até seu pau ficar esfolado.

Jungkook gozou, e continuou sentando no seu hyung, sentindo-o gozar pouco tempo depois. Jungkook levantou-se subitamente, quase caindo, pois ainda sentia as pernas fracas pelo gozo recente e as fortes estocadas de Taehyung que ainda estava deitado sobre a cama de forma quase imóvel, aproveitando dos espasmos do pós-sexo.

Ficou sentado na beirada da cama, enquanto ponderava se deveria sair correndo ou inventar alguma mentira para sair logo dali, mas foi surpreendido por Taehyung que encaixou-se logo atrás de si, segurando fortemente sua cintura, e enroscando-se, prendendo suas pernas ao corpo do garoto, conforme beijava seu pescoço, e lentamente desceu as mãos para o membro já mole, tentando reanima-lo. Começou a acariciar lentamente, simulando uma masturbação, enquanto sua língua dançava por todas as partes possíveis do moreno, pescoço, clavícula, nuca, costas, queria desenhar o garoto com sua língua, deixar rastros por toda a parte, enquanto deliciava-se com aquele cheiro gostoso.

Sentiu aos poucos o garoto ficar novamente ereto, e a masturbação se tornou mais intensa e precisa, sem deixar de em alguns momentos passar os dedos levemente pelos testículos do golden boy. Jungkook começou a arfar e gemer docemente pelo seu hyung, enquanto empinava-se para trás em busca de contato com o pênis do homem que estava sentado atrás de si. Percebendo isso, Taehyung começou a masturbar Jungkook e a si, ao mesmo tempo, ainda que desajeitadamente, cada um com uma mão diferente, foi esfregando a cabeça do seu pau nas costas do mais novo, em alguns momentos subindo e descendo, enquanto espalhava seu líquido pré-seminal nas costas musculosas e próximo a região do cóccix daquele garoto, que agora tinha certeza, era o mais gostoso em que já pudera colocar a mão.

Já cansado das carícias preliminares, puxou Jungkook para seu colo, encaixando-se entre a bunda torneada do mesmo. Fez com que o de cabelos pretos rebolasse brevemente sob si, primeiro, enquanto ainda estava de costas, e depois virando-o lentamente, deixando-o de frente, de forma que podia apertar as coxas grossas e musculosas do garoto, ao mesmo tempo que quicava no seu colo, ainda mais sedento que anteriormente. Os beijos eram ferozes e necessitados, como se dali estivessem tomando o elixir da vida eterna.

Taehyung queria mais, queria novas experiências ao lado daquele garoto que mal sabia o nome, mas sentia o coração pulsando como se fosse alguém a quem sempre conheceu. Levantou-se com Jungkook no colo, mas ainda mantinha aquele beijo intenso quando chegaram ao banheiro, e encaminhou para o box com o outro ainda no colo e ligou o chuveiro. Conforme a água caia sobre os dois corpos, ambos sentiam-se como se estivesse em chamas, estas que não se apagavam conforme a água descia, mas sim aumentava, como se o oxigênio contido no líquido atiçasse ainda mais as brasas.

Encostou Jungkook na parede do banheiro e começou a estocá-lo, ouvindo gemidos manhosos de hyung, Taehyung foi ao delírio, e quando abriu os olhos e viu o garoto com os cabelos molhados sobre os olhos, pensou ter a visão de um anjo, a impressão que tinha era que o golden boy (como se autodenominou) ficava mais bonito a cada segundo. Não conseguiu evitar que o momento de contemplação daquele rosto tão divinamente desenhado o levasse ao delírio, e desmanchou-se primeiro dentro de Jungkook, que deu um gemidinho de descontentamento quando o mais velho saiu de dentro de si, afinal, estava tão bom, e ainda não havia chegado ao seu ápice.

Taehyung sentiu-se culpado por ter gozado primeiro, e logo ficou de joelhos para chupar o outro. Não costumava ficar de joelhos para ninguém, mas sentia como se fosse sua obrigação naquele momento, tinha de retribuir aquele garoto de alguma forma, por ser tão gostoso, tão penetrável, tão fodidamente lindo. Apertava as coxas duras e torneadas, deliciava-se mordiscando-as, e entre mordidas e lambidas, chupava o pau bonito e grosso. Sentiu-se extasiado quando o outro preencheu sua boca com o líquido viscoso e agridoce. Pensou em amarra-lo na cama e jamais deixar com que fosse embora. Esqueceu-se até mesmo que tinha seus minutos contados para aquela transa. Perdeu totalmente a noção do tempo e espaço, queria transar com aquele cara mais e mais vezes. A certeza disso aumentava a cada novo segundo.

Como o outro que recém tinha gozado, estava com as pernas moles, Taehyung logo se levantou, ajudando-o a manter-se de pé, e de forma comprometida e carinhosa, começou a banhá-lo, pegou um pouco de sabonete líquido e delicadamente lavou o pênis de Jungkook, cuidando de cada parte, dos testículos, até mesmo do anus, e de forma gostosa, ao mesmo tempo que brincava com os dedos alisando a entradinha, limpava. Depois, foi subindo as mãos pelo abdômen definido do garoto desconhecido, deliciando-se com cada gominho, e imaginando que quando novamente gozasse, queria preencher cada um deles com sua porra.

Depois pegou um pouco do shampoo, queria demasiadamente lavar aqueles cabelos negros, tê-los entre seus dedos, enquanto deixava-os agora com seu shampoo preferido. Cada detalhe daquele corpo parecia ter sido moldado para o pecado, sentia-se tão másculo e poderoso ao ouvir os suspiros do outro com cada um de seus toques, impulsivamente deu mais uma nova mordida no pescoço do garoto, queria marca-lo, então deferiu ali um chupão, misturado a água, sabão e tesão, sugou lentamente aquela área, conforme mordiscava, tentando ao máximo marcar aquela parte do corpo perfeito que estava diante de si. 

Foi desperto de seus pensamentos quando o outro gemeu baixinho no seu ouvindo: "hyung". Abriu os olhos, e ao encarar o golden boy, se deparou com olhos escuros e suplicantes, sentiu seu baixo ventre vibrar novamente, desejando estar dentro dele, seu estômago revirar, e o coração agitar-se. Quando pôs-se a examinar a área que antes esforçou-se para marcar, percebeu que além do seu chupão, algo mais ostentava o lado direito daquele pescoço tão lindo e branquinho: Uma rosa pintada detalhadamente em tonalidade branca.

Sentiu algo em seu corpo esquentar-se, e agora não de tesão, seu corpo começou a estremecer, o gosto na sua boca agora o incomodava. Olhou novamente para aqueles olhos, que ainda brilhantes, demonstravam medo, cogitou a possibilidade de já ter visto aqueles olhos, mas lutava contra suas próprias lembranças, aquilo não podia ser real, mas então, o mais novo disse em forma de súplica:

- Hyung...

Como ele ainda não tinha percebido? Claro que era ele. Aqueles lábios, aqueles olhos, aqueles cabelos. Ele sabia, não havia como não saber, como fora tão tolo? Como se deixou enganar? Que tipo de trapaça era aquela que sua própria mente havia lhe pregado? Que armadilha fora esta feita pelo seu pobre coração?

- Jungkook! 

- Hyung, eu - Não deixou que o garoto continuasse sua fala, apertou suas bochechas fortemente, encarando-o de perto. Era claramente aquela criança de suas lembranças, mas com um maxilar tão marcado, os pequenos lábios rosados, os dentes perfeitos, mas ali estavam aqueles dois dentinhos protuberantes, que agora adornovam de forma linda e fofa aquela boca. Sentiu ódio. Queria matá-lo. Era o fantasma do passado bem diante de si.

- Por que você está aqui? O que você - O quê? - Por quê? - Taehyung não conseguia formular uma frase sequer, e o medo de que seu pai chegasse a qualquer momento, pegando-o com um homem, e ainda da gangue rival, começou a subir pelo seu âmago.

As mãos de Taehyung ainda seguravam com força o rosto de Jungkook, e este- tentara escapar, mas Taehyung deferiu-lhe um soco, e o mais novo ao constatar o que havia acontecido, não hesitou em partir para cima do outro, escorregaram no box do banheiro, e com a raiva que está ressurgindo, mal se deram conta de que ambos estavam doloridos e machucados pelo tombo. Jungkook conseguiu com muito custo escapar para o quarto, com um Taehyung furioso atrás. Como ele ousava entrar em seu território? E pior, fazê-lo gemer com um sexo tão gostoso? O odiava ainda mais! Aquele maldito Jeon tinha que morrer.

Se seu pai soubesse do ocorrido...O Sr. Kim sempre desconfiara desde cedo da opção sexual de Taehyung, já havia pegado Taehyung várias vezes admirando o pequeno Jeon, e conforme percebia as investidas do pequeno menino de cabelos pretos, não deixava de alertar Taehyung o quão vergonho era a "raça dos homessexuais". Tanto que até os dias atuais, o pai de Taehyung ainda não tinha certeza sobre as preferências sexuais do filho, que tentava sempre "manter as aparências", "pegando" o maior número de mulheres possíveis na frente do progenitor.

As memórias de tudo que ouvira de seu pai ao longo da vida, inclusive sobre o quão afeminado o filho da gangue rival era, começaram a se fazer presentes. Afeminado? Riu sozinho, enquanto estava paralisado observando Jungkook colocar as calças. Ele não tinha nada de afeminado, ele era forte, musculoso, um tremendo homem gostoso. Do jeitinho que gostava. Taehyung não gostava de corpos femininos, não sexualmente, e ali diante de si tinha a imagem perfeita de um homem, do tipo que gostava de foder. O ódio por ele crescia cada segundo mais, se aquela peste daquele garoto não fosse tão lindo, talvez ele não teria ficado de joelhos por ele. Pulou em cima do Jeon, deferindo-lhe mais uma série de socos e perguntas mal formuladas.

- Para de me bater, seu desgraçado. - Gritou, tentando sair debaixo do mais velho.

- Você é louco? Por que está aqui? - Puxou-o pelo pescoço, encarando-o, enquanto mantinha seu corpo por cima do mais novo. - Se meu pai te pegar aqui, ele vai te matar, ouviu? Ele não hesitaria um segundo, seu idiota! - E deferiu mais um soco no nariz de Jungkook.

- Eu queria me vingar de você! Olha só quem é bicha, não é mesmo? Parece que não sou o único. O que seu papai vai dizer quando souber que ficou de joelhos para mim, Taehyung? Que você engoliu minha porra como se fosse a última gota de água no deserto? - Mesmo com o rosto dolorido, e o nariz igualmente doente e ensanguentado, Jungkook conseguia rir de forma debochado do filho dos Kim.

- O quê? Você veio aqui só para provar que sou gay?

- Para fazer você engolir todas as palavras maldosas que já me disse quando criança. Engolir junto com meu pau. - Riu mais uma vez, depois de dar um soco certeiro no nariz do mais velho, afinal, conseguiu o que queria, mesmo que saísse com a boca sangrando depois da briga. 

- E eu estava certo, né? Afinal, adorou quicar gostoso no hyung. Sempre soube que era seu sonho rebolar no meu pau. Desde criança, você era essa bicha fodida. - Sorria, e limpava parte do sangue que saia do nariz.

- Vai tomar no seu cu. Você é tão bicha quanto eu, seu imbecil. Eu te odeio tanto, Kim Taehyung!

- Quem gosta de tomar no cu é você. Sai daqui antes que eu te mate. Eu também te odeio, Jeon Jungkook. Muito! Te odeio desde o dia em que te conheci. E um dia eu ainda vou te matar. - Olhou furioso, e o de cabelos pretos temeu que a ameaça não fosse uma mera brincadeira. Resolveu acatar as regras, mas antes deu um chute na "boca do estômago" do platinado que estava distraído, e saiu correndo, deixando-o no chão gemendo de dor.

Ao chegar novamente no espaço dentro da boate, onde as pessoas dançavam freneticamente ao som de uma música desconhecida, agarrou Jimin e Yoongi pelas mãos, já que ambos resolveram se beijar no meio da boate, e correram para o estacionamento. Seguiram em alta velocidade para conseguirem sair o mais rápido possível do lado norte, sem serem pegos, mas não foi o suficiente, pois aquela altura, o pai de Taehyung já ficara sabendo do que aconteceu, não que Taehyung o tenha dito. Mas o gângster não era nenhum otário que não teria percebido aquela movimentação. Tinha certeza que não tardaria até dezenas de capangas começarem a persegui-los, e tentar arrancar suas cabeças.

[...]

Já em casa, deitado na cama de seu quarto, Jungkook ria sozinho da aventura que viveu, enquanto conversava com Jimin pelo aplicativo de mensagens. Agora que estavam seguros dentro de casa, ambos achavam que tinham vivido a maior aventura de suas vidas, e sem dúvidas, foi.

Entre uma mensagem e outra, conforme escrevia para o amigo sobre como o sucessor do Kim fodia bem, uma mensagem de número desconhecido chegou no telefone de Jungkook.

 - Eu vou pegar você!

Jungkook não precisava perguntar quem era, óbvio que era Kim Taehyung. Não hesitou um segundo sequer a mandar um print para o amigo, que prontamente disse que o Jeon deveria tomar cuidado, pois provavelmente aquilo poderia virar uma briga entre gangues. O Park perguntou ao Jeon como ele responderia, e Jungkook enviou-lhe novamente um print, onde agora continha sua resposta, e o contato de Taehyung salvo como Kim-Gostoso.

- Pode vir quente que eu estou fervendo!

O Park riu incrédulo, seu amigo estava mesmo pirado, e em breve ambos estariam juntos dentro de uma mesma cova.

- Jungkook, isso é jeito de responder? Ele vai nos matar, peste!

Jungkook sorriu. De alguma forma estranha sentia-se como se pudesse morrer naquela noite, que morreria feliz, então respondeu ao amigo de longa data:

- Se chorei ou se sorri, o importante é que com Kim Taehyung eu fodi!



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Notas Finais


Gente, eu tenho um péssimo senso de humor. Eu sei kkkkk Eu fico rindo das coisas que escrevo, achando que estão engraçadas, mas provavelmente só eu acho! Kkkk
Não esqueçam de me dizer o que acharam e suas teorias. Será que algum deles vai morrer? Lembrem-se que o crime de invadir o território alheio, é condenado com a pena de morte. 🥺
Vamos torcer para ficar tudo bem.
Votem e comentem. Me deixem saber suas opiniões, e até o próximo e último capítulo.


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