História Aparências Enganam - Capítulo 16


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi, Takao Kazunari
Tags Akakuro, Akashi Bancando O Fbi, Aokaga, Eu Tenho Que Dormir, Grr, Kasakise, Lemon, Midotaka, Murahimu, Salva A Tag Spirit, Umas Mortes Aí, Vou Parar Com Essas Tag, Yaoi
Visualizações 198
Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa foto encaixou perfeitamente, licença

VOCÊS DESCOBREM QUEM É A NARRADORA NESSE CAPÍTULO, YEY!

Eu demorei pq lembram da one Akakuro que eu estava escrevendo? Eu queria escrever e mandar o link aqui no cap, mas eu sou meio enrolada ne aksk
Daí hoje eu pensei "melhor postar, pq se depender de eu terminar essa one a fic atualiza daqui a cem anos" aksk

O FINAL
DO ARCO
mas não da história hu3hu3

Boa leitura! :3

E ABAIXE SUA CABEÇA DIANTE DO IMPERADOR, PO

Capítulo 16 - Dezesseis.


Fanfic / Fanfiction Aparências Enganam - Capítulo 16 - Dezesseis.

Desde que conseguia se lembrar, estava no mais profundo tédio. Tinha amigos, uma família, estudava na igreja e de vez em quando fazia uma arte ou outra.

Era tão.. tedioso. Nada que pudesse colocá-lo em linha de risco, que colocasse sua mente à todo o vapor para pensar em algo, se esforçar.

Sua primeira tentativa foi Haizaki. Lhe faltava experiência e ainda era uma criança, então não conseguiu montar o teatro como desejava. Pouco a pouco em situações comuns do dia-a-dia foi melhorando, até chegar nos dois.

Talvez fosse considerado um monstro, afinal, foi ele que indiretamente foi fechando o cerco para Midorima e Takao sobre casamento, dizendo de modo inocente que os dois deveriam se casar logo, se oferecendo para ajudar na festa.. lentamente, isso se tornou uma pequena pressão, a ideia se concretizou na mente do casal e o estrago estava feito.

A paciência era essencial, tanto que demorou anos para que Shintarou tomasse coragem de pedir o namorado em casamento, porém tudo se compensou com a situação atual.

É incrível como pequenas menções à casamento poderiam desencadear tudo isso.

E na verdade, caso tudo fosse conforme planejou, já estava pronto para causar outra pequena confusão.

Porque o verdadeiro monstro, o assassino, com certeza queria ver mais desse caos. [referência ao capítulo dois, primeiro ponto de visão do assassino.]


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Ah.

Não sabia dizer o que estava acontecendo.

A única coisa que conseguiu ver foi o clássico rosto e o sorriso debochado de Akashi se transformar em um cheio de desespero enquanto sentia uma ardência se espalhar pelo pescoço.


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Sabia que aquilo ia acontecer. Era justamente esse resultado que estava esperando com as falas de que ao matarem Takao, ele se tornaria imortal, apenas dos dois.

A obsessão era dividida em algumas categorias, entre elas a obsessão-fascinação, considerada a mais grave. Akashi não era especializado e nem tinha muito conhecimento da área então não poderia ter certeza, mas neste estado o errado, o certo e nem limites existem, o que seria o caso da família.

Tinha se recordado de que haviam estudos sobre a Obsessão ser genética e talvez fosse o caso dos irmãos Takao, embora Seijurou acreditasse que foi a convivência que deixou os dois mais novos assim. Filhos que vivem com pais assassinos tendem a se tornarem o mesmo que os pais, afinal eles são o exemplo a ser seguido. Ainda podem virar a mesa e rebaterem dizendo que é errado, mas ao viverem desde pequenos naquele ambiente é até... rotina.

Akira e Kousei mataram para tirar Takao de Midorima.

Mas e se eles se matassem para monopolizar Takao?

Havia uma alta probabilidade de que isso aconteceria, seja cedo ou tarde.

Desde o início da humanidade o ser humano sempre quis ser o único a ter algo, a ganância e egoísmo são o básico de um humano; seja por dinheiro, seja por amor, seja por méritos, seja pelo sucesso. Não seria nenhuma surpresa se isso acontecesse.

Akashi tinha percebido que Akira era a pior. Tanto que foi ela que tomou a iniciativa de ameaçar Kuroko enquanto Kousei ficava de longe, observando e não se movendo um passo. A sua fala de que ao matarem Takao ele seria eterno foi para atingir diretamente Akira, que como mais obcecada pelo irmão, seria mais impulsiva e irracional do que Kousei, tendo como consequência sendo manipulada de forma mais fácil.

Foi o resultado esperado.

Exceto que Akashi não esperava que a menina enfiasse a agulha dentro do pescoço de Tetsuya para logo depois atingir o próprio irmão gêmeo.

E então Seijurou não pensou duas vezes e, com o olho esquerdo brilhando em seu tom amarelo, avançou.

E então Akira não teve escolha fora cair de joelhos derrotada diante do Imperador Absoluto.


###



Eu lembro claramente daquela madrugada, a primeira vez que eu quase encontrei Kuroko Tetsuya. Estava andando tranquilamente por aí quando o notei, deitado numa cama ao lado de um rapaz com cabelos de cor... diferente.

A curiosidade me encheu e fui dar uma averiguada.

Quando coloquei minha mão sobre a testa dele, me surpreendi sobre quanta coisa aquele garoto tão inocente e frágil de primeira vista tinha passado. Francamente, para mim, ser ameaçado por uma criança com uma agulha era um tanto.. novo. E olha que já vi muita coisa nesse mundo.

Eu estava perto de recolhê-lo em meus braços quando o rapaz de cabelos vermelhos e olhos heterocromáticos ergueu o rosto e me encarou acidentalmente, afinal ele não podia me ver.

Mas foi como se conseguisse.

Talvez sentiu minha presença se manifestar naquele quarto, talvez fosse uma das crianças que conseguem sentir meu "cheiro".

Então Kuroko Tetsuya abriu seus olhos azuis-claros puros e limpos como a cor do céu.

Como tinha sido um "alarme falso" resolvi voltar para minha rotina, mesmo sentindo aqueles olhos heterocromáticos que pareciam facas afiadas me perseguindo como se pudessem ver meu ser de forma clara.

De fato, um rapaz interessante.

Mais tarde fui saber que seu nome seria Akashi Seijurou e que ele realmente era uma das crianças que sabiam dizer se eu estava presente ou não. Logo depois me recordei, eu fizera uma visita à mãe do rapaz.

Uma pena, uma mulher tão gentil e tão jovem.

... oh.

Creio que me revelei demais.

Perdão, faz muito tempo desde que tive uma interação dessas com alguém, mil perdões, não queria lhe assustar. Voltarei à narrativa.

Akashi não disse nada de início quando Kuroko abriu seus olhos, mas uma sensação de alívio atravessou seu corpo. Ele estava bem. O erro em seu plano de pensar que Akira não o atacaria não matou Tetsuya.

Ainda bem.

Abriu um pequeno sorriso, não era seu clássico debochado, sarcástico e provocador, pelo contrário. Era um de puro alívio e felicidade de que Kuroko ainda estava ali e estava tudo bem consigo.

-Oi.

Sabia que o menor não conseguia falar no momento então não fez nenhuma pergunta para ele, ficando em silêncio, apenas observando os olhos azuis-claros o encarando como se quisessem entender o que acontecia.

-Vai ficar tudo bem, você consegue falar, nada vai acontecer com sua voz - disse o que imaginou que preocupava Kuroko. - Como foi uma agulha não fez algo muito grave, o único problema foi a profundidade e por sorte não atingiu a artéria.

O objetivo de Akira era atingi-la. Por sorte sua mão estava tremendo e ela errou, porém se estivesse em um estado calmo e racional Tetsuya estaria morto. Em outras palavras, meu plano de desestabilizá-la emocionalmente quase matou Kuroko mas o fez sobreviver também.

-Kousei também está vivo, mas as chances de continuar são poucas. Ao contrário de você, Akira o atingiu no coração. Midorima acha que ele não vai aguentar. E Akira..

Bom, os dois braços dela estão quebrados mas...

-Ela está bem. Assim como Takao.

Pode ver os olhos de Kuroko aparentarem uma certa satisfação, grato pelas notícias, porém continuou olhando para Akashi, como se quisesse saber de mais alguma coisa.

Como não podia falar - obviamente, enfiaram uma agulha em seu pescoço, no começo de sua recuperação não poderia dizer nada - Seijurou não entendeu muito bem o que ele queria.

-Eu estou bem, o que foi? Quer saber o que vai acontecer com Akira, Kousei e Takao? - em movimentos mínimos, Kuroko negou.

Akashi ficou em silêncio, tentando descobrir o que Tetsuya queria saber de si, porém o azulado nada disse também. Quando o menor foi abrir a boca para tentar dizer algo, o ruivo o interrompeu:

-Não fale. - ele então ficou quieto. - Você quer saber se eu vou partir agora?

Kuroko fez que sim com a cabeça, já um pouco triste pela resposta que receberia.

Era óbvio que Seijurou iria embora, ele tinha um objetivo em mente sobre o seu reino e precisava atingi-lo. Tolo foi Tetsuya que pensou que poderia ficar com o ruivo por mais tempo.

-Não, não vou. - a resposta surpreendeu o azulado. - Pelo contrário, planejo continuar aqui por um bom tempo.

Kuroko ficou atônito, surpreso e feliz ao mesmo tempo pela informação, não sabendo como lidar.

-Pode-se sentir culpado por isto, Tetsuya.

Então os dois sorriram.

Mas no quarto ao lado não havia sorrisos.

Midorima estava sentado em uma cadeira de madeira simples enquanto observava de modo atento Kousei e sua respiração. Estava completamente indignado com o tal "plano perfeito" de Akashi, pois para Shintarou ele era inteligente o suficiente para imaginar algo que não ferisse os gêmeos e Kuroko.

Além de que ele quebrara os dois braços de Akira.

De Akira!

Para Shintarou era demais. Claro, a menina fizera bem pior que isso - embora não aceitasse muito bem esse fato -, mas... era uma criança, no final.

Seijurou era cruel.

Ou talvez, Midorima pensou, sejam as pessoas com quem interage.

Talvez seja assim apenas com as pessoas desconhecidas.

Mas ainda...

Olhou para Kousei.

-Esse tempo todo você pensou em me matar... - comentou de forma um tanto triste, mesmo sabendo que o menino não poderia escutá-lo. - Justamente quando eu pensei que poderíamos ser... uma família.

Foi então que notou.

O menino não respirava.


###


Murasakibara, Kise, Aomine, Kagami e Himuro não sabiam bem o que dizer ou sentir diante daquela situação.

Era bem claro que Takao acabaria numa prisão ou então receberia a sentença de morte, mas ninguém queria falar sobre. Talvez Akira também tivesse como destino a forca, porém era mais provável que apenas fosse jogada em algum lar de igreja para ser "retirada do caminho de Satã e doutrinada corretamente", o seu futuro tinha enormes ramificações.

-Kurokocchi vai ficar bem, não vai? - Kise perguntou hesitante para Kagami.

-É claro que vai, acredite no Midorima.

-... e Kouseicchi?

Foi uma péssima ideia citar o nome do menino. A aura que já estava pesada piorou e puderam ver Takao tensionar ainda mais seus músculos, assim como Akira.

Akashi ficara com Kuroko e Midorima com Kousei, como Takao e Akira estavam relativamente "bem" o restante acabou por ficar de vigia. Embora a menina fosse incapaz de fazer alguma coisa ainda havia Kazunari, e sempre era bom ficar por perto até decidirem como prosseguiriam.

-Enfim, é bom que tudo acabou. - Aomine comentou, encostando na parede e suspirando.

-Sim, parecia que Teikou estava esquisita - Kagami continuou a conversa. - Tudo vai voltar ao normal, pelo menos.

-Parece estranho, mas eu 'tô até com saudade do meu emprego.

-Pois é.

Estava tudo bem para os dois, então.

A rotina voltaria e tudo se encaixaria como antes, a tradicional feirinha, talvez a padaria de Izuki e a floricultura de Momoi voltasse a funcionar com um de seus parentes no comando e assim... estaria tudo bem.

O clássico comum.

Aomine e Kagami voltariam ao trabalho de lenhadores, Midorima ao de médico, Kuroko com seu amor por ensinar as crianças, Kise sendo a "celebridade" de Teikou, Himuro e Kasamatsu sendo os "isolados" da turma e Akashi e Murasakibara cumpririam a missão deles e voltariam para Rakuzan.

Era o final feliz esperado para uma trama tão dramática, certo?

Errado.

Oh, minha criança...

Tenho pena de você viver em um mundo como este. Porém não se preocupe, um dia eu irei fazer uma pequena visita a você, pode confiar em mim, não sou de mentir, ser cruel e criar ilusões.

Não, este é o trabalho da Vida e eu não sou igual a ela.

Mas na verdade, mentir, ser cruel e criar ilusões é justamente o que torna a Vida interessante ao contrário de mim, não é?


Notas Finais


Quem não sacou
A narradora é a própria Morte :3
Ela foi inspirada no meu amado livro "A Menina que Roubava Livros", meu primeiro livro um tanto.. maduro pra idade (já que li com 9 anos aksk), foi amor <3

Pois é
Fim de arco
Tudo bonito
SO QUE NAO, A TRETA VAI COMEÇAR
TAN TAAAAAAAN TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN


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