História Apartamento 172 (Fillie) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Stranger Things
Tags Cadie, Fillie
Visualizações 1.036
Palavras 1.858
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Haaaaa olá 🌹
Eu demorei um pouco? Talvez, mas a partir da semana que vem vou postar mais rápido
Obrigadaaaaaaa a todos os comentários a favs, mesmo 💜💜
Desculpem qualquer erro, não revisei antes
Boa leitura babies szz

Capítulo 2 - O que é par pra você?


Sadie me puxou para a pista de dança, onde havia muito mais calor humano, mas, eu não estava aqui para me divertir? Tenho que fazer jus a isso.

Começo a me mexer com ela no ritmo de todos na música animada. Era algo eletrônico, que harmonizava com as luzes coloridas e a fumaça em nossos pés. Eu via o cabelo ruivo de Sadie subir e descer junto com ela. O meu deve fazer o mesmo.

Próxima música. Nessa, os outros que estavam na mesa com a gente foram ao nosso alcance. Noah e Gaten são os melhores quando o assunto é dança, fazendo todos rirem. Caleb arrumou um jeito de ficar ao lado da ruiva. Será que era isso o que ela queria me dizer? Caleb me parece uma ótima pessoa.

- Millie?

Finn aparece atrás de mim. A primeira coisa que vejo é o seu sorriso, que faz algo dentro de mim derreter instantaneamente.

- Oi. -falo, tentando me afastar um pouco. Aquela proximidade me parece perigosa.- Finn...

- O que foi? Algum problema em ficar perto das pessoas?

De você, eu penso.

- Não, é que...

- Vem aqui.

Finn coloca as duas mãos na minha cintura e me vira de frente, não colando nossos corpos, mas sim deixando um espaço mínimo. Percebo mais de sua altura por ele estar tão próximo.

Queria ficar mais perto.

- Quer dançar?

- Acho que eu já estava dançando.

- Quero dizer em par, Millie.

Reviro os olhos. Finn tem algo de certo e algo de errado. Uma curiosidade ameaça me corromper por dentro em um instante, e saber tudo sobre esse cara que ficou me encarando no avião.

Passo meus antebraços por seu pescoço. Finn alarga um sorriso tímido. E algo me diz que ele não é tímido.

- Você mora aqui? -pergunto. Ainda tenho que calcular o que questionar.

Ele assente.

- No mesmo prédio da sua amiga. Meus pais e os dela são amigos, e acho que Sadie esqueceu de contar que eles viajaram juntos.

- Então você está sozinho em casa?

- Por que isso importa pra você? -seu sorriso se converte.- Vai me fazer uma visita de noite?

Meu rosto esquenta, e dou um tapa na nuca dele. Se bem que não seria uma má ideia.

- Não é nada disso, você que é um pervertido -balanço a cabeça. Ele gargalha rápido.- Por que estava no avião, então?

- Tenho parentes em Los Angeles. -Finn dá de ombros.- E você?

- Moro lá.

Ele assente. Vejo sardas abaixo do seus olhos e por seu nariz fino. O formato de seu rosto faz harmonia com tudo nele.

- A música ficou mais calma -ele diz, desviando o olhar do meu rosto. Ele se fixa em outro ponto.

Sigo seu olhar e encontro a única garota que se encontrava na meda antes de mim e de Sadie. Ela conversa com uma garota loira, que provavelmente é uma amiga sua. É para a loira que Finn olha.

A garota retribui o olhar. Finn o desvia.

- O que tem ela? -pergunto.

- Clary é amiga de Iris. Eu tinha esquecido... -ele se afasta um pouco. A música lenta deixa a situação mais estranha do que já poderia ser.

- E?

Finn começa a abrir caminho entre as pessoas e se afastar de mim. Antes de segui-lo, olho para a tal de Iris. Ela me encara com desgosto.

Ignoro. Sigo Finn.

Foco em seu cabelo encaracolado se movendo junto com ele para a parte de fora da boate. A música está tão alta,as luzes tão coloridas que não sei se há alguém me chamando de volta. Por um instante, só aquele garoto misterioso existiu na minha mente.

Estamos fora. Não há ninguém passando na rua, e pelo visto já é madrugada. Não tive noção do tempo lá dentro. Vejo um vulto preto se sentando na calçada.

- Finn...

- Acho melhor você ir. Peça um táxi.

Uno as sobrancelhas. Por que ele ficou tão estranho quando viu aquela garota?

- O que aconteceu com vocês?

Ele pega uma pedra e atira na calçada à frente. Ele exala raiva. Dou alguns passos para trás.

- Nos vemos depois, Millie.

- Mas...

- Vai. Não se preocupe.

Nossos olhares se encontraram. Castanho sobre castanho, sem diferenças nem distinções. Quero ficar. Algo em Finn me atrai, e só nos conhecemos há algumas horas.

Mas ele ainda é um estranho. Não faço ideia de seus limites. E se essa raiva repentina fizer parte da vida dele?

Me distancio mais. E mais. E mais. Quando vejo, já virei a rua. Não olho mais nos olhos dele.

Arfo, colocando a mão sobre o peito. Tiro meu celular do bolso do vestido, disposta a lugar para um táxi.

- É só uma semana, Millie. Você veio aqui passar uma semana divertida, não é? -falo, digitando números na tela do telefone.- Acho melhor você seguir o conselho do seu pai. Nada de garotos.

A tela encosta na minha orelha. Meu pai estava certo. Ele sempre está.

Não posso, não quero e não vou me apaixonar por um estanho.

{...}

Meu plano de "nada de garotos" foi por água abaixo quando vi Finn saindo do apartamento no mesmo tempo que eu.

- Bom dia, senhorita Brown. -ele sorri ao trancar a porta, fazendo os números metalizados da porta refletirem a luz do corredor.

Apartamento 172. Esse número não vai sair tão cedo da minha cabeça. Por mais que eu queira fazer ele e Finn sumirem da minha mente agora mesmo.

- Ei! Ficou muda? -quando dei por mim ele já estava na minha frente, próximo como ontem a noite. Ele me parece bem.

Esse cara é bipolar ou o quê?

- Ah, oi -sorrio para ele, batendo em seu ombro duas vezes e o contornando pela esquerda.- Desculpa, eu estou atrasada.

- Vai onde?

- Por que te interessa?

Acelero o passo, podendo ouvir os dele atrás de mim. Nada de garotos. Nada de paixão. Você veio aqui pra se divertir, senão seu nome não é Millie Bobby Brown.

Uma mulher sai do elevador e eu corro até ele. Aperto o botão do térreo, rezando para que Finn não tenha tempo de entrar.

A mão dele barra uma das portas e ele entra. Já era.

- Por que está fugindo? -ele indaga.

Engulo em seco.

- Não estou fugindo. Estou atrasada. Já disse.

- Não está, não. O que eu fiz pra você?

Bato os dedos em uma das barras do espelho, vendo as portas se fecharem na nossa frente e nos deixando sozinhos.

Sozinhos. Meu coração começa a bater forte demais.

- Nada, oras -reviro os olhos, como se aquilo fosse uma coisa óbvia.- Eu estou...

Finn anda até mim. Minhas costas chocam-se contra a parede lateral à porta, e ele encosta em mim. Não há espaço existente entre nós. Era isso o que eu temia.

Não quero mais me afastar. Minha cabeça fica atordoada.

- Atrasada? Não vou cair nessa. -ele pega meus braços e os aperta sem me machucar. Fecho os meus olhos. Não sou capaz de encará-lo agora.- Me diga por que está fugindo e eu paro com isso.

Porque tenho medo, é o que eu quero dizer. Abro meus olhos. Encontro os de Finn, me pressionando e deixando meu corpo quente. O barulho das nossas respirações próximas e e bip dos andares sendo passados são os únicos sons ouvidos. Estou atordoada demais. Não tenho capacidade de pensar. Digo a primeira coisa que me vem à cabeça:

- O número do seu apartamento é par.

Ele solta a respiração, misturando um riso com ela. Uma de suas mãos solta meu braço sobe, pegando meu queixo e e fixando para não desviar o olhar.

Juro que essa é a última coisa que eu quero. Acho que estou começando a gostar dos erros.

- O que é par pra você, Millie? -ele diz, a voz baixa. Isso foi como acender uma chama e colocá-la para queimar por todo meu corpo.

- O que você quer dizer?

Seu sorriso aberto se limita a um fechado, e depois uma expressão séria. Ele desce as íris castanhas até meus lábios.

Um bip maior se faz presente e o elevador se abre, revelando o hall de entrada do prédio. Jogo Finn com delicadeza para trás e saio a passos rápidos. Eu realmente estou atrasada.

Agora, meu corpo todo formiga. O que foi isso?

{...}

Sadie e Noah estavam me esperando em uma mesa e encostada na parede do lado de dentro da lanchonete. Eu me sento de frente para os dois.

- Você parece um pimentão. -Noah diz, tomando um gole de seu milk-shake.

- Estava fazendo maratona? -Sadie brinca, roubando um pouco da bebida de Noah.

- Ah, eu...

Eu estava sendo prensada por Finn no elevador, e adorei isso.

- ...Eu estava apressada, só isso. E ainda cheguei um pouco atrasada -olho no relógio da lanchonete para disfarçar.

Os dois se olham. Pego o cardápio, pedindo internamente para que meu rosto fique livre do vermelho.

Que droga, Finn.

- É o seguinte -Noah se debruça contra a madeira da mesa.- O aniversário do Caleb é amanhã.

Sadie fica mais radiante nesse momento. Chuto a canela dela por debaixo da mesa.

- Vocês dois estão juntos e você nem me fala nada?

Noah tapa a boca, deixando passar seu espanto.

- Vocês começaram a namorar?

- Não! -Sadie grita um pouco alto, atraindo olhares. Ela se encolhe na cadeira, ficando ligeiramente mais corada.- Quer dizer, não ainda, nós...

- Vocês já transaram?

- Estamos experimentado ficar juntos, Noah -ela diz, batucando os dedos na mesa.- Não temos nada sério.

- To sabendo, Sadie -espremo os olhos para ela.- Mas, continuem.

- Gostei dela. É das minhas -Noah fala com um sorriso maroto no rosto.- Estávamos combinando de fazer uma festa pra ele, de noite, na piscina.

- Os síndicos não vão saber -Sadie completa.- Só para nós. Gaten ficou encarregado de contar para Finn e Clary.

Ao ouvir esse nome, me lembro de como Finn ficara estranho quando essa garota falou com Iris. Ainda preciso descobrir mais sobre isso.

- É arriscado. Gostei -abro um sorriso.- Que horas?

- Depois das onze e meia. Traga alguma bebida bem alcoólica -Noah pede, tirando tudo o que pode do resfo do copo com o canudo.- Se lembre de comer antes, não quero ver vômito por aí.

Ele cutuca Sadie. Ela revira os olhos claros.

Conversamos sobre amenidades. Noah também só está aqui a passeio, porque é muito amigo de Gaten e Caleb. Um suco que pedi chega, e eu estava tomando ele com a maior calma enquanto ouvia alguma piada de Noah quado a porta da lanchonete foi aberta e chamou minha atenção.

Uma cabeça de cabelos negros e outra de cabelo loiro. Os olhos delas se viram na minha direção. Clary e Iris.

- Bom dia, crianças -Iris se debruça sobre a mesa.

Sadie faz uma careta.

- Você é só um ano mais velha.

- Ela não falando com você, garota -Clary diz, levantando o dedo.- Ela está falando com essa nova aqui.

O dedo ds morena vira para mim. Sadie olha incrédula para Clary. Acho que as duas eram amigas.

- Posso saber por que estava dançado com o Finn ontem, docinho? -Iris indaga, fazendo uma careta de nojo.

Odeio esse tipo de gente.

- Deve ser por que ele quis -dou de ombros. A expressão da loira só sabe azedar.

- Ele não quer nada com outra garota -ela se distancia, colocando uma das mãos na cintura.- É bom manter distância dele.

- Finn é sua propriedade por acaso?

Ela e Clary riem entre si. Olho para Noah e Sadie. Eles olham pra mim como que pedindo desculpas. Eu conheço bem esse olhar.

Ah, não.

- É claro que sim. Finn é meu namorado.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...