História Apartamento 444 - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~KonoSubarashi

Postado
Categorias EXO
Personagens Lay, Lu Han, Sehun
Tags Companheirismo, Exo, Exozone, Hunhan, Layhan, Luhan, Luxing, No Couple, Relacionamento, Sehun, Yixing
Visualizações 359
Palavras 2.416
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, aproveitando um tempinho no feriado vim aqui postar para vcs.

Sinceramente, espero que gostem, hoje há um acontecimento importante, fiquem de olho.

Boa leitura

Capítulo 3 - Eu só quero o seu bem


No dia seguinte, Sehun não iria trabalhar. Por isso, aguardou Yixing sair para bater a porta do apartamento ao lado.

Luhan estava com olheiras e o olho direito roxo, além de hematomas pelos braços.

Sehun ao ver isso arregalou os olhos e só conseguiu pensar em levar o outro para seu apartamento e cuidar daquilo.

"Vamos comigo"

Luhan deixou-se ser levado para o apartamento 444.

Sehun o colocou sentado em uma cadeira e foi ao banheiro a procura da maleta de primeiros socorros. Quando voltou o garoto continuava calado, com os olhos perdidos.

"Luhan?"

nenhuma resposta

"Luhannie?"

Aparentemente ele acordou do seu transe com um sobressalto e começou a olhar fixamente os olhos de Sehun.

"Eu vou passar um pouco de remédio e fazer alguns curativos em você, não se assuste, sim?" foi se aproximando devagarinho, ficando de cócoras e pegando delicadamente o braço esquerdo de Luhan.

"O que quer com isso?" o silêncio foi cortado pela voz rouca e baixa de Luhan por estar em desuso.

"Nada"

"Então por que continua insistindo em falar comigo e está me... ajudando? Ninguém faz nada sem querer algo em troca"

"Eu só quero te ver melhor, não me entenda mal"

Luhan voltou a lhe encarar sério, porém com o toque gélido da pomada ele franziu a testa e Sehun ao captar isso começou a perguntar coisas parar o distrair um pouco.

"Você tem quantos anos?"

"28"

Sehun parou um pouco o que estava fazendo e olhou novamente para Luhan, como assim 28 anos? Ele estava com a aparência descuidada e machucado, mas mesmo assim aparentava ter uns 22 anos.

"Uau... Não acredito que sou mais novo que você" Falou fazendo um pequeno bico em descontentamento.

"Não é como se eu paressesse ser mais novo, para de tentar puxar meu saco"

"Eu estou falando sério, confie em mim"

"Eu sou horrível e velho, Sehun, vejo isso todos os dias no espelho, não tente me enganar"

Luhan tinha os cabelos pretos e ressecados, além da estatura mediana e expressões sempre exalando cansasso. O olhando de cima a baixo lembrou o quanto ele era bonito quando chegou a aquele prédio, os cabelos normalmente coloridos, os cabelos refletiam completamente a vida de Luhan, de colorida à escura.

Sehun tentou mudar de assunto.

"Ainda gosta de jogar futebol?"

"Não sei, tem tanto tempo que não faço isso, devo ser o pior"

"Aposto que não, tenho certeza que você me estraçalharia, vamos qualquer dia desses ao parque jogar?"

"Eu acho que não posso, mas vou... Pensar" A resposta de Luhan não passou muita confiança, mas era um avanço, pelo menos alguma hora corgitaria a ida.

Com isso, Sehun terminou o seu trabalho com os curativos e foi à cozinha em busca de gelo para colocar no olho do outro. Separou os cubinhos, colocou em um saco plástico, dando um nó e depois enrolou em um pano, como uma trouxinha. Voltou para a sala, se aproximou do rosto de Luhan e colocou em seu olho o gelo, era a primeira vez que ficavam tão próximos, o olho não machucado olhava diretamente nos olhos de Sehun, brilhante e lindo.

"Aí" Luhan reclamou da dor e ficou insistindo para tirar o gelo, Sehun começou a falar porque aquilo deveria ser feito e que não tiraria.

Após 20 minutos de compressa Sehun tirou o gelo, vendo a região do machucado um pouco melhor, após isso, retornou a cozinha para jogar o restante do gelo fora e ao banheiro para jogar o pano em qualquer canto e depois lavar.

Luhan continuava sentado na sala, sério e calado.

"Quer comer alguma coisa?"

"Não, eu vou para a minha casa"

"Já? Fique mais um pouco"

"Sehun, já fiquei o bastante aqui, preciso fazer as coisas em casa"

"Tudo bem"

Luhan se dirigiu a porta e Sehun a abriu, quando o outro ia saindo Sehun lembrou de algo importante.

"Ei, qual sua cor favorita?"

Luhan virou, olhou para Sehun, procurando vestígios de zombação, mas ele estava sério.

"Lilás"

Retornando ao seu caminho e entrando no apartamento 445.

Sehun sorriu pequeno e foi para seu quarto com as flores do do dia seguinte em mente, além do mais, não se tem como conhecer alguém se nem se quer sabe da sua cor preferida. Com aquele pequeno momento sentiu que poderia fazer Luhan confiar nele.

Começou a pensar no quanto Luhan deveria desgostar de si mesmo pela forma que falava, talvez uma hidratação nos cabelos desse um "up" na auto-estima, tentaria algo novo.



Luhan estava sentado na cama, com as costas apoiadas na parede e as pernas suspensas, fazendo a leitura de um livro que havia encontrado entocado em suas coisas enquanto limpava o quarto, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, lembrou-se que tinha por volta de 17 anos quando começou a acompanhar a saga, era completamente fissurado. Esse pensamento fez Luhan sorrir em nostalgia. Era engraçado a forma que Percy era lerdo, porém forte e não seria nada sem seus amigos, principalmente Annabeth, a inteligente filha de Atena. Lembrou que na época se dizia filho da deusa também, mas claramente era um idiota, talvez se realmente fosse filho dela não chegaria a essa situação atual, seria forte, com estratégias e inteligente, mas não passava de um cara burro e fracote, que só propaga problemas para todos a sua volta. Luhan se sentia um problema. O fato de não conseguir nem se quer ler um livro infanto-juvenil e se sentir para baixo era frustrante.

Continua olhando para o livro, mas sem realmente lê-lo, foi despertado de seu transe por passos dentro do quarto.

"O que está fazendo?", Era Yixing.

"Lendo um pouco"

"Que livro é esse? Onde conseguiu?"

"Eu o tenho a anos, desde adolescente. É o primeiro de uma saga sobre semideuses"

"Isso é uma bobagem, não deveria perder seu tempo lendo isso"

Quem era Yixing para dizer a Luhan o que era bobagem ou não para ler?

O seu namorado...?

Mas o relacionamento deles não deveria se estender a coisas tão pessoais quanto gosto por livros.

"Amor, você sabe que sempre gostei, até me deu um, lembra? O sangue do Olimpo... Fazem uns 4 anos"

"Hã... Acho que lembro, mas não leia mais essas coisas, eu não gosto"

"Mas Yixing, os livros são meus e eu irei lê-los o quanto quiser", em um rompante de coragem, Luhan soltou sua voz, mas logo em seguida de arrependeu de sua atitude.

Yixing enfurecido subiu na cama e puxou o livro de suas mãos, levantou o objeto e começou a rasgar página por página, à frente dos olhos de Luhan, fazendo brotar pequenas lágrimas no canto dos olhos e um desespero interno. Para algumas pessoas poderia ser só um livro, mas aquilo fazia parte da vida de Luhan, aquilo era uma parte dele, sendo rasgada, aos pedacinhos, quando tudo estava destruído o bastante para Yixing ele pegou uma sacola plástica, colocou o bolo de papel dentro dele e o jogou do chão, durante todo esse processo Luhan se mantinha sentado e calado, com medo do que poderia vir a seguir, ele voltou com um isqueiro e tocou fogo na sacola com os restos de papel, em seguida apagando para não haver perigo de causar um incêndio. Feito isso, Yixing se voltou para Luhan, se aproximou dele, sorriu pequeno e sussurrou "Se tivesse me obedecido, seu livrinho poderia estar intacto, uma pena, não?"

Luhan permanecia imóvel com lágrimas rolando por seu rosto.

"Deveria fazer suas obrigações ao invés de matar tempo lendo, isso não é importante, por que está com essa cara?"

"Eu estou bem" Luhan respondeu baixinho

Yixing olhou mais um pouco para ele e depositou um selinho em seus lábios, logo depois se retirando do cômodo e saindo do apartamento, provavelmente viraria a noite bebendo.

Luhan se levantou devagar, o corpo tremendo, se jogou no chão e engatinhou até as cinzas do seu amado livro, chorando perto delas, pouco se importando se queimaria as mãos, nada doía mais que seu coração. Que tipo de amor é esse que Yixing nutria por ele? Amor não deveria machucar tanto, certo?

Adormeceu sobre as cinzas e só acordou após algumas horas, um tanto desorientado, sua cabeça latejava, foi em direção a luz do quarto e constatou que Yixing não voltaria tão cedo.

Se dirigiu ao banheiro, sua imagem refletida no espelho estava péssima, com os olhos vermelhos algumas cinzas pelo corpo, precisava de um bom banho. Tirou as roupas devagar e ligou o chuveiro, banhos parecem os piores lugares para pessoas melancólicas, a água batendo em sua cabeça e caindo para o restante do corpo o fez pensar em tudo que estava passando, era um turbilhão de sentimentos e pensamento, encostou a cabeça na parede a frente e começou a chorar alto, como se pedisse para alguém ouvir seu pranto e ajudá-lo. Porém como um tapa em sua face pensou no quanto precisava de Yixing, ele era o único que o aceitava, da maneira torta dele, ele já lhe disse outras vezes "você nunca conseguirá encontrar alguém como eu", Luhan era ciente de que nunca conseguiria ninguém, ele só tinha Yixing, o único que se importava.

A mente de Luhan era confusa
Os sentimentos eram deturpados
Mas os olhos, Ah, os olhos... Só refletiam desespero.

Saiu do banheiro com a toalha enrolada no corpo, e começou a se enxugar devagar, lembrando-se do cuidado de Sehun para com seus machucados, poderia até dizer que foi uma atitude carinhosa, mesmo que desconfiasse do mais alto.



Yixing só voltou quando o dia já havia amanhecido, por incrível que pareça, não estava bêbado, apenas um tanto bagunçado.

"Não vai trabalhar hoje?" Luhan perguntou baixinho.

"Não, hoje é sábado, não sabe nem mais os dias da semana?"

"Hã... Não tenho tantos meios de comunicação disponíveis por aqui, acabo ficando meio perdido"

"Mas você não precisa dessas coisas, eu estou aqui"

Com essa fala de Yixing, Luhan sorriu pequeno e balançou a cabeça em conformação.

"Vou comprar o nosso café", falou já se dirigindo a porta.

"Não, deixe que eu compro" Yixing aparentava estar muito bonzinho para o gosto de Luhan.

"Não, eu sempre compro deixe-me ir"
Abriu a porta com rapidez e a fechou, dando de cara com algumas orquídeas em sua porta, péssimo dia e hora para ganhar flores.

Yixing imediatamente abriu a porta, ao mesmo tempo que Sehun estava saindo do apartamento 444.

Foi como se faiscassem os olhos de ambos os lados quando se encontraram.

Sehun odiava Yixing por tudo que fazia à Luhan.
Yixing odiava Sehun, porque por algum motivo o via como uma ameaça, ele morava muito próximo para seu gosto.

Luhan estava entre o fogo cruzado, com os olhos arregalados, aproveitando o momento de distração, retirou o papel entre os caules e o enfiou dentro do short, preso em sua cintura, pelo elástico do cós.

"Bom dia, vizinhos", Sehun falou de forma polida.

Não houve resposta.

Acabou por se retirar do corredor, pedindo licença e se curvando levemente.

Yixing olhou de Luhan para as flores e o puxou de volta para dentro.

"O que pensa estar fazendo?", perguntou de forma alterada.

"Eu não fiz nada" Luhan respondeu em desespero.

"O que isso significa?"

"Nada, eu só pedi algumas orquídeas a Sehun, porque ele trabalha em uma floricultura e nunca as encontrei na que vou" Luhan poderia estar pisando feio na bola, mas possuía uma leve lembrança de que o mais novo trabalhava com algo relacionado a plantas.

Yixing pareceu se acalmar.

"Da próxima vez que precisar de algo, me peça, eu compro, você não precisa ficar saindo de casa"

"Tudo bem", Luhan respondeu com a cabeça baixa.

"Ei, eu só quero o seu bem"

Ao falar isso, Yixing levantou o rosto de Luhan pelo queixo e o beijou.

Era um beijo seco, sem sentido, sem sentimentos, não causava borboletas no estômago ou vontade de continuar, era algo simplesmente por obrigação, esse era o sentimento, de obrigação.

Yixing foi descendo as mãos pelo corpo de Luhan e este gelou. O papel. De novo, um maldito papel.

Luhan apartou o beijo e se afastou um pouco dizendo que procuraria algo na cozinha para comerem.

"Não, não precisa"

"Eu estou com fome, depois continuamos"

Yixing diminuiu o aperto e Luhan aproveitou para se soltar e correu, se trancando no banheiro.

Tirou o papel, seu coração batendo rápido com o perigo que estava se inserindo.

Você disse que gostava de lilás, nada mais justo do que flores dessa cor, tão lindas quanto você.

Luhan rolou os olhos ao ler a última parte, Sehun era impossível.

Pegou o papel, abriu o vaso sanitário e o jogou lá, dando descarga e vendo aquelas palavras simples irem embora. Por um instante a cabeça de Luhan melhorou da dor e uma sensação diferente tomou o seu interior, talvez aquilo fosse conforto. Porém não durou tanto, Yixing bateu a porta e o corpo de Luhan estremeceu com a mudança abrupta de sentimentos.

"Lu? O que está fazendo trancado aí?"

"Eu só estava... precisando vir ao banheiro", falou ja abrindo a porta e indo em direção a cozinha.

Yixing o observava com os cantos dos olhos, Luhan parecia estranho esses últimos dias, mas esperava que não notasse as flores no lixo.



Sehun realmente trabalhava em uma floricultura e estava com o coração pesado, pensando em como Luhan ficou sozinho com Yixing. Era engraçado pensar em como alguém fica sozinho mesmo estando acompanhado. Seria engraçado se não fosse trágico.

Começou a olhar uma rosa vermelha, tão linda, enquanto pensava em Luhan.

Despertou dos seus devaneios quando um cliente chegou, ainda precisava cumprir com suas obrigações, mas estava decidido de que na volta passaria em um supermercado para comprar produtos capilares e tintas, Luhan teria uma supresa no dia seguinte.

Perto do anoitecer foi dispensado, e foi em disparada atrás das coisas que precisava para realizar seu plano. Tinha prateleira com várias tonalidades de tintas para cabelo. Luhan gostaria de um cabelo azul? Lilás, quem sabe? Ou poderia apostar em um simples preto azulado, nada muito ousado. Procurou um bom creme de hidratação e passou tudo no caixa.

Retornou para o prédio.

Quando chegou no corredor, foi como se toda aquela alegria e sensação boa desaparecesse, estava tudo escuro e silencioso, como Luhan deveria estar?

Olhou por pouco tempo para o apartamento de seus vizinhos e depois se voltou para o seu, olhando os números não mais tão dourados "444", por alguma razão sentia que aqueles números eram importantes.

Adentrou sua moradia e começou a planejar como faria no dia seguinte, não seria fácil.


Notas Finais


Coisas aparentemente pequenas podem ser estopins, fiquem de olho.

Se alguém tenta controlar o que vc pode ou não fazer/ler, cuidado! Você não é propriedade de ninguém.

Notem que o Luhan é uma pessoa quebrada e bem desconfiada.

O Sehun não tem nenhuma outra intenção além a de ajudar Luhan.

O que acham que significa o número 444? Quero palpites.

Até domingo <3


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