História Apartamento apertado - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance
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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Uma visita


Eu e a minha irmã saímos de casa e pegamos um ônibus para ir ao hospital.

Recepcionista: Boa tarde, como posso ajuda-los?

Bruno: Viemos visitar Lucy de Oliveira.

Aline: Quarto 416.

Recepcionista: Ah sim, vocês são os filhos dela, certo?

Bruno: Sim.

Recepcionista: O elevador é ali a direita.

Bruno: Obrigado.

Vamos até o elevador e selecionamos o sétimo andar, que é onde ficam os quartos. Quando chegamos vamos até o quarto dela. Antes de entrar bato na porta.

Lucy: Pode entrar.

Eu abro a porta, minha mãe estava sentada em uma cadeira perto da janela, tenho medo que um dia ela pule dessa janela.

Lucy: Bom ver que os meus filhos se lembram da minha existência.

Aline: Mãe, não fala assim.

Bruno: Só estávamos ocupados demais para poder vir.

Minha irmã olha para mim como se eu tivesse acabado de xingar a nossa mãe.

Lucy: Só estou brincando um pouco com vocês. Sentem-se por favor.

Minha irmã senta na ponta da cama enquanto eu sento na cadeira em frente a cadeira da minha mãe, ela me encararam por alguns segundos.

Lucy: Você se parece tanto com o seu pai.

Eu fecho a cara.

Bruno: Como se isso fosse um elogio.

Lucy: Não fale assim, afinal seu pai era muito bonito antes...

Ela não termina a frase, apesar de tudo que ele fez a ela, ela ainda o ama. Não entendo isso.

Lucy: Mas não vamos conversar sobre isso, quais são as novidades?

Aline: Uma nova garota veio morar com a gente recentemente e o Bruno já está namorando ela.

Minha mãe me encararam com um brilho nos olhos, normalmente não é esse tipo de notícia que ela ouve.

Bruno: Não estamos namorando, apenas almoçamos juntos.

Lucy: Mas esse é o primeiro passo para um relacionamento, quer dizer, um dos primeiros.

Uma enfermeira entra no quarto trazendo comida para minha mãe, minha mãe fica rígida na cadeira como se tivesse visto um fantasma, depois qua a enfermeira vai embora, ela se acalma.

Foi isso que meu pai fez a ela. Ela ficou paranóica, desconfia de todos, antes era pior, ela costumava atirar coisas nas enfermeiras quando elas apareciam assim sem bater.

Apesar de ser culpa dele ela estar aqui, me sinto culpado, sempre me senti.

Aline: Mãe, você está bem?

Lucy: Estou bem querida, só tomei um leve susto.

Não foi só um leve susto, acho que ela tem medo que um dia ele atravesse aquela porta e venha pegá-la.

Lucy: Vocês visitaram ele como eu pedi?

Aline: Sim.

Temos que visitar o túmulo do meu pai pela minha mãe, infelizmente.

Lucy: Ótimo, vocês estão bem? Em relação a aquilo?

Aline: Mais ou menos, Bruno anda tendo pesadelos com ele.

Lucy: Verdade?

Bruno: Não é nada sério.

Aline: Você grita enquanto dorme.

Bruno: Grande coisa!

Lucy: Isso é sério Bruno, tem certeza que não quer conversar sobre isso?

Bruno: Não mãe é sério, estou bem.

Lucy: Posso estar em um hospital, mas isso não quer dizer que eu parei de ser sua mãe ou que parei de me importar com você. Pode me contar.

Penso um pouco, não sei se estou preparado para conversar sobre ele de novo.

Ao ver que eu não consigo responder minha mãe fala:

Lucy: Tudo bem se não quiser contar agora, mas não segure isso em você, talvez você possa acabar fazendo algo que você se arrependa depois.

Olho rapidamente para os braços da minha mãe, ela se cortava para aliviar toda a pressão que ela sentia, pois ela não podia dividir com a gente, éramos apenas crianças.

Bruno: Ok.

Depois disso a conversa foi para um rumo mais calmo, para onde o assunto da conversa não era ele.

No final da tarde nos despedimos de nossa mãe e voltamos para o apartamento.

Depois disso ainda tenho que trabalhar antes de simplesmente deitar na cama e tentar dormir.

Eu trabalho em um bar, o que é irônico pois odeio bebida alcoólica, eu trabalho desde o final da tarde até de noite, não estava indo trabalhar antes pois o dono do bar teve uns problemas de saúde e teve que fechar temporariamente, agora que ele está melhor tenho que ir trabalhar.




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