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História Apartamento de cima (OneShot - Jungkook - BTS) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa estória foi baseada na música "Must have been the wind", então se puderem ler com a música para deixar ainda mais emocionante e vocês entrarem mais ainda no clima dessa OneShot, irei deixar o link da música nas notas finais! 🎶🎶

A estória não tem partes +18, coloquei apenas caso tenha algo inapropriado, não ser removida.

Tudo será contado apenas na visão de Jungkook, que tem 24 anos e a S/N tem 21.

✓ Não favorite a fanfic por favoritar, favorite se gostou da história ou se irá ler, pois é bem chato ver muitos favoritos e poucas pessoas lendo.

✓ Sempre que terminar de ler um capítulo comente o que achou ou diga sua opinião sobre o que você acha que vai acontecer, isso me motiva a continuar escrevendo e também eu irei saber se vocês estão gostando, amo ler comentários.

✓ Críticas construtivas são sempre bem vindas e me desculpem por qualquer erro ortográfico!

✓ Essa história foi criada com muito carinho, por favor dêem amor a ela ❤️

~ Boa leitura!

Capítulo 1 - Foi só o vento! (Cap único)


Fanfic / Fanfiction Apartamento de cima (OneShot - Jungkook - BTS) - Capítulo 1 - Foi só o vento! (Cap único)

P.O.V's Jungkook

New Jersey, EUA

Sexta-feira,  20:17  p.m.


— Isso tá horrível Jungkook! - gritou Taehyung pela milésima vez comigo hoje - você nunca acerta as notas e a melodia não está encaixando com a música!

Estávamos em mais um ensaio da banda, eu era o guitarrista e por isso minha posição era bem importante, tanto na banda quanto na própria música, se algo desse errado nas notas da guitarra a música ficava horrível, eu sabia bem disso mas ele não precisava me corrigir a cada segundo. Isso me estressava e eu acabava fazendo de qualquer jeito depois, só por rancor. Sim, isso é bem infantil, mas não aguento mais ouvir reclamações hoje, foi o dia todo assim e comigo.

— Se não está gostando vem aqui e faz melhor! - esbravejo sem ao menos pensar e logo me arrependo sentindo o olhar furioso do hyung sobre mim.

— É o seguinte Jungkook, eu sou o líder dessa banda e por isso tenho muitas coisas mais importantes do que ficar ajeitando erros dos outros! Então, ou você melhora isso...ou eu te tiro da banda!

Fico parado no mesmo lugar sem reação alguma vendo o mesmo se afastar bufando de raiva para perto do dono do bar onde estávamos. Amanhã iríamos fazer um mini show no BeerPub já que Kim ficou quase uma semana insistindo no ouvido do cara que ele não iria se arrepender de nos ver tocar, mas aparentemente eu não estou contribuindo para isso.

— Não liga pra ele cara - senti as mãos pesadas de Namjoon no meu ombro - vocês dois só estão cansados, já são oito da noite e estamos aqui a horas ensaiando, melhor você ir pra casa descansar, nós cuidamos de tudo por aqui

— Acho que to precisando mesmo relaxar...valeu hyung! - lhe dou um toquinho na mão recebendo um sorriso acolhedor do mais velho.

As vezes eu acho que Namjoon quem deveria ser o líder da banda, ele sempre foi mais maduro e compreensivo com todos, diferente de Taehyung que só sabe gritar quando erramos alguma coisa. Tiro a alça que segurava a guitarra de mim e desconecto o cabo da mesmo, pego sua capa e a coloco dentro fechando o zíper, retiro meu casaco que estava amarrado na cintura e o coloco já que lá fora estava bem frio, ponho uma das alças da capa no ombro e me despeço de todos da banda, inclusive de Taehyung que acenou com a cabeça minimamente e já desviou o olhar. Ele as vezes é tão cabeça dura, mas sei que só está tentando nos ajudar.

Abro a porta do bar ouvindo o sininho e saio do local colocando as mãos no bolso do casaco. Ando de cabeça baixa pela rua movimentada de New Jersey sentindo meus músculos se contraírem pelo frio. Estávamos entrando na época de inverno, então provavelmente daqui uns dias começaria a nevar bem forte como todos os anos. Depois de um tempo, avisto o pequeno prédio de seis andares onde morava, tiro o molho de chaves do bolso para abrir o portão. Passo pelo mesmo e sigo um caminho mal feito até a porta de entrada do prédio, subo as escadas até o terceiro andar onde era meu apartamento _sim, tinha elevador, mas eu gostava de fazer alguns exercícios no dia, como subir e descer as escadas do meu prédio_.

Abro a porta do meu apartamento e a fecho logo em seguida, deixo as chaves pendurada em um ganchinho perto da porta e tiro a guitarra das costas colocando-a na poltrona. Minha residência não era muito grande _um quarto, uma cozinha, um banheiro, uma sala e uma pequena varanda na sala_ mas era bom para um homem jovem e solteiro morar. Tiro também meu casaco o jogando no sofá de dois lugares e estico meus braços para cima me alongando enquanto caminho até a cozinha para preparar algo para comer. Olho dentro da geladeira e tinha apenas ovos e manteiga, além de um leite vencido, vou até os armários e encontro pão e miojo. Eu definitivamente precisava fazer compras. Essa correria toda de ir ensaiar o dia inteiro com a banda acabo por comer fora e esqueço de comprar comida pra quando estou aqui. Pego um pacote de miojo e uma panela, coloco água na mesma e espero ferver para colocar o miojo e o tempero que vinha junto. Enquanto ficava pronto vou até o banheiro e tomo um banho rápido apenas para tirar o suor e relaxar o músculo tenso. Acabo tudo e enrolo uma toalha na cintura caminhando até meu quarto para pegar uma roupa quente e confortável. Volto para cozinha e vejo meu miojo já pronto, coloco em um prato e me sento no pequeno balcão para poder comer. As vezes ficar sozinho é muitos relaxante mas outras vezes é tão solitário, gostaria de ter alguém comigo para conversar ou apenas fazer companhia.

Tirei esses pensamentos da cabeça e voltei a comer o macarrão instantâneo antes que esfriasse. A noite estava bem bonita, o céu repleto de estrelas brilhantes e o vento frio entrava por um greta da porta da varanda. Passo as mãos pelos braços para tentar amenizar os arrepios que meu corpo dava e finalmente termino de comer toda a comida, vou até a pia e lav o toda a louça que sujei, não estava nem um pouco afim de arrumar isso depois, guardo tudo no lugar e caminho em direção ao quarto. A casa estava mais fria que o normal, talvez passar tanto tempo fora dela tenha a deixado com um ar de abandono ou coisa do tipo, as vezes parece que estou em um ligar desconhecido ou até mesmo conhecido só que não me sinto confortável, por isso sempre saio para beber ou tocar com a banda.

Vou até meu quarto e logo caio na cama de qualquer jeito, meu corpo doía e meus dedos latejavam por ter ficado o dia inteiro tocando. Eram quase onze horas quando o sono começou a aparecer, eu mexia e remexia na cama na tentativa de achar uma posição boa o suficiente para conseguir dormir tranquilamente, mas parecia impossível.

— Saco! - resmungo me cobrindo com a coberta.

Depois de mais meia hora de resmungos e posições diferentes finalmente consigo achar um lugar bom, sinto minhas pálpebras pesarem e o sono começou a tomar conta do meu corpo. Mas fui tirado do meu tão esperado descanso quando ouço um barulho estranho no andar de cima, parecia algo como vidro se quebrando.

— O que foi isso? - retiro a coberta e desço da cama nem me importando com o calçado, vou até a janela aberta e olho para cima, mas parecia não haver nada de errado - devo estar escutando coisas

Volto pra cama e dessa vez enfio a cara no travesseiro que cheirava a amaciante, porém o som não saía da minha cabeça. Lembro-me que quem mora nesse apartamento era uma garota estrangeira, um pouco mais nova do que eu. Acho que nossa conversa mais longa foi quando ela me pediu licença pra colocar o lixo na caçamba.

 As paredes do antigo prédio eram extremamente finas e onde morava quase não passava carro, o que me possibilitou ouvir uma voz feminina resmungando coisas sem sentido com uma voz chorosa. Algo me dizia que tinha acontecido alguma coisa mais séria e com esses pensamentos acabei ficando mais preocupado do que deveria, nem o sono apareceu novamente.

— Não acredito que vou mesmo fazer isso...

Levanto-me da cama mais uma vez calçando um sapato, como já estava de moletom não me preocupei em pegar algum casaco. Saio do meu apartamento e dessa vez pego o elevador até o quarto andar, meu apartamento era o 36, então tento achar o número 46 pendurados na porta, o que não foi muito difícil já que o condomínio é bem pequeno. 

Eram quase meia noite e eu estava parado em frente ao apartamento da minha vizinha apenas para ver se tinha acontecido alguma coisa, respirei fundo e finalmente tomei coragem de bater em sua porta, poucos minutos se passaram até ver a porta se arrastar lentamente revelando a garota que quase nunca via por aqui. Ela também estava de moletom, mas o mesmo se fechava até o pescoço, seus olhos estavam com pequenas bolsinhas em baixo e pareciam distantes, suas bochechas e a ponta de seu nariz tinham uma coloração rosada, parecia estar chorando.

— Desculpa encomodar mas...eu ouvi uns barulhos estranhos aqui e só queria saber se está tudo bem - digo tentando ser o mais simpático possível vendo a garota morder seu lábio inferior desviando o olhar para baixo antes de me responder.

— Eu acho que seus ouvidos estão brincando com você - ela volta seu olhar ao meu - obrigada por se importar, senhor, é muito gentil da sua parte - sorriu minimamente - gostaria de poder falar sobre o barulho, mas eu não ouvi nada...

— Tem certeza? - insisto não acreditando muito no que disserá.

— Bom... isso deve ter sido o vento! 



×××



Sábado, 10:03 a.m.


 — Até que enfim chegou - nem havia entrado direito no BeerPub quando ouço a voz grossa de Taehyung se ecoar pelo lugar - quase estávamos começando sem você

— Foi mal, o despertador não estava programado - uma pequena mentira, já que eu não havia conseguido dormir depois de falar com a minha vizinha na noite anterior - já vão abrir? - pergunto me referindo ao bar.

— Sim, só estávamos esperando você - Yoongi, o tecladista, responde estralando os dedos.

— E como você já chegou, vão para o seus lugares que iremos começar a chamar a freguesia! - todos seguiram o que Taehyung mandou, inclusive eu, que caminhei até o pequeno palco retirando a guitarra das costas e a preparando para que nada saía errado.

Depois de um longo tempo se espera, as pessoas começaram a aparecer e assim demos início ao nosso show. Tentava me concentrar apenas nas músicas mas meus pensamentos toda hora voltavam até a garota, será que ela está bem? Será que aconteceu algo ontem a noite? Porque estou me preocupando tanto? ...essas com certeza eram as perguntas que mais fazia a mim mesmo.

Já eram quase três da tarde quando finalmente paramos de tocar, o clima estava começando a esfriar então as pessoas preferiam ficar em suas casas. O dono do BeerPub nos pagou uma bebida pelo nosso esforço, confesso que fizemos um bom trabalho hoje, entregou uma quantia exata de dinheiro para cada um devido ao show e logo nos dispensou. Aproveitei que ainda estava cedo para passar no supermercado e fazer uma compra do mês, voltei para minha casa cheio de sacolas, as quais coloquei em cima do balcão na cozinha, para poder separar cada item e arrumar em seu devido lugar.

— Acabei - suspiro passando o dorso da mão na testa.

Após terminar de arrumar tudo, vou até meu quarto e apenas me deito no chão de concreto gélido, eu simplesmente não conseguia me livrar daquela sensação. Eu não queria me intrometer em sua vida, até porque não tinha todos os fatos concretos, mas não aguento a ideia de deixá-la sozinha.

Estava decidido.

Levantei-me do chão e caminhei pelo mesmo caminho de ontem a noite até chegar no quarto andar. Parei em frente a sua porta e dei três batidas na mesma, esperei um tempo até a mesma ser aberta e novamente tive a visão da minha vizinha usando roupas largas e com o mesmo olhar abatido.

— Você? - sua voz saía mais como um sussurro doce.

— Desculpa incomodar, de novo, mas é que eu queria ter certeza de que está tudo certo, não me leve a mal mas...o que você disse ontem não me convenceu nenhum pouco - confesso vendo o rosto da mais nova corar levemente - não estou dizendo que é mentirosa nem nada, eu quem não deveria estar me intrometendo na sua vida e - me interrompeu.

— Não pensei nada de ruim sobre você - sorriu docemente, ah..sem dúvidas eu gostaria de ver esse sorriso com mais frequência - ontem eu estava vendo Tv um pouco alto, pode ser que você tenha ouvido um barulho de vidro de lá e se confundiu

— É...pode ser que sim - forço um sorriso mínimo para não demonstrar mais desconfiança, era nítido que ela não queria contar sobre o que estava acontecendo, talvez por eu ser um desconhecido ou por ser algo pessoal, mas eu só queria ajudar e assim fica meio difícil.

— Você - pigarreia - gostaria de entrar? 

— Se não for encomodo - a garota nega e logo me dá espaço para entrar.

Seu apartamento era do mesmo tamanho que o meu, mas definitivamente era mais organizado. As paredes eram todas brancas sem nenhum quadro ou relógios, havia poucos móveis, apenas o necessário para se viver digamos assim, tudo bem arrumado e limpo. Olho para o raque onde ficava sua Tv e percebo um vaso de planta rachado ao meio, parecia ser recente.

— O que houve com o vaso? 

— Ah o vaso - a garota gagueja meio desconfortável mas acaba responde - eu estava limpando a casa a sem querer esbarrei nele, tentei consertar mas não ficou muito bom... quer algo pra beber? - muda de assunto rapidamente.

— Um copo d'água - ela concorda brevemente e gira os calcanhares indo até a cozinha mas a chamo antes dela entrar no outro cômodo - como é seu nome mesmo?

— É S/N, e você é? 

— Jungkook, Jeon Jungkook, seu vizinho de baixo - sorrio sendo retribuído pela mesma que logo trata de ir pegar minha água. Eu definitivamente gostaria de ver esse sorriso o tempo inteiro - você mora sozinha? - pergunto assim que S/N volta com minha água em mãos.

— Eu moro com meu namorado - desvia o olhar se sentando no sofá, faço o mesmo ao seu lado.

— E porque ele não está aqui? - sim, sou enxerido mesmo, mas queria saber mais sobre sua vida "secreta".

— Ele... ele está... trabalhando, isso, ele tá trabalhando agora e volta bem tarde 

Suas mãos ficaram inquietas e aparentemente suadas já que a mesma não parava de passa-las pela calça. Acho que isso era o suficiente para mim, não posso tomar conclusões precipitadas.

— Você trabalha? - mudo de assunto vendo seu desconforto nítido.

— Não, eu mandei currículo em alguns lugares mas até hoje nada, e você? Faz algo?

— Emprego fixo não, mas toco em uma banda em alguns bares ou festas - tomo um gole do líquido vendo a expressão da garota mudar pra surpresa - o que? Não tenho cara de que toco bem? 

— Deixa de ser bobo, não é nada disso, só não imaginei que essa seria sua vibe...na real, você tem muita cara de advogado! - rimos de seu comentário - mas toca o que?

— Guitarra, quem sabe um dia eu não possa tocar alguma música pra você! - seu rosto ganha uma coloração avermelhada e um sorriso tímido brota em seus lábios e eu me faço de indiferente, lhe provocar com certeza seria meu mais novo hobi.



×××



Terça-feira, 01:45 a.m.


Dois dias se passaram depois da nossa pequena conversa. Nós ficamos mais próximos e nisso percebi que ela é uma garota super interessante, além de ser linda e inteligente. A única coisa que me incomoda é ver seu namorado. As vezes chegava cedo dos ensaios e via o mesmo gritando com S/N bem no portão do condomínio, parecia que iria até bater nela alí mesmo e isso só comprova minha teoria de que ela está em um relacionamento abusivo e tóxico. O que eu mais queria agora era me livrar desse cara e mostrar a ela o lado bom da vida, onde não precisa se esconder e nem lidar com os problemas sozinha.

Meus pensamentos são cortados após ouvir sons parecidos com choro. Eu sabia que era dela, sabia que estava passando por algo ruim e ela sabia que eu estava a escutando, mas mesmo assim se sentiu a vontade o bastante para poder chorar sem se preocupar se vou ou não julga-la. 

Já não aguentando essa situação, pego meu celular e conecto por um cabo no amplificador da minha guitarra, aponto o mesmo para o teto e clico na música "Lean on me", só para que ela saiba que pode se apoiar em mim, e quando ouvir essas palavras, espero que ela saiba que ficará bem. Apesar da música um pouco alta, não escuto mais seu choro. Ela pode ter ficado envergonhada ou apenas tenha se sentido melhor e isso era o suficiente para mim.

Desligo a música na mesma hora que a campainha toca, acho estranho alguém aparecer aqui a essa hora da noite mas dou de ombros e vou até a porta de entrada destravando e abrindo a mesma.

— O que faz aqui? - pergunto para a garota que não diz nada apenas me surpreende com um abraço apertado que logo retribuo ainda mais forte - aconteceu algo? - eu sabia que tinha acontecido, mas queria que ela me dissesse, queria que ela confiasse em mim.

— Só quero ficar abraçasa com você, posso? - concordo afundando o rosto em seus cabelos que tinham um cheiro doce de flores. Minhas mãos suavam e meu estômago parecia embrulhar com toda essa aproximação, não sei o que é, mas não é ruim.

— Vem comigo - saio do abraço fechando a porta, pego em sua mão e a levo até a cozinha onde preparo um café para nós dois.

— Sua casa é bem bonita - ela passava o olhar por cada canto do apartamento.

— Não precisa ser gentil sempre, isso aqui tá uma zona - rimos levemente.

— Mas não estou mentindo, parece estranho, mas me sinto confortável aqui ou... esquece 

— Começou agora fala! - lhe entrego a xícara já com café fresco.

— Acho que me sinto bem perto de você - seus bochechas ficam rosadas assim que termina a frase, ela é tão fofa.

— Então se é assim, você é sempre bem vinda aqui, pode ficar uma ou duas horas se quiser... se precisar de um amigo - me aproximo encarando o fundo dos seus olhos.

— Não precisa fazer nada disso, sei que não se importa de verdade - corto a mesma na hora.

— Quando vai entender que não estou brincando com você? Que me importo de verdade contigo e que quero ajudar e te ver bem? - suspiro passando a mão pelo cabelo.

— Me desculpa, é que ninguém nunca quis me ajudar desse jeito, só não estou acostumada - andamos até a varanda do apartamento.

Olhavamos o céu cheio de estrelas, era uma noite normal, chata até, mas se tornou especial assim que ela passou por minha porta.

— Vamos fazer o seguinte - viro para mesma que já me encarava - sei que não quer tocar no assunto, então nós podemos falar sobre o barulho quando estiver pronta, mas até lá eu digo: "isso deve ter sido o vento"...o que acha?

Não precisei de resposta em palavras, apenas seu grande e sincero sorriso já me dizia tudo que precisava. Eu sei que um dia ela irá me contar e eu vou esperar esse dia, e quando ele chegar, estarei aqui para ela e finalmente concertar todo esse vidro quebrado que um dia colocou-me na sua história.


The End


Notas Finais




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