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História Apenas 50 dias (FACK version) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa história, apesar de ter uma ótima intenção, ela pode dar gatilhos sobre suicídio e depressão!

Então, se por acaso acontecer, pode me chamar no privado para conversar ou ligar para 188 que é o Centro de Valorização a Vida.

Espero que essa obra lhe ajude, assim como para mim, a ter mais motivação para viver ❤

Capítulo 1 - Prólogo: Baleias.


Fanfic / Fanfiction Apenas 50 dias (FACK version) - Capítulo 1 - Prólogo: Baleias.

 

Xxxx-xxxx entrou no grupo Me acorde as 04:20 utilizando o convite


Desconhecido 1:
Olá novato. Nome, idade e o que te trás aqui?

Jack:
Meu nome é Jack Grazer e tenho 16 anos. Estou tentando planejar o meu suicídio, mas acho que não teria coragem de colocar em prática.

Desconhecido 1:
Acha que se tivesse alguém com você teria coragem? Esse grupo é especializado nisso.

Jack:
É bem provável que sim.. e eu preciso que seja o mais breve possível.

Desconhecido 1:
Se você tivesse aparecido antes eu poderia te ajudar...
Hoje mais cedo apareceu um garoto da mesma idade que a sua atrás de alguém para realizar tudo com ele.

Desconhecido 2:
Ele acabou saindo do grupo por falta de pessoas interessadas..

Jack:
Droga.. e agora? Vocês possuem alguma informação dele?

Desconhecido 1:
Ele só avisou que interessados eram para ir no edifício abandonado perto das docas amanhã às 4:20 da manhã.

Jack:
Ah okay, então me encontrarei com ele..
Obrigado.

Desconhecido 1:
De nada.
Tenha sorte na sua jornada para o infinito.

 

Xxxx-xxxx saiu

 


Após isso, Jack ficou pensando sobre o momento o dia inteiro. Ele deveria encontrar o garoto ou se digladiar por si só? A resposta veio próximo às 03:30 da manhã, quando saiu casa em direção às docas, esperando se encontrar com o tal menino.

Acabou não deixando nenhuma despedida a ninguém. Não achava necessário já que todos saberiam o real motivo de seu sumiço quando encontrasse seu corpo ao lado do corpo de um desconhecido qualquer. Ele também acreditava que um pedaço de papel não mudaria nada e que isso não iria diminuir a dor dele e nem de ninguém. O que queria que sua família e seus amigos soubessem acabou demonstrando enquanto esteve vivo então ninguém iria querer saber das mesmas coisas repetidas vezes em sua morte.

Seus olhos começaram a lacrimejar, mas não por tristeza. Era pela satisfação e a aceitação que já tinha sobre sua própria morte. Quando percebeu, já estava no local combinado, sentado na beirada do prédio, esperando ansiosamente pelo outro.

- Eu gosto da visão da praia que se tem daqui... numa determinada época dá pra ver as baleias... - Jack ouve uma voz vindo de trás de si.

Jack abriu um pequeno e superficial sorriso e somente olhou para o outro quando o mesmo sentou ao seu lado. Se surpreendeu em ainda ver um brilho no olhar alheio, apesar deste estar ali querendo o mesmo que si. Grazer já não sentia a faísca vital interna, era como se tivesse morrido aos poucos e esquecido de ser enterrado.

- Eu amo as baleias. Minhas favoritas são as azuis. Infelizmente, a única vez que vi uma foi quando uma encalhou aqui na praia. - O garoto desconhecido sorri, olhando para o céu ainda escuro.

- É verdade que elas encalham por que querem? Tipo.. um suicídio? - Jack também voltou seu olhar para o horizonte do mar e tentava acalmar seu coração. A vontade de se livrar de toda dor era quase desesperadora. Por ele, já tinha se jogado daquele edifício desde que chegou.

- Dizem que sim... Tem registros de baleias depressivas naqueles parques aquáticos com animais, porém ainda não se sabe cientificamente se elas ficam assim no mar. Mas tudo indica que sim, que algumas se encalham por que querem, principalmente aquelas que vivem em águas profundas, tipo as azuis que do nada aparecem em uma praia qualquer.

- E-eu acho que sou uma baleia pronta pra encalhar.. - Jack abaixa a cabeça e suspira enquanto balançava as pernas de modo ansioso.

- Eu posso lhe fazer dois pedidos antes da gente fazer tudo?

- A-acho que pode... - tentou sorrir mas aquela dor da existência o fazia só querer chorar.

- Primeiro: anda comigo na praia?

Grazer assente e levanta em seguida. Com isso, ambos vão em direção a praia, que era apenas uma rua de distância do edifício, de modo mais lento.
O garoto desconhecido fazia o possível para andar lado a lado de Jack enquanto atravessavam a última rua de diferença entre o prédio e a praia.

- Calma, respeito ao local. - O garoto diz, barrando o outro com o braço. - Os sapatos. Tire os sapatos. - O menino diz, tirando os próprios calçados.

- Ah sim, d-desculpe. - Jack recebeu aquilo como algo doloroso, como todos os outros comentários que recebeu naquela semana. Logo em seguida tirou seus tênis de modo um tanto aborrecido por ser tão sensível.

Depois disso, o outro o puxa pelo braço rapidamente até a beira do mar. Jack apenas se assusta com o gesto e quando percebe seus pés já estão na água fria.

- Acho que agora eu faço o segundo pedido né? - o outro ri.

- S-sim.. - Grazer abaixa a cabeça novamente focando em seus pés que afundavam na areia de modo gradual.

- Antes, fui perceber que nem sei seu nome...

- É Jack... quero dizer, Jack Grazer. - virou seu rosto em direção ao outro pela segunda vez somente. - E o seu..?

- Eu gosto do seu nome, J. - o outro sorri assim que diz o pequeno apelido que pensou ao garoto que era visivelmente mais baixo que si. - Meu nome é, Finn. Finn Wolfhard.

Pela primeira vez na semana, Grazer conseguiu sorrir de modo espontâneo, só por causa do apelido fofo vindo de um garoto que nunca havia visto naquela cidade.

- Seu sorriso é lindo como seu nome. - Finn diz pela primeira vez cruzando seus olhos com os olhos de Jack. Pouco tempo depois abaixa o olhar para os pés de ambos. - Eu deveria ter vindo de bermuda, minha calça está ficando toda ensopada.

Jack acaba abrindo mais o sorriso e sente algo em seu peito quando o outro olha em seus olhos. Acaba desviando quando Finn também o faz, sentindo seu rosto queimar.

- Sabe J, eu realmente queria perguntar seus motivos, mas eu acho isso pessoal demais. Portanto, queria que você me desse uma chance...

- C-chance? - suspirou e sentiu suas mãos tremerem. Odiava falar sobre isso com outras pessoas.

- Sabe, eu tentei suicídio há um ano naquele píer. - Aponta para um longo píer há alguns metros da onde eles estavam. Naquele píer específico havia uma pequena embarcação atracada. - Eu aproveitei o fato de não saber nadar com o de naquele ponto a água já ser funda demais para dar pé, então coloquei pedras e outras coisas pesadas dentro da minha mochila de acampamento e pulei dali. Para minha sorte ou azar, o dono daquele barco viu a cena e me salvou.

- E-eu já tentei outras vezes também, Finn.. - Jack não havia ignorado o que o outro lhe falou, mas se sentiu mais a vontade para falar sobre seu histórico também. - Acho que umas três antes dessa de hoje...

- Você sabe, as vezes parece que nada tem uma solução, não é? Como se uma nuvem de chuva não saísse de sua cabeça.

- M-mas realmente não têm solução, Finn.. - acabou deixando que suas lágrimas escorressem pelas bochechas. - E-eu já tentei praticamente de tudo e parece que essa dor não vai embora nunca...

- É nisso que eu quero uma chance, J... Eu quero uma chance de lhe mostrar o sol...

- E-eu já e-estou decidido, F-Finn. - Grazer tenta enxugar as lágrimas e não gaguejar muito. - E-eu não aguento mais.

- Eu quero 50 dias, apenas 50 dias para lhe ajudar e se não conseguir eu lhe acompanho para você ser uma baleia.

- O-okay.. - Jack acabou sorrindo com aquilo. Não sabia se era por alguém querer lhe ajudar ou por se sentir tentado em querer virar uma baleia no final dos 50 dias.

- Eu prometo que você não vai se arrepender. - Wolfhard, agora olhando para o mar, estende a mão para o lado em que Grazer estava.

 

Jack olha para o perfil de Finn estende sua mão também pegando a do outro, em seguida fecha os olhos tentando reunir toda sua fé em si.

 

 

 



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