História Apenas (a)normal - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 7
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Konnichiwa :3
Espero que gostem
Explicações rápidas:Gomenasai=Me desculpe, desculpa
Okonomiyaki=Panqueca japonesa
Tempura=Tira de legumes ou frutos do mar enrolados em massa fina e fritos em óleo fervente
Desculpem qualquer erro
Boa leitura ♡♤ :3

Capítulo 14 - Forever Monsters!


Fanfic / Fanfiction Apenas (a)normal - Capítulo 14 - Forever Monsters!

Estava chegando em casa ainda pensando, porque Kochihe falou comigo?

Tudo está ficando muito estranho.

Algo vai acontecer.

Mas, não é só esse o foco do meu pensamento, tenho certeza que conheço a Niara!

Não, não, não pode ser, caralho como eu sou tão cega???

ELA É A STARBLACK, ESTOU COM UMA ESTRELA NA MINHA CASA!!

Depois que sai do elevador estava indo em direção a minha porta ainda sem acreditar e talvez com raiva. Destranco a porta e ela está no sofá mexendo no celular.

-Porque, não me contou?

-Contei o que?

-Que, você é uma estrela talvez.

Ela acaba por engolir em seco.

-P-por favor, n-não conta pra ninguém!!

-Eu não vou contar. Mas porque não me disse? Algum doido poderia aparecer aqui se soubesse que você está na minha casa.

-Gomenasai, eu não queria contar pra ninguém porque eu só queria uma vida normal.

Ah Niara.

Mesmo que eu entenda os seus motivos afinal, um cantor tem que estar sempre parecendo Bem, sorrindo, fugindo de milhares de paparazzis, interagindo com milhares de pessoas, sendo também muito humilhados entre muitas e muitas outras bilhões de coisas parte do dia a dia normal de um cantor, não só de um cantor mas também de atores entre outras pessoas muito conhecidas, você não sabe o que é realmente almejar umq vida normal.

Talvez seja errado pensar isso mas, acho que almejo isso um pouco mais que você.

-Okay, calma não precisa se desculpar, sei o que é querer tentar uma vida normal se mudando pro mais longe das coisas q te prendem.

Ela olhou pra mim com um certo olhar de espanto e tristeza.

Sim, eu sabia o que era isso.

Talvez soubesse mais do que ninguém.

-Nos a, acho que realmente somos muito parecidas, nós duas queríamos fugir de coisas que nos amarraram.

Não, não somos tão iguais.

Só uma de nós conseguiu se livrar das amarras que nos prendiam.

Só você conseguiu.

Só você conseguiu.


Acabamos nos "entendendo" e dei as coisas pra ela arrumar sua cama, enquanto eu fazia o jantar.

Decidi fazer Okonomiyaki e Tempura de legumes.

Comemos, vemos tv, fomos tomar nossos banhos e fomos dormir.

*********************

Nem sempre eu tinha estado aqui.

Mas os monstros e o inferno sim.

Mesmo antes deles, essa terra já estava aqui. Aqui para aqueles que se perderiam nesta terra amaldiçoada.

Aqui para aqueles que perderiam suas identidades, aqui para aqueles que morreriam antes de seu tempo, antes de sua vida começar, aqui para aqueles que morreriam muito depois de sua realidade e velhice. Todos vieram de épocas diferentes, de vidas diferentes, porém uma coisa permaneceu igual em todos. 

Todos nós vivemos e viveríamos nos limites desse mundo imundo, podre, fétido e cruel.

Estive aqui por muito tempo para saber que eu não era a pecadora aqui, mais fui julgada por tais crimes. Talvez já estivesse na hora de eu agir como tal.

Eu lembrava.

Eu lembrava de tudo.

Mas, não sabia o que me aconteceu antes.

Mas eu sabia da verdade, e ela era horrenda.

Eu estava ali.

Novamente ali.

Onde o segundo começo para mim começou.

Eu era apenas uma criança.

Tudo de minha vida se passava na minha frente como flashes.

Minhas lágrimas e sangue escorriam em meio aquele lugar  agora escuro.

E então, novamente eles vieram.

Me coloquei a correr para o limbo, correndo para o imenso nada.

Corria mas não podia fugir, estava condenada. Lembrava-me de quando ainda clamava por misericórdia, mas Deus não teve pena, e não me escutou.

Eu era apenas uma criança.

Eu não me lembrava do primeiro começo, eu não lembrava mas descobri.

Deus poderia ter tido misericórdia, mas não a teve.

Queria me convencer do contrário, porém sabia que minha alma estava condenada. Não restavam esperanças a ela, eu sabia, mas não queria acreditar, mas eu sabia e precisava aceitar.

Ainda corria em meu pesadelo gritando por ajuda como sempre fiz. Mesmo que internamente eu o fazia, mas como sempre sem obter ajuda ou resposta.

Todos os sons a minha volta estavam altos.

Principalmente aqueles malditos latidos que ecoavam a minha volta. Não podia me entregar, então continuava a correr.

Todos aqueles flashes continuavam se passando a minha frente.

Cada flash da minha farda existência. Mais lágrimas brotavam de meus olhos.

ME DEIXEM EM PAZ!!

ME DEIXEM EM PAZ!!

Eu gritava.

Porém sabia, eu nunca teria paz.

Porque?

O que eu havia feito para merecer isso?

Sentia aquela coisa tentar me dominar e renascer para sempre me controlar.

Eu não podia deixar!!

Mas ela me dominava, aquele ser queria se libertar e sair, isso não ocorreria, nem que custasse minha vida, como sempre custou.

Talvez, por isso a morte não me queria.

Talvez, por isso fui subjugada a sempre buscá-la, porém sem obtê-la.

A morte não me queria.

Mas eu queria minha morte.

Todos eles queriam me pegar e me matar. Em especial os donos daqueles malditos latidos monstruosos, a linda garota dos olhos brancos e o homem dos cintilantes olhos amarelos.

Afinal, eram suas missões de me pegar e me entregar a ele, apenas ele almejava com todas as suas forças o prazer de me matar. 

Todos os que me seguiam queriam me matar, não só em pesadelos como fora deles.

E alguns desse exército eram humanos.

Não haveria perdão.

Não haveria piedade.

Não haveria misericórdia.

Tudo era tão embaralhado, aqueles sentimentos, não sou totalmente sem ações humanas porém meus sentimentos eram muito exagerados, confusos e embaralhados, e alguns eu já não possuía.

Mas alguns estavam lá.

Eu sentia muito, sentia demais.

Ninguém nunca entendeu que aquele sangue impuro nunca iria me definir.

Será que me definia?

Sei, sei que sou um monstro mas acho que eu sou o monstro mais humano que já existiu.

Sempre existiram monstros.

E a pior raça deles era a humana.

Eles eram os piores monstros.

Eram monstros que te usavam, faziam o que quisessem com você e depois te tratavam como se você fosse o monstro.

Eles são monstros que criam monstros, de sua própria espécie e até mesmo em sua imaginação.

Eles também são monstros que caçam monstros.

Não havia para onde correr em meio aquele borrão escuro.

ESSAS MALDITAS LÁGRIMAS!!

ESSE MALDITO SANGUE!!


Acordo completamente suada, e tentando recuperar minha identidade.

Não, não sou como eles!!

Eu sou boa, e me chamo Merlin Ell Rogers, ou pelo menos queria me convencer disso.

Uma vontade de chorar me invadiu.

Porém nada saía, minha alma havia ressecado a muito tempo, as lágrimas só caiam em um lugar, em sonhos.

Eram apenas ali onde elas existiam.

Em sonhos.

Aquela luz do luar que entrava pela janela me lembrava que eu sabia que tudo o que dizia a mim mesma era uma mentira criada, e por isso a dor era tão imensa e profunda.

Talvez era por isso que se refletia em meu corpo.

Eu não era, e nunca serei normal.

Eu não tinha batimentos.

Meu corpo era completamente gelado.

Eu não tinha pulsação.

Eu não sentia mais dor.

Nunca seria normal.

Eu queria, eu almejava morte, eu desejava sangue, mas prometia a mim mesma nunca mais fazer isso. Nunca mais causar desastres. Apenas aos que merecessem.

Mas isso não importava.

Minha boca queria sangue.

Abri um pequeno corte em meu braço e bebi. Aquele gosto era tão bom, era tão maravilhoso que me leva a arrancar um pedaço de minha carne, que logo se regenera.

Era assim que saciava minha vontade, eu não iria machucar e nem matar quem não merecia isso.

Eles não conseguiriam isso de mim.

Eu não sou, e nunca seria como eles, e iria provar isso.

Levanto, e vou até a cozinha pegar uma das minhas bebidas no fundo falso da geladeira.

Não queria que Niara visse aquilo, não a envolveria em meus problemas.

Chego ao quarto já bebendo um longo gole para tirar aquele gosto de minha boca que só me chamava por mais.

Aquelas vozes logo voltaram a minha mente.

E elas não mentiam.

Quem iria querer um monstro?

Uma garota horrível e depressiva?

Uma garota cheia de marcas e cortes que só ela conhecia a existência?

Quem iria querer uma assassina?

Quem iria querer ficar perto de uma coisa assim?

Nem a pessoa mais insana do mundo iria querer. 

Meus olhos ameaçavam mudar.

Não, não sua coisa maldita fique onde estava!!

Nunca vou permitir que você saía.

Era esse o motivo, por isso eu não queria me aproximar de pessoas boas. Não queria que acontecesse denovo.

Quem eu tanto amei, meu fio de alegria, que me livrava nem que por alguns minutos desse mundo doente se foi. E quando imaginava que a felicidade retornaria para mim ela me destruía. Mas me diga como sua alegria pode te destruir?

Eu juro que tentei, tentei muito, mas tudo o que fiz foi uma enorme perda de tempo, a cada dia mais eu ia ficando mais fria e inerte em meus pensamentos.

Eu me olhava no espelho e não me reconhecia.

Sabe como isso dói?

Confesso que de mim mesma já senti medo, mas eu não tinha simplesmente nenhum sentimento ou arrependimento pelo que fiz.

Confesso que era prazeroso ver o medo em cada olhar, ver a dor, ver o sofrimento, ver o sangue quente escorrer, escutar as súplicas por sua medíocre vida, escutar os pedidos de perdão, escutar os gemidos de dor, escutar os pedidos para parar. 

Era tão bom!!

Existem poucas coisas tão prazerosas.

E muitos merecem esse destino.

Mas o resto humano ainda falava, digo o sentimental e não o lado humano doente como o outro.

Se no fim restou algo de mim, bem no fundo lá dentro eu lutei muito pra encontrar mas no fim nunca venci.

Eu nunca precisei de razão, simplesmente escolhi cair pra dar de cara no chão.

Se abrissem o meu peito encontrariam um coração?

Ou apenas vazio e escuridão?

Eu não sei.

Isso era doloroso.

A dor da alma e mental, sempre dói mais que a corpórea.

Eu ainda quero chorar, mas não me escorre uma gota sequer.

Onde estão os sentimentos que um dia eu sentia?

Essa dor não queria parar o que eu posso ou deveria fazer?

É algo dentro de mim que só eu consigo ver, e que me mata e me corrói por dentro.

Eu queria piedade para minha alma, mas sabia que não conseguiria,  esse Deus não teria piedade de algo como eu.

Isso eu havia descoberto a muito, muito tempo.

Não, não venha me dizendo que eu não acredito em Deus, até o diabo vai a missa e senta na primeira fileira.

Mas, e você, acredita no diabo?

Não?

Não tem problema, isso ainda não impede de que ele acredite em você, ele tem grandes planos.

É só uma simples dica.

Siga se quiser.

Não me chame de louca ou outros adjetivos, sempre se lembre a loucura é como a gravidade basta um empurrão pra virar realidade. Ela também só existe do lado da grade que se observa.

Sei que não sou louca.

Mas pense o que quiser.

Mas tomem sempre muito, muito cuidado para não se tornarem algo como eu.




Notas Finais


Espero que tenham gostado desse cap :3

Xau ♡♤


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