História Apenas colegas. - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 80
Palavras 1.021
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Luz.


Era uma manhã de fim de outono. Taehyung ainda lembrava da cor cinzenta das nuvens que via pela janela do avião e do sentimento de solidão.

Ele era pequeno naquela época e seus pés não alcançavam o chão. O pai, aquela figura sem cor, estava sentado numa das poltronas mais adiante e ali ao seu lado só existia um enorme vazio.

Onde estava sua mãe? Por que ninguém a havia acordado para ir a com eles naquela viagem sem destino? Por que a deixaram na velha mansão francesa, deitada naquela caixa de flores?

Quando sua mãe, o único sol de sua vida, viria lhes acompanhar?

Era o que o pequeno Taehyung se perguntava, durante aquela viagem e nas semanas que se seguiram. Mas ela nunca veio. E levou algum tempo para que pudesse entender que, naquele dia, a mamãe também tinha feito uma viagem para um rumo diferente. Uma viagem da qual ela não voltaria nunca mais.

E a partir desse dia, todos os dias de Taehyung eram escuros, sem cor. Tudo ao redor era frio e amargo. Onde quer que fosse.

Na escola, os meninos mais velhos riam de si e lhe intimidavam sempre e sempre. “lá vêm o bebê chorão!” eles diziam e só incentivavam mais os seus prantos. E dia pós dia, tudo que Taehyung fazia era chorar. Derramar lágrimas e mais lágrimas no vazio que se tornava a cada dia maior no seu peito.

Até Hoseok aparecer.

O aluno transferido no meio da 3° série. O aluno que Taehyung só notou no dia em que ele o protegeu dos colegas, quando ele lhe perguntou se estava tudo bem com um sorriso doce e o pegou pela mão e o levou para enfermaria.

Ninguém até ali havia se importado consigo daquela forma e olhar as mãos deles unidas naquele pequeno gesto amável foi como uma luz dentro do seu coração enegrecido. E com apenas 6 ou 7 anos aquele pequeno Taehyung conheceu o amor pelas mãos cuidadosas e quentes de um anjo de cabelos negros e sorriso grande. Hoseok lembrava tanto sua mãe.

E durante todo aquele tempo Taehyung apenas assistiu toda a vida de seu amado passar diante dos seus olhos, conformado apenas com o calor que ele emanava mesmo ao longe.

Taehyung assistiu todas as mudanças de Hoseok. Todos os amigos que ele teve, todos os que ele deixou de ter. Assistiu seu corpo se tornar mais bonito com a adolescência e o viu arranjar sua primeira namorada, depois seu primeiro namorado. O viu sofrer por eles e por tantos outros amores não correspondidos. Mas nunca, em nenhum momento, o viu perder o brilho que tinha dentro de si.

E o Hoseok ali que procurava os seus olhos e o dizia para esquecê-lo era o mesmo raio de sol que foi a sua alegria de uma vida inteira. Como ele podia simplesmente apagá-lo de si?

E foi que se deu conta da loucura que estava prestes a cometer. Ele estava deixando a única luz que iluminara sua vida escura, escapar por entre seus dedos.

Então foi que Taehyung correu, passando rapidamente pelo pai na porta, resoluto a perseguir seu sol antes que ele deixasse sua vida.

–Onde você pensa que vai, Taehyung-ssi?– O velho falou e por impulso Taehyung parou. –Se você der mais um passo nessa direção, você vai está deixando para trás toda sua família e seus ancestrais...– Taehyung apertou os punhos e cerrou os dentes ao ouvir a ameça. –Se você der mais um passo estará morto para nós!

E Taehyung deu. Taehyung enfrentou seu velho pai, seu velho medo e deu um passo a frente.

–Pois trate de fazer logo minha lápide, porque se eu tiver que deixar o Hoseok, o homem da minha vida, pra ter parte nessa sua família, nessa sua herança de merda... Eu prefiro a morte... Eu prefiro estar morto do que me tornar um homem como você... – Taehyung pronunciou as palavras ácidas, o peso do rancor rasgando a garganta e não se voltou para o pai, não queria mais reconhecer suas feições naquele rosto odioso, nunca mais, e correu. Correu com toda a força que tinha nos pés. Ele precisava encontrar sua luz perdida antes do "tarde demais".

(…)

Hoseok seguiu altivo, de cabeça erguida, pelo corredor, mas bastou pôr os pés no elevador e fitar sua própria imagem refletida nas paredes espelhadas para a máscara cair. Se sentia patético, frustrado. Ele realmente havia acreditado que Taehyung era diferente. Ele realmente havia acreditado que o amor deles era verdadeiro, mas Taehyung estava lhe trocando por causa de uma herança.

Mas quem era ele pra julgar. Para se julgar melhor do que dinheiro da família do namorado. Hoseok riu amargo, os olhos molhados. Apesar de tudo ele não conseguia odiar Taehyung. Ele estava ali se culpando, procurando uma justificativa para amenizar a atitude do mais novo.

Era aquilo que significava amar? Era não conseguir culpar a outra pessoa? Era querer entender o lado do outro mesmo que a situação não tivesse explicação? Hoseok se encostou numa das colunas quando chegou no estacionamento e escorregou por ela, as pernas falecendo. E descansou a cabeça entre os joelhos, deixando por fim ser tomado pelo pranto. Derramando por fim a dor que lhe enchia o coração.

–Hoseok-ah! Hoseok-ah!– Taehyung gritou. Os olhos nublados não lhe deixavam ver nada pelo caminho. –Hoseok-ah!– ele parou cansado quando chegou no estacionamento, se curvou, apoiando as mãos sobre os joelhos, tentando recuperar de alguma forma o fôlego e um choro perto dali lhe alcançou os ouvidos.

–Hoseok-ah!– Taehyung correu em direção ao mais velho quando o viu sentado no chão alí mais adiante e Hoseok não levantou os olhos ao ouvir a voz alheia, ao contrário, chorou mais alto. Não odiava Taehyung e odiava não odiá-lo.

E este último o abraçou. Descansou o rosto sobre a cabeça de Hoseok e o beijou os fios negros, frondosos. 

–Me desculpe, Hoseok-ah... Me perdoe...– Taehyung balbuciou, a voz trêmula, falhada. E Hoseok se ainda sem levantar os olhos para o mais novo retribuiu-lhe o abraço. E nada mais foi dito. Apenas as lágrimas falaram. E não havia pelo que Hoseok perdoar Taehyung, porque por ele estar ali, Hoseok sabia, ele havia feito sua escolha.

Taehyung havia escolhido por si.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...